quinta-feira, 13 de agosto de 2015

JAMENTISMO DO PARÁ: Governador e prefeitos do PSDB usam DAS´s e investem no impeachment


Na coluna Repórter Diário, do jornal Diário do Pará, desta quarta-feira (12).

A notícia de que o governador do Estado do Pará, Simão Jatene (PSDB) e os prefeitos de
Belém,Zenaldo Coutinho (PSDB) e de Ananindeua, Manoel Pioneiro (PSDB) pressionam DAS´s do
governo do Estado destas duas prefeituras, que são as maiores do Pará, para engrossar o ato contra
Dilma, previsto para esta semana, confirma a suspeita de que os tucanos estão por de trás destas
manifestações em apologia ao impeachment.
Ontem, uma reunião em um hotel de luxo em Belém, reuniu diversas lideranças do PSDB para traçar
o plano de investir pesado no ato e tentar induzir o povo paraense ir às ruas pedir o impeachment da
presidenta Dilma, que está cumprindo o 8º mês de seu mandato, conforme foi decidido nas eleições
presidenciais do ano passado.


Prefeito Tucano coordenou reunião do ato pró-impeachment. Imagem: Twitter do Deputado 
Estadual Carlos Bordalo (PT).

Em diversos bairros da capital paraense é possível ver outdoors com a convocação para o ato, que os
organizadores dizem que não conta com a ajuda de partidos políticos. No entanto, a mega estrutura
que envolve vários trios elétricos, milhões de camisas, bonés, faixas, folders, adesivos, gasolina para
carros e motos, entre outras coisas que requerem de uma fortuna é nitidamente patrocinada, ao invés
de fruto de 'doações do povo', como alegam os arautos da 'moralidade' e da 'ética'.


Vários outdoors, como esse no bairro do Guamá, estão espalhados pelo centro e periferia de 
Belém, mostrando a força financeira do ato pró-impeachment. Foto: Silva Macedo.

De onde será que vem tanto dinheiro? Não seria da corrupção dos governos e empresários ligados ao
PSDB e demais partidos interessados em tirar Dilma do governo, antes de 2018?
Será que o Ministério Público do Estado do Pará não vê isso, ou sabe, mas deixa passar em branco,
por ser cúmplice dessa farra com o dinheiro público, por ter parentes de promotores empregados no
governo?____________________________________________

Atestada balneabilidade de Alter-do-Chão



No Blog da Franssi

Excelente notícia para quem ama a paradisíaca Alter-do-Chão, em Santarém: as águas da vila balneária estão em condições "muito boas" ou "satisfatórias" para banho e recreação. Foi o que atestou o laudo técnico divulgado ontem pela Universidade Federal do Oeste do Pará, assinado pelo pesquisador José Reinaldo Pacheco Peleja, doutor em Biologia de Água Doce. Alter do Chão é o cenário da festa do Çairé, durante o mês de setembro, e já foi escolhida a praia de água doce mais bonita do mundo pelo jornal inglês The Guardian.
A pesquisa, denominada “I Estudo sobre as Condições de Balneabilidade das Águas das Praias de Alter do Chão”, foi realizada pelo Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas da Ufopa, que coletou amostras no período de 1º de abril a 9 de maio deste ano, em cinco campanhas semanais consecutivas aos finais de semana (dias de maior fluxo de banhistas) e uma coleta em um dia de menor fluxo de banhistas (quarta-feira), na Praia do Cajueiro, Praia da Ilha do Amor, Praia do Centro de Atendimento ao Turista, orla de Alter do Chão e encontro do Igarapé do Macaco com o Lago Verde. Antes, uma análise feita pela mesma universidade havia encontrado quantidade anormal de coliformes fecais em algumas praias da vila. A nova pesquisa comprovou cientificamente a condição adequada de balneabilidade de Alter do Chão, baseada em normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
Os locais considerados impróprios para banho são os finais de linha das galerias pluviais submersas e a escadaria da orla. De acordo com a Prefeitura de Santarém, áreas não utilizadas por banhistas. O secretário municipal de Meio Ambiente do município, Podalyro Neto, informou que essas áreas serão sinalizadas.
O prefeito Alexandre Von explicou que o estudo realizado pela Ufopa faz parte de uma série de ações que estão sendo executadas para monitorar, permanentemente, toda extensão da orla fluvial, por meio do Programa Municipal de Monitoramento da Qualidade das Águas. “Agora no verão, em outubro, no mais tardar em novembro, nós vamos repetir essas análises, que foram feitas no inverno, nos mesmos pontos de Alter do Chão”, prometeu o prefeito, que contou com a ajuda do Governo do Estado na construção de uma balsa adaptada para a instalação de banheiros químicos. A retirada das embarcações que circulavam pelas praias sem o devido sistema sanitário foi outra medida. A prefeitura anunciou a aquisição de 25 banheiros químicos e parte deles será destinada à vila.
O distrito de Alter do Chão, com cerca de seis mil habitantes, está localizado a 35 Km de Santarém. O acesso pela rodovia estadual Everaldo Martins dura 40 minutos de carro. A alterativa de trajeto é de barco, pelo rio Tapajós, com viagem de 3h. Há hotéis e pousadas suficientes para atender aos turistas. Os voos até Santarém duram, em média, uma hora saindo de Belém (PA) ou Manaus (AM)
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Stédile refuta golpismo e diz que agenda de Renan 'é sacanagem'



