sábado, 26 de setembro de 2015

A MALA DE DINHEIRO QUE O TUCANO GOLPISTA CARLOS SAMPAIO DOOU A SI MESMO



Rede Brasil Atual

No início deste setembro, o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por crime de falsificação de documentos para fins eleitorais.
O motivo? Chamou atenção doações dele para sua própria campanha por meio de depósitos em dinheiro no valor de R$ 207,4 mil. Aníbal é investigado no âmbito da Operação Lava Jato. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa o delatou como intermediário dos interesses do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) junto à estatal. A Procuradoria suspeitou de que o deputado estivesse doando em seu próprio nome para ocultar a origem de algum doador que não pudesse aparecer.
Chamado a depor, Aníbal disse que cerca de R$ 100 mil vinham de amigos e parentes, e que por serem várias pequenas quantias, ele juntou tudo e declarou a doação em seu nome. O procurador-geral o denunciou por declaração falsa à Justiça Eleitoral e considerou o ato lesivo à fiscalização, impedindo aos órgãos de controle verificar se os verdadeiros doadores cumpriram limites legais.
O líder do PSDB na Câmara, deputado federal Carlos Sampaio (SP), tem a mesma peculiaridade em sua prestação de contas eleitoral. Ele mesmo doou R$ 40 mil para sua campanha. Mas o que chama atenção é que a doação dele para ele mesmo não saiu de suas contas bancárias. Foi em dinheiro vivo, e sem que ele tenha declarado possuir dinheiro em espécie em sua declaração de bens, da qual também não consta nenhuma atividade econômica que possa receber dinheiro em espécie, como é comum em caso de lojistas, por exemplo.
Abaixo, a doação de Carlos Sampaio para ele mesmo, conforme registro no Tribunal Superior Eleitoral:



Sua biografia, porém, mostra que ele sempre foi ou funcionário público – promotor do estado de São Paulo desde 1987 – ou ocupou cargos políticos desde 1993, cujos rendimentos sempre são pagos em conta corrente e pela rede bancária.
Sampaio também afirma, em sua declaração de bens, ser um dos sócios da empresa empresa Ciage (Centro de Inteligência, Análise e Gestão Educacional Ltda), aberta em fevereiro de 2013 e com sede em Campinas (SP). Mas, na verdade, é a mulher do tucano – a psicóloga Anna Beatriz R. F. Sampaio – que é a detentora, registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo e no quadro de sócios do CNPJ da Receita Federal, de 34% das cotas da Ciage.
De acordo com o site da empresa, a Ciage assessora a gestão de escolas privadas e oferece consultoria, também em educação, para órgãos públicos. A empresa teve alteração de atividades em novembro de 2014, quando passou a incluir comércio de livros, jornais e revistas, além de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador.
Pau a pau
Se Janot quiser fazer valer sua frase "pau que dá em Chico, dá também em Francisco", que declarou na sabatina no Senado que o reconduziu ao cargo, precisa aplicar o "pau que dá em Aníbal Gomes, dá também em Carlos Sampaio", e abrir investigação sobre o tucano. Afinal, há pelo menos uma doação fortemente suspeita e indícios de falsidade ideológica na declaração de bens relativa à Ciage.
Carlos Sampaio ganhou notoriedade nacional quando entrou com representação – já arquivada – que pedia a cassação da presidenta Dilma Rousseff, ainda no primeiro mandato, por ela ter usado vestido vermelho em um pronunciamento em rede nacional de televisão.
Caiu no ridículo, mas encantou o então candidato tucano a presidente, Aécio Neves. Desde então, Sampaio se tornou coordenador jurídico da campanha de Aécio em 2014 e tentou de todos os modos cassar a candidatura da presidenta. Após a derrota do PSDB nas eleições, não desistiu. É um dos principais conspiradores do golpe do impeachment de Dilma na Câmara.
O deputado tucano também se esforçou ao longo dos anos para se apresentar como "paladino da ética". Mas esta imagem anda arranhada desde a CPI do Cachoeira, quando deu um show de hipocrisia ao defender a blindagem da corrupção no governo goiano de Marconi Perillo (PSDB) e de companheiros de partido enrolados naquele escândalo.
Comportamento semelhante teve no "trensalão", escândalo das propinas no Metrô e trens paulistas sob gestão tucana. E tem se repetido em todos os episódios que envolvem tucanos. Recentemente, enquanto acusava o governo federal de aparelhamento, seu pai ganhava um cargo comissionado com salário de R$ 11.656,20 na prefeitura de Valinhos (SP), cidade vizinha a Campinas comandada por um prefeito também tucano, seu aliado.
Outro grave deslize é conspirar pelo golpe do impeachment com notórios deputados denunciados por corrupção, enquanto ajuda a manter engavetados dezenas de processos de cassação desses mesmos deputados, por quebra de decoro, no Conselho de Ética da Casa.
Por fim, gravíssimo o voto e o comando da bancada tucana para votar a favor da chamada "PEC da Corrupção", aquela que queria manter o financiamento empresarial de campanha, mesmo considerado inconstitucional pelo STF.
Assim, ele se candidata, no máximo, a "paladino" da ética seletiva, aquela que só vale para "inimigos". Para os "amigos" vale tudo.
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A LAVA JATO TEM LADO (TUCANO)



Luis Nassif

Há um grande mérito na Lava Jato e uma grande interrogação.
O mérito foi o de ter, pela primeira vez, investigado uma das fontes centrais históricas do poder 
político brasileiro: as grandes empreiteiras de obras públicas.
A dúvida é o filtro político que impôs às investigações.
Para tentar entender:
1. A Lava Jato pretendia manter sob suas asas todos os inquéritos resultantes das delações 
negociadas até agora.
2. Há personagens centrais na Lava Jato: do lado dos beneficiários, gerentes e diretores da Petrobras 
e operadores do PT e do PMDB. Do lado dos pagadores, as empreiteiras.
3. A Lava Jato derivou para o setor elétrico, apurando os desvios da Eletronuclear.
4. Ora, o que Petrobras e Eletrobras têm em comum, para permitir à Lava Jato avançar sobre o setor 
elétrico? As mesmas empreiteiras.
O ponto em comum que unifica tudo, portanto, são as empreiteiras, seu modo de operar, seus 
subornos e financiamentos de campanha.
Sendo assim, qual a razão da Lava Jato ter deixado de fora governos tucanos?
A maior contribuição da UTC foi para a campanha de Aécio Neves. A grande obra da UTC em 
Minas foi o Centro Administrativo. Em São Paulo, as mesmas empreiteiras participaram de obras do 
Rodoanel e das parcerias para administrar as estradas paulistas.
No entanto, nenhum dos bravos delegados e procuradores, o imbatível juiz Sergio Moro tiveram a 
curiosidade de perguntar aos delatores sobre o financiamento à campanha de Aécio e para políticos 
paulistas.
Não há álibi técnico ou jurídico que possa justificar a desatenção do grupo em relação aos malfeitos 
dos réus com governos tucanos.
Na fase das investigações, especialmente ao colher os depoimentos dos réus e delatores, todos os 
temas relacionados às suspeitas de suborno por parte das empreiteiras são relevantes. Se surgirem 
indícios de cometimento de crimes em outras esferas, encaminha-se a denúncia para o STF (Supremo 
Tribunal Federal) (se for de réu com prerrogativa de foro) que decidirá se cabe um novo inquérito ou 
se a investigação será no bojo do mesmo.
Se a intenção é passar o país a limpo, tendo ao seu dispor pessoas dispostas a delatar, qual a razão da 
Lava Jato não ter aberto o leque para todos os partidos? A desculpa de não perder o foco não bate. Se 
não surgir outra Lava Jato, os segredos dos doleiros e delatores morrerão com eles, debaixo do nariz 
da tropa de 360 procuradores e técnicos que o MPF colocou à disposição.
Por tudo isso, pelo fato do Procurador Geral da República Rodrigo Janot ter poupado Aécio Neves 
das denúncias do doleiro Alberto Yousseff sobre Furnas, de jamais ter tirado da gaveta o inquérito 
sobre a conta no paraíso fiscal de Liechtenstein, pelo fato de procuradores e delegados jamais terem 
se preocupado com a questão óbvia de investigar outros partidos políticos, não há a menor dúvida de 
que a Lava Jato tem lado. O mesmo lado de Gilmar Mendes.
Os bravos procuradores sequer se preocupam em justificar essa seletividade, como se o assunto não 
existisse.
Mas há um cadáver no meio da sala de jantar. E não haverá como escondê-lo para sempre.
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PAVÃO DE DIAMANTINO RESOLVE PROCESSAR GUILHERME BOULOS POR DANOS MORAIS



