quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Chávez passa por 3ª fase da quimioterapia e diz se sentir bem


"Já me sinto são, ando como a pátria sã e com muito otimismo para seguir com vocês", afirmou ao saudar por telefone centenas de pessoas reunidas para manifestar solidariedade e apoio.
O chefe de Estado afirmou que culminou de maneira satisfatória a segunda sessão do procedimento médico, aplicado de maneira preventiva para evitar a reprodução de células malignas.
"Faz uma hora terminou a sessão de quimioterapia pelo dia de hoje. É um tratamento duro. O corpo vai assimilando. (...) Tenho a responsabilidade de sanar-me totalmente com este tratamento e impedir que volte esta doença", declarou.
Antes de se despedir, agradeceu as demonstrações de amor popular e parabenizou a versão impressa do jornal Correio do Orinoco, que hoje completa dois anos de fundação.
Desde a chegada de Chávez ao hospital no último sábado (27), centenas de mulheres, jovens, crianças e homens foram às imediações da instalação para expressar apoio enquanto o presidente se submete ao terceiro ciclo de quimioterapia.
Essas pessoas se mantêm em vigília pela saúde do presidente com cantos, orações e cartazes. Do mesmo modo, representantes de diferentes tendências religiosas realizaram cerimônias nos últimos dias em favor da plena recuperação do presidente venezuelano.O presidente venezuelano, Hugo Chávez, assegurou nesta quarta-feira (31) que se sente em ótimas condições físicas e em bom estado de ânimo enquanto realiza a terceira fase do tratamento com quimioterapia no hospital militar Carlos Alvero de Caracas.
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Presidente da Petrobras: Matéria da Veja é asquerosa, fruto de péssimo jornalismo

Sergio Gabrielli: O texto da Veja é mentiroso e cheio de ilações sem base em fatos

por Conceição Lemes

José  Sergio Gabrielli de Azevedo é  presidente da Petrobras, desde 2005.
Professor titular licenciado da Universidade Federal da Bahia (UFBA), é formado em Economia pela mesma instituição, onde foi pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas e coordenador do Mestrado em Economia.
Tem o título de PhD em Economia pela Universidade de Boston (EUA).
Entre 2000 e 2001, foi pesquisador visitante na London School of Economics and Political Science, em Londres.
Gabrielli é um dos vários personagens da “denúncia” da Veja do último final de semana, que tem o ex-ministro José Dirceu como figura central. Como os demais citados teve “direito” a uma das fotos tiradas de algum ponto próximo ao apartamento em que o ex-ministro José Dirceu se hospeda no Hotel Naoum, em Brasília.
No corpo da “matéria”, Veja afirma:



Por e-mail, via assessoria de imprensa, Sérgio Gabrielli respondeu às minhas perguntas.
Viomundo – Há quanto tempo o senhor é filiado ao PT?
Sergio Gabrielli – Desde a sua fundação.
Viomundo – E amigo de José Dirceu?
Sergio Gabrielli -- Há cerca de 30 anos, tempo que regula com a idade do Partido dos Trabalhadores.
Viomundo – Na “matéria” é dito que o senhor teria ido ao Hotel Naoum se encontrar com José Dirceu  para tentar se fortalecer para continuar à frente da Petrobras, já que que Palocci queria tirá-lo do comando. Ao mesmo tempo, diz que  José Dirceu é consultor de empresas no setor de petróleo e gás e que ele precisaria estar informado para fazer mais dinheiro. O que o senhor teria a dizer sobre isso?
Sergio Gabrielli – A matéria da Veja chega a ser asquerosa, fruto de péssimo jornalismo. O texto é mentiroso e cheio de ilações sem base em fatos. A partir de fotos de pessoas entrando e saindo de um hotel, a revista faz ilações absurdas sobre o que teria sido discutido e conversado nesses encontros. Trata-se, como disse, de péssimo jornalismo.
Viomundo — O que o levou a se encontrar com José Dirceu no Naoum?
Sergio Gabrielli — Como disse, somos amigos há 30 anos e não comentarei o que converso com meus amigos.
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Dilma quer verba para Saúde

Dr. Jatene e Dilma: ricos, preparem o bolso !


‘Não sou a favor da CPMF como era porque destinação foi desviada’, disse. Debate sobre imposto da saúde voltou por conta de emenda no Congresso. 
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (1º), em entrevista para emissoras de rádio de Minas Gerais, que o Brasil vai precisar de mais investimentos na área de saúde. A presidente não comentou a possibilidade de criação de um novo imposto para financiar o setor. Na última quarta, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que Dilma ainda não tem posição definida sobre a proposta de criação de um novo imposto, mas apontou isso como uma alternativa. 
Nesta semana, a presidente afirmou que, caso o Congresso aprove mais gastos para a saúde, precisa dizer de onde sairá o dinheiro. Segundo ela, isso seria um “presente de grego”. 
A discussão sobre a criação de um novo imposto para financiar a saúde foi retomada por conta da Emenda 29, que fixa percentuais que devem ser investidos pela União, estados e municípios. O Congresso deve votar o tema no dia 28 de setembro. 
Dilma Rousseff afirmou que “tem procurado reduzir impostos”, que é contra a antiga CPMF por conta da forma com que os recursos eram utilizados, mas disse que é “demagogia” dizer que a saúde pode melhorar sem novos investimentos. 
Ao ser perguntada sobre um eventual novo imposto para financiar a saúde, nos moldes da extinta CPMF, o imposto do cheque criado para destinar recursos para a saúde, a presidente respondeu: 
“Eu acho errado a CPMF porque destinaram para a saúde? Não. Por que o povo tem bronca da CPMF? Porque o dinheiro não foi para a saúde, foi um erro. A saúde não vai melhorar se não fizermos investimentos, e tem que dizer de onde sai. Para o Brasil virar país desenvolvido, temos que dizer a verdade para o povo. Eu acho que a saúde precisa de mais dinheiro”, disse. 
“Não sou a favor da CPMF como era porque a destinação foi desviada. Mas que o Brasil precisa, entre esse fato e dizer que não precisa, está errado. Vai precisar sim”, completou Dilma. 
A presidente afirmou, porém, que tem reduzido impostos em seu governo e citou ações como o Supersimples. 
“Eu sou uma pessoa que tem procurado reduzir impostos (…). A redução de impostos faz o Brasil crescer. Agora, o Brasil tem um sistema de saúde que é universal, gratuito e tem que ser de qualidade, que é o que nós queremos. Nenhum país do mundo resolveu essa equação sem investir muito em saúde. Quem falar que resolve sem dinheiro é demagogo, mente para o povo. A nossa saúde, ela gasta dinheiro e você vai necessitar cada vez mais recursos para colocar na saúde.”(…)

