sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

WAGNER É O DA VEZ. O NETO DA DILMA É O PRÓXIMO


Deixar vazar não é combater a corrupção

O governador da Bahia Jaques Wagner conversou com dirigente da empreiteira OAS sobre matéria 
relacionada a seu Governo.
Esse vazamento dará origem a uma interminável campanha pigal para desqualifica-lo como homem-
chave na estratégia política da Presidenta Dilma.
Nada de novo.
Há 8.937 vazamentos por semana, devidamente dirigidos aos vazos.
O Conversa Afiada, o Nassif e o Azenha não recebem vazamentos.
O Brasil criou essa nova jabuticaba, desde o mensalão (o do PT, porque o do PSDB sumiu com o 
time do Corinthians).
Os vazadores são, como se sabe, e porque confessam, o Juiz do Não Vem ao Caso, a PF do zé, que o 
Governo Dilma transformou no centro da Sedição, e o próprio Ministério Público – não só os que 
tem o wi-fi de Deus, mas, agora se vê, o Procurador Geral, que faz distribuição farta de indícios e 
suspeitas sobre o FGTS.
O efeito eleitoral da produção dessa indústria será limitado, como se sabe.
Não atinge, por exemplo, a estrela do PT que reluz com mais brilho, o Fernando Haddad.
Nem fará com que o PT tenha um candidato a Presidente, se o Lula não for.
Porque o PT não teria quem suceder a Dilma, desde que o mensalão ceifou sua liderança, a começar 
pela mais capaz, o José Dirceu.
(E, por isso, o Não Vem ao Caso tratou de prende-lo depois de preso, para ter o prazer de diminui-lo, 
em Curitiba.)
O objetivo da Casa Grande e seus instrumentos no PiG é fazer a Dilma sangrar: quanto mais melhor!
Impedir que governe.
Que leve os “bovinos” à Universidade.
Em nome de um “ilícito.
Era o ilícito pedir dinheiro para campanha?
O PSDB pega dinheiro em quermesse?
Não era isso o que o Ministro Gilmar (PSDB-MT) mais queria: que a grana das empreiteiras rolasse 
solta?
O inexplicável é que o Governo e seu Ministro (?) da Justiça assistam a tudo como se estivessem no 
cineminha do Alvorada, a contemplar o Star Wars, a Força!
Essa indústria do vazamento é crime!
Os que vazam e os vazos cometem crimes previstos em lei!
Isso não existe em nenhum lugar do mundo civilizado (ou não)!
E não há repressão!
Não há culpados!
Cometem-se crimes 9.539 vezes por semana e o Brasil a contempla-los como se fosse tão natural 
quanto consultar a lista de novidades da Netflix!
Vaza, vaza, vaza – e nada.
O Ministro da Justiça, o zé, mandou apurar o vazamento com que começou a artilharia contra 
Wagner!
Quá, quá, quá!
Mandou a Polícia Federal apurar quem vaza!
Quá, quá, quá!
A mesma Polícia Federal que vende delação ao André Esteves e grampeia mictório de preso sem 
autorização de juiz!
É como pedir ao Aecím para denunciar a roubalheira em Furnas da tribuna do Senado!
Esse será um dos legados do Governo Dilma.
Assim como a Globo vendeu aos incautos que uma Ley de Meios seria uma ameaça à liberdade de 
imprensa (dela, a Globo), a autonomia ilegal, anti-republicana, irrestrita da Polícia Federal se 
transformou numa virtude: nunca ninguém combateu a corrupção como nós!
Ora, faça-me um favor!
Só em ditaduras a Policia tem autonomia!
Não é isso, Otavim?
Quando Papai emprestava as camionetes – os torturadores trabalhavam com autonomia ou não?
Irrestrita.
Inclusive autonomia orçamentária, como agora o Dr Moro assegurou aos neo-torturadores.
Combater a corrupção com crimes, com vazamento ilegal, com a seleção de vazamentos para atingir 
apenas um lado do espectro político.
Isso não é combater a corrupção, mas instalar um sistema institucionalmente stalinista, como 
denunciou o eminente Professor Pedro Serrano.
Já se sabe o desfecho do processo judicial antes de concluído!
Isso não tem nada de “combater a corrupção”.
Isso é uma disseminação do crime!
Da arbitrariedade.
De totalitarismo!
Desmoralizar pessoas, destruir reputações, arruinar famílias e empresas em nome de uma suspeita 
que, quem sabe?, um dia, no século XXII se materializará!
Oh, Gushiken!
Genoino, esse multibilionário, um Midas!
E o Daniel Dantas, pobrezinho?
E o Aecím?
E o Tarja Preta?
Wagner está irremediavelmente frito.
O próximo alvo será o neto da Dilma.

Em tempo: a propósito, ler o Paulo Pimenta, um dos últimos petistas a ter voz alta.
Por falar nisso, quando a Zelotes vai pegar os gordos?

Paulo Henrique Amorim
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Retardados online fazem protesto em maternidade onde nasceu neto de Dilma

“VITOR CHOROU SÓ POR ALGUNS SEGUNDOS”


Sonia e Arcelino: “Vitor chorou só por alguns segundos”

Por Renan Antunes de Oliveira, em Palhoça, Santa Catarina

Os pais do indiozinho kaingang degolado por um branco na rodoviária de Imbituba, na antevéspera do ano novo, não eram mendigos. Estavam naquela praia vendendo artesanato para melhorar em 2016: “A gente precisava uma geladeira nova e material escolar para a filha mais velha”, conta dona Sônia, a mãe de Vitor, o menino martirizado.
Até o crime os Pintos formavam uma família unida e guerreira. O pai, Arcelino, 42, Sônia quase 30, a filha Elionai, 16, e o menino Jessé (6) estavam em Imbituba para começar o verão de vendas quando foram atingidas pela tragédia. Os adultos não falam em planos para o futuro, estão esperando a dor baixar.
O pai quase não falou durante a entrevista na manhã desta quinta (7) no restaurante Engenho da Boca da Serra, na BR282, perto de Florianópolis. Ele diz que gostaria de estar presente à cena do crime para fazer com o assassino o mesmo que este fez com a criança.
A polícia identificou o criminoso como Matheus de Ávila Silveira, 23, drogado e alcóolatra, morador de rua e com problemas mentais. A polícia ainda não tem nenhuma teoria coerente para explicar tamanha insanidade. A Justiça botou Matheus em prisão preventiva enquanto durar o inquérito, até seu provável indiciamento e julgamento – salvo uma reviravolta improvável.
Entre as polêmicas sobre motivos e autoria, aqui vai a correção de um fato pequeno mas dado como verdadeiro: a criança não estava mamando no peito quando foi atacada, como disseram os jornais.
Sônia: “Ele tinha 2 anos e meio (nasceu em 7 de julho de 2013) e não mamava mais. Eu servi um prato de arroz e carne e ele estava comendo com a mão quando o homem chegou”.
O suspeito veio sorrindo, mas com um estilete mortal escondido por luvas azuis e brancas.
A cena de terror durou segundos. O branco amigável deu um único corte da direita para a esquerda no pescoço do menino.
A mãe descreve os segundos terríveis depois do corte: “Vitor chorou só por alguns segundos”. Ela não sabe dizer quantos, mas pode ter sido só o mesmo tempo que ela leva para esconder os olhos com as mãos.
Neste ponto da entrevista Sônia trava e não consegue descrever o breve sofrimento do filhinho.
Quando se recupera ela toma coragem e conta a agonia da morte quase instantânea do filho. E fala da imortal esperança de mãe: “Mesmo com ele sangrando eu pensei que conseguiria sobreviver”. Aí é demais e ela cai no choro.
Ela já recontou o drama várias vezes nos últimos sete dias. Para familiares, policiais, jornalistas e curiosos. Só tem uma certeza: “Foi Matheus. Eu o reconheci pelas fotos e pelas roupas, mochila e as luvas que a polícia me mostrou”. Só ficou faltando achar o estilete.
Peritos agora estão tentando encontrar o DNA de Vitor em alguns dos objetos para estabelecer uma relação definitiva com o suspeito. Apesar da certeza da mãe e da polícia, Matheus continua negando a autoria do crime. O resultado pode demorar meses, dadas as notórias dificuldades operacionais do Instituto Geral de Perícias do Estado.
A família Pinto – sim, era uma família grande, unida, guerreira e, até o episódio, aparentava ser feliz – escolheu a rodoviária de Imbituba para vender por acaso: “A gente ia para Garopaba, mas havia poucos turistas e estava chovendo.”
A longa jornada dos Pintos começou na aldeia Condá, em Chapecó, a 600 km de Imbituba, dois dias antes do crime, num ônibus fretado por índios que fazem vendas de verão. “Pagamos 90 por pessoa, mais barato do que os ônibus de linha (a 177 reais)”, diz o pai. No bagageiro, as bugigangas vão sem as reclamações que os índios enfrentam quando pegam ônibus regulares.