Jornal GGN - O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes decidiu processar por danos
morais o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) Guilherme Boulos, pela
publicação de um texto na Folha de S. Paulo em 13 de novembro de 2014 com críticas à atuação do
magistrado.

Em sua coluna, no artigo "Gilmar Mendes e o Bolivarianismo", Boulos rebateu uma declaração de Gilmar que, no início daquele mês, havia alertado, em entrevista à Folha, para o "perigo" de o STF virar uma "corte bolivariana" se mais um presidente do PT nomeasse novos ministros. Segundo o magistrado, apenas ele mesmo - indicado por FHC para o cargo - seria um magistrado não alinhado com o Planalto.
"No texto, Boulos refere-se a Mendes como 'bravateiro de notória ousadia' e lista decisões do
ministro que favoreceram o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e o ex-senador de Goiás Demóstenes Torres –ambos do DEM e abatidos em escândalos de corrupção –e o banqueiro Daniel Dantas, preso pela PF e libertado por ordem de Mendes", escreveu a Folha deste sábado, 26.
Procurado, o líder do MTST disse que não houve ofensa pessoal e que exerceu seu direito à crítica
no espaço que possui na Folha.
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Entrevista com Pedro Cardoso: a televisão brasileira é uma farsa

Para quem não se lembra, Pedro Cardoso era o Agostinho da 
Grande Família, programa da TV Globo exibido às quinta-
feiras ao longo de 14 anos. Veja o que ele diz sobre a televisão 
brasileira em entrevista publicada na internet em 29 de julho 
de 2015. Imperdível!

Bercovici explica como salvar empresas e punir os corruptos

Proposta permite à União e à Petrobras recuperar o que 
perderam com os corruptos.




ALÔ, ALÔ JANOT, CADÊ A TORNOZELEIRA DO CUNHA?


Até quando o Janot vai deixar o Cunha detonar a Dilma?

João Henriques, lobista do PMDB, declarou que ‘a pedido de terceiro’ realizou o depósito 
relativo à aquisição do campo de exploração em Benin, na África

Moro envia ao STF mais uma suspeita contra Cunha na Lava Jato

O empresário João Augusto Henriques, apontado como lobista do PMDB no esquema de corrupção na Diretoria Internacional da Petrobrás, disse em depoimento nesta sexta-feira, 25, à força-tarefa da Lava Jato que no âmbito de um contrato da estatal para a aquisição do campo de exploração em Benin, na África, fez “a pedido de terceiro” transferência bancária a um político com foro privilegiado. Investigadores da operação afirmam que o político é Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara.
Cunha já foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro. Nesta sexta, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato na primeira instância, decidiu enviar para o STF cópia do depoimento de Henriques, que teve prisão preventiva decretada – ele foi preso temporariamente na segunda-feira.



Inicialmente, Henriques negou corrupção e arrecadação de valores ilícitos para o PMDB. Mas, confrontado com documentos que os investigadores exibiram, ele admitiu alguns fatos.
“Ao final do depoimento, o acusado (Henriques) admitiu que, em outro contrato da Petrobrás, relativamente à aquisição pela Petrobrás do campo de exploração em Benin, teria efetuado transferência bancária, a pedido de terceiro, para conta no exterior que pertenceria a um agente político, titular de foro privilegiado, já acusado em outra ação penal perante o Supremo Tribunal Federal”, escreveu Moro no despacho em que decretou a prisão preventiva.
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PROCURADOR TUCANO NÃO VAI A FURNAS, MAS CONSTRANGE LULA


Requião, que tal uma CPI do Ministério Público?

Foi o destemido Requião quem disse: se o Moro é o único Juiz honesto, vamos fazer a CPI do 
Judiciário!
E que a tal CPI do Janot, quer dizer, do Ministério Público Federal?
Janot ignora Furnas, aquele probleminha em que se afogam todos os tucanos de todas as gerações - 
aquele que os deputados de Minas lhe entregaram.
Mas, quer dividir os pigais holofotes com os meninos da Lava Jato e resolve constranger o 
Presidente Luis Inácio Lula da Silva.
O Lula deve depor algemado, Dr Janot?
Janot defende que STF autorize depoimento de Lula na Lava Jato
PF pediu ao Supremo para ouvir Lula em inquérito como testemunha. Para Janot, 'nada de objetivo' 
no momento permite incluir novos investigados.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) 
no qual concorda com pedido da Polícia Federal para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e 
ex-ministros do governo dele sejam ouvidos na investigação da Operação Lava Jato como 
testemunhas.
O depoimento de Lula foi pedido pelo delegado da PF Josélio Sousa no inquérito mais importante da 
Lava Jato no Supremo: o que tem atualmente 39 investigados e no qual se apura se houve a formação 
de uma organização criminosa na Petrobras para desvio de dinheiro público e pagamento de propina 
a políticos.
(...)
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

RANDOLFE RODRIGUES... MAIS UMA BOLA NA "REDE"


Um dia depois de conseguir a adesão do deputado Alessandro Molon, que foi o mais votado pelo PT no Rio de Janeiro para Câmara Federal, a ex-senadora Marina Silva agora traz para o Rede Sustentabilidade o senador Randolfe Rodrigues (AP), um dos parlamentares mais ativos do Congresso, que deixou o PSOL; segundo a colunista Tereza Cruvinel, a filiação deve ocorrer nas próximas horas; Rede está se tornando o destino preferido de líderes de esquerda; segundo o deputado distrital petista Chico Leite, que também ingressa na Rede com outros três deputados, o partido de Marina surge em sintonia com outras organizações partidárias ao redor do mundo, "que representam um sopro novo na política e nas formas de participação política", como o Partido da Terra, em Portugal, o Podemos, na Espanha, o Partido do Homem, na Índia e La Red, na Argentina
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Rattle That Lock, o novo álbum de David Gilmour


O lendário Gilmour está de volta com novo material solo

O álbum Rattle That Lock, com colaboração do guitarrista e 
produtor musical Phil Manzanera, do Roxy Music, e do 
pianista e apresentador britânico Jools Holland, foi lançado 
nove anos após seu último trabalho, On An Island, de 2006.