São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff recebe hoje (13), no Palácio do Planalto, lideranças dos sindicatos, movimentos sociais e do movimento estudantil. João Pedro Stédile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em entrevista àRádio Brasil Atual nesta manhã, considera a Agenda Brasil proposta pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), uma ‘sacanagem’ e diz que Dilma não pode ficar refém de parlamentares e da mídia.
Na opinião de Stédile, a situação em que o Brasil se encontra hoje é histórica e grave, por conta da aglutinação das crises econômica, social e política. A economia está parada, com um processo de desindustrialização que afeta o emprego e o salário dos trabalhadores. As grandes cidades apresentam graves problemas sociais. E a crise política ocorre, acrescenta, porque a democracia foi "sequestrada" pelas empresas, por meio do financiamento privado de campanhas eleitorais, que resultou em bancadas de empresas, em vez de partidos, no Congresso.
Diante desse cenário de crise, diz Stédile, é preciso encontrar saídas coletivas, em contraposição às propostas dos empresários, que pretendem o realinhamento da nossa economia com os Estados Unidos, a defesa do Estado mínimo, com corte de gastos em políticas e programas sociais, e redução do que os empresários chamam de Custo Brasil, com a retirada de direitos trabalhistas. Mas ele lembra que tais propostas foram derrotadas por quatro vezes consecutivas nas urnas.
O integrante da coordenação nacional do MST critica setores da classe média brasileira reacionária que, segundo ele, se identificam com as ideias atrasadas da direita e acham que a saída para a crise é o golpe, com a destituição de Dilma da presidência.
"Isso é uma idiotice completa porque, primeiro, a saída da presidenta não representaria nenhuma solução, nem para a crise econômica, nem para a crise política, nem para a crise social. Ao contrário, só agravaria tudo porque introduziria então uma nova crise, a institucional. Porque o povo brasileiro, nas eleições de outubro, elegeu não só a presidenta, elegeu governadores, o parlamento, e nós temos que preservar essa democracia, senão todos os eleitos estarão sub judice.”
Para Stédile, a defesa dos direitos dos trabalhadores deve ser o eixo central a unir movimentos populares e militantes de partidos políticos em uma agenda unificada que aponte saídas para o cenário de crise.
"Lutamos 20 anos contra a ditadura, contra o neoliberalismo, e agora não podemos aceitar nenhum recuo nos direitos dos trabalhadores. (...) Temos que defender os direitos sociais que atingem a toda a sociedade. (...) Não podemos aceitar nem golpe, nem nenhuma formula jurídica mirabolante de afastamento dos governantes. Eles podem estar certos ou errados, mas têm o direito de ir até o fim. (...) Temos que defender a soberania do nosso país frente aos ataques que vêm de fora, que não é paranoia, e que se expressam na tentativa de privatizar o pré-sal, de aumentar as privatizações das nossas empresas."
No dia 5 de setembro, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, está marcada uma grande conferência nacional popular para debater uma plataforma de desenvolvimento do país. Stédile espera que o esforço de construção dessa unidade não se restrinja ao combate à direita, ou tenha apenas um caráter eleitoral, mas que garanta consistência programática para levar adiante "mudanças estruturais e populares que o Brasil precisa", dentre elas as reformas tributária, agrária, educacional, dos meios de comunicação e do poder Judiciário.