Matheus: fortes evidências contra ele

Arcelino é o chefe da família. Sônia estava sozinha na rodoviária porque ele, Jessé e Elionai saíram cedo para vender noutra praia carregando sua carga – cestos grandes, vendidos a 60, flechas, brincos, colares e pequenas esculturas com preço a pechinchar.
Negociar nas calçadas é da tradição cultural dos kaingang. Eles trabalham o ano inteiro e faturam no verão.
Sônia conta que começou a vender quando era pequena, acompanhando sua mãe. Nunca fez outra coisa na vida. Ela já tinha até vendido em Imbituba, “sem ter tido problemas com os brancos”, embora “eles não gostem que a gente venda nos lugares deles”.
Apesar de a mulher estar vendendo sozinha na hora do crime, não é como pode parecer – que o marido a deixou na calçada com um bebê para trás. “Vitor era muito pesado para carregar”, conta o pai, com uma ponta de ternura.
Sônia entra quase com alegria na conversa, como se ele ainda estivesse vivo. “Eu fiquei na rodoviária porque ele pesava 13 quilos. A gente pesou ele com o médico cubano do posto de saúde da aldeia uma semana antes da viagem. Vitor estava muito bem, só não dava pra carregar”, então ela dá uma pequena risada.
A tia de Vitor, cacique Márcia Rodrigues, entra na conversa: “Ele era precioso. Não falava direito, mas vinha na minha casa depois do almoço para pedir ‘bala’, na verdade chocolate”.
Márcia acompanha a familia Pinto na viagem. Ela conta que na aldeia todos vivem em casas próximas, tios, avós, os 14 irmãos de Arcelino e cada um com sua criançada: “O Vitor era um menino saudável, alegre e feliz na aldeia, todos cuidavam dele.” A cacique também chora.
A caravana que saiu de Chapecó esperava se beneficiar da maré de argentinos com dólares que invadiu Santa Catarina.
Os Pintos queriam faturar R$ 2500 na temporada para investir na geladeira e no material de Elionai – isto porque a menina vai sair da escola da aldeia e se misturar com crianças brancas na cidade, pela primeira vez. “Queríamos dar o melhor pra ela”, diz a mãe, num eco do que milhões de mães brasileiras dizem toda vez que começa uma temporada de aulas.
A cacique assume um pouco para falar em nome do casal. Queixa-se da polícia, da divergência entre policiais, de uma tese furada de que Matheus teve um braço quebrado por dois indígenas meses atrás. Ela acha que foi coisa de branco neonazi que odeia índios. O pai permanece calado, com aquele olhar parado dentro do qual o tsunami de fúria está represado.
Contido, ele diz que “eu só queria estar lá na hora para pegar o cara que fez isto e fazer a mesma coisa com ele”.
Arcelino, Elionai e o pequeno Jesse ficaram sabendo do crime pela televisão.
Foi assim: os três estavam com sua habitual carga de bugigangas, caminhando, quando entraram num bar para tomar um refrigerante. Aí o balconista disse: “Mataram um índio na rodoviáriam.”
“Na hora pensei na Sônia e no nenê”, diz Arcelino, sempre cerrando os dentes enquanto fala.
Elionai entendeu, mas o pequeno não. Os três pegaram um ônibus e foram para a rodoviária procurar os outros dois da família.
Arecelino: “Quando cheguei só vi as coisas deles espalhadas no chão”.
Foi o suficiente para entender a tragédia que tinha atingido os seus, mas ele não sabia quem estava morto, se um ou os dois.
Caminhando, os três foram da rodoviária para a delegacia, ali perto.
Eram cinco horas da tarde, cinco depois da morte.
Na calçada perto da delegacia Arcelino viu sua mulher vagando de um lado para outro, esperando por ele.
“Quando a vi já entendi tudo, mas não queria acreditar.” Arcelino fala como quem pede socorro, a fúria está se esvaindo, dando lugar à dor.
Ele conta que os três correram para a mãe e se abraçaram, todos chorando.
Só então fez pergunta que não queria calar: “Cadê nosso nenê?”
Sônia diz: “Um branco matou nosso filho”. E os índios ficaram ali, sob chuvisco, agarrados às bugigangas que lhes trariam felicidade e um ao outro, chorando a morte do pequeno.
Enquanto isto, na delegacia, os burocratas avisaram o pessoal da Funai do crime.
As providências federais foram tomadas em seguida: um motorista foi despachado de Chapecó às 21 horas de 30 janeiro para buscar a família na rodoviária. Ele só chegaria às 8 horas da manhã seguinte, 31.
Os Pintos voltaram à rodoviária, reuniram seus pertences e graças à gentileza de um vigia ganharam um cantinho pra esperar o motorista, longe da curiosidade pública crescente.
Neste tempo de espera, 17 horas, nenhum repórter, nenhuma câmera de TV, nenhum funcionário da Funai. Só os quatro e sua dor, deitados no chão do terminal onde morreu um dos seus.
Arcelino, Sonia e a cacique Márcia contam tudo isto com resignação, durante a entrevista no restaurante Engenho Boca da Serra.
Os três procuram uma justificativa racial para o incidente. A cacique é a mais insistente: os brancos não gostam deles.
A conversa se dá num canto discreto no fundo do restaurante, mas alguns fregueses e funcionários reconhecem Sônia da TV.
Quando os índios se dirigem ao caixa para pagar pelo consumo, quem está lá é a dona do lugar, dona Vera Brock. Sem que ninguém tenha pedido, ela não cobra a turma. “Também sou mãe. É o pouco que posso fazer em solidariedade pelo que fizeram com o filho dela.”
Os Pinto entram no Fiesta da Funai e iniciam a longa marcha de volta à aldeia para enfrentar a dor da tragédia da rodoviária de Imbituba.
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BLA..BLARINA ACRESCENTA MAIS UM ADJETIVO Á SUA TRAJETÓRIA: GOLPISTA



Miguel do Rosário

É incrível.
Marina Silva é sempre capaz de nos surpreender com o tipo mais desprezível de trairagem.
Quando o país começa a respirar com a possibilidade de retomar o crescimento e vencer o processo 
de instabilidade política insuflado pelo golpismo de Eduardo Cunha e seus cúmplices na mídia e no 
parlamento, vem Marina Silva apostar em mais instabilidade e em mais golpe.
É a cara de Marina apoiar cassação da Dilma no TSE.
Ela não tem cara de golpe paraguaio, que é parlamentar. É sujo e violento, mas tem o verniz, ao 
menos, de uma participação popular, via seus representantes no congresso.
Marina tem cara de golpe hondurenho, que é ainda mais ardiloso e mais antidemocrático: o golpe 
judicial.
A coisa é mais grave porque Marina participou do processo eleitoral, e quase ganhou, não fosse tão 
inconsistente e tão fraca, curvando-se ao Pastor Malafaia ao primeiro embate.
Com Marina, não teríamos podido vencer, como vencemos até o momento, a onda de leis 
reacionárias que Eduardo Cunha tentou impingir ao país desde sua posse.
Além de ressentida e traíra, Marina agrega outro qualificativo à sua história política.
Golpista.
***

No UOL: Marina diz que Dilma não tem mais liderança e defende processo de cassação do TSE

Ribeirão Preto - A ex-senadora e ex-candidata a presidente da República Marina Silva (Rede) 
retomou as críticas à presidente Dilma Rousseff (PT) e afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que a 
adversária "não tem mais a liderança política no País nem maioria no Congresso".
Marina disse que Dilma e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) são os responsáveis pelos 
desmandos geradores, na avaliação dela, da crise brasileira e defendeu o processo de cassação da 
chapa vitoriosa das eleições de 2014 como forma de afastá-los do cargo.
"No meu entendimento, o melhor caminho para o Brasil é o processo que está no TSE (Tribunal 
Superior Eleitoral), porque teria a cassação da chapa com a comprovação de que o dinheiro da 
corrupção foi usado para a campanha do vice e da presidente", afirmou Marina.
Como já tinha feito, a ex-senadora procurou não defender o processo de impeachment que tramita na 
Câmara dos Deputados, mas discordou da tese do governo de que o procedimento aberto pelo 
presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é golpe.
"Impeachment não é golpe. Está previsto na Constituição, foi feito contra (o ex-presidente da 
República e atual senador, Fernando) Collor, foi pedido pelo PT várias vezes e eles achavam que não 
era golpe", afirmou.
Marina disse que a Dilma "não disse a verdade" durante a campanha a presidente em 2014 sobre a 
economia brasileira, o que apenas agravou a situação do País no ano passado, o primeiro do segundo 
mandato dela.
"Se (Dilma) tivesse trabalhado com a verdade, assumiria que corríamos grave risco em relação aos 
inúmeros problemas que tivemos desde 2008. É engraçado porque (enquanto) países do mundo 
correram atrás para resolver a crise, disseram que era apenas uma marolinha e chegaram a dar lição 
de moral até para a Alemanha", afirmou a ex-senadora, em uma crítica também ao ex-presidente 
Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma das favoritas à eleição presidencial em 2018, segundo as mais recentes pesquisas de intenção, 
Marina disse que ainda não tem clareza se será novamente candidata. No entanto, ela voltou a 
criticar os ataques sofridos por ela durante o pleito de 2014, principalmente pelo PT, seu ex-partido 
político, e pela presidente Dilma.
"Diziam que, se eu ganhasse, o governo não teria maioria no Congresso e hoje a presidente não tem 
maioria. Diziam que, se eu ganhasse, eu iria tirar alimentos das pessoas pobres e isso ocorre com a 
inflação que atinge a mesa dos brasileiros. Diziam que, se eu ganhasse, iria acabar com Pronatec e 
Prouni e isso o atual governo está fazendo. As pessoas projetam em você o que vão fazer", concluiu.
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O MISTÉRIO PÚBLICO E A POLITICA DE VAZAMENTOS DA LAMA JATO