A restrição que a Presidenta faz à CPMF é a mesma de seu idealizador, o Dr. Adib Jatene.
(Entre outras obras, o Dr. Jatene lançou o trabalho pioneiro de combate à Aids, que o Padim Pade Cerra dizia que era seu.)
Ou seja, que o dinheiro da CPMF acabava desviado para outros fins.
A Presidenta também diz que não passa de demagogia dizer que não faz falta dinheiro à Saúde.
A CPMF dos ricos vem aí.
Vem aí um imposto para a Saúde a ser pago pelos ricos que, no Brasil, pagam menos que nos EUA, mesmo depois da furiosa redução de impostos para ricos que o Presidente Bush promoveu e ajudou a quebrar os EUA.
Fernando Brito, no Tijolaço , preparou terreno para obrigar os ricos a botar mais remédio na boca das crianças. 

Paulo Henrique Amorim
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Chega de mimar os super-ricos !


Buffett: se ele soubesse que o super-rico brasileiro é o lanterninha ...

Saiu no Tijolaço, de Fernando Brito:  

De um bilionário americano para a turma do “Cansei”

Aquele pessoal Associação Comercial de São Paulo que patrocina o impostômetro e a turma do “Cansei” deveriam ler o artigo que publica hoje, no The New York Times, o megainvestidor americano Warren Buffett, o terceiro homem mais rico do mundo. Aliás, ele era o primeiro, antes de ser ultrapassado por Bill Gates e pelo mexicano Carlos Slim, o tubarão das telecomunicações.
O título do artigo diz tudo: “Parem de mimar os ricos“.
Buffett não poderia ser mais claro. Usa o valor do que ele próprio paga de imposto de renda e o compara com o que pagam seus subordinados: é ele quem paga menos, proporcionalmente.
Tudo o que ele diz sobre os Estados Unidos, mais seriamente se poderia dizer sobre o Brasil.

Já tivemos 13 alíquotas diferentes de Imposto de Renda, variando entre zero e 55% da renda, de acordo com seu valor. Chegamos a ter apenas duas e, hoje, são cinco, até 27,5%, no máximo. Os EUA, por exemplo, têm cinco faixas, com alíquota maior de 39,6%. No Reino Unido, são três faixas, de 20% a 40%. A França mantém 12 faixas (5% a 57%), e a China nove faixas (15% a 45%).
Além dos pobres, castigados por um sistema regressivo de impostos, que carrega o preço dos produtos muito mais fortemente que a renda – um estudo do Ipea mostra que os pobres pagam, proporcionalmente, três vezes mais ICMS que os ricos – também a  nossa classe média é onerada de forma injusta. A incidência percentual de Imposto de Renda é a mesma para quem ganha R$ 3,7 mil ou R$ 370 mil por mês.
Nos últimos anos, até que se diminuiu essa injustiça, criando faixas mais baixas de tributação para rendas menores (7,5%, para renda até  2.246,75) e uma mínima ampliação (de 25% para 27,5%) para a faixa mais alta, embora o “alta” aqui seja uma piada,, em termos mundiais. Mesmo assim, como você vê na tabela, um imposto de renda  baixo, em relação a quase todos os países do mundo.
E do qual os mega-rendimentos, por uma série de artifícios, escapam, enquanto o assalariariado não tem como fugir.
Quem sabe um dia apareçam aqui também grandes empresários e investidores que tenham a coragem de dizer o que o bilionário Buffett? Vale a pena ler o seu artigo, que posto no blog Projeto Nacional.
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CHARGE


Governo dobra Banco Central e Juros caem

Agência Brasil

“O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu, pela primeira vez no ano, a taxa básica de juros (Selic). O índice foi definido hoje (31) em 12% ao ano, abaixo das projeções dos analistas de mercado ouvidos pela pesquisa semanal da instituição financeira.
Todas as sextas-feiras, o BC consulta os analistas para medir as expectativas da iniciativa privada em relação aos principais indicadores da economia. O Copom tomou a decisão de reduzir a Selic por 5 votos a 2, sem viés, ou seja, sem possibilidade de revisão até a próxima reunião, que ocorre em 45 dias.
Em nota, a autoridade monetária disse que "reavaliando o cenário internacional, o Copom considera que houve substancial deterioração consubstanciada em reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos".
Essa foi a sexta reunião do Copom no ano. Nas cinco vezes anteriores, houve sempre revisão para cima, no total de 1,75 ponto percentual. Com isso, a Selic passou dos 10,75%, no final de 2010, para os 12,5% que vigoravam até a reunião passada, sob a justificativa da autoridade monetária de que a economia estava aquecida e era necessário conter as pressões inflacionárias.”
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pará, terra de ninguém