"Na minha opinião, essa proposta que o (presidente do Senado) Renan Calheiros e o PMDB apresentaram, com o nome de Agenda Brasil, é uma sacanagem, no bom português. Isso é uma tentativa de mudar a verdadeira agenda do Brasil e aceitar, de forma dissimulada, aquele programa que a burguesia quer implementar."
Apesar da conjuntura de crise, Stédile diz que não há as mínimas condições políticas e institucionais para um golpe. "O que os donos do capital querem é a estabilidade institucional para continuar ganhando dinheiro."
No entanto, o líder do MST reconhece o recrudescimento de posições reacionárias, principalmente no seio da classe média, "que não suporta essa política de ascensão social que tirou 40 milhões da miséria, que levou a que muitos pobres andassem de avião, que garante carteira assinada para as empregadas domésticas. Uma classe média, sobretudo paulistana e carioca, que não aceita."
No encontro com a presidenta Dilma, Stédile deverá cobrar uma mudança de rumo na economia do país, pois, segundo ele, os problemas não serão resolvidos com as medidas do ajuste fiscal.
"Para enfrentar essa insatisfação popular, que o povo já está sentido no supermercado, na elevação da tarifa da luz elétrica, na diminuição do emprego, o governo tem que mudar a política econômica. Parar de pagar juros. Neste ano, está previsto o pagamento de R$ 250 bilhões em juros. Deslocar esses recursos para o BNDES, para o Banco do Brasil e para a Caixa Econômica, e fazer investimentos pesados na construção civil, para resolver o problema da moradia, no transporte público, o governo poderia encomendar milhares de ônibus, mandar fazer trens para o metrô, e na indústria, que é a única que pode dar emprego com qualidade."
Outra prioridade para o líder do MST é a reforma política, que não depende do governo, mas ele pode agir politicamente, convocando a sua base parlamentar para trabalhar nessa questão. "Enquanto não houver uma reforma política séria neste país, a cada eleição teremos uma Lava Jato."
a semana passada, o MST ocupou o ministério da Fazenda e todas os escritórios nos estados. Como resultado, Stédile diz que interlocutores do governo se comprometeram a recuperar o orçamento da reforma agrária e assumir o compromisso da presidenta durante a campanha eleitoral de acelerar os assentamentos de 120 mil famílias que estão acampadas.
Stédile afirma que a militância estará nas ruas. "Não vamos deixar que aconteça um golpe. Não seria um golpe contra Dilma, mas contra a democracia e a possibilidade de mudanças reais."
No dia 20, está prevista uma grande manifestação em resposta aos ataques da direita, com mobilizações e passeatas em todas as capitais do Brasil. Em São Paulo, a concentração será no Largo da Batata, e a caminhada deve seguir até a sede da Rede Globo. No dia 7 de setembro, os movimentos populares voltam às ruas no Grito dos Excluídos, realizado há mais de 20 anos, no centro da capital paulista.
O líder do MST condenou ainda o silêncio da mídia sobre o atentado contra o Instituto Lula no último dia 30, e deixou um recado. "Repito a ousadia que Ciro Gomes disse em uma entrevista recentemente: 'vocês não ousem se atrever a fazer um golpe, porque nós somos bons de briga e não vamos ficar em casa parados'", afirma, acrescentando que grande parte da população permanece atônita, mas que se perceber riscos reais à democracia e às mudanças sociais em curso, "aí sim teremos grandes mobilizações de massa em todo o país".
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Pré-sal poderia abastecer mundo inteiro por 5 anos