Ontem, a ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) soltou uma nota curiosa. O 
mote da nota é o vazamento de informações visando comprometer o senador Randolfo Rodrigues 
(Rede-AP).
“No que se refere a denúncias sobre senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e um suposto 
recebimento de dinheiro ilícito, já foi esclarecido pela Procuradoria Geral da República que as 
informações colhidas não são suficientes para indicar a autoria de crimes”.
***
Na verdade, a nota é um protesto contra alguém (não se sabe quem) que atribuiu o vazamento aos 
procuradores da Lava Jato.
“É notório que a sociedade possui direito à informação e que a liberdade de imprensa é um pilar da 
democracia, bem como a verdade. No entanto a veiculação de fatos desabonadores sem a devida 
informação, que usam o Ministério Público Federal para atingir pessoas públicas, presta um 
desserviço à população no intuito de prejudicar o trabalho dos procuradores da República”.
***
Ou seja, a ANPR admite que os vazamentos (acompanhados de interpretações maliciosas) são 
práticas espúrias. Mas rejeita como espúria a interpretação de que procuradores vazam. Rejeitando, 
admite que essas práticas podem comprometer a imagem do MPF.
***
Conforme já explicitado em trabalho de 2004, sobre a Operação Mãos Limpas, a estratégia de Sérgio 
Moro é o vazamento amplo e diuturno de notícias, para controlar o noticiário. E, na outra ponta, 
parceria com editores sem discernimento, dispostos a aceitar qualquer fato manchetável.
Quando ambos – Operação e imprensa – compactuam do mesmo objetivo – adotar viés partidário – o 
jogo fica perfeito.
***
Tome-se o Estadão de hoje. As três manchetes principais são um primor de vazamentos maliciosos 
de informação.
A primeira tenta incriminar o Ministro-Chefe da Casa Civil Jacques Wagner quando governador da 
Bahia. A matéria menciona conversas entre Wagner e dirigentes da OAS. O primeiro tentaria liberar 
recursos em Brasília, os segundos liberariam apoio para a campanha. Segundo o próprio jornal, é 
material mantido sob sigilo em Brasília e em Curitiba.
Provavelmente o vazamento foi feito pelo rapaz do cafezinho.
***
O segundo vazamento diz que empreiteiro fez lobby com Cunha para Haddad. O lobby visava 
aprovar a rolagem de dívida de municípios. O relator do projeto era Eduardo Cunha e o homem que 
influenciava Eduardo Cunha era o presidente da OAS. Obviamente, sem a rolagem as capitais não 
teriam recursos para obras. E quem faz obras são empreiteiros.
Provavelmente o vazamento da conversa entre o presidente da OAS e Eduardo Cunha foi da 
faxineira do prédio da Lava Jato.
***
O terceiro é a tentativa de incriminar o ex-presidente do Banco do Brasil – e atual presidente da 
Petrobras – Aldemir Bendine, em operação de compra de debêntures da OAS.
A operação não saiu. Ou seja, não havia o mote do crime. Mas, segundo o jornal, a PGR 
(Procuradoria Geral da República) viu “indícios” de crime no fato de Bendine pedir para conversar 
pelo telefone fixo.
Provavelmente Bendine fez o pedido com receio de que o motorista do PGR pudesse vazar a 
conversa para a imprensa, com ilações só possíveis para um motorista de procurador, não para um 
procurador.
***
Pelo menos a manifestação da ANPR ajudará a conter o ativismo de alguns procuradores avulsos, em 
busca de notoriedade, abrindo representações a torto e a direito em cima de qualquer factoide.
Fica claro que, agindo como agiram, comprometeram a imagem do Ministério Público Federal.
***
Por Charlie
O que se passa é que o senador Randolfe é linha de frente dos interesses corporativos da ANPR e do 
MPF no Senado Federal. Desde que a tal delação vazou, muitos procuradores passaram a defender o 
senador publicamente, como Helio Telho e Monique Chequer. É comum isso, procurador defender 
publicamente político suspeito do que quer que seja...?
Portanto, a tal nota não é para repreeder "procuradore avulsos" que praticam vazamentos (mesmo 
porque vazamento é regra no MPF, não exceção), mas sim limpar a barra com o Senador amigão, 
para que não restem dúvidas que ele mantém o total apoio da ANPR e pode continuar a ser o cão de 
guarda da instituição no Senado, ainda que um procurador desafeto tenha feito o vazamento.

Por LN
Seria conveniente que a ANPR instituísse um carimbo para os vazamentos: "a favor" e "contra".
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DEFENDI A BAHIA. E PAU NOS VAZAMENTOS!


No 9.081o. vazamento da semana, que o zé não apura ...

Para o Estadão, Wagner só pode falar com as baianas do Senhor do Bonfim
O Estadão dessa quinta-feira excretou um vazamento, para a felicidade dos vazos, em que o ex-
governador da Bahia aparece em atividades relacionadas a investimentos no Estado.
O Estadão, por exemplo, deve achar que o Geraldinho Cantareira nunca ligou para um empresário 
parav falar de investimentos em São Paulo.
O Geraldinho só conversa com D. Odilo.
Nem o Padim Pade Cerra conversou com o pessoal do trensalão ...
Cerra só vai ao telefone para se confessar ao Malafaia.
Essa é a nota de Wagner:
Em relação à matéria publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, nesta quinta-feira (07), afirmo 
estar absolutamente tranquilo quanto a minha atividade política institucional, exclusivamente 
baseada na defesa dos interesses do Estado da Bahia e do Brasil.
Estou à disposição do Ministério Público e demais órgãos competentes para quaisquer 
esclarecimentos. Em tempo, manifesto meu repúdio à reiterada prática de vazamentos de 
informações preliminares e inconsistentes, que não contribuem para andamento das apurações e do 
devido processo legal.
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PF VOLTA A ENFIAR A FACA NO PESCOÇO DO ZÉ RUELA CARDOZO !


Delegados querem autonomia ampla, geral e irrestrita!

Para delegados, corte no orçamento da Polícia Federal é 'desmonte' do órgão

Delegados da Polícia Federal divulgaram, nesta quinta (7), manifesto em que criticam os cortes 
orçamentários no órgão, subordinado ao Ministério da Justiça. O documento, aprovado em 
assembleias da categoria nesta semana, chamam os cortes de "Operação Desmonte da Polícia 
Federal".
"Há alguns anos, observamos a redução dos investimentos na PF e a carência sistemática de 
recursos, inclusive, para a manutenção das atividades rotineiras da instituição", diz o texto.
Nas últimas semanas, o Ministério da Justiça e a Polícia Federal travam uma disputa pública em 
relação aos cortes orçamentários no órgão. O manifesto dos delegados ocorre após o ministro José 
Eduardo Cardozo afirmar à Folha que o ajuste não terá impacto na Lava Jato.
(...)

Não podia ser mais obvio: os delegados exigem autonomia orçamentária, financeira e funcional !
Ou seja, só responderiam a Deus.
Ou ao Moro !
Pensando bem: será que já nao têm ?

PHA
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COMO E POR QUE HADDAD VAI ELEGER SUBPREFEITOS


Ives Gandra? Não acerta uma!

O prefeito conversou por telefone com Paulo Henrique Amorim, nessa quinta-feira 7/1.

Haddad: as grandes cidades brasileiras vão seguir esse caminho
O objetivo é aproximar o governo dos moradores.
Apenas 400 cidades brasileiras tem mais de 400 mil habitantes – como tem, na média, as 32 
subprefeituras de São Paulo.
Inevitavelmente, as cidades brasileiras mais numerosas vão adotar esse sistema.
Através de administração do Orçamento, progressivamente a administração se aproximará ainda 
mais do morador.
É importante o cidadão ver a cara do subprefeito andando na rua.
A eleição pode vir a ser feita através da Justiça Eleitoral, mas a prefeitura tem know-how de outras 
eleições administrativas.
A experiência de cidades como Paris, Portland, Nova Delhi, Buenos Aires e Cidade do México é 
inequívoca.
O prefeito de Paris é eleito pelos subprefeitos.
Paris decidiu fechar a avenida Champs-Elysées um domingo por mês.
(Nunca mais o Cerra vai a Paris …)
E o magnifico professor Yves Gandra Martins, “parecerista” do impitim, que a Fel-lha consultou ?
Gandra disse que a eleição de subprefeitos é inconstitucional …
Sabe o que respondeu Haddad ?
Gandra não acerta uma !
(Nem no impitim, observou o ansioso blogueiro...)
O prefeito Fernando Haddad de São Paulo enviou à Câmara dos Vereadores um projeto de lei que 
institui a eleição dos 32 subprefeitos da cidade.
A eleição por voto direto, facultativo, seria ano que vem e os candidatos teriam que morar na 
subprefeitura, filiar-se a um partido e não ocupar cargo na esfera municipal.
Caberá ao subprefeito manter limpeza das ruas, a rede de drenagem, a vigilância sanitária sobre bares 
e restaurantes, prevenir epidemias como a dengue e atender a reclamações dos moradores.
O subprefeito teria um mandato de quatro anos.
As subprefeituras mais fortes, do ponto de vista político, são a da Sé, no centro da cidade, com um 
orçamento anual de R$ 70 milhões, e as de Campo Limpo e Penha, mais numerosas.
O prefeito conversou por telefone com Paulo Henrique Amorim, nessa quinta-feira 7/1.

Aqui a integra da Entrevista :

PHA - Eu vou conversar agora com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Prefeito, o senhor enviou esse projeto à Câmara para a eleição de sub-prefeitos na cidade de São Paulo. Eu pergunto: isso não significará uma partidarização, uma politização das sub-prefeituras? Uma circunstância que o senhor, no início de seu governo, tentou evitar.

Fernando Haddad - Ao contrário, Paulo. Na verdade, é o empoderamento da população local, das comunidades locais. Porque, efetivamente, o que acaba acontecendo é que você tem, em cada uma das 32 subprefeituras, alguma coisa em torno de 400 mil habitantes. 400 mil habitantes é muita gente. E você não ter uma liderança política eleita pela comunidade... nós fizemos um rastreamento das melhores práticas internacionais envolvendo grandes metrópoles. Cidade do México, Buenos Aires, Paris, Portland, Nova Deli, várias cidades que adotam a filosofia de deixar o administrador local ser escolhido pela comunidade local. Nós fizemos uma experiência de escolher, no nosso mandato agora, profissionais de carreira. Mas o que você verifica é que o profissional de carreira é melhor que as fórmulas anteriores. Você sabe que já teve de tudo aqui: nomeação de correligionário, nomeação de prefeito do interior, nomeação de coronel... já passamos por vários modelos. O modelo que nós adotamos, sem dúvida nenhuma, em relação aos anteriores, ele foi melhor.
Eu entendo que o empoderamento político das subprefeituras vai garantir uma governança mais acertiva.

PHA: Qual é a margem financeira desses subprefeitos? Ele vai ter uma verba, estará submetido ao Tribunal de Contas... Como vai funcionar o Tesouro das subprefeituras?

Haddad: Quem aprova o orçamento das subprefeituras é a Câmara, portanto, a Câmara que dará o tom do ritmo da descentralização. Na peça orçamentária, você tem destaque das subprefeituras. Entendemos que, com a eleição para subprefeito, haverá um movimento natural de descentralização do orçamento, o que vai ser bom para as periferias.

PHA: Como será feita essa descentralização?