OS VIDEOS DA SEMANA



"Seria melhor ter perdido a eleição", diz senador petista


Jorge Viana: o senador lamenta a situação em que a crise colocou o PT  

por André Barrocal  

Dilma Rousseff comandou várias negociações políticas nos últimos dias para montar um novo
ministério e fortalecer-se contra tentativas de impeachment. Conseguiu até uma vitória no Congresso 
como há tempos não obtinha, ao manter vetos de leis polêmicas. Mas se a presidenta tem motivos 
para arriscar suspiros de alívio, o mesmo não vale para o PT. Ou para todo o PT.
Há semanas é possível ouvir, em conversas ao pé do ouvido, lamúrios petistas sobre o futuro do 
governo e o fardo de estar no Palácio do Planalto hoje em dia. Um deles resolveu desabafar 
abertamente. “Para salvar o governo, a única solução é piorar o governo. Seria melhor ter perdido a 
eleição”, disse a CartaCapital Jorge Viana (AC), vice-presidente do Senado.
O pessimismo de certos petistas nasce de um drama existencial.
Distante da base social lulista inconformada com o ajuste fiscal, explica um ex-colaborador de Dilma 
e do ex-presidente Lula, a mandatária só tem uma saída para contornar sua fragilidade política: ceder 
Não seria melhor, então, estar na oposição a uma gestão Aécio Neves (PSDB-MG), a atacar o ajuste 
fiscal que ele certamente faria e a ver o tucano enrolar-se com parlamentares metidos na Operação 
Lava Jato e hoje aliados ao PT mas que, governistas por vocação, estariam na base de apoio do 
PSDB?
Ao menos, haveria perspectiva de futuro para o partido, algo inexistente hoje, pensam vários petistas.
Um exemplo de concessão dilmista aos setores conservadores. No início do mês, uma portaria do 
Ministério da Educação criou um Comitê de Gênero para propor ideias para enfrentar o preconceito a 
partir da educação. Na segunda-feira 21, o recuo. 
O comitê agora será de Combate à Desigualdade, definição sem o mesmo poder simbólico. O passo 
atrás foi dado após o governo negociar uma trégua anti-impeachment com dois expoentes da bancada 
evangélica, os deputados Marco Feliciano, do PSC, e João Campos, do PSDB.
Em nota oficial, deputados do PT ligados aos temas educação e mulheres manifestaram 
“inconformismo” com o recuo. “Desmanchar a luta pela igualdade de gênero no contexto das outras 
desigualdades é, na prática, ceder aos setores mais conservadores da sociedade”, diz o texto.
Outra seara de “concessões” de Dilma é a reforma ministerial. Ela aceita acabar com três pastas da 
área social e juntar tudo numa só, encabeçada pela Secretaria Geral da Presidência, que passaria a ter 
outro nome, Ministério da Cidadania. Desapareceriam as pastas dos Direitos Humanos, da Igualdade 
Racial e das Políticas para as Mulheres.
Após passar o primeiro mandato a resistir às pressões fisiológicas do PMDB, agora Dilma topa dar 
ao partido o Ministério da Saúde, um orçamento de 100 bilhões de reais por ano. Um dos favoritos 
para o cargo é o deputado Manoel Junior, da Paraíba. Que vem a ser uma espécie de laranja do 
presidente da Câmara, Eduardo Cunha, desafeto de Dilma. 
A contrariedade no PT com Dilma é tamanha que o líder do partido na Câmara, Sibá Machado, um 
acreano como Jorge Viana, defendeu que, na reforma ministerial, deveriam ser demitidos Joaquim 
Levy (Fazenda), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça). Disse isso em 
reunião com outras lideranças partidárias na quarta-feira 23. 
Em meio à gélida relação com seu próprio partido, Dilma Rousseff tem se aproximado de uma outra 
sigla de esquerda de sua base aliada. Na segunda-feira 21, recebeu dirigentes e parlamentares do 
PCdoB em jantar no Palácio da Alvorada.
Um dos presentes contou a CartaCapital que Dilma ouviu a sugestão de trocar Levy e Mercadante. 
Reação dela, de acordo com este relato: impassível sobre o caso do ministro da Fazenda, mas não tão 
assertiva em relação ao chefe da Casa Civil.
É do PCdoB, aliás, um dos mais aguerridos parlamentares anti-impeachment. O ex-ministro dos 
Esportes e deputado Orlando Silva, um dos vice-líderes do governo na Câmara e ex-presidente da 
União Nacional dos Estudantes (UNE), não perde a chance de enfrentar os defensores do “Fora 
Dilma”.
Quando o líder do DEM, Mendonça Filho, pressionava Cunha dias atrás para se pronunciar sobre o 
tratamento a ser dado aos pedidos de cassação da presidenta, Silva chamou a frente parlamentar do 
impeachment de “um bando de provocadores” e o DEM, de “golpista” e “legítimo herdeiro da 
Arena”, o partido da ditadura militar.
Em agosto, em bate-boca com outro deputado demista, Rodrigo Maia, Silva havia disparado: “Se a 
oposição quiser fazer guerra política, vai haver guerra política. Se quiser fazer enfrentamento, vai 
haver enfrentamento.”
Na Câmara, Silva tem dito ser preciso matar no nascedouro qualquer pedido de impeachment. Não 
permitir sequer que seja instalada uma comissão especial para examinar o assunto.
Para isso, não basta reunir só 171 deputados, quórum capaz de barrar no plenário a abertura de um 
processo de cassação, ao final dos trabalhos da comissão especial. Seria necessário ter o apoio 
imediato de 257 deputados, metade do total de 513, para evitar até mesmo a criação da comissão.
É esse o objetivo de Dilma Rousseff na reforma ministerial. Montar uma tropa que barre a instalação 
da comissão especial. Nem que para isso tenha de sacrificar o PT, ao tirar espaço do partido para 
entregar a outro aliado.
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MOLON É A PRIMEIRA BOLA NA "REDE"


O deputado federal Alessandro Molon se desfiliou nesta noite do PT. Ele irá para Rede 
Sustentabilidade, o partido da ex-candidata à Presidência Marina Silva. Ele foi duas vezes 
deputado estadual e está na Câmara pela segunda vez, tendo sido candidato a prefeito do Rio 
em 2008. Numa carta de apenas três parágrafos entregue por seus assessores na sede do PT, 
Molon seguiu o protocolo legal, não fez críticas ao mandato da presidenta Dilma Rousseff ou 
expôs as razões que o levaram a sair do partido. O agora ex-petista é tido como viável para 
concorrer à prefeitura do Rio em 2016.

Miguel do Rosário 

O deputado federal pelo PT, Alessandro Molon, desligou-se do partido e ingressou na Rede, de 
Marina Silva.
Ele sinalizou, porém, que não fará oposição ao PT, e evitou críticas a presidenta e ao partido.
Pelo menos publicamente.
Molon foi um lutador importante na batalha pela aprovação do Marco Civil da internet.
É um quadro coerente, ético, e acho que sua decisão deve ser respeitada.
Entretanto, para o post não ficar muito chato, permitam-me uma pitada de sarcasmo bobinho.
Molon faz o tipo bom moço.
É ligado à igreja, anda sempre impecavelmente penteado, tem fala suave, é sempre extremamente 
polido.
Por conta dessas características, um amigo meu, militante do PT das antigas, costuma chamá-lo de 
"cheirosinho da internet". 
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Justiça suíça investiga Blatter

Blatter vai em cana: e o pessoal das "transmissoes televisivas" ?

Suíça abre investigação contra Blatter; Platini também é interrogado

A Procuradoria-Geral da Suíça anunciou nesta sexta-feira que abriu uma investigação criminal contra o presidente da Fifa, Joseph Blatter, enquadrado em dois artigos do Código Penal do país, por suspeita de apropriação indébita e má gestão, podendo pegar até dez anos de prisão.

Uma das acusações é de um contrato assinado entre Blatter e o ex-presidente da Concacaf, Jack Warner, em 2005, que teria sido "desfavorável para a Fifa".

O procurador geral de Justiça da Suíça anunciou agora há pouco que está investigando o presidente da Fifa, Joseph Blatter, por apropriação indébita e pagamentos indevidos.

O inquérito diz respeito a contratos de TV em 2005 e a pagamentos feitos a Michel Platini em 2011.
Blatter foi interrogado hoje pela manhã e documentos da Fifa foram levados pelos investigadores.
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PAPA FRANCISCO NA ONU: TETO, TRABALHO E TERRA !!!