Taí porque o Tim Sam andou espionando a Petrobrás e pode estar por trás de muitas das 
conspirações em curso no Brasil, todas abraçadas pelo PSDB, para detonar a indústria 
brasileira do petróleo. Eles querem o pré-sal e querem também o mercado de serviços que 
trabalha com a Petrobrás. Querem tudo. 

MUDANÇA NA PARTILHA, NÃO!

Instituto do Rio estima que reservas do pré-sal são quatro vezes maiores
Nova estimativa indica reserva de 176 bilhões de barris, suficiente para atender toda a demanda global por cinco anos
Enquanto, no Senado, aguarda-se a votação do projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que acaba com a exclusividade da Petrobras na exploração e produção de petróleo do pré-sal, um novo estudo aponta que as reservas de petróleo da megarreserva marítima é ainda maior do que sabe. A bancada do PT no Senado é contra o projeto de Serra, por considerar que ele provocará a perda de controle da produção, perda da soberania do Estado em uma área estratégica e perda de recursos dos royalties para a Educação.
O estudo é do Instituto Nacional de Óleo e Gás (Inog), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e corre o mundo desde esta terça-feira (12), quando a agência britânica de notícias Reuters, a mais influente nos principais mercados financeiros da Europa e dos EUA pela sua importância e por se tratar da primeira estimativa confiável sobre o potencial de produção de petróleo do pré-sal brasileiro.
Com a observação de que se trata de uma “estimativa conservadora”, os pesquisadores do Inog, Cleveland Jones e Hernane Chaves dizem no documento que o polígono do pré-sal marítimo tem capacidade para suprir as necessidades atuais de óleo e gás de todos os países do mundo por mais de cinco anor.
As bacias sedimentares de Campos e Santos, sob as quais estão as reservas identificadas pela Petrobras, contêm pelo menos 176 bilhões de barris de recursos não descobertos e recuperáveis de petróleo e gás natural (barris de óleo equivalente), de acordo com um estudo – número quatro vezes maior do que os 30 bilhões a 40 bilhões de barris que já foram descobertos na área.
"Essa é uma estimativa conservadora, com uma alta probabilidade de se tornar verdade, 90 por cento, na verdade. Em tese, o total que ainda não foi descoberto de recursos recuperáveis no polígono do pré-sal pode ser tão grande quanto 273 bilhões de barris, mas o número mais alto só tem uma certeza estatística de dez por cento," acrescentou Jones, em entrevista à agência.
A estimativa do Inog é 54% maior que a publicou em 2010, quando apontou reservas no pré-sal de a 288 bilhões barris de óleo equivalente.
A pesquisa coloca a probabilidade de uma estimativa mais baixa, de 90 por cento, e a previsão mais alta, de dez por cento. Ao contrário de outros países democráticos produtores de petróleo como os Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha e Noruega, a agência reguladora de petróleo do Brasil, a Agência Nacional do Petróileo (ANP) não publica estimativas de potenciais recursos marítimos do Brasil.
"O Brasil tem sido descuidado por não tornar esses números públicos", disse John Forman, um ex-diretor da ANP. Ele adicionou que a estimativa do INOG é a única estimativa pública confiável que está disponível e que usa métodos aceitáveis pela indústria.
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Grupo de Coxinhas ‘leva bronca’ dos Titãs ao entoar coro contra Dilma em show



O blogueiro Fabio Ramirez narrou em seu blog o que viu num show dos Titãs em Cuiabá. Segundo 
ele, uma patota que comprou um camarote — 2 mil reais — tentou puxar o clássico grito de guerra 
“Ei, Dilma, vai tomar no cu!”
O resto da plateia não embarcou. Ao final, segundo Ramirez, a turma ainda levpu um sabão do 
vocalista Paulo Miklos.

O relato de Ramirez:

Quase no fim do espetáculo surge um coro do camarote que tenta ecoar pelo salão: “Ei, Dilma, 
vai tomar no c#”. O grito não pegou, ficou só no camarote com meia dúzia gritando. Pouco antes, 
o Titãs havia tocado a música ‘Fardado’, lançado em 2014 e inspirada nas jornadas de junho de 
2013, quando milhares saíram às ruas por saúde, transporte e educação, enfrentando a repressão 
dos ‘fardados’.
(…)
Quando os Titãs anunciaram o encerramento do show, decidiram voltar após uma pequena pausa 
(o retorno faz parte da programação, mas a bronca que viria não). Paulo Miklos pega o microfone 
e dá o recado: “decidimos tocar essa música de 87, por que ela está muito atual”. A música 
anunciada era “desordem”, composição feita em momento político de greves gerais pelo país e 
luta contra a Ditadura Militar.
(…)
Mas o grupinho do camarote parecia não ter entendido o recado, e, após a música, tentam puxar 
mais um grito de fora Dilma. Novamente sem sucesso, o coro não ecoou pelo salão. Mas Paulo 
Miklos decide desta vez desabafar no microfone: “vamos manter a ordem democrática! Lutamos 
por isso, democracia acima de tudo!”. Calando de vez o cantinho do camarote, certamente 
povoado por parte da elite cuiabana.
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ELITE ENGOLIU LULA, MAS NÃO DIGERIU