No Pará, onde 621 pessoas foram mortas em conflitos no campo desde 1985, entre eles José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo (foto), casos de ameaças se multiplicam. Foto: AFP

Carta Capital
Sempre presente na lista dos estados que mais devastam a região amazônica, loteado por grileiros e no cerne de assassinatos em massa de líderes locais, o Pará parece se esforçar para manter o estigma de terra sem lei, uma versão faroeste brasileira. Nos últimos 25 anos, 621 pessoas foram mortas no local em conflitos no campo. Porém, apenas 24 responsáveis pelos crimes acabaram presos, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), organização ligada à Igreja Católica. Um panorama que permanece igual em 2011, com seis militantes camponeses “eliminados”, o último deles em 25 de agosto.
Além disso, outras 30 pessoas do estado figuram na lista de 2010 de ameaçados da CPT, um documento que trazia, entre os 125 nomes presentes, os extrativistas José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, assassinados em maio, em Nova Ipixuna.
Três meses após a morte do casal e com o fim das investigações do caso pela Polícia Civil, os pistoleiros Lindonjonhson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento, suspeitos do assassinato, e o pecuarista José Rodrigues Moreira, mandante do crime, estão soltos e a família das vítimas tornou-se alvo de pistoleiros. “Sabemos demais”, diz Laisa Santos Sampaio, irmã de Maria do Espírito Santo, em entrevista a CartaCapital, por telefone. “Éramos confidentes e tinha conhecimento de todas as ameaças”, completa, apontando que Claudelice Silva dos
Na última semana, a casa de Sampaio no Assentamento Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna, foi invadida e um de seus cachorros baleado. Por isso, em meio a tamanha paralisia da Justiça parense, o Ministério Público teve de exigir “investigações sérias e comprometidas”, além da inclusão das famílias dos extrativistas em programas de proteção. Medida também adotada em Altamira, onde a vida de Raimundo Belmiro já tem preço: 80 mil reais. O morador da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio tem denunciado a extração ilegal de madeira na região.
Segundo o procurador da República em Marabá Tiago Rabelo, as ameaças aos familiares de José Cláudio e Maria do Espírito Santo começaram após o fim das investigações e há ligações “óbvias” entre os casos. “Essas pessoas contribuíram com as averiguações e são testemunhas chave no processo”, afirma a CartaCapital. “Precisamos protegê-las e garantir que possam depor em juízo, mantendo o processo viável”.
“Não é para restar ninguém da raça” dos ambientalistas
Em Nova Ipixuna, Laisa diz que as ameaças circulam pela cidade em forma de boatos, assim como ocorreu com sua irmã. “Dizem que não é para restar ninguém da ‘raça’ de José e Maria no assentamento”. A educadora, que desenvolve projetos de conscientização ambiental e sustentabilidade na região, se diz apreensiva com os telefonemas a “mandando tomar cuidado”. “Estamos na linha de frente pedindo por Justiça e segurança para a reserva. Estamos nos expondo e precisamos do mínimo de segurança”.
Sampaio conta ter recebido telefonemas de representantes do governo federal para incluí-la em programas de proteção, mas afirma querer analisar as opções antes de decidir. “O melhor seria não estar nessa situação”, desabafa. Para evitar um choque de realidade com as restrições desses projetos, Rabelo pediu maior flexibilidade aos familiares dos extrativistas mortos, para que ainda possam manter laços com a região.
Orçamento inóquo para os direitos humanos
Enquanto a inserção em um dos programas do governo parece próxima de Laisa e sua família, os cambaleados Provita e Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos enfrentam problemas estruturais e a incapacidade de atender a enorme demanda do País, algo confirmado pela própria ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, uma semana após a morte dos extrativistas. O último, por exemplo, conta com um exíguo orçamento de 2 milhões de reais e a adesão de meras 7 das 27 unidades da Federação: Pará, Espírito Santo, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
O Provita detém uma receita de 14 milhões de reais para 2011, mas ainda abaixo do necessário, segundo o próprio Secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Ramaís de Castro Silveira, em entrevista a CartaCapital em abril. Além disso, a burocracia na liberação dos recursos à inicitiva causa turbulências em 20% dos 17 Estados que fazem parte do sistema. As instituições conveniadas, responsáveis por providenciar abrigo e alimentação aos participantes do programa, entre outros aspectos, chegam a ficar meses sem receber o pagamento, o que em risco a vida daqules que deveriam ser protegidos.
É nesse cenário que o procurador da República em Altamira, Bruno Alexandre Gütschow, responsável pelo caso de Raimundo Belmiro, afirma a CartaCapital que as denúncias de ameaças estão aumentando. “As pessoas procuram mais a nossa ajuda, porque a ousadia dos ameaçadores cresce cada vez mais”. Ele conta, referindo-se a Belmiro, que o ambientalista foi ameaçado de morte dentro de uma reserva controlada pela União e com uma equipe própria do Instituto Chico Mendes.
Segundo Gütschow, a situação exemplifica a presença quase nula também do Poder Público na região, que não possui efetivo suficiente nas polícias Federal, Civil e Rodoviária e até mesmo no Ministério Público. “No Pará há muitas regiões em que o Estado não chega, ou quando o faz, é tarde demais”.
Mesmo assim, Sampaio continua lutando por Justiça e afirma que já fez um pedido verbal pela federalização do caso e monta um abaixo assinado para implantar no Assentamento Praialta-Piranheira guaritas de controle. “Só com o policiamento conseguiremos eliminar esse problema e se nos silenciarmos tudo ficará pior”.
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Governo propõe mínimo de R$ 619,21