A integra do discurso do Papa Francisco

 Senhor Presidente,  Senhoras e Senhores,  Bom dia!

Mais uma vez, seguindo uma tradição de que me sinto honrado, o Secretário-Geral das Nações Unidas convidou o Papa para falar a esta distinta assembleia das nações. Em meu nome e em nome de toda a comunidade católica, Senhor Ban Ki-moon, desejo manifestar-lhe a gratidão mais sincera e cordial; agradeço-lhe também as suas amáveis palavras.

Saúdo ainda os chefes de Estado e de Governo aqui presentes, os embaixadores, os diplomatas e os funcionários políticos e técnicos que os acompanham, o pessoal das Nações Unidas empenhado nesta LXX Sessão da Assembleia Geral, o pessoal de todos os programas e agências da família da ONU e todos aqueles que, por um título ou outro, participam nesta reunião. Por vosso intermédio, saúdo também os cidadãos de todas as nações representadas neste encontro. Obrigado pelos esforços de todos e cada um em prol do bem da humanidade.

Esta é a quinta vez que um Papa visita as Nações Unidas. Fizeram-no os meus antecessores Paulo VI em 1965, João Paulo II em 1979 e 1995 e o meu imediato antecessor, hoje Papa emérito Bento XVI, em 2008. Nenhum deles poupou expressões de reconhecido apreço pela Organização, considerando-a a resposta jurídica e política adequada para o momento histórico, caracterizado pela superação das distâncias e das fronteiras graças à tecnologia e, aparentemente, superação de qualquer limite natural à afirmação do poder. Uma resposta imprescindível, dado que o poder tecnológico, nas mãos de ideologias nacionalistas ou falsamente universalistas, é capaz de produzir atrocidades tremendas. Não posso deixar de me associar ao apreçamento dos meus antecessores, reiterando a importância que a Igreja Católica reconhece a esta instituição e as esperanças que coloca nas suas atividades.

A história da comunidade organizada dos Estados, representada pelas Nações Unidas, que festeja nestes dias o seu septuagésimo aniversário, é uma história de importantes sucessos comuns, em um período de incomum aceleração dos acontecimentos. Sem pretender ser exaustivo, pode-se mencionar a codificação e o desenvolvimento do direito internacional, a construção da normativa internacional dos direitos humanos, o aperfeiçoamento do direito humanitário, a solução de muitos conflitos e operações de paz e reconciliação, e muitas outras aquisições em todos os setores do âmbito internacional das atividades humanas.

Todas estas realizações são luzes que contrastam a obscuridade da desordem causada por ambições descontroladas e egoísmos. Apesar de serem muitos os problemas graves por resolver, todavia é seguro e evidente que, se faltasse toda esta atividade internacional, a humanidade poderia não ter sobrevivido ao uso descontrolado das suas próprias potencialidades. Cada um destes avanços políticos, jurídicos e técnicos representa um percurso de concretização do ideal da fraternidade humana e um meio para a sua maior realização.

Por isso, presto homenagem a todos os homens e mulheres que serviram, com lealdade e sacrifício, a humanidade inteira nestes setenta anos. Em particular, desejo hoje recordar aqueles que deram a sua vida pela paz e a reconciliação dos povos, desde Dag Hammarskjöld até aos inúmeros funcionários, de qualquer grau, caídos nas missões humanitárias de paz e reconciliação.

A experiência destes setenta anos demonstra que, para além de tudo o que se conseguiu, há constante necessidade de reforma e adaptação aos tempos, avançando rumo ao objetivo final que é conceder a todos os países, sem exceção, uma participação e uma incidência reais e equitativas nas decisões. Esta necessidade duma maior equidade é especialmente verdadeira nos órgãos com capacidade executiva real, como o Conselho de Segurança, os organismos financeiros e os grupos ou mecanismos criados especificamente para enfrentar as crises econômicas. Isto ajudará a limitar qualquer espécie de abuso ou usura especialmente sobre países em vias de desenvolvimento. Os Organismos Financeiros Internacionais devem velar pelo desenvolvimento sustentável dos países, evitando uma sujeição sufocante desses países a sistemas de crédito que, longe de promover o progresso, submetem as populações a mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência.

A trabalho das Nações Unidas, com base nos postulados do Preâmbulo e dos primeiros artigos da sua Carta constitucional, pode ser vista como o desenvolvimento e a promoção da soberania do direito, sabendo que a justiça é um requisito indispensável para se realizar o ideal da fraternidade universal. Neste contexto, convém recordar que a limitação do poder é uma ideia implícita no conceito de direito. Dar a cada um o que lhe é devido, segundo a definição clássica de justiça, significa que nenhum indivíduo ou grupo humano se pode considerar onipotente, autorizado a pisar a dignidade e os direitos dos outros indivíduos ou dos grupos sociais. A efetiva distribuição do poder (político, econômico, militar, tecnológico, etc.) entre uma pluralidade de sujeitos e a criação dum sistema jurídico de regulação das reivindicações e dos interesses realiza a limitação do poder. Mas, hoje, o panorama mundial apresenta-nos muitos direitos falsos e, ao mesmo tempo, amplos setores sem proteção, vítimas inclusivamente dum mau exercício do poder: o ambiente natural e o vasto mundo de mulheres e homens excluídos são dois setores intimamente unidos entre si, que as relações políticas e econômicas preponderantes transformaram em partes frágeis da realidade. Por isso, é necessário afirmar vigorosamente os seus direitos, consolidando a proteção do meio ambiente e pondo fim à exclusão.

Antes de mais nada, é preciso afirmar a existência dum verdadeiro «direito do ambiente», por duas razões. Em primeiro lugar, porque como seres humanos fazemos parte do ambiente. Vivemos em comunhão com ele, porque o próprio ambiente comporta limites éticos que a ação humana deve reconhecer e respeitar. O homem, apesar de dotado de «capacidades originais [que] manifestam uma singularidade que transcende o âmbito físico e biológico» (Enc. Laudato si’, 81), não deixa ao mesmo tempo de ser uma porção deste ambiente. Possui um corpo formado por elementos físicos, químicos e biológicos, e só pode sobreviver e desenvolver-se se o ambiente ecológico lhe for favorável. Por conseguinte, qualquer dano ao meio ambiente é um dano à humanidade. Em segundo lugar, porque cada uma das criaturas, especialmente seres vivos, possui em si mesma um valor de existência, de vida, de beleza e de interdependência com outras criaturas. Nós cristãos, juntamente com as outras religiões monoteístas, acreditamos que o universo provém duma decisão de amor do Criador, que permite ao homem servir-se respeitosamente da criação para o bem dos seus semelhantes e para a glória do Criador, mas sem abusar dela e muito menos sentir-se autorizado a destruí-la. E, para todas as crenças religiosas, o ambiente é um bem fundamental (cf. ibid., 81).

O abuso e a destruição do meio ambiente aparecem associados, simultaneamente, com um processo ininterrupto de exclusão. Na verdade, uma ambição egoísta e ilimitada de poder e bem-estar material leva tanto a abusar dos meios materiais disponíveis como a excluir os fracos e os menos hábeis, seja pelo fato de terem habilidades diferentes (deficientes), seja porque lhes faltam conhecimentos e instrumentos técnicos adequados ou possuem uma capacidade insuficiente de decisão política. A exclusão econômica e social é uma negação total da fraternidade humana e um atentado gravíssimo aos direitos humanos e ao ambiente. Os mais pobres são aqueles que mais sofrem esses ataques por um triplo e grave motivo: são descartados pela sociedade, ao mesmo tempo são obrigados a viver de desperdícios, e devem sofrer injustamente as consequências do abuso do ambiente. Estes fenômenos constituem, hoje, a difundida e inconscientemente consolidada «cultura do descarte».