Haddad: Pela peça orçamentária. Hoje, se aprova um orçamento das secretarias e, aquilo que é orçado, que vai ser de execução das subprefeituras. Quando se tem um poder local mais fortalecido, a tendência é de descentralização orçamentária e maior participação de execução orçamentária na ponta. Quando se tem uma pessoa nomeada, isso fica a bel-prazer do prefeito. A melhor maneira de fazer a população participar mais do debate sobre o orçamento é ter uma liderança política. Paulo, você sabe quantas cidades brasileiras têm 400 mil habitantes?

PHA: Não.

Haddad: Menos de 60, e é o número médio de habitantes das nossas 32 subprefeituras. Não faz sentido a população ficar alijada do processo de escolha dos subprefeitos.

PHA: O PT foi o partido que que instituiu o orçamento participativo. Essa seria uma alternativa administrativa e política que o PT teria a oferecer à sociedade brasileira?

Haddad: Não tenho dúvida de que nas grandes metrópoles esse caminho será seguido. Pois, se você fizer uma enquete com os prefeitos de grandes metrópoles, todos contam com a participação e trabalho de administradores locais escolhidos pela população.
Em Paris, o prefeito é escolhido indiretamente pelos subprefeitos eleitos.

PHA: Ah, é?

Haddad: É, pouca gente sabe disso, mas lá se tem a eleição dos subprefeitos e os subprefeitos escolhem o prefeito de Paris.

PHA: Eu não sabia disso.

Haddad: Anne Hidalgo é uma subprefeita alçada à condição de prefeita em Paris. Então, efetivamente, você precisa de referências políticas. E acaba havendo uma confusão entre legislativo e executivo quando não se tem a eleição para subprefeito, pois, muitas vezes, o vereador faz as vezes de liderança local executiva e não legislativa. Por falta de uma liderança política forte, se preenche uma lacuna que deveria estar na Câmara trabalhando a legislação da cidade.
Há muitas regiões em que vereadores têm esse comportamento híbrido.

PHA: Legisladores e executivos.

Haddad: É, executivos locais. Isso é uma confusão que atrapalha a divisão de poderes. São funções diferentes e tem que ser exercidas por pessoas diferentes.

PHA: O jornal Folha de S Paulo invocou a opinião do professor Ives Grandes Martins, advogado constitucionalista e professor emérito do Mackenzie, que notabilizou-se recentemente pela formulação de um parecer pelo impeachment da Presidenta Dilma. Diz ele: 'A legislação eleitoral é clara ao dar poder aos prefeitos. Essa proposta não tem nenhum respaldo constitucional.

Haddad: Eu fui amigo do Ives, mas ele é freguês antigo. Ele perdeu a ação contra o ProUni que eu elaborei, perdeu contra o IPTU progressivo. Ele vem perdendo questões importantes.

PHA: E provavelmente vai perder a do impeachment.

Haddad: Também vai perder. Mas é uma tese furada, pois se o prefeito tem a prerrogativa de escolher o subprefeito, ele pode consultar a população para escolher aquele foi indicado. Ele está fazendo uma confusão grande entre eleições administrativas e eleições regidas pela legislação eleitoral. Não se trata de justiça eleitoral. Reitores de universidades são eleitores diretamente hoje, por um acordo entre a comunidade. Quem nomeia é o Presidente da República, mas a comunidade faz a consulta e encaminha para o Presidente aquele que foi escolhido. É absolutamente possível e a própria OAB se manifestou pela constitucionalidade de ouvir a população.

PHA: Se não vai ter Justiça Eleitoral, como será o trâmite, o processo de votar? Eu vejo que no seu projeto, o voto é facultativo...

Haddad: Justamente por ser uma eleição administrativa. Eu não posso obrigar uma pessoa a participar de uma eleição administrativa, pois obrigar significa aplicar uma sanção a quem não comparecer. E isso a prefeitura não pode fazer.

PHA: Eu voto como, com certificado que moro na região, com meu título eleitoral? Onde vai ser a votação?

Haddad: Se o Tribunal Regional Eleitoral entender que pode dar suporte à prefeitura, nada impede que a própria urna eletrônica contenha a opção de escolha do subprefeito. Mas se a Justiça Eleitoral que não é o caso de dar suporte, a prefeitura pode organizar como organiza várias eleições, como as para os conselhos da cidade.

PHA: A prefeitura já tem um know how para isso.

Haddad: Já tem know how para isso. Agora, obviamente, que se houver a coincidência [das eleições para prefeitos e subprefeitos no mesmo dia] se terão milhões de pessoas votando. Caso as eleições sejam descasadas, o número de votantes é bastante inferior.
Portanto, a conveniência seria coincidir, mas não é uma obrigação e a Justiça pode não querer fazer também.

PHA: Não sei se o sr. soube, mas a prefeitura de Paris decidiu que um domingo por mês ela vai fechar a avenida Champs-Élysées ao trânsito de carros. Chegou a ver isso?

Haddad: Cheguei a ver hoje ou ontem essa notícia.

PHA: Agora talvez o senador José Serra não queira mais passar pela avenida Champs-Élysées. Não é isso?

Haddad: [Risos]. Do mesmo jeito que São Paulo se inspira em Paris para mudar a lei da eleição para subprefeito é bom saber que Paris também se inspira em São Paulo para adotar políticas de sustentabilidade.
Na verdade, o que acontece em São Paulo é que assuntos de Estado estão sendo partidarizados. Eu tenho visto pessoas sendo hostilizadas por militantes do PSDB simplesmente por gostarem de bicicleta, porque acham que é uma ação de reforço da administração. A que ponto chegou a oposição? Estamos no limite da irracionalidade.
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Estudo mostra que Brasil possui a maior biodiversidade do mundo



Brasil tem mais de 116 mil espécies da fauna

O governo federal produziu, em uma iniciativa inédita, a comprovação de que o Brasil possui a 
maior biodiversidade do Planeta. Foi lançado, nesta segunda-feira (21/12), o primeiro Catálogo 
Taxonômico da Fauna Brasileira. O estudo lista as mais de 116 mil espécies de animais encontradas 
em território nacional, o que representa 9% da fauna mundial. Ao todo, 500 cientistas de diversos 
países catalogaram 28 ramos de categorias de seres vivos em um processo que durou mais de dois 
anos para a construção do sistema e levantamento e organização dos dados.
É a primeira vez que o governo brasileiro, em um esforço conjunto dos ministérios do Meio 
Ambiente (MMA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), disponibiliza uma lista com a 
enumeração de todas as espécies conhecidas da fauna nativa do Brasil. Nas fases subsequentes do 
projeto, a relação será revisada e ampliada com informações sobre as sinonímias, distribuição, 
habitats e outros dados relacionados à ecologia de cada espécie, além de imagens e ferramentas para 
identificação das linhagens.
CONVERGÊNCIA
O catálogo possibilitará um novo patamar para as medidas de preservação das espécies encontradas 
nos ecossistemas brasileiros. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou a 
importância da integração das agendas ambientais do País. “É uma busca por uma nova visão 
política para que a conservação da biodiversidade dialogue com a questão das áreas protegidas”, 
afirmou Izabella. “Há um interesse de conciliação em um momento de convergência entre fauna, 
flora e territórios.”
O secretário da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), Bráulio Dias, ressaltou os avanços 
trazidos pelo Acordo de Paris, estabelecido há uma semana por 195 países com o objetivo de conter 
o aquecimento global. “As interfaces de clima e biodiversidade nunca estiveram tão presentes”, 
analisou Bráulio. Segundo ele, as metas nacionais de redução de emissões de carbono apresentadas 
para o protocolo contemplam a proteção da fauna e da flora mundial. “A maior parte dá a devida 
atenção para a questão do uso da terra, no sentido de evitar o desmatamento e promover a 
restauração”, comemorou.
REGISTROS
Com o material, o Brasil atende à meta nacional de biodiversidade de número 19, prevista para ser 
alcançada até 2017, com a compilação completa dos registros já existentes da fauna, flora e 
microbiota (conjunto dos micro-organismos que habitam um ecossistema, como as bactérias e alguns 
protozoários que atuam na decomposição da matéria orgânica e na reciclagem dos nutrientes), 
aquáticas e terrestres, disponibilizadas em bases de dados permanentes e de livre acesso, 
contribuindo com as metas Aichi de biodiversidade, estabelecidas pela CDB.
O projeto é apoiado financeiramente pelo MMA e MCTI e prevê a divulgação das informações por 
meio de uma plataforma com identidade própria. O desenvolvimento do catálogo foi coordenado 
pelos professores Hussam Zaher (responsável pela organização geral do catálogo e pela categoria dos 
vertebrados), Walter Boeger (responsável pelos invertebrados não-hexapoda), Michel Valim 
(responsável pelos Arthropoda não-hexapoda) e José Albertino Rafael (responsável pelos 
invertebrados hexapoda), além de 58 coordenadores de grupos taxonômicos e 502 pesquisadores 
brasileiros e internacionais.
A pesquisa também contou com o apoio da Sociedade Brasileira de Zoologia, Museu de Zoologia da 
Universidade de São Paulo, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Universidade Federal do 
Paraná, Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) e Jardim Botânico 
do Rio de Janeiro.
A função de organização de um sistema que permita o levantamento e a catalogação das espécies da 
fauna existentes no país e o trabalho cooperativo entre todos os especialistas espalhados pelo Brasil e 
pelo mundo, além da elaboração de uma lista unificada, ficou a cargo do Instituto Alberto Luiz 
Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) e da Universidade Federal do Rio de 
Janeiro (UFRJ), por meio do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação.
Trata-se de uma ferramenta online, com enfoque acadêmico e que dispõe de uma área destinada à 
consulta pública. Essa iniciativa se alinha ao Portal da Biodiversidade, administrado pelo Instituto 
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e ao Sistema de Informação sobre a 
Biodiversidade Brasileira (SiBBR-MCTI), a partir do qual o catálogo também poderá ser acessado.
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TEMER, UM COMPARSA... NADA DECORATIVO