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, entregou nesta manhã ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento para o ano de 2012. Segundo a ministra, o salário mínimo proposto pelo governo para o próximo ano é de R$ 619,21, um aumento de 13,6%. O impacto do aumento será de R$ 13,3 bilhões no Orçamento do ano que vem. O projeto foi entregue ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ele fará o pronto encaminhamento da proposta à Comissão Mista de Orçamento para a tramitação do projeto. O relator será o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
O valor do salário mínimo revelado hoje pela ministra Miriam Belchior é maior do que projetado pelo governo quando do envio da lei de diretrizes orçamentárias (LDO) para 2012 ao Congresso, em abril deste ano. Nos parâmetros utilizados pelo governo para elaboração da LDO, o mínimo previsto era de R$ 616,34.
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A próxima capa da Veja




No Blog da Cidadania

Está cada vez mais difícil acreditar na Veja, para quem quer. Não bastando provas materiais e testemunhais de que seu repórter tentou invadir o domicílio de José Dirceu e a ausência de mísero indício de que ele se reunia com correligionários em um hotel de Brasília para fazer negociatas e conspirações, ela se porta como culpada e ele, como inocente.
O ex-ministro supostamente é o acusado. Ao menos para o grande público, que, ainda – eu disse ainda –, não ficou sabendo do que a revista andou aprontando. Dirceu, no papel de culpado, deveria estar fugindo da repercussão e a Veja, no papel de acusador, deveria estar surfando nela.
Exposta em bancas de jornais por todo país e tendo recebido alguma cobertura da grande mídia, a revista estaria em melhores condições para continuar a vender a sua denúncia do que Dirceu a dele. O que se esperaria, portanto, é que a Veja estivesse falante.
Não é o que se vê. Ontem, assisti a uma extensa reportagem da Record News sobre o caso. Uma matéria correta que contou com entrevista de José Dirceu, que desceu a lenha na Veja. Essa emissora foi o primeiro grande meio de comunicação a se somar à extensa cobertura de pequenos veículos que vem suprindo a afasia jornalística dos grandes.
Dirceu está em uma maratona de manifestações públicas sobre o caso, iniciada quando denunciou em seu blog que a Veja mandou alguém tentar invadir seu quarto de hotel. Nos últimos dias, porém, a frase mais repetida da política tem sido a de que a revista não irá comentar o assunto com a fila de veículos que se propõem a ouvir a sua versão dos fatos.
Claro que deve estar caçando alguma coisa para tentar “matar” o assunto em sua próxima edição. Veja procura algum indício que fortaleça a sua matéria. Está engendrando mais um editorial que tentará vender como reportagem. Necessita, desesperadamente, mudar uma pauta de discussão que cada nova negativa de se manifestar, incrementa.
A próxima capa da Veja, portanto, reveste-se de expressiva importância para o jogo político. O escândalo surdo que a envolve pode ter desdobramentos na postura do governo Dilma em relação à mídia – ou não, o que não deixará de ser um desdobramento político descomunal. A grande aposta é se a revista tentará mudar de assunto ou virar o jogo.
Façam as suas apostas, pois.
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Assassinato de extrativista sairia por R$ 80 mil, diz MPF

Morte de extrativista sairia por R$ 80 mil, diz MPF 
Madeireiros fariam encomendas nesse valor

O procurador da República em Altamira, no sudoeste do Pará, Cláudio Terre do Amaral, pediu à Polícia Federal que abra inquérito criminal para apurar ameaças de morte contra Raimundo Belmiro dos Santos, líder da reserva extrativista Riozinho do Anfrísio. Ele também quer que seja investigada a invasão da reserva por madeireiros para extração ilegal de espécies de grande cotação no mercado internacional. Segundo denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF), os madeireiros teriam encomendado a um pistoleiro a morte de Santos por R$ 80 mil. A PF já sabe quem é o pistoleiro, mas não revela o nome.
"Nosso dever é tentar impedir que essa seja mais uma morte anunciada no Pará. Não dá para aceitar isso", disse à reportagem o procurador da República, Bruno Alexandre Gütschow, que substitui Cláudio Amaral, de licença até o dia 12. Para Gütschow que defende o sigilo da investigação para não atrapalhar o trabalho policial, a situação na reserva "é grave" e exige providências imediatas das autoridades.
Grileiros de terra, madeireiros e pistoleiros estão pressionando as famílias para que deixem a região, mas encontram forte resistência. "Daqui não saio nem arrastado. Só se for dentro de um caixão", afirma Santos, de 45 anos, nove filhos. Além dele, outro ameaçado é Herculano Porto, de 70 anos, tio de Santos.
No documento em que pede a instalação do inquérito, o procurador recomenda que Raimundo Belmiro seja ouvido pela PF e que o Instituto Chico Mendes (ICMBio), responsável pela administração da reserva, envie todas as informações e documentos que têm sobre as invasões de madeireiros e a presença de pistoleiros.
Na área de 736 mil hectares, encravada entre os rios Xingu e Iriri, na chamada Terra do Meio, moram cerca de 200 famílias que sobrevivem da extração de látex, castanha, andiroba e copaíba. A reserva foi criada em novembro de 2004 por decreto assinado pelo ex-presidente Lula. 
Em Marabá e Belém, os procuradores da República Tiago Rabelo, Ubiratan Cazetta e Felício Pontes Júnior pediram em ofícios encaminhados à Secretaria Executiva de Segurança Pública e à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos a inclusão em programas de proteção dos familiares de Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo, assassinados há três meses depois de várias ameaças.
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Caso Veja: Polícia já tem vídeo do repórter e da camareira

Polícia já tem vídeo do repórter e da camareira


Imagens de Gustavo Ribeiro, de Veja, que tentou entrar no quarto de Zé Dirceu, estão em poder do delegado Laércio Rossetto; repórter será intimado; gerente e camareira relataram invasão de domicílio; pena é de um a três meses