O caráter dramático de toda esta situação de exclusão e desigualdade, com as suas consequências claras, leva-me, juntamente com todo o povo cristão e muitos outros, a tomar consciência também da minha grave responsabilidade a este respeito, pelo que levanto a minha voz, em conjunto com a de todos aqueles que aspiram por soluções urgentes e eficazes. A adoção da «Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável», durante a Cimeira Mundial que hoje mesmo começa, é um sinal importante de esperança. Estou confiado também que a Conferência de Paris sobre as alterações climáticas alcance acordos fundamentais e efetivos.

Todavia não são suficientes os compromissos solenemente assumidos, mesmo se constituem um passo necessário para a solução dos problemas. A definição clássica de justiça, a que antes me referi, contém como elemento essencial uma vontade constante e perpétua: Iustitia est constans et perpetua voluntas ius suum cuique tribuendi. O mundo pede vivamente a todos os governantes uma vontade efetiva, prática, constante, feita de passos concretos e medidas imediatas, para preservar e melhorar o ambiente natural e superar o mais rapidamente possível o fenômeno da exclusão social e econômica, com suas tristes consequências de tráfico de seres humanos, tráfico de órgãos e tecidos humanos, exploração sexual de meninos e meninas, trabalho escravo, incluindo a prostituição, tráfico de drogas e de armas, terrorismo e criminalidade internacional organizada. Tal é a magnitude destas situações e o número de vidas inocentes envolvidas que devemos evitar qualquer tentação de cair num nominalismo declamatório com efeito tranquilizador sobre as consciências. Devemos ter cuidado com as nossas instituições para que sejam realmente eficazes na luta contra estes flagelos.

A multiplicidade e complexidade dos problemas exigem servir-se de instrumentos técnicos de medição. Isto, porém, esconde um duplo perigo: limitar-se ao exercício burocrático de redigir longas enumerações de bons propósitos – metas, objetivos e indicadores estatísticos –, ou julgar que uma solução teórica única e apriorística dará resposta a todos os desafios. É preciso não perder de vista, em momento algum, que a ação política e econômica só é eficaz quando é concebida como uma atividade prudencial, guiada por um conceito perene de justiça e que tem sempre presente que, antes e para além de planos e programas, existem mulheres e homens concretos, iguais aos governantes, que vivem, lutam e sofrem e que muitas vezes se veem obrigados a viver miseravelmente, privados de qualquer direito.

A fim de que estes homens e mulheres concretos possam subtrair-se à pobreza extrema, é preciso permitir-lhes que sejam atores dignos do seu próprio destino. O desenvolvimento humano integral e o pleno exercício da dignidade humana não podem ser impostos; devem ser construídos e realizados por cada um, por cada família, em comunhão com os outros seres humanos e num relacionamento correto com todos os ambientes onde se desenvolve a sociabilidade humana – amigos, comunidades, aldeias e vilas, escolas, empresas e sindicatos, províncias, países, etc. Isto supõe e exige o direito à educação – mesmo para as meninas (excluídas em alguns lugares) –, que é assegurado antes de mais nada respeitando e reforçando o direito primário das famílias a educar e o direito das Igrejas e de agregações sociais a apoiar e colaborar com as famílias na educação das suas filhas e dos seus filhos. A educação, assim entendida, é a base para a realização da Agenda 2030 e para a recuperação do ambiente.

Ao mesmo tempo, os governantes devem fazer o máximo possível por que todos possam dispor da base mínima material e espiritual para tornar efetiva a sua dignidade e para formar e manter uma família, que é a célula primária de qualquer desenvolvimento social. A nível material, este mínimo absoluto tem três nomes: casa, trabalho e terra. E, a nível espiritual, um nome: liberdade do espírito, que inclui a liberdade religiosa, o direito à educação e os outros direitos civis.

Por todas estas razões, a medida e o indicador mais simples e adequado do cumprimento da nova Agenda para o desenvolvimento será o acesso efetivo, prático e imediato, para todos, aos bens materiais e espirituais indispensáveis: habitação própria, trabalho digno e devidamente remunerado, alimentação adequada e água potável; liberdade religiosa e, mais em geral, liberdade do espírito e educação. Ao mesmo tempo, estes pilares do desenvolvimento humano integral têm um fundamento comum, que é o direito à vida, e, em sentido ainda mais amplo, aquilo a que poderemos chamar o direito à existência da própria natureza humana.

A crise ecológica, juntamente com a destruição de grande parte da biodiversidade, pode pôr em perigo a própria existência da espécie humana. As nefastas consequências duma irresponsável má gestão da economia mundial, guiada unicamente pela ambição de lucro e poder, devem constituir um apelo a esta severa reflexão sobre o homem: «O homem não se cria a si mesmo. Ele é espírito e vontade, mas é também natureza» (BENTO XVI, Discurso ao Parlamento da República Federal da Alemanha, 22 de setembro de 2011; citado na Enc. Laudato si’, 6). A criação vê-se prejudicada «onde nós mesmos somos a última instância (…). E o desperdício da criação começa onde já não reconhecemos qualquer instância acima de nós, mas vemo-nos unicamente a nós mesmos» (BENTO XVI, Discurso ao clero da Diocese de Bolzano-Bressanone, 6 de agosto de 2008; citado na Enc. Laudato si’, 6). Por isso, a defesa do ambiente e a luta contra a exclusão exigem o reconhecimento duma lei moral inscrita na própria natureza humana, que inclui a distinção natural entre homem e mulher (cf. Enc. Laudato si’, 155) e o respeito absoluto da vida em todas as suas fases e dimensões (cf. ibid., 123; 136).

Sem o reconhecimento de alguns limites éticos naturais inultrapassáveis e sem a imediata atuação dos referidos pilares do desenvolvimento humano integral, o ideal de «preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra» (Carta das Nações Unidas, Preâmbulo) e «promover o progresso social e um padrão mais elevado de viver em maior liberdade» (ibid.) corre o risco de se tornar uma miragem inatingível ou, pior ainda, palavras vazias que servem como desculpa para qualquer abuso e corrupção ou para promover uma colonização ideológica através da imposição de modelos e estilos de vida anormais, alheios à identidade dos povos.

Para isso, é preciso garantir o domínio do direito e o recurso incansável às negociações, aos mediadores e à arbitragem, como é proposto pela Carta das Nações Unidas, verdadeira norma jurídica fundamental. A experiência destes setenta anos de existência das Nações Unidas, em geral, e, de modo particular, a experiência dos primeiros quinze anos do terceiro milênio mostram tanto a eficácia da plena aplicação das normas internacionais como a ineficácia da sua inobservância. Se se respeita e aplica a Carta das Nações Unidas, com transparência e sinceridade, sem segundos fins, como um ponto de referência obrigatório de justiça e não como um instrumento para mascarar intenções ambíguas, obtém-se resultados de paz. Quando, pelo contrário, se confunde a norma com um simples instrumento que se usa quando resulta favorável e se contorna quando não o é, abre-se uma verdadeira caixa de Pandora com forças incontroláveis, que prejudicam seriamente as populações inermes, o ambiente cultural e também o ambiente biológico.

O Preâmbulo e o primeiro artigo da Carta das Nações Unidas indicam as bases da construção jurídica internacional: a paz, a solução pacífica das controvérsias e o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações. Contrasta fortemente com estas afirmações – e nega-as na prática – a tendência sempre presente para a proliferação das armas, especialmente as de destruição em massa, como o podem ser as armas nucleares. Uma ética e um direito baseados sobre a ameaça da destruição recíproca – e, potencialmente, de toda a humanidade – são contraditórios e constituem um dolo em toda a construção das Nações Unidas, que se tornariam «Nações Unidas pelo medo e a desconfiança». É preciso trabalhar por um mundo sem armas nucleares, aplicando plenamente, na letra e no espírito, o Tratado de Não-Proliferação para se chegar a uma proibição total destes instrumentos.