“A sorrir eu pretendo levar a vida”


por : Kiko Nogueira

Numa velocidade relativamente estonteante para um homem de seu quilate, Michel Temer passou de 
autor de cartas constrangedoras a golpista fracassado.
Um deputado do PMDB, Osmar Terra, contou ao Estadão que ele, Temer, “trabalha com a ideia de 
que não vai ter impeachment. Pelo menos este ano ele acha que não vai”. Terra ainda falou que 
Temer “quer todo o PMDB unido para a eleição de 2018”.
O afastamento de Dilma teria “perdido relevância” depois da decisão do STF. Lúcio Vieira Lima, 
também da facção peemedebista pró golpe, fez uma conta: “Com esses embargos, a votação na 
Câmara deve ficar lá para maio ou junho deste ano. No segundo semestre, tem eleições municipais e 
depois, acabou o ano”.
Se alguém ainda achava que Temer era um grande articulador — e não faltaram colunistas 
descrevendo-o desta maneira — , é melhor repensar.
MT passou 2015 tentando se vender como alternativa diante de uma queda de Dilma. Conspirou à 
luz do dia, chegou a ser cortejado por parlamentares (Serra tentou emplacar um ministério), palestrou 
para empresários, recebeu cupinchas no Palácio do Jaburu, tentou cavar uma vaga como alguém 
capaz de “unir o Brasil”.
Seu suposto rompimento com o Planalto naquele mimimi antológico que ele mesmo vazou para um 
jornalista amigo dividiu o partido. Suas próprias pedaladas foram lembradas. Consolidou-se como 
comparsa de Eduardo Cunha. Comprou briga com Renan Calheiros. E ainda tem sobre a cabeça a 
Lava Jato.
Terminou dezembro bambeando e começa janeiro tentando juntar os cacos de seu papel de vice 
decorativo, lutando apenas para não perder o comando da legenda.
Em algum lugar do passado recente, Temer acreditou que poderia ser mais do que isso. A realidade 
acabou por demonstrar que, como dizia o pessoal de Tropa de Elite, nunca será.
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Dr. Moro, o senhor sabia que os carros da PF/PR tinham R$ 202 mi para peças? Putz....desculpe, erramos. Não eram R$ 202 mil... eram R$ 409 mil



POR FERNANDO BRITO

Um leitor, de forma gentil, advertiu que um dos links dos documentos apresentados ontem aqui para
mostrar que não faltava, como alegado, verba para os carros da Polícia Federal no Paraná estaria
errado.
Fui, como é meu dever, verificar e não encontrei erro nisso. Mas encontrei uma incompletude no
post: houve muito mais dinheiro para o mesmo fim, liberado antes da data que mencionei no post,
em outubro.


É a Nota de Empenho – empenho, em contabilidade pública, é a reserva de recursos que, cumprido o
serviço, possibilita o pagamento – 2015NE800639, de 10 de setembro do ano passado,que libera R$
409.062,07 em favor da Prime Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda. para (transcrevo a nota de
empenho) “COMPONENTES DIVERSOS PARA VEÍCULOS Fornecimento de peças e acessórios
para veículos, visando manutenção preventiva/corretiva, gerenciadas através de sistema
informatizado. MARCA: ORIGINAL ITEM DO PROCESSO: 00002 ITEM DE MATERIAL:
000192590”.
Como disse no post de ontem, não disponho de uma “força-tarefa” para apurar todas as liberações de
recursos, que são públicas e que só podem ser acessadas em intervalos de 30 dias- e, depois,
individualizadas – e isso aumenta muito o trabalho de quem o faz sozinho.
Mas creio que está mais do que suficiente – e existem mais valores – para demonstrar que há algo de
muito estranho com este chororô de que o Governo, malvado, não dava verbas para manter os carros
da PF paranaense e os delegados da Lava Jato tiveram de ir passar o chapéu diante do juiz Sérgio
Moro que, embora “não sendo apropriado”, liberou recursos sob sua guarda para evitar o colapso da
operação.
Ela só serviu para fazer com que uma multidão de alucinados, que acredita piamente no que a má
apuração jornalistica (somada à má-fé de quem “plantou” a história) divulga, começasse a urrar,
gritando que o Governo Dilma tentava sabotar e paralisar a apuração dos casos de corrupção.
Cumpro o dever profissional de dar a informação do que consta nos documentos oficiais do Tesouro,
uma vez que a Polícia Federal e o Ministério da Justiça não o fazem ou anunciam, sequer, estar
apurando se e porque seus subordinados fizeram isso.
E, para os que quiserem se poupar de acessar o banco de dados públicos que ninguém foi olhar (os
que quiserem o façam aqui), reproduzo a imagem do documento que mostra que, salvo algo
misterioso, não faltava dinheiro para peças de reposição ou reparo para os carros da PF.
Veja:

A QUEM SERVE O MORO?


Gráfico da Defesanet.com

O importante artigo do juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, o mesmo que desmontou a 
máfia tucana dos órgãos em Minas: Narciso Alvarenga Monteiro de Castro: O desmonte de 
nossos programas estratégicos

A QUEM INTERESSA ATRASAR OS PROGRAMAS ESTRATÉGICOS BRASILEIROS?

por Narciso Alvarenga Monteiro de Castro
(Juiz de Direito do TJMG)

Em 14 de junho de 2012 foram comemorados os trinta anos do fim da Guerra das Malvinas entre o 
Reino Unido e a República Argentina, que, como todos sabem, terminou com a rendição dos 
soldados argentinos em Porto Stanley.
Foi a primeira “guerra tecnológica” e precedeu outra, a Guerra do Golfo, onde os artefatos high-tech 
puderam ser demonstrados aos olhos do mundo e em tempo real.
Para nós, brasileiros, as lições mais importantes do conflito, além de testemunhar o heroísmo dos 
soldados portenhos e principalmente de seus pilotos de caça, foram: os Estados Unidos (e de resto a 
Europa) se alinham automaticamente aos seus e um submarino de propulsão nuclear deixa fora de 
ação toda uma esquadra convencional.
Um pouco antes, a Marinha do Brasil já ensaiava os primeiros passos buscando o domínio do ciclo 
atômico, com os Almirantes Maximiano da Fonseca, Mário Cezar Flores, Álvaro Alberto e, 
principalmente, o Vice-Almirante Dr. Othon Luiz Pinheiro da Silva.
Para um país de larga extensão costeira, fica claro que a estratégia baseada na dissuasão é a mais 
eficaz. Os primeiros submarinos da esquadra foram adquiridos em 1914 de procedência italiana. A 
tradição de construção de navios em nossas terras vem antes de 1808, com a chegada de D. João VI e 
nunca foi interrompida, apesar dos altos e baixos.
Hoje, o país pode se orgulhar de dominar a sensível tecnologia da construção de submarinos ou 
submersíveis, adquirida da Alemanha. Mais recentemente, um acordo estratégico assinado com os 
franceses deu um passo além: a aquisição de tecnologia para projetar submarinos, que ao final, 
capacitará o país a lançar o seu primeiro submarino de propulsão nuclear.
Um submarino convencional é movido a motor diesel e baterias. Segundo o Contra-Almirante Othon 
tal embarcação não passa de um jacaré ou uma foca, fácil de ser abatida. A explicação é simples. 
Para submergir, os motores precisam ser desligados, pois produzem gás, que não teria como ser 
expelido devido a maior pressão.
Então, o tempo que um submarino convencional pode ficar escondido (stealth) é o tempo de duração 
de suas baterias, uns poucos dias. Ao subir à superfície, para recarregar as baterias e o ar, pode ser 
facilmente abatido, pois, além disso, é muito lento.
Um submarino de propulsão nuclear pode ficar meses embaixo da água, o tempo que os seus 
tripulantes aguentarem sem sofrer um colapso nervoso. É muito mais rápido, devido ao seu 
propulsor, um reator atômico, que utiliza urânio enriquecido a 20%, o U-235.
Fica clara a opção escolhida pelos que pensaram a Estratégia Nacional de Defesa (que não pode ser 
separada da Estratégia Nacional de Desenvolvimento).
Somente cinco países constroem submarinos com propulsão nuclear: Estados Unidos, Reino Unido, 
França, China e Rússia, todos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Apenas três países dominam todo o ciclo do combustível atômico e possuem reservas de urânio: os 
Estados Unidos, a Rússia e o Brasil.
Nosso país tem mais de 300 mil toneladas de urânio em suas jazidas, sendo que somente um terço 
delas foi prospectada. O consumo hoje é de mil toneladas/ano, o que seria suficiente para mais de 
300 anos de fornecimento.
O Brasil na década de 80 assinou um tratado de salvaguardas com seu vizinho argentino. Foi um 
tratado equilibrado, pois previa reciprocidade. Muitos anos depois, foi obrigado a assinar um tratado 
de não proliferação nuclear, no final do governo de Fernando Henrique, visivelmente desequilibrado, 
pois só previu obrigações para o lado brasileiro, sem nenhuma contrapartida das grandes potências.
Tentam fazer que o país assine um “protocolo adicional” que pode significar que o país abra sua 
tecnologia nuclear aos estrangeiros. Nenhum país do mundo fornece ou vende tecnologia nuclear 
sensível, como ficou claro no acordo nuclear Brasil-Alemanha na década de 70 do século passado, 
aliás, ainda em vigor.
Por tudo isso, soa muito estranha a prisão do Vice-Almirante R1 Othon Luiz, ocorrida na chamada 
16a fase da Operação Lava Jato, por supostos recebimentos de 4,5 milhões de reais, na construção da 
Usina Angra 3.
Othon já foi investigado pelas próprias Forças Armadas e foi inocentado na década de 90, sendo 
certo que diversos comandantes militares não simpatizavam com seus projetos ou seus métodos.
Some-se a isto, a campanha contra a Petrobrás, que estava em franca expansão com as descobertas 
do Pré-sal, bem como a prisão do Presidente da Odebrecht.
O desenvolvimento do reator que equipará o subnuc brasileiro vai sofrer atrasos e os vinte técnicos 
terão que ser remanejados com o contingenciamento das verbas, devido a intensa campanha da 
mídia, que acompanha o desenrolar da Operação Lava Jato.
O projeto do VLS (veículo lançador de satélites) vem sofrendo constantes abalos e até suspeita de 
sabotagem. O moderno avião transporte de cargas e tropas, o KC-390 da Embraer, também sofrerá 
atrasos, devido ao ajuste fiscal do governo Dilma.
É inconcebível que um suposto combate à corrupção possa conduzir ao desmonte em programas 
estratégicos da nação. Seria até risível se pensar que americanos, russos ou franceses encarcerariam 
seus heróis, seus cientistas mais proeminentes, ainda que acusados de supostos desvios.
Portanto, somente aos estrangeiros ou seus prepostos no país, pode interessar o atraso ou o fim dos 
programas estratégicos brasileiros. É mais que hora de uma intervenção do governo ou, no mínimo, 
uma supervisão bem próxima da nossa Contra Inteligência para a verificação do que realmente está 
por trás das investigações da PF (FBI? CIA?), MPF e dos processos a cargo da 13a Vara Federal de 
Curitiba.
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LULA ESCLARECE DEPOIMENTO À JUSTIÇA