247  – A Polícia Civil do DF vai ouvir o repórter da Veja Gustavo Ribeiro e o ex-ministro José Dirceu sobre a denúncia de violação de domicílio do quarto do petista no Hotel Naoum na semana passada. Sob comando do delegado-chefe da 5ª delegacia, Laércio Rossetto, a polícia já ouviu o chefe de segurança e a camareira do hotel envolvidos no caso.
O convite ao repórter e a Dirceu será feito ainda esta semana, segundo Laércio. Assim como os funcionários do hotel, eles serão ouvidos na própria delegacia. O Hotel Naoum já entregou à polícia imagens do circuito interno de Gustavo Ribeiro no mesmo andar em que Dirceu esteve hospedado na semana passada.
“A gente precisa ouvir o jornalista. O comparecimento do Gustavo é uma oportunidade para ele se explicar. Sabemos que ele esteve lá, já vimos a imagem dele e a fatura. Não estamos acusando, estamos apurando”, disse Laércio ao Brasil 247. O repórter de Veja ficou hospedado em uma suíte no hotel ao lado da de Dirceu.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na 5ª Delegacia de Polícia do DF na última quinta-feira, 25, Gustavo Ribeiro tentou convencer uma camareira do hotel a abrir o quarto ocupado por Dirceu, alegando ser o hóspede e ter perdido as chaves. A camareira não atendeu ao repórter e comunicou à segurança do hotel, fazendo com que o jornalista deixasse o hotel sem fazer o check-out.
No final de semana, a revista Veja publicou matéria, em que acusa Dirceu de manter um “gabinete” no hotel, onde recebe políticos, e de conspirar contra o governo da presidente Dilma Rousseff.
A reportagem traz fotos do corredor do hotel, em que Dirceu aparece, em momentos diferentes, ao lado de senadores e deputados; do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e do ministro de Desenvolvimento Econômico, Fernando Pimentel. O hotel afirma que as imagens divulgadas não são de suas câmeras de segurança e acusa a revista de grampo ilegal.
Segundo Laércio, o Hotel Naoum entregou gravações do circuito interno do dia em que foi prestada a queixa. À polícia, o hotel afirmou que não há registro que comprove o diálogo entre o jornalista e a camareira e que ele teria ocorrido em um “ponto cego”. O delegado aguarda ainda as imagens feitas nos outros dias em que Dirceu esteve hospedado.
Mesmo de posse de algumas imagens, Laércio não confirmou se as fotos divulgadas pela Veja são diferentes das capturadas pelas câmeras do hotel. Segundo o delegado, a Polícia Civil vai investigar somente a tentativa de violação de domicílio, e não o suposto grampo da revista ou as conversas entre políticos e Dirceu. O pedido das imagens é para apurar se houve outras tentativas ou até mesmo uma invasão ainda não divulgada.
“A gente não está procurando saber por que as pessoas estiveram com Dirceu. Se for para investigar formação de quadrilha, como diz a matéria, não é no âmbito da Polícia Civil. O Ministério Público que teria que acionar a Polícia Federal. A violação de domicílio é um tipo de crime que, quando chega para a Polícia Civil, é nosso dever investigar”, declarou Laércio.
O delegado afirmou que é necessário que Dirceu confirme que esteve hospedado no quarto, uma vez que a reserva é feita no nome do escritório de advocacia Tessele & Madalena. Ao contrário do que afirmou a revista, o andar da suíte ocupada não é de acesso restrito a pessoas autorizadas. “Existe o acesso até por escada”, disse Laércio.
A investigação deverá ser concluída em menos de um mês. Segundo Laércio, até agora, não há necessidade da entrada da Polícia Federal no caso. “Num primeiro momento, não há nada que pode envolver bens e serviço de interesse da União. Se as pessoas que se encontraram com Dirceu, por ocuparem cargos públicos, acharem que sim, eles deveriam fazer a demanda à PF”, afirmou.
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Milagres da Politica: Jaqueline Roriz escapa

Sob vaias e aplausos no plenário da Câmara dos Deputados, Jaqueline Roriz escapou com “folga” da cassação na noite desta terça-feira 30. Foram 166 votos favoráveis a perda do mandato da deputada distrital, 265 contra e 20 abstenções.
Para a cassação, recomendada pelo Conselho de Ética, eram necessários ao menos 257 votos do total de 513 deputados, protegidos pelo sigilo da votação.
Em 2006, Roriz foi filmada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal e delator do mensalão do DEM, escândalo que derrubou o então governador José Roberto Arruda. Pouco depois, ela admitiu que a quantia seria usada no caixa dois de campanha.
No entanto, a deputada alegou em sua defesa que o ato havia ocorrido antes de sua eleição e, portanto, não poderia ser cassada pelo mesmo.
No plenário, Jaqueline criticou a ação da mídia no caso e a decisão do Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, de apresentar um parecer pela abertura de uma ação penal contra ela sem ouví-la.
Jaqueline Roriz é filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, que em 2007 renunciou ao cargo de senador por suspeitas de irregularidades.
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Na Bolívia, Lula exalta crescimento da América Latina

Em visita à Bolívia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o crescimento econômico da América Latina é consequência da implantação de "governos progressistas" na região. Segundo ele, "nunca, em 500 anos", houve "tantos governos progressistas" na América Latina capazes de construir uma nova economia.