O recente acordo sobre a questão nuclear, numa região sensível da Ásia e do Médio Oriente, é uma prova das possibilidades da boa vontade política e do direito, cultivados com sinceridade, paciência e constância. Faço votos de que este acordo seja duradouro e eficaz e, com a colaboração de todas as partes envolvidas, produza os frutos esperados. Nesta linha, não faltam provas graves das consequências negativas de intervenções políticas e militares não coordenadas entre os membros da comunidade internacional. Por isso, embora desejasse não ter necessidade de o fazer, não posso deixar de reiterar os meus apelos que venho repetidamente fazendo em relação à dolorosa situação de todo o Médio Oriente, do Norte de África e de outros países africanos, onde os cristãos, juntamente com outros grupos culturais ou étnicos e também com aquela parte dos membros da religião maioritária que não quer deixar-se envolver pelo ódio e a loucura, foram obrigados a ser testemunhas da destruição dos seus lugares de culto, do seu patrimônio cultural e religioso, das suas casas e haveres, e foram postos perante a alternativa de escapar ou pagar a adesão ao bem e à paz com a sua própria vida ou com a escravidão.

Estas realidades devem constituir um sério apelo a um exame de consciência por parte daqueles que têm a responsabilidade pela condução dos assuntos internacionais. Não só nos casos de perseguição religiosa ou cultural, mas em toda a situação de conflito, como na Ucrânia, Síria, Iraque, Líbia, Sudão do Sul e na região dos Grandes Lagos, antes dos interesses de parte, mesmo legítimos, existem rostos concretos. Nas guerras e conflitos, existem pessoas, nossos irmãos e irmãs, homens e mulheres, jovens e idosos, meninos e meninas que choram, sofrem e morrem. Seres humanos que se tornam material de descarte, enquanto nada mais se faz senão enumerar problemas, estratégias e discussões.

Como pedi ao Secretário-Geral das Nações Unidas, na minha carta de 9 de agosto de 2014, «a mais elementar compreensão da dignidade humana obriga a comunidade internacional, em particular através das regras e dos mecanismos do direito internacional, a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para impedir e prevenir ulteriores violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas» e para proteger as populações inocentes.

Nesta mesma linha, quero citar outro tipo de conflitualidade, nem sempre assim explicitada, mas que inclui silenciosamente a morte de milhões de pessoas. Muitas das nossas sociedades vivem um tipo diferente de guerra com o fenómeno do narcotráfico. Uma guerra «suportada» e pobremente combatida. O narcotráfico, por sua própria natureza, é acompanhado pelo tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro, tráfico de armas, exploração infantil e outras formas de corrupção. Corrupção, que penetrou nos diferentes níveis da vida social, política, militar, artística e religiosa, gerando, em muitos casos, uma estrutura paralela que põe em perigo a credibilidade das nossas instituições.

Comecei a minha intervenção recordando as visitas dos meus antecessores.

Agora quereria, em particular, que as minhas palavras fossem como que uma continuação das palavras finais do discurso de Paulo VI, pronunciadas quase há cinquenta anos, mas de valor perene. «Eis chegada a hora em que se impõe uma pausa, um momento de recolhimento, de reflexão, quase de oração: pensar de novo na nossa comum origem, na nossa história, no nosso destino comum. Nunca, como hoje, (…) foi tão necessário o apelo à consciência moral do homem. Porque o perigo não vem nem do progresso nem da ciência, que, bem utilizados, poderão, pelo contrário, resolver um grande número dos graves problemas que assaltam a humanidade» (Discurso aos Representantes dos Estados, 4 de outubro de 1965, n. 7).

Sem dúvida que a genialidade humana, bem aplicada, ajudará a resolver, entre outras coisas, os graves desafios da degradação ecológica e da exclusão. E continuo com as palavras de Paulo VI: «O verdadeiro perigo está no homem, que dispõe de instrumentos sempre cada vez mais poderosos, aptos tanto para a ruína como para as mais elevadas conquistas» (ibid.).

A casa comum de todos os homens deve continuar a erguer-se sobre uma reta compreensão da fraternidade universal e sobre o respeito pela sacralidade de cada vida humana, de cada homem e de cada mulher; dos pobres, dos idosos, das crianças, dos doentes, dos nascituros, dos desempregados, dos abandonados, daqueles que são vistos como descartáveis porque considerados meramente como números desta ou daquela estatística. A casa comum de todos os homens deve edificar-se também sobre a compreensão duma certa sacralidade da natureza criada.

Tal compreensão e respeito exigem um grau superior de sabedoria, que aceite a transcendência, renuncie à construção duma elite onipotente e entenda que o sentido pleno da vida individual e coletiva está no serviço desinteressado aos outros e no uso prudente e respeitoso da criação para o bem comum. Repetindo palavras de Paulo VI, «o edifício da civilização moderna deve construir-se sobre princípios espirituais, os únicos capazes não apenas de o sustentar, mas também de o iluminar e de o animar» (ibid.).

O Gaúcho Martín Fierro, um clássico da literatura da minha terra natal, canta: «Os irmãos estejam unidos, porque esta é a primeira lei. Tenham união verdadeira em qualquer tempo que seja, porque se litigam entre si, devorá-los-ão os de fora».

O mundo contemporâneo, aparentemente interligado, experimenta um crescente, consistente e contínua fragmentação social que põe em perigo «todo o fundamento da vida social» e assim «acaba por colocar-nos uns contra os outros na defesa dos próprios interesses» (Enc. Laudato si’, 229).

O tempo presente convida-nos a privilegiar ações que possam gerar novos dinamismos na sociedade e frutifiquem em acontecimentos históricos importantes e positivos (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 223). Não podemos permitir-nos o adiamento de «algumas agendas» para o futuro. O futuro exige-nos decisões críticas e globais face aos conflitos mundiais que aumentam o número dos excluídos e necessitados.

A louvável construção jurídica internacional da Organização das Nações Unidas e de todas as suas realizações – melhorável como qualquer outra obra humana e, ao mesmo tempo, necessária – pode ser penhor dum futuro seguro e feliz para as gerações futuras. Sê-lo-á se os representantes dos Estados souberem pôr de lado interesses setoriais e ideologias e procurarem sinceramente o serviço do bem comum. Peço a Deus onipotente que assim seja, assegurando-vos o meu apoio, a minha oração, bem como o apoio e as orações de todos os fiéis da Igreja Católica, para que esta Instituição, com todos os seus Estados-Membros e cada um dos seus funcionários, preste sempre um serviço eficaz à humanidade, um serviço respeitoso da diversidade e que saiba potenciar, para o bem comum, o melhor de cada nação e de cada cidadão. Que Deus os abençoe!
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CRAQUE DA GLOBO, NEYMAR, TAMBÉM SONEGA IMPOSTO!

Blatter vai em cana: e o pessoal das "transmissoes televisivas" ?