 Lula faz o que todo presidente faz

Saiu no Instituto Lula: Lula esclarece edição de MPs à Polícia Federal

O ex-presidente Lula esclareceu ontem (6/01) à Polícia Federal que as Medidas Provisórias 471/2009 e 512/2010 foram editadas em seu governo para promover o desenvolvimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, sem favorecimento a qualquer setor. Lula prestou informações ao delegado Marlon Cajado, na sede do DPF em Brasília, colaborando, como sempre faz, para esclarecer a verdade. O ex-presidente não é investigado e nem mesmo testemunha no inquérito.
A MP 471/2009 prorrogou, de 2010 até 2015, incentivos fiscais concedidos desde 1997 e 1999 a indústrias automotivas e de autopeças instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País e foi aprovada por unanimidade no Congresso. A MP 512/2010 estendeu os incentivos a novos projetos destas indústrias, com exigência de novos investimentos em tecnologia e inovação.
As duas MPs geraram dezenas de milhares de empregos de qualidade em sete parques industriais na Bahia, Pernambuco, Ceará, Amazonas e Goiás. Ambas resultaram de reivindicações e diálogo com lideranças políticas, governadores, sindicalistas e empresários, amparadas em exposições de motivos ministeriais que levaram em conta a geração de empregos, renda, incorporação de tecnologia e arrecadação para os Estados em decorrência dos incentivos federais.
Lula não era mais presidente da República em 2013, quando o Congresso Nacional acrescentou emenda parlamentar à MP 627 relativa a tributação de empresas no exterior, emenda esta que prorrogou os incentivos regionais de 2015 para 2020.
Em 1o de outubro de 2015, o jornal O Estado de S. Paulo tentou vincular a MP de 2009 a um contrato assinado em 2014, cinco anos depois, entre a empresa LFT Marketing Esportivo, de Luiz Cláudio Lula da Silva, filho de Lula, e o escritório Marcondes e Mautoni, investigado na Operação Zelotes, que originalmente apurou favorecimento a grandes empresas no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). Os jornalistas estão sendo processados por Luís Cláudio.
Três semanas depois, o escritório da LFT foi alvo de uma operação busca e apreensão, solicitada por dois procuradores da Zelotes e autorizado por uma juíza substituta de Brasília. A ação foi considerada desproporcional e ilegal pela desembargadora federal Neuza Alves, do TJDF. O inquérito das MPs foi arquivado sem indiciar Luís Cláudio Lula da Silva.
O delegado Marlon Cajado abriu novo inquérito e foi neste procedimento que Lula prestou informações. O ex-presidente negou que a edição das Medidas Provisórias ou qualquer outro ato de seu governo tenha relação com o contrato entre as empresas Mautoni e LFT.
A data e o horário do depoimento foram definidos pelo delegado Cajado com os advogados do ex-presidente em dezembro passado.
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NETFLIX ENTRA FIRME E DÁ BYE-BYE À GLOBO


600 horas de produções originais e conteúdo brasileiro!

Netflix expande para 190 países. Maior investimento foi em licenças

A Netflix anunciou nesta quarta, 6, na CES, que seu serviço de vídeo online passará imediatamente 
dos atuais 60 para 190 países. A plataforma passa a existir em praticamente todos os países, exceto a 
China.
Este noticiário conversou com Neil Hunt, chief product officer da companhia. Segundo ele, o maior 
investimento para permitir esta oferta foi na ampliação das licenças de conteúdos de terceiros, para 
permitir a oferta global. Em seguida, veio o investimento em infraestrutura (ele não revela o total 
investido).
Hunt não vê problemas técnicos na expansão da rede, porque ela acontecerá gradualmente, à medida 
em que entrem os novos assinantes, e garante que a Netflix está preparada para a demanda. A 
empresa trabalhará junto aos ISPs locais para implantar sua CDN, mas isso acontecerá também na 
medida em que a demanda crescer, e possivelmente formando hubs de países próximos. Assim, uma 
CDN pode por exemplo atender seis ou sete países do Sudeste Asiático.
A "virada de chave" aconteceu no exato momento em que o CEO da empresa, Reed Hastings, fazia 
sua apresentação na CES. Ele contou que a Netflix tem hoje 2 mil empregados, sendo a metade 
engenheiros, e perto de 70 milhões de usuários. A empresa chega hoje a cerca de metade dos lares 
nos EUA. "O cabo levou 20 anos pra atingir esse número", lembra. Em 2015, a plataforma trafegou 
52,5 bilhões de horas de conteúdo. Atualmente são assistidas 125 milhões de horas por dia na 
plataforma. A Netflix está presente em mais de mil modelos de dispositivos, e conta com serviço em 
17 línguas.
Perguntado por por este noticiário, Hastings disse que não acha que será um problema lidar com as 
diferentes realidades de tantos países ao mesmo tempo no que diz respeito a direitos, 
regulamentação, cobrança e atendimento ao consumidor. "Quando começamos no Brasil, só 
aceitávamos cartão internacional. Fomos aprendendo como o país funciona, nos adaptando, 
aprimorando o serviço. Será assim nos demais países. O Brasil foi um grande aprendizado, que 
vamos agora repetir nos outros territórios", disse.
Uma fonte ligada à empresa disse que acompanham de perto a iniciativa da Ancine de regulamentar 
o VOD no país. "Fala-se nisso há pelo menos cinco anos, estamos acompanhando, mas não acho que 
vai acontecer nada no curto prazo. Coisas como cotas de produção nacional não fazem sentido numa 
plataforma de VOD, na minha opinião", disse a fonte.
Conteúdo
A empresa produzirá 600 horas de conteúdos originais em 2016. Além de "3%", já em produção, a 
Netflix deve ter outras séries brasileiras anunciadas este ano, disse a este noticiário Jonathan 
Friedlander, diretor de comunicação.
Na CES foram apresentados trailers inéditos de duas novas grandes produções. "The Crown" é 
ambientada nos anos 1950 e conta a história da rainha Elisabeth, da Inglaterra. Já "The Get Down" 
mostra o surgimento da cultura disco nos EUA na década de 70.
Os conteúdos originais serão oferecidos simultaneamente em todo o mundo. Já os conteúdos 
licenciados mantém ainda algumas regras de janelas e territórios diferentes para cada região. A 
empresa diz que se esforça agora para que todos os novos contratos de licenciamento prevejam a 
distribuição global.
Todas as novas produções serão gravadas e finalizadas em 4K, e este ano a Netflix começa a 
distribuir conteúdo com HDR, tecnologia que permite ainda mais resolução e definição de cores (e 
também consome mais banda). Também deve crescer a produção internacional. A empresa hoje tem 
coproduções em andamento em mais de dez países.
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MARTINHO QUER LULA COMO ENREDO DA VILA: O MELHOR GOVERNO QUE TIVEMOS


“Ele vai entrar na história. O Lula foi o melhor governo que nós tivemos. Os anos do Lula 
mudaram o Brasil, até internacionalmente. Nesse momento brasileiro, em que os políticos estão 
por baixo, a gente deve lembrar dos políticos importantes que nós tivemos”, disse o compositor 
e sambista Martinho da Vila, filiado desde 2005 ao PCdoB; este ano, a Vila Isabel homenageia 
o ex-governador pernambucano Miguel Arraes.

247 - O compositor e sambista Martinho da Vila, filiado desde 2005 ao PCdoB, disse em matéria 
publicada no site Sambarazzo, que gostaria de ter Lula como enredo da Vila Isabel.
“Ele vai entrar na história. O Lula foi o melhor governo que nós tivemos. Os anos do Lula mudaram 
o Brasil, até internacionalmente. Nesse momento brasileiro, em que os políticos estão por baixo, a 
gente deve lembrar dos políticos importantes que nós tivemos”, destacou.
Este ano, a Vila homenageia o ex-governador pernambucano Miguel Arraes, enredo que também é 
de autoria de Martinho.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

TV AFIADA: DELAÇÃO DO CEARENSE? NÂO VEM AO CASO !

TROCA-TROCA MORO, ZÉ RUELA E PF DO ZÉ RUELA


Onde estava essa grana da quentinha do japa?

A “doação” de Moro para a PF: “embora não seja apropriado”?