Segundo o escritor Luis Fernando Verissimo, “o conservadorismo dominante engoliu o PT do 
sapo barbudo, como o Brizola chamou o Lula, mas não o digeriu. Na primeira oportunidade — 
provocada pelos escândalos do próprio PT — regurgitou-o, e não para de regurgitá-lo. 
Enquanto isto, Dilma e Levy fazem um governo de direita, baseado no modelo de austeridade 
que martiriza a Europa, onde responsabilidade fiscal é outro nome para irresponsabilidade 
social”.

247 – Em análise sobre a ‘salada ideológica’ no Brasil, o escritor Luis Fernando Verissimo diz que o 
PT foi uma esquerda palatável no poder até que deixou de ser.
Ele ressalta que a elite engoliu o Lula, mas não o digeriu: “O conservadorismo dominante engoliu o 
PT do sapo barbudo, como o Brizola chamou o Lula, mas não o digeriu. Na primeira oportunidade 
provocada pelos escândalos do próprio PT — regurgitou-o, e não para de regurgitá-lo”, afirma.
Enquanto isto, ressalta, “Dilma e Levy fazem um governo de direita, baseado no modelo de 
austeridade que martiriza a Europa, onde responsabilidade fiscal é outro nome para 
irresponsabilidade social”.
A política de direita do governo, diz, “está sendo sabotada por um congresso rebelde liderado por um 
conhecido líder da esquerda, chamado, deixa ver... Eduardo Cunha?!”. E, para completar, destaca 
que, com a Lava Jato, empresários ‘viviam prósperos e em paz, até aparecer esse agitador comunista 
Sérgio Moro, trazendo a desordem’ (leia mais).
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Renan e Serra preparam bote contra pré-sal e a Petrobrás



Tá complicado ainda, viu?
A gente sai da panela e pula na frigideira.
Está explicado porque Renan abandonou o golpe contra Dilma.
Ele está de olho num alvo maior: nos trilhões de dólares do pré-sal.
O presidente do Senado está patrocinando um golpe sórdido contra a Petrobrás e os interesses
brasileiros no pré-sal.
Desde ontem, com a instalação da Comissão Especial que tratará da PLS 131, Renan Calheiros 
tomou várias iniciativas perigosas no sentido de enfraquecer a Petrobrás e beneficiar petroleiras 
estrangeiras.
O PLS é o famigerado projeto do senador José Serra.
Os petroleiros tem enviado vídeos e fotos de suas atividades ao Cafezinho e a outros blogs, tentando 
romper o cerco midiático conservador, que só noticia e apoia protestos coxinhas.
Abaixo, um vídeo enviado há pouco um representante do Sindicato dos Petroleiros do Norte 
Fluminense, mostrando que o senado continua em suas manobras de impedir o acesso de petroleiros.
Enquanto isso, coxinhas revoltados online tem acesso livre.



Presidente do Senado barra acesso da FUP e interfere na Comissão Especial do PLS 131