 

Lula afirmou que, ao chegar ao poder, em 2003, firmou como um de seus objetivos mudar a geografia econômica da América do Sul
Lula atribuiu isto ao processo de mudança vivido na região desde os anos 2000. Ele destacou que, antes de assumir a Presidência do Brasil, em 2003, o único governo progressista era o de Hugo Chávez, na Venezuela. O brasileiro recordou que estas mudanças, inclusive no Paraguai, Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile e Equador, permitiram abrir novos horizontes no modelo econômico local.
Segundo ele, o Brasil começou a dar preferência para as relações comerciais com os países da região e, como consequência, o intercâmbio com a América do Sul em 2010 foi de US$12 bilhões. Atualmente, as trocas chegam a US$ 83 bilhões, de acordo com Lula.
O ex-presidente chegou ontem à Bolívia para uma visita de dois dias. Ele discursou para milhares de jovens em um complexo esportivo de Santa Cruz. Lula também se reuniu com o presidente boliviano, Evo Morales, por cerca de uma hora. O presidente da nação vizinha considerou o brasileiro um mentor e um conselheiro político.
Na ocasião, Morales ainda destacou a "liderança do Brasil" na América Latina e a necessidade de fortalecer a integração e as políticas sociais regionais. "O Brasil é um irmão mais velho. Reconhecemos sua liderança na região", disse o presidente boliviano.
Lula deve participar nesta terça-feira (30) de um fórum econômico patrocinado pela construtora OAS, responsável pela obra de uma estrada que vem recebendo críticas da comunidade indígena boliviana. A rodovia cruzará de norte a sul o Parque Nacional Isiboro Sécure, a maior reserva florestal do país, cujos rios são uma importante fonte de água doce da América do Sul.
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Manifestações em Washington contra as grandes petrolíferas

Estadunidenses protestam contra oleoduto de 2.700 km que a TransCanada Corp. quer construir entre o Canadá e o Golfo do México.

Por Amy Goodman, no Democracy Now!

A Casa Branca sofreu uma sacudida nesta terça-feira (23), não só por conta do terremoto de magnitude 5,8 na escala Richter, mas também pelos crescentes protestos em frente à casa presidencial. Os manifestantes se opõem ao projeto do oleoduto Keystone XL, desenhado para transportar óleo cru das areias betuminosas (de onde se explora o petróleo) de Alberta, Canadá, a refinarias da Costa do Golfo do México, nos Estados Unidos.
Os manifestantes, que praticam a desobediência civil esperam provocar o colapso não só do projeto de oleoduto, como também ameaçar a dependência de combustíveis fósseis que estão acelerando a mudança climática.
Nill McKibben foi um dos presos. McKibben é o ambientalista e criador do grupo 350.org, que se refere ao limite de segurança da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera, no caso 350 ppm (partes por milhão). Atualmente, O planeta possui 390 ppm.
No chamado para se somar ao protesto, McKibben, junto a personalidades como a periodista Naomi Klein, o ator Danny Glover e o cientista da Nasa, James Hanse, afirma que o oleoduto de Keystone “equivale a acender o pavio da maior bomba de carbono do planeta. Assim, precisamos que o Presidente Barack Obama e o resto do governo centrem muito mais atenção na mudança climática”.
O movimento de oposição a Keystone XL abarca de ativistas e cientistas até povos indígenas das planícies e florestas boreais que correm perigo no Canadá, onde se encontram as areias betuminosas, passando por produtores rurais e agropecuários da região ecologicamente vulnerável de Sand Hills em Nebraska, estudantes e médicos.
Obama tem o poder de deter a construção do oleoduto. A empresa canadense que está por trás do projeto, TransCanada, pediu uma permissão ao Departamento de Estado dos Estados Unidos para construir o oleoduto. Se o Departamento de Estado negar a permissão, o oleoduto Keystone estará morto. A grande devastação ambiental provocada pela extração de petróleo das areias betuminosas continuaria, mas sem fácil acesso às refinarias e ao mercado estadunidenses, assim o processo inevitavelmente demoraria.  
Duas mulheres canadenses, a atriz indígena Tantoo Cardinal, que protagonizou o filme “Dança com Lobos” e Margot Kidder, que fez o papel de Lois Lane em “Superman”, foram presas juntas a mais de 50 pessoas pouco antes do terremoto que sacudiu a costa leste.
De Washington, McKibben falou: “Será preciso mais de um terremoto ou furacão para nos amedrontar. Ficaremos aqui até o dia 3 de setembro”. E continuou “Temos a esperança de gerar um tremor de magnitude 8 na escala Richter no sistema político no dia em que Obama diga ‘não’ aos grandes projetos petrolíferos e nos lembre a todos porque nos alegrou tanto com sua eleição. O oleoduto das areias betuminosas é a prova a qual deverá se submeter”, concluiu.
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Ordem mundial apresenta falência múltipla de órgãos

Se temos US$ 20 trilhões para cobrir rombos causados pela desonestidade de autoridades, banqueiros, industriais e intelectuais cooptados nos meios acadêmicos, por que não haveríamos de ter igual montante ou mesmo o seu triplo para promover a verdadeira revolução do conhecimento? 