É inacreditável a promiscuidade que se instalou entre Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal
na Operação Lava Jato.
A informação da Veja, informando que o Juiz Sérgio Moro “doou” – até porque não existe hipótese 
de, legalmente, o dinheiro ser devolvido – R$ 172 mil pedidos pela Polícia Federal para consertar 
carros e pagar contas de luz é algo que precisa ser esclarecido em detalhes.
Porque o dinheiro não é de Sérgio Moro e, para doar dinheiro que não é seu precisa haver previsão 
legal.
O juiz não pode dispor de valores apreendidos em operações policiais para entregá-los a Polícia em 
nenhuma hipótese. Tem de mandar depositá-los em conta especial, vinculada ao processo e, ao final 
deste, revertê-los àquele de quem indevidamente foram tirado: particulares, entes públicos ou 
empresas.
Tudo o que pode e deve ser feito está no Manual de Bens Apreendidos da Corregedoria do Conselho 
Nacional de Justiça. Podem, é fato, ser entregues para uso policial bens apreendidos, que sirvam ao 
desempenho de suas funções, neste caso ficando a polícia como depositária dos bens.
O Globo diz que este dinheiro proviria de um “acordo de delação premiada”feito com o doleiro 
Hélio Laniado. Na ocasião, 2006,o advogado de Laniado, Roberto Podval negou ter havido acordo.
Mas que tenha havido: os valores recuperados não deveriam ser devolvidos às vítimas ou ao 
Tesouro, no caso de serem produto de evasão fiscal? Multas eventualmente aplicadas não deveriam 
ter destino? Mesmo que seja demorado o processo de liberação de valores na Justiça, o que é um 
fato, não há um destino definido para estes recursos?
Será que é por isso que o Dr. Moro diz, segundo O Globo que “embora não seja muito apropriado a 
destinação dessas verbas para custeio, as investigações da Lava-Jato, por sua relevância, não podem 
ser interrompidas por falta de dinheiro para despesas básicas de custeio”.
O que é “não ser muito apropriado”? Qual é a destinação “apropriada” do dinheiro? É legal transferi-
lo para a Polícia Federal, ainda mais para despesas de custeio, que não podem ser ressarcidas por 
devolução, como no caso de um veículo?
Assim como está mal contadíssima a história de que a PF não tenha dinheiro para consertar carros ou 
pagar contas de luz.
A PF fechou o ano (29/12/2015) com uma folga de R$ 81,1 milhões na dotação para despesas 
correntes.
Reproduzo abaixo o quadro orçamentário e de execução orçamentária da PF entre 2005 e 2015.



O crescimento do Orçamento da PF foi de 43,22%, já descontada a inflação do período, medida pelo 
IGP-M da Fundação Getúlio Vargas.
Mesmo que fossem aplicados os cortes tão chorados de R$ 133 milhões isso representaria meros 2% 
de seu orçamento total. E é menos do que somaram as sobras orçamentárias – claro que com 
contenções, mas nada que inviabilizasse suas operações -com centenas de homens deslocados por 
todo o país, prisioneiros no jatinho e etc e tal – de 2015, que somaram R$ 231 milhões.
O Diretor Geral da Polícia Federal, Leandro Daiello está chamado a dar explicações sobre o porque 
de seus subordinados foram – e se foram – passar o chapéu com o Dr. Moro para pagar conta de luz, 
se não lhes faltaram, só em dezembro passado, mais de R$ 140 mil em despesas com passagens e 
locomoção, só na Superintendência do Paraná.
Que dureza, hein?
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DOSSIÊ SINTEPP: AS GRAVES DENUNCIAS CONTRA LIDERES DO PSOL-PA



Por Diógenes Brandão

Considerado o maior sindicato do Pará, tanto em número de filiados, quanto em arrecadação, o
SINTEPP entrou em recesso no dia 21 de dezembro de 2015 e retornou às suas atividades nesta 
primeira segunda-feira (04) de 2016, coincidindo com o dia em que vieram ao conhecimento 
público, nada mais do que sete publicações do jornalista Augusto Barata, feitas em seu blog, onde 
apresentou uma série de denúncias de uma representação anônima, protocolada na Promotoria de 
Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa, no Ministério Público do 
Estado do Pará.
A assessoria jurídica do sindicato apresentou seus esclarecimentos ao MP, no dia 12 de novembro de 
2015, quando cobrou o arquivamento daquilo que chamou de "procedimento repleto de graves 
afirmações caluniosas, difamatórias e injuriosas". Apesar da gravidade das acusações, que podemos 
chamar de um verdadeiro dossiê sobre o SINTEPP, não há qualquer menção às informações sobre 
estas denúncias no site e redes sociais do sindicato.
Volto logo em seguida.

Leia agora a publicação no blog do Barata, sob o título SINTEPP – Representação ao MPE 
expõe denúncias de corrupção e aparelhamento no sindicato dos professores.


Alberto Andrade, um dos alvos das denúncias feitas ao Ministério Público aparece como 
doador de R$8.000,00 para a campanha de Fernando Carneiro, quando este foi candidato a 
deputado estadual pelo PSOL, em 2014.

Com um total estimado de cerca de 22 mil associados e uma receita anual calculada em R$ 12 
milhões, o Sintepp, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará, está no 
epicentro de graves suspeitas de malversação de seus recursos financeiros e do seu patrimônio pela 
atual diretoria da entidade, em desvios que, se confirmados, resvalam para a corrupção pura e 
simples. O estopim do escândalo é uma representação anônima, feita ao MPE,Ministério Público do 
Estado do Pará, elencando um vasto repertório de denúncias de corrupção, supostamente ocorridas 
na esteira do alegado aparelhamento do sindicato pela APS, Ação Popular Socialista, uma tendência 
do PSOL, o Partido Socialismo e Liberdade, na qual pontifica o vereador de Belém Fernando 
Carneiro. A diretoria do Sintepp rebateu parcialmente as denúncias em alegações encaminhadas ao 
MPE, prontamente rebatidas.


Vereador de Belém, Fernando Carneiro é o expoente da tendência do PSOL que dirige o 
SINTEPP e seria o principal beneficiado dos recursos supostamente desviados do sindicato, 
conforme denúncia apresentada ao Ministério Público.

O elenco de denúncias abrigado na representação anônima é devastador e comprometem 
visceralmente Conceição Holanda, tesoureira do Sintepp. Ele inclui de suspeitas de prestações de 
contas obscuras até concessão de empréstimos valendo-se de recursos sindicais, ao arrepio da lei, 
passando por pagamentos indevidos a diretor da entidade, incluindo Alberto Andrade, o Beto 
Andrade, vice-diretor geral. As denúncias ainda incluem despesas não devidamente esclarecidas com 
consumo de combustível; utilização de veículos do sindicato em locais inadequados e em períodos 
injustificáveis; custeios de diárias, hospedagem e alimentação não suficientemente justificados; 
financiamento de campanha eleitoral do PSOL, beneficiando a campanha a deputado estadual do 
vereador de BelémFernando Carneiro. As denúncias ainda mencionam o uso indevido do espaço 
físico do Sintepp para fins político-partidários; relações absolutamente informais com prestadores de 
serviço, propícias a mascarar desvio de recursos; pagamento de diárias de hotel, de nomes estranhos 
ao sindicato, em período que coincide com a eleição de nova diretoria.
Para entender melhor o caso, sugiro a leitura dos outros posts do blog do Barata, abaixo:
SINTEPP – O temor de represálias
SINTEPP – Diretores sob suspeita
SINTEPP – Estigma paira sobre Conceição Holanda
SINTEPP – A representação
SINTEPP – As alegações da diretoria
SINTEPP – Alegações são rebatidas

O blog AS FALAS DA PÓLIS aguardará o posicionamento do Ministério Público do Estado para 
retornar com mais informações sobre este fato, mas registra a existência de outra grande polêmica 
envolvendo o SINTEPP e outro blogueiro, neste caso o Hiroshi Bogéa, que alega ter sido caluniado 
por diretores do sindicato, que por sua vez emitiu uma Nota de repúdio contra o prefeito de Marabá, 
Como diria um amigo deste blogueiro: O ano de 2016 começou cunscarvalhos!
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CU...NHA E TEMER, O BRASIL SEM DIGNIDADE MORAL



Noticia-se que Eduardo Cunha, com o poder discricionário que lhe dá a condição de Presidente da 
Câmara, arquivou um novo pedido de abertura de impeachment contra o vice-presidente Michel 
Temer.
Não seria nada de mais se o pedido não fosse pelos mesmos motivos que ele achou suficientes para 
aceitar, quando se tratava de Dilma Roussef: a abertura, por decreto, de dotações orçamentárias sem 
o devido lastro no Tesouro Nacional.
O motivo é pífio, porque decretos assim têm mera natureza autorizativa e só se realizam com o 
empenhamento da despesa, que exige a reserva de recursos para realizá-las.
Mas, se é motivo para processar Dilma no Congresso por ter assinado decretos assim, porque não o 
seria quando quem assina é Temer?
Mais ainda, a serem corretos os números divulgados pelo G1, Dilma estaria sendo processada por 
créditos de R$ 2,5 bilhões crédito suplementares. Temer teria, segundo do site, assinado R$ 10,8 
bilhões.
E porque ela é processada e ele não é? Ora, até o tapete da Câmara sabe a razão é que a ela Cunha 
quer e a ele Cunha não quer, e pronto.
E não quer porque Temer tornou-se seu parceiro no golpe de Estado e sabe-se lá que paga espera ou 
tratou por essa “mão amiga”.
Não é possível que a elite pensante deste país, mesmo a conservadora, admita ouvir do vice 
presidente que, sim, assinou, mas que a sua assinatura é mero protocolo, que “não entra no mérito 
das matérias objeto de decretos ou leis, cujas justificativas são feitas pelo Ministério da Fazenda e 
pela Casa Civil da Presidência, em consonância com as diretrizes definidas pela chefe de governo.”
Ora, para isso bastaria um carimbo, senhor vice-presidente, não alguém com responsabilidades 
públicas.
O seu argumento não precisa de mais do que uma gargalhada para ruir por terra.
Michel Temer, no exercício da Presidência tem o poder e o dever de pedir esclarecimentos sobre 
aquilo que porventura lhe pareça equivocado ou irregular. Tem todo o poder de chamar o Ministro da 
Fazenda e indagar sobre a cobertura orçamentária ou financeira daquelas despesas e, não havendo, 
não assiná-las ou, no mínimo, mandando-as dividir e assinar apenas o indispensável para aqueles 
dias de interinidade, até que a titular voltasse e, querendo, assumisse os atos.
Temer não defende a legalidade e a correção daquilo que assinou. Apenas se exime de 
responsabilidade, alegando que “não tem nada com isso”.
A ambição de poder levou Michel Temer, com toda a pompa de sua postura empertigada e 
pernóstica, para o monturo moral.
Vai fazer companhia a Eduardo Cunha, tão desmoralizado que até mesmo o PSDB quer usá-lo a uma 
distância conveniente para não aparecer.
A história e, antes dela, o povo, despreza os covardes e os ambiciosos, que se prestam a qualquer 
papel por seu desejo ilegítimo de poder.
Michel Temer, antes do que imagina, será desprezado por uma única razão: fez-se desprezível.
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RIDÍCULO SE NÂO FOSSE TRÁGICO ! MORO ASSUME A CHEFIA DA POLÍCIA FEDERAL


Não vai faltar grana para grampear mictório de preso! 