Receita Federal investiga movimentações financeiras entre 2011 e 2013, e craque prefere se 
manifestar apenas depois da decisão final nos tribunais


O desembargador Carlos Muta, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, determinou o 
bloqueio de R$ 188 milhões de Neymar, acusado pela Procuradoria da Fazenda Nacional de sonegar 
impostos de 2011 a 2013, período em que o jogador ainda defendia o Santos e durante a 
transferência para o Barcelona. 
A medida preventiva, noticiada primeiramente com exclusividade na edição desta sexta-feira do 
jornal "Correio Braziliense", é porque o jurista avaliou que há riscos de dilapidação do patrimônio e 
lesão aos cofres públicos pelo atleta. A assessoria de imprensa do craque vai esperar uma decisão 
final da Justiça para se manifestar.
A quantia de R$ 188 milhões é equivalente a uma multa de 150% sobre o valor original que, segundo 
a Receita, o jogador sonegou, de R$ 63,5 milhões. Como representa mais de 30% do patrimônio 
declarado do "grupo Neymar", de R$ 244 milhões, foram bloqueados os bens dele, seus pais e três 
empresas da família: Neymar Sport e Marketing, a N & N Consultoria Esportiva e Empresarial e a N 
& N Administração de Bens Participações e Investimentos.
Na decisão, o desembargador destaca que o jogador, único responsável pelos rendimentos que 
envolvem seu trabalho, declarou ao fim de 2013 ter bens e direitos no valor de R$ 19,6 milhões, o 
que seria apenas 8,05% do patrimônio do grupo, sem qualquer bem móvel ou imóvel registrado em 
seu nome.
(...)
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FHC é o nosso Pena Boto ... Fala, fala e não acontece nada

Controlados por Cunha querem fechar os blogs e revogar o Marco Civil da Internet!


Deputados querem também revogar o Marco Civil da Internet!

Está pronto para pauta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara (CCJC) o Projeto de Lei 215/2015, que modifica o Marco Civil da Internet, aprovado em 2014, que garante os direitos na rede mundial de computadores. O texto que vai à votação na Comissão é um substitutivo do deputado Juscelino Filho (PRP-MA) ao PL de autoria do deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), que apresenta propostas de outros dois projetos apensados – PL 1547/2015, do deputado Expedito Netto (SD/RO), e o PL 1589/2015, da deputada Soraya Santos (PMDB/RJ).
Os três últimos são ligados ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como demonstrou o site Brasil de Fato.
Na prática, o projeto legaliza o que se chama de “espionagem generalizada” dos dados pessoais dos usuários da rede. Ou seja, ele altera o Marco Civil ao prever que as informações dos registros de conexão, que vão desde o número IP até a data e horário que o usuário fez o acesso) e sites ou aplicativos utilizados possam ser obtidas por uma “autoridade competente”. Para isso, não precisaria de ordem judicial, como acontece hoje.
Neste caso, a autoridade não precisará de autorização da Justiça para ter acesso a dados de um usuário investigado. Uma das críticas feitas ao texto é que “ sem uma definição clara do que é “autoridade competente”, qualquer órgão que se diga “competente” pode acessar seus dados pessoais”.
“O PL 215/2015 quer implantar um modelo de exceção dentro da nossa estrutura democrática. Impor um poder descabido às estruturas de repressão. O PL quer eliminar a crítica e o debate político. Coisa típica do pensamento autoritário. O PL que criminaliza a crítica aos políticos, permite que a polícia pegue nossos dados sem ordem judicial”, manifestou-se pelas redes sociais Sergio Amadeu, Professor da UFABC e pesquisador de cibercultura
De acordo com o Intervozes, em CartaCapital, o projeto diz também que qualquer pessoa poderá solicitar judicialmente a retirada de um conteúdo publicado na internet que possa ser entendido como calúnia, injúria e difamação ou que a associe a um crime do qual já tenha sido absolvida. Isso abriria “a possibilidade de qualquer site receber uma ordem judicial para remover um fato (com ou sem julgamento) que possa ser considerado prejudicial à honra de alguém (inclusive dos políticos e autoridades públicas).”
“Em casos de ofensa online, deixaria de ser obrigatória inclusive a existência de uma queixa do atingido, abrindo a possibilidade do Ministério Público poder ajuizar processo por conta própria. O projeto também avança na linha punitivista e dobra a pena no caso de crimes que tenham o “emprego de equipamento, aparelho, dispositivo ou outro meio necessário à realização de telecomunicação, ou por aplicação de internet” (Art. 2o). Para qualquer um desses crimes, não caberá fiança, ou seja, a pessoa acusada vai presa e não pode responder em liberdade. Quando o crime resultar na morte da vítima, a pena seria ampliada cinco vezes”, esclarece o Intervozes.

Em repúdio ao projeto, entidades divulgaram uma carta aberta:

Carta aberta de diversas entidades contra os projetos 215/2015, apresentado pelo Deputado Hildo Rocha (PMDB/MA), e seus apensos – PL 1547/2015, de autoria do Deputado Expedito Netto (SD/RO), e PL 1589/2015, da Deputada Soraya Santos (PMDB/RJ)
Entidades da sociedade civil reunidas na Articulação Marco Civil Já repudiam as iniciativas parlamentares que atentam contra a privacidade e a liberdade de expressão.
Estão em tramitação na Câmara dos Deputados diferentes projetos que ameaçam uma das mais importantes conquistas democráticas do último período – a edição do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). O MCI trouxe garantias a direitos fundamentais para os usuários da rede, como a privacidade e a liberdade de expressão, em consonância com orientações internacionalmente aceitas de governança da Internet.
Estimulados por setores privados detentores de grande poder econômico e pelo próprio interesse de coibir manifestações de críticas respaldadas pelo direito de liberdade de expressão, deputados apresentaram na Câmara projetos de lei que alteram o MCI.
O Projeto de Lei 215/2015, apresentado pelo Deputado Hildo Rocha (PMDB/MA), e seus apensos – PL 1547/2015, de autoria do Deputado Expedito Netto (SD/RO), e PL 1589/2015, da Deputada Soraya Santos (PMDB/RJ) – propõem que se inclua no art. 48 e no art.141 do Código Penal uma punição mais dura para os crimes praticados nas redes sociais. Além disso, alteram dispositivos da Lei 12.965/2014, apresentando nova redação aos arts. 10, 13, 15, 19 e acrescentando o art. 21-A, para permitir que dados dos usuários sejam fornecidos a autoridades públicas independentemente de ordem judicial, assim como a obrigatoriedade de retirada de conteúdos postados na internet, nos casos de mera alegação de crimes contra a honra – calúnia, injúria e difamação –, impondo penalidades de restrição física e econômicas ao provedor de internet, comprometendo o princípio da inimputabilidade da rede. Entre os dados dos usuários que podem ser obtidos sem ordem judicial estão os conteúdos das suas comunicações na Internet – teor de e-mails, mensagens e conversas em aplicações como Skype e Whatsapp, por exemplo.
O PL 215/2015 coloca em risco o necessário equilíbrio entre a proteção do direito à privacidade e a persecução criminal, bem como a própria democracia ao permitir tais abusos.
Tais proposições já foram rejeitadas durante a tramitação do MCI. Aliás, vale destacar que os dispositivos hoje presentes no Marco Civil foram resultado de um amplo debate social e de uma intensa negociação política, o que torna esta uma das leis mais democráticas já votadas na recente história do Congresso Nacional.
Acreditamos que qualquer alteração na Lei nº 12.965/2014 deva ser precedida de uma discussão qualificada, amparada por reflexões técnicas, políticas e sociais. É necessário haver, principalmente, intensidade de participação democrática equivalente ao processo do qual se originou, com um processo de consulta pública, para que a sociedade possa fazer representar seus interesses relativos à proteção de dados pessoais e liberdade de expressão na internet.
Sabemos que uma ala bastante significativa do PMDB se opôs frontalmente à aprovação do Marco Civil da Internet, representando interesses retrógrados e de agentes econômicos poderosos. Entretanto, tais interesses não podem prevalecer sobre as garantias instituídas pelo processo legislativo democrático e sobre o interesse público tão defendido no debate do MCI.
A iniciativa dos mencionados deputados atenta contra princípios do Estado de Direito, na medida em que se revela como retaliação a direitos estabelecidos, antes mesmo de o Marco Civil estar regulamentado, com o claro objetivo de reverter a vitória que a sociedade brasileira conseguiu no Congresso Nacional.
Portanto, as entidades reunidas na Articulação Marco Civil Já repudiam a manobra artificiosa e anti-democrática levada adiante pelo PMDB, que estimula o vigilantismo arbitrário e a censura desarrazoada, atentando contra o Estado de Direito e exige que os deputados aguardem o processo democrático já estabelecido pelo Executivo quanto ao PL de Proteção de Dados Pessoais que tratará do mesmo tema, porém, com a ampla participação.