Em suas manobras para favorecer os setores que apoiam mudanças nas regras do pré-sal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), tem ultrapassado todos os limites do cargo que ocupa e atropelado reiteradamente o processo democrático. Nesta quarta-feira, 12, durante a instalação da Comissão Especial que tratará do PLS 131, Renan mexeu na composição que já havia sido acordada entre os partidos, alterando a correlação de forças na comissão, cuja maioria dos integrantes era contrária ao projeto. Além disso, o presidente do Senado barrou a entrada dos dirigentes da FUP e impôs a nomeação de Otto Alencar (PSD/BA) para a Presidência e de Ricardo Ferraço (PMDB/ES) para a Relatoria.
Ferraço já foi relator do PLS 131, tanto no Plenário, quanto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, quando se posicionou favorável à proposta de José Serra, autor do projeto que quer tirar da Petrobrás a função de operadora única do pré-sal e acabar com a participação mínima da empresa na exploração destas reservas. Ao interferir na composição da Comissão Especial para privilegiar o bloco parlamentar que é favorável ao PLS 131, Renan Calheiros inviabiliza o debate democrático sobre um tema que é de suma importância para o país.
Essa arbitrariedade fez com que os senadores que se opõem ao projeto de Serra se retirassem da reunião de instalação da Comissão. “Não dá para aceitar. Tive uma discussão áspera com o presidente Renan, que não pode se espelhar em Eduardo Cunha, com posições autoritárias. Se querem nos colocar para fora da comissão, é só nos dizer”, protestou o senador Lindbergh Farias (PT/RJ).
Mesmo com habeas corpus, petroleiros foram impedidos de entrar
Mesmo com habeas corpus expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Édson Fachin, no último dia 03, garantindo o aceso da FUP ao Senado para acompanhar as sessões e votações do PLS 131, o coordenador da Federação, José Maria Rangel, e vários dirigentes, foram impedidos de acompanhar a sessão de instalação da Comissão Especial, nesta quarta-feira, 12. Em vez de cumprir a decisão judicial, o presidente do Senado, Renan Calheiros, fez exatamente o contrário: determinou que a segurança barrasse a entrada de todos os petroleiros citados no habeas corpus.
Outros militantes que conseguiram acesso ao Senado também foram impedidos de entrar na sala onde se reuniu a Comissão Especial que analisará o PLS 131.Como destaca o ministro Édson Fachin no relatório que garantiu o habeas corpus à FUP, a atitude do presidente do Senado “consiste em flagrante violação à liberdade, pois o Senado Federal é prédio e espaço público por excelência, é uma Casa Legislativa formada por representantes do povo e, por essa razão, pode e deve estar sempre aberta”.
Não foi a primeira vez que Renan Calheiros impediu o direito dos petroleiros acompanharem as sessões do Senado, como garante a Constituição a todos os cidadãos brasileiros. Nas sessões anteriores, ele já vinha criando uma série de restrições ao acesso de representantes da FUP e de seus sindicatos à Casa. No dia 17 de julho, chegou a mandar a polícia parlamentar retirar à força os petroleiros das galerias do plenário, durante a votação que aprovou o regime de urgência para o PLS 131.
Nas sessões seguintes, os petroleiros intensificaram as mobilizações no Senado, conseguiram derrubar a urgência e, desde então, seguem resistindo às manobras que tentam apressar a tramitação do projeto. A Direção da FUP permanece em Brasília até sexta-feira, 14, pressionando os parlamentares e construindo lutas unitárias com outras categorias e os movimentos sociais em defesa da Petrobrás, do pré-sal e do Brasil.
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Caiu a ficha do Gilmar: TSE não tem como cassar Dilma


Gilmar dá no cravo e na ferradura, mas obedece à NOG.

Nesta quinta-feira (13), o vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes,
afirmou que a investigação das contas eleitorais da Presidenta Dilma Rousseff não deve gerar 
cassação da petista.
O Tribunal julga uma ação de impeachment da Presidenta. O caso foi proposto pela Coligação Muda 
Brasil, pela qual o senador Aécio Neves (PSDB-MG) concorreu às eleições presidenciais de 2014.
Em seu voto, Gilmar criticou veementemente o TSE ao afirmar que as contas da campanha de Dilma 
têm fraudes e “que os fatos são constrangedores”. Para ele, a cassação não deve ocorrer, “mas teria 
efeito didático sobre campanhas”.
“O TSE é muito corajoso para cassar o governador da PB, mas não quer se meter nas eleições de SP, 
RJ e MG. O TSE é muito valente para cassar prefeito do interior, mas é reticente em cassar nas 
capitais”, disse durante o seu voto.
Em fevereiro, a relatora do caso, ministra Maria Thereza de Assis, rejeitou monocraticamente o 
pedido, mas o tema foi levado ao Plenário em março, após recurso apresentado pelo PSDB. O 
julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
À época, ao negar o pedido feito pelo PSDB para cassar o diploma de Dilma e do vice-presidente, 
Michel Temer, Maria Thereza defendeu que os tucanos apresentaram “de forma genérica supostos 
fatos ensejadores de abuso de poder econômico e fraude” e não apresentam “indício de prova que 
pudesse justificar o prosseguimento de ação tão cara à manutenção da harmonia do sistema 
democrático”.
“Negar a instrução desse processo (contra Dilma Rousseff) faz da justiça eleitoral um órgão 
meramente cartorário”, comentou Mendes ao citar a “lisura eleitoral”.