Por Washington Araújo na Carta Maior

Os Estados Unidos se preparam diligentemente para recepcionar o furacão Irene em seu território. Campanhas de evacuação das populações foram elaboradas e seguidas à risca. Utilização massiva dos meios midiáticos deflagrou a mais ampla campanha para prevenir a interrupção de vidas. Personagens frágeis do cotidiano humano receberam especial atenção, como os idosos nos asilos e as crianças nos orfanatos, para serem realocados em lugares que lhes oferecessem maior grau de segurança às suas vidas.
Como era de se esperar, a própria população estadunidense se mobilizou para proteger seus bens móveis e imóveis, fazendo florescer novos negócios como o que oferecia placas de madeira (compensada) para guarnecer janelas, portas e vitrines nos últimos dias. Serviços de guinchos para prender em terra firma automóveis e traillers trabalharam com sobrecarga. Vôos foram cancelados aos milhares, chegando ou partindo de diversas cidades do país. Estações dos trens metropolitanos foram fechadas. E a população foi instada a não sair de suas habitações.
Autoridades governamentais – como o presidente Obama e o prefeito de New York Bloomberg - se revezaram em ecoar repetidas advertências sobre o perigos que espreitavam sua população e seus bens com a chegada do Irene à costa norteamericana.
A cada um o que é seu: Riqueza para os ricos, miséria para os miseráveis?
Uma nação tão acostumada a explorar os recursos naturais do planeta como se estes fossem absolutamente inesgotáveis se rendia ante a – sabe-se agora tímida –resposta da natureza . A vida ordenada das cidades e do país recebeu algo como um freio de arrumação em grande estilo. A precariedade dos recursos materiais para preservar vidas e bens mostraram toda a sua vulnerabilidade e mostrou o que já aparecia no horizonte de nossa história moderna: a urgência de uma mudança nas prevalecentes concepções materialistas de desenvolvimento, concepções equivocadas e ruinosas em sua explícita incapacidade para diminuir a pobreza no mundo.
Em meio ao furacão econômico que em setembro de 2008 engolfou a nação norteamericana, gerando desemprego em grande escala, estagnando a atividade econômica, desorganizando o sistema financeiro internacional e transbordando suas mais perniciosas conseqüências para o Velho Continente, a Europa, que ora se debate em retirar conquistas que multidões de trabalhadores arduamente conseguiram conquistar ao longo de séculos de luta, sofrimentos e mortes. O materialismo, seja convenientemente definido – pintado com as tintas da opressão - ou oculto em conclusões implícitas, tem bem pouca chance de sobreviver a não ser que coloque a atividade econômica no centro da existência humana.
A cada nova crise – seja de natureza econômica, moral, espiritual – torna-se evidente o que já passa a ser consenso geral que somente o entendimento de que precisamos recriar uma nova consciência, enquanto espécie humana, sobre o verdadeiro papel da geração e da aplicação do conhecimento processo indispensável e mesmo essencial à existência social. É chegado o momento de considerar a atividade econômica não mais como um fim em si mesma.
Os dilemas criados pela criação da riqueza e sua distribuição eqüitativa continuam a produzir monstruosas desigualdades, a classificar a humanidade em dois principais estratos: ( a) humanidade de primeira classe, com acesso a todo tipo de riqueza, da saúde ao trabalho, do conhecimento ao lazer – e (b) a humanidade de segunda classe, com acesso a toda forma de exploração do homem pelo homem e em seu milenar papel de massa de manobra de governantes essencialmente autoritários e autocentrados (egocêntricos).
Estado criminoso, sociedade delinqüente?
Ao observador minimamente imparcial da cena internacional salta aos olhos constatar as imensas divergências entre as ações tomadas para prevenir os efeitos do furacão Irene e as ações não tomadas para prevenir os efeitos da ponta do iceberg da chamada falência econômica das nações mais desenvolvidas, ricas e arrogantes do planeta. Podemos listar alguns candentes contrastes:
1. As populações que foram ao longo de décadas seduzidas pelos ganhos de capitais especulativos, na melhor das hipóteses, e inexistentes em sua versão mais realista, nunca foram advertidas da gravidade das fraudes em que estavam se metendo
2. As populações que tanto foram orientadas a abandonar lugares de risco por onde chegaria o Irene representam parte mínima da população que deixaram de ser orientadas a não aplicar as poupanças acumuladas ao longo de suas vidas em instituições financeiras inescrupulosas, que manipulavam seus demonstrativos financeiros como se estivessem brincando com peças do brinquedo Lego.
3. As populações que tanto foram orientadas a não saírem de suas habitações ante a passagem do furacão foram sugadas sem dó nem piedade pelo olho do furacão econômico, que levou pelos ares portentos financeiros como o Lehmann Brothers, a seguradora AIG – American International Group, a maior do mundo no segmento e com rombo inicial de US$ 50 bilhões, empresas imobiliárias como Fannie Mac, Freddi Mac, além de governos e populações como os da Grécia, da Espanha, de Portugal e mais um pouco da Itália, Irlanda e mesmo França
4. Se os principais símbolos do poder governamental – o presidente Obama e o prefeito Bloomberg – foram ágeis em escancarar para o populacho os perigos do Irene, falharam escandalosamente em fiscalizar a ação de seus prepostos na economia, o Federal Reserve Bank, os organismos reguladores do sistema bancária que, ao contrário do se podia esperar, concederam selo de normalidade e legitimidade a todo o tipo de falcatruas bancárias-financeiras, incitando milhões de cidadãos a perdessem suas casas e empregos. A verdade é que os Estados Unidos ficaram mais pobres para os seus pobres. E mais rica para seus ricos, os reais causadores das crises sistêmicas.
5. Os mesmos zelosos governantes que ordenaram que os metrôs não circulassem, que quarteirões inteiros fossem fechados ao trânsito, que idosos e crianças foram realocados foram completamente irresponsáveis – quando não criminosos mesmo – em torrar em questão de dias nada menos que US$ 20 trilhões para combater a crise por eles mesmos gerada, monitorada e sempre prestes a explodir. O que não se poderia fazer com 20 trilhões de dólares para mitigar a fome, a miséria e o desespero de mais que 1/3 da humanidade, sobrevivendo em condições subumanas, submetidas que são a todo tipo de violação de seus direitos humanos fundamentais?
Os inequívocos sinais de “falência múltipla de órgãos”
A falta de perspectivas, o desemprego, o gosto amargo da desesperança que irmana populações de países que há tantas décadas desfrutavam das melhores e mais invejáveis condições de bem-estar social e que, de um momento para outro, questão de dois a três anos apenas, passam a conviver com o pesadelo diário da sobrevivência, tendo que se adaptar a rigorosos e até então inimagináveis ajustes fiscais que, como só poderíamos esperar, penalizam as classes mais fragilizadas das populações: os aposentados com cortes abruptos em seus benefícios, as crianças e os jovens vendo se perder na distância das gerações a qualidade de ensino pela qual tanto seus pais e avós lutaram, os enfermos e os subnutridos se defrontando com sistemas de saúde que, ainda deficitários, apresentam inequívocos sinais de “falência múltipla de órgãos”.
Os mesmos senhores que advertem seus povos contra El Niño, Katrina, Ivan, Rita, o atual Irene e tantos outros, são os mesmos senhores que travam as guerras, invadem países sem qualquer base legal ou moral, rasgam a Carta das Nações Unidas, colocam seus jovens na linha de frente para morrer em guerras injustas e fabricadas para atender aos caprichos do acúmulo rápido de riquezas, como os que vivem das indústrias de armamentos e de “empreiteiras especializadas em reconstruir países transformados em ruínas”. São os mesmos senhores que mantêm corrosivas relações de políticos, agentes reguladores e luminares da Academia.
A única alternativa viável (e possível) para que reescrevamos uma nova história humana está no discernimento dos líderes mundiais no sentido de que somente através do empoderamento das massas da humanidade, facilitando-lhe por todos os meios acesso ao conhecimento e sua conseqüente aplicação na solução dos problemas atuais, poderá florescer realmente uma solução duradoura. Se temos US$ 20 trilhões para cobrir rombos causados pela desonestidade de autoridades, banqueiros, industriais e intelectuais cooptados nos meios acadêmicos, por que não haveríamos de ter igual montante ou mesmo o seu triplo para promover a verdadeira revolução do conhecimento, aquela que capacita e empodera as massas para levar avante seu próprio destino?
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Vereador de Santarém defende instalação de CPI da Rede Celpa