Actantes
Advogados Ativistas
Artigo 19
ASL Associação Softwarelivre.org
Baixa Cultura (baixacultura.org)
Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé
Cibercult UFRJ
Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada
Coletivo Digital
Coletivo Locomotiva Cultural
Coding Rights
FLISOL Brasil - Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre
Fora do Eixo
Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)
FotoLivre.org
Fundação Blogoosfero
Instituto Bem Estar Brasil
Instituto Beta Para Internet e Democracia (IBIDEM)
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC)
Instituto Brasileiro de Políticas Digitais - Mutirão
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
Labhacker
Laboratório de estudos sobre Internet e Cultura (LABIC/UFES)
Mídia Ninja
Movimento Mega
PROTESTE - Associação de Consumidores
Tie-Brasil
Transparência Hacker

Os movimentos sociais argumentam que as propostas podem violar os direitos dos usuários na rede, principalmente a liberdade de expressão e a privacidade.
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“Destino me propiciou entrar num partido que tem DNA da democracia”, diz Marta sobre PMDB



De Marta Suplicy, em sua coluna na Folha:

Amanhã celebro minha filiação ao PMDB num momento histórico e difícil para o Brasil.
Quis o destino me propiciar entrar num partido que tem o DNA da democracia e que exerceu o 
principal papel na conquista e na consolidação democrática que hoje vivemos.
(…)
Nesta hora delicada, o PMDB está à altura de defender os princípios que arduamente ajudou a 
conquistar e também de pensar o amanhã de 2018.
(…)
A postulação de ser candidata à prefeitura em 2016 não é o que me move neste momento. A 
evolução e amadurecimento da discussão dos graves e sérios problemas que a cidade vive e os 
desafios a enfrentar farão com que caminhemos unidos para uma candidatura forte e competitiva.
Trabalharei escutando a população para que o partido elabore um programa de mudanças de rumo da 
atual administração.
(…)
Entro para somar.
Entro porque sinto que “caibo” neste partido que vai do conservadorismo à vanguarda. E que é 
amplo, plural, não sectário, que tem tantos caciques que não tem nenhum, o que leva a resolver as 
desavenças na política e a se unir nas grandes decisões.
O Brasil é muito maior do que tudo que fizeram com ele. Acharemos uma saída.
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DILMA VETA DOAÇÕES DE EMPRESAS A POLÍTICOS


Presidente acompanhou a posição do Supremo Tribunal Federal, que eliminou o 
financiamento empresarial de campanhas por 8 votos a 3, a vetou trechos da reforma política 
aprovada na Câmara dos Deputados, que consagrava as doações de empresas a políticos e 
partidos; decreto deve ser publicado até a próxima segunda-feira no Diário Oficial; no entanto, 
há dúvidas sobre a aplicação da regra; enquanto alguns ministros defendem que seja imediata, 
outros, como Dias Toffoli, presidente do Tribunal do Superior Eleitoral, defendem uma regra 
de transição que possa ser aplicada nas eleições municipais de 2016; de qualquer forma, é uma 
vitória da democracia.

247 – Antes de embarcar para Nova York, onde participa da Assembleia Geral das Nações Unidas, a
presidente Dilma Rousseff acompanhou a posição do Supremo Tribunal Federal, que eliminou o
financiamento empresarial de campanhas por 8 votos a 3, a vetou trechos da reforma política
aprovada na Câmara dos Deputados, que consagrava as doações de empresas a políticos e partidos.
O decreto deve ser publicado até a próxima segunda-feira no Diário Oficial.
No entanto, há dúvidas sobre a aplicação da regra. Enquanto alguns ministros defendem que seja
imediata, outros, como Dias Toffoli, presidente do Tribunal do Superior Eleitoral, defendem uma
regra de transição que possa ser aplicada nas eleições municipais de 2016.
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Em Santa Catarina, vereador cuzão que protestou contra Dilma está preso por corrupção


Jornal GGN - Defensor do impeachment da presidente Dilma Rousseff e manifestante contra a 
corrupção, oNabor Afonso Arruda (PMDB), vereador de Itajaí (SC), está preso há dez dias no 
Complexo Penitenciário Canhanduda. Auditor fiscal da prefeitura da cidade catarinense há 19 
anos, Arruda foi investigado pela Operação Dupla Face, do Gaeco, que revelou um esquema 
municipal no imposto de transação imobiliária e também em alvarás e licenças públicas. De 
acordo com as investigações, os valores eram reduzidos para quem pagasse propina, e o 
esquema era liderado pelo ex-procurador geral do município Rogério Nassif Ribas, pelo ex-
secretário da Fazenda Marco de Andrade e também pelo vereador Afonso Arruda. O 
parlamentar participava da Comissão de Ética da Câmara de Itajaí.

Vereador que protestou contra Dilma está preso há 10 dias em SC por corrupção

O vereador Nabor Afonso Arruda (PMDB), defensor do impeachment da presidente Dilma Rousseff e manifestante contra a corrupção política, está preso há dez dias no Complexo Penitenciário Canhanduba, em Itajaí (97,6 km de Florianópolis). Segundo seu chefe de gabinete, Luciano Sens, ele participou dos protestos contra o governo "como cidadão comum".
O parlamentar, que há 19 anos trabalha como auditor fiscal da Prefeitura de Itajaí, foi alvo de investigações da Operação Dupla Face do Gaeco (Grupo Especializado no Combate do Crime Organizado), que descobriu um esquema municipal no imposto de transação imobiliária, além da venda de facilidade às empresas que necessitassem de alvarás e licenças públicas. Antes de negociar facilidades, os envolvidos criariam as dificuldades nos licenciamentos.
Segundo o Gaego, eles também manipulavam as cobranças do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens de Imóveis). Os valores seriam reduzidos para aqueles que pagassem propina. A investigação aponta que o esquema era encabeçado pelo ex-procurador geral do município Rogério Nassif Ribas, pelo ex-secretário da Fazenda Marco de Andrade e por Afonso Arruda.
O Gaeco tem provas de 50 cobranças do ITBI engavetadas nos últimos três anos. Até o momento, foram expedidos 40 mandados de busca e apreensão e somadas 13 prisões, nove de servidores públicos. Além dos três possíveis mentores, foram presos o ex-secretário de Planejamento Orçamento e Gestão Douglas Cristino, o secretário de Urbanismo, Paulo Praun, o de Habitação, Sadi Antonio Pires, o coordenador de Urbanismo, Sérgio Ardigó, o técnico da Secretaria de Urbanismo Hemerson Ricardo da Fonseca e o irmão do vereador Afonso Arruda, o arquiteto Tito Arruda. Os únicos afastados dos cargos foram o ex-secretários da Fazenda e o secretário de Obras, Tarcizio Zanelato.
O gabinete do vereador Arruda entregou na Câmara um pedido de afastamento de 31 dias. No último dia 17, a juíza titular da 1° Vara Criminal da Comarca de Itajaí, Sônia Moroso Terres negou o pedido de liberdade provisória ao vereador.
Seu advogado, Claudinei Fernandes, disse que a motivação da prisão "não tem fundamento". "Entendo que é ilegal e entrei com pedido de habeas corpus. Não posso revelar mais detalhes porque o processo corre em segredo de Justiça", disse.
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