O Globo noticia na pág. 3 de sua edição nacional que o Juiz Sérgio Moro (aquele do "não vem ao 
caso") autorizou a liberação de R$ 172 mil à Polícia Federal, recuperados pela Justiça do Paraná da 
investigação do Banestado, para despesas de custeio.
Segundo o Globo, Moro reconhece que talvez "não seja muito (sic) apropriado a destinação dessas 
verbas para custeio, (mas) as investigações da Lava Jato, por sua relevância (sic) não podem ser 
interrompidas por falta de dinheiro para despesas básicas..."
Conclusão número um: a Polícia Federal do Paraná e o Dr Moro só trabalham para a Lava Jato!
Conclusão número dois: instalou-se a mais completa esculhambação!
O Dr Moro agora é quem paga a quentinha do japa!
"Apropriado"?
Isso é absolutamente ilegal!
Imaginem se o destemido Juiz De Sanctis tivesse feito isso na Satiagraha!
Se tivesse pago a quentinha do Protógenes!
Teria sido queimado na fogueira de Diamantino (MT).
Conclusão número três: o Dr Moro é quem manda na PF.
Porque manda quem paga as contas!
Conclusão número quatro: o zé não paga mais nem a quentinha da PF!
Conclusão número cinco: ou o zé desmente categoricamente essa informação inacreditável, ou dará 
razão ao detrito sólido de maré baixa, que foi quem publicou a notícia original, reproduzida pelo 
Globo.
Antes, sobre a matéria, o Conversa Afiada tinha publicado:
PF enquadra o zé. Ele é refém
Delegados venceram: vai ter grana para grampear mictório!
O Congresso Nacional aprovou um Orçamento da União em que a Polícia Federal do zé perde R$ 
133 milhões.
Todos os ministérios e suas subordinadas instituições - ou a PF não se subordina mais a ninguém? - 
sofreram cortes.
O chanceler, por exemplo, pode argumentar que a embaixada no Uzbequistão não vai mais servir chá 
às visitas.
Mas, não fez isso.
Ninguém fez.
Menos a PF do zé...
A PF do zé, através de sua poderosíssima Associação Nacional dos Delegados ameaçou: ou os R$ 
133 voltam ou não tem mais Lava Jato!
O zé tremeu!
Acabar com a Lava Jato?
Reduzir os diários vazamentos ao PiG?
Que outros alimentos alimentam o PiG?
Não grampear mais o mictório do Youssef?
Não vender mais delação ao André Esteves?
Onde estamos?
Que esculhambação é essa?
Prontamente, o zé reagiu do fundo de seu cativeiro:
"Jamais faltará verba para a Lava Jato!"
Os vazadores e os vazos ficaram aliviados!
O Golpe seguirá!
Sim, porque o zé transformou a Polícia Federal em QG da Sedição!

Paulo Henrique Amorim
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A tentativa de Israel de chantagear a diplomacia brasileira

Dayan e Netanyahu, inimigos da paz, afrontaram os procedimentos diplomáticos

Arrogância. Esta é a palavra que define melhor a atitude do governo de Tel Aviv de nomear 
um líder dos assentamentos ilegais na Cisjordânia e Jerusalém Oriental como embaixador no 
Brasil, o argentino naturalizado israelense Dani Dayan.

Por José Carlos Ruy
Essa nomeação procurou criar uma saia justa para nossa diplomacia pois o Brasil, a exemplo da imensa maioria das nações, e fiel às resoluções da ONU sobre a questão, nunca aceitou a incorporação ilegal de territórios palestinos por Israel. São territórios ocupados militarmente, criando dificuldades insuperáveis e cruéis para os palestinos que lá habitam, com o sistemático roubo das águas e das terras férteis das aldeias habitadas por palestinos, com o objetivo de inviabilizar a concretização da ideia, aprovada pela ONU e pela comunidade internacional, de dois estados independentes como solução para o histórico conflito na região.
O governo sionista de Israel não aceita isso, perseguindo a tese de um imaginário grande Israel que ocuparia todas as terras da região (incluindo a Faixa de Gaza), e afastaria os palestinos.
A jogada de Benjamin Netanyahu é torpe e desleal – na hipótese remota de Brasília acatar a imposição israelense e aceitar aquele embaixador que representa os colonos ilegais, a defesa brasileira dos direitos palestinos ficaria desmoralizada, comprometida pela incoerência.
A trapaça israelense foi descoberta há quatro meses quando, rompendo com toda ética do protocolo diplomático, Netanyahu divulgou, pelo tuiter, em 5 de agosto, a nomeação de Dayan como embaixador no Brasil.
Arrogância dupla, que se avizinha da má fé: primeiro, pela nomeação de um líder dos colonos ilegais. Depois, por divulgar a decisão antes de comunica-la ao governo brasileiro, à margem de qualquer prática diplomática normal e aceitável entre países soberanos e amigos. O governo de Netanyahu revelou-se não-amigo do governo brasileiro, para dizer o mínimo.
Coberto de razão pela atitude pouco amistosa dos sionistas que mandam em Tel Aviv, o governo brasileiro usou a prática normal para demonstrar sua discordância: deixou sem resposta o pedido de agrément (“aceitação”) feito por Israel. Em linguagem diplomática isso corresponde à não aceitação da manobra representada pela nomeação indesejada. Silêncio que corresponde a um sonoro não.
Em dezembro, Israel voltou à carga e passou a pressionar o governo brasileiro para aceitar a nomeação de um embaixador que, no mínimo, não cumpre a legislação internacional e rejeita resoluções da ONU, sendo um dos dirigentes da repressão e do genocídio contra os palestinos.
A vice-ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Hotovely, esbravejou ao anunciar que não será nomeado outro embaixador. Se seu nome não for aceito, disse, será criada “uma crise e é melhor não chegarmos até isso", rosnou. Ela disse também que a pressão de Israel será feita através de "ferramentas alternativas públicas", entre elas a imprensa. E também vai usar a comunidade judaica no Brasil, pessoas próximas à presidente Dilma Rousseff, além de apelos diretos do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu ao governo brasileiro.
Dayan foi presidente, entre 2007 2013, do Conselho Yesha (Conselho da Judéia e Samaria, nomes bíblicos usados pelos sionistas para designar o território ocupado da Cisjordânia). E que representa os 700 mil israelenses que vivem ilegalmente em terras roubadas na Judéia, Samaria e Jerusalém Oriental.
Dayan iniciou em dezembro uma ofensiva para forçar o governo brasileiro a ceder à chantagem. Chegou a dizer que as pressões feitas pelo governo de Netanyahu foram insuficientes! E alegou que isso abre um precedente que impedirá moradores de assentamentos de representar Israel no exterior.
Esse direitista belicoso, que pretende ser embaixador em um país amigo, tentou desqualificar as divergências como “ideológicas” e chegou a dizer o governo brasileiro não aceita sua indicação por ser “esquerdista”!
A ação pouco diplomática de Benjamin Netanyahu recebeu críticas à direita e à esquerda em seu próprio pais. O direitista Avigdor Liebermann, que foi ministro das Relações Exteriores, criticou o governante por não respeitar o protocolo diplomático que exige, antes da divulgação do nome, a consulta ao país que receberá o embaixador. Em sua opinião, Dayan seria aceito em vários países, “mas nunca no Brasil governado por Dilma Rousseff.”
Três diplomatas israelenses também manifestaram seu inconformismo ao Embaixador Henrique Sardinha, chefe da missão diplomática do Brasil em Israel. Recomendaram a ele que aconselhasse ao governo de Brasília para não acatar a faca posta por Netanyahu em seu pescoço. "Para o Brasil é um escândalo que Israel queira mandar um líder dos colonos como seu embaixador", disse um deles, sob anonimato, ao Times of Israel.
Apoiados por militantes da esquerda israelense e pelo ex-deputado do partido Meretz, Mossi Raz, disseram a representantes da embaixada brasileira e da Autoridade Palestina ser inaceitável a nomeação do representante dos colonos ilegais. “Aceitar a nomeação de Dani Dayan será o mesmo que dar legitimidade internacional à colonização (nos territórios ocupados da Cisjordânia)”.
Posição semelhante à do diplomata Celso Amorim, que foi ministro das Relações Exteriores e da Defesa do Brasil e tem grande influência na diplomacia brasileira. “Aceitar como embaixador uma pessoa que foi líder de políticas de assentamentos em Israel seria uma aceitação tácita dessa política, a qual o Brasil se opõe. Não é possível aprovar esse embaixador”, disse ele reproduzindo, com clareza diplomática, o imbróglio criado por Benjamin Netanyahu com sua tentativa inaceitável de nomear Dani Dayan.
Há indicações ambíguas sobre a saída que Israel dará ao imbróglio. A vice-ministra Tzipi Hotovely aponta para o rebaixamento da representação diplomática em Brasília, que está a cargo do segundo homem da embaixada, o ministro Lior Ben Dor desde que o titular, Reda Mansour, voltou a Israel. Há também a hipótese, divulgada pela agência noticiosa russa Sputnik, de um eventual recuo de Israel e da indicação de um novo nome. Dadas as circunstâncias, este segundo cenário exigirá atenção redobrada do governo brasileiro, ante uma provável nova armadilha.
São especulações, claro. Mas o governo da presidenta Dilma Rousseff marcou um golaço na defesa da soberania brasileira. E do exercício plenamente autônomo, como não podia deixar de ser, desde que embaixadores brasileiros não tiram mais seus sapatos em aeroportos estrangeiros (como aconteceu com Celso Lafer, chanceler de Fernando Henrique Cardoso, humilhado em aeroportos nos EUA em 2001). A diplomacia dirigida por Dilma Rousseff não cede à chantagem, em nome da soberania nacional, do respeito à legislação internacional e pela independência e autodeterminação do povo palestino.
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