O vereador Carlos Jaime (PT) criticou, hoje, a concessionária de energia elétrica Rede Celpa pelas constantes oscilações e falta de energia. Jamie lembrou que a empresa é a campeã de reclamações no PROCON Municipal.
O vereador indagou se a privatização da distribuição de energia elétrica foi feita para atender interesses de altos lucros destas empresas ou a melhor prestação dos serviços à população consumidora?.
Segundo parlamentar, "há necessidade da criação de uma CPI para apurar as denúncias feitas junto ao PROCON e a ANEEL, contra a Rede CELPA. Por que não a Câmara Municipal de Santarém, que é a representante legítima da população, criar uma CPI para a Rede CELPA"?
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Dilma na Faculdade de Medicina em Garanhuns-PE

CHARGE


Piñera do Chile, o Cerra que deu certo

Friedman e Pinochet, o Velho e o Novo Testamento Neoliberal

Saiu na Folha pág A2:

“Modelo Novo”, artigo de Vladimir Safatle, sempre indispensável.

Ele rememora o papel destruidor dos Chicago Boys do Pinochet e sua Teologia Neoliberal.
Como diz Safatle: “o Chile foi o laboratório para as políticas neoliberais que, nos anos 90, assolaram Argentina, Brasil, Venezuela, Equador e outros países”.
Os Chicago Boys, discípulos do americano Milton Friedman da Escola de Chicago (de inúmeros discípulos  no Brasil – PHA), na ditadura Pinochet – lembra Safatle – pôs “em marcha um processo de retomada econômica com desigualdade e fratura social”.
Pinochet e os jenios pioneiros do neoliberalismo tentaram recompor a economia chilena à custa da privatização da educação e da previdência.
Famílias pobres chilenas têm que escolher qual dos filhos vai à universidade, porque não podem pagar as pesadas taxas para todos os filhos.
Hoje, diz ele, o Chile volta a fornecer uma nova dinâmica de lutas políticas na América Latina, diz Safatle.
São os jovens que vão para as ruas exigir educação pública de qualidade.
A maioria dos chilenos – 77% – concorda com os jovens.
A popularidade do presidente neoliberal post-pinochetista (PHA) Piñera são fulgurantes 26%!

Como se sabe, quem introduziu o neoliberalismo no Brasil foi o Farol de Alexandria.
Ele mandou André Lara Resende ao Chile para copiar o modelo de privatização da Previdência.
(Resende procurou este ansioso blogueiro, um “formador de opinião”, para “vender” a ideia.)
A Teologia neoliberal produziu uma grande obra teórica no Brasil.
A mais consistente, a Suma Teológica Neoliberal brasileira, como se sabe, é a da urubóloga Tomás de Aquino Leitão.
O Presidente Piñera é o Cerra que deu certo.
Ele se elegeu presidente e conquistou a alma do povo chileno.
Especialmente dos jovens chilenos. 

Em tempo: por falar em neoliberalismo e Cerra, explodiu outro bueiro da Light nesta terça-feira, no Rio
Quem vendeu a Light foi o Cerra.
Quem revendeu foi o Aécio. 

Paulo Henrique Amorim
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REDE CELPA NO TOPO

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, a Celpa é a campeã nacional de apagões. Em 2010, foram registradas 14 milhões de ocorrências de quedas de energia no Pará.

As denúncias vão desde interrupções no fornecimento da energia sem motivos plausíveis à morte de trabalhadores rurais por causa da má conservação das vias elétricas.

A deputada estadual Bernadete tem Caten (PT-PA) quer uma CPI para investigar as graves denúncias, ainda mais porque a tarifa é tão cara.
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