Em tempo do amigo navegante Mura:
Gilmar Mendes também percebeu que está em minoria no TSE; sem contar com a saída do Ministro 
Noronha no próximo mês, dizem que nem o Luis Fux aceitou “matar no peito” a cassação da chapa 
de Dilma.
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Ex-vereador do PT preso na Lava Jato é na verdade antipetista raivoso


Ao noticiar a prisão de Alexandre Correa de Oliveira Romano, o Globo e a Globo apresentaram o sujeito apenas como "ex-vereador do PT".
Só que a história verdadeira não é essa.
Romano foi um petista relâmpago. Entrou no partido para concorrer a vereador em 2000, e elegeu-se com votação recorde, por conta de pertencer a uma tradicional família de Americana, interior de São Paulo.
Em menos de dois anos, porém, se licenciou do cargo e, em 2003, assumiu o cargo de secretário de meio ambiente do prefeito da cidade, do PDT, não apoiado pelo PT.
Em seguida, desfiliou-se do PT.
E foi à Brasília prestar serviços para a Câmara dos Deputados.
Fontes de Americana ligaram para o Cafezinho para me avisar que Romano jamais teve qualquer ligação orgânica com o partido.
As fofocas divulgadas pelo blog Antagonista, de que Romano teria doado R$ 5 mil ao então candidato petista Antonio Mentor, também de Americana, igualmente distorcem a verdade.
Antonio Mentor foi candidato a deputado estadual pelo PT em 2014. Deu um jantar de campanha, e Romano comprou um ingresso. Só isso.
O candidato havia sido quem levara Romano para o PT no ano 2000, inclusive pela relação com a família de Romano, que é querida na cidade. Mentor não se elegeu.
As tentativas de associar Romano e suas estrepolias ao PT, portanto, são irresponsabilidade da mídia e da Lava Jato.
Ao noticiar a prisão de Alexandre Correa de Oliveira Romano, o Globo e a Globo apresentaram o sujeito apenas como "ex-vereador do PT".
Só que a história verdadeira não é essa.
Romano foi um petista relâmpago. Entrou no partido para concorrer a vereador em 2000, e elegeu-se com votação recorde, por conta de pertencer a uma tradicional família de Americana, interior de São Paulo.
Em menos de dois anos, porém, se licenciou do cargo e, em 2003, assumiu o cargo de secretário de meio ambiente do prefeito da cidade, do PDT, não apoiado pelo PT.
Em seguida, desfiliou-se do PT.
E foi à Brasília prestar serviços para a Câmara dos Deputados.
Fontes de Americana ligaram para o Cafezinho para me avisar que Romano jamais teve qualquer ligação orgânica com o partido.

As fofocas divulgadas pelo blog Antagonista, de que Romano teria doado R$ 5 mil ao então candidato petista Antonio Mentor, também de Americana, igualmente distorcem a verdade.
Antonio Mentor foi candidato a deputado estadual pelo PT em 2014. Deu um jantar de campanha, e Romano comprou um ingresso. Só isso.
O candidato havia sido quem levara Romano para o PT no ano 2000, inclusive pela relação com a família de Romano, que é querida na cidade. Mentor não se elegeu.
As tentativas de associar Romano e suas estrepolias ao PT, portanto, são irresponsabilidade da mídia e da Lava Jato.
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O CUSTO DA JUSTIÇA INJUSTA NO BRASIL



Por: Fernando Brito

Dá medo de dizer que o Brasil precisa urgente de uma reforma no Judiciário poque, infelizmente, o espírito de casta “meritocrática” é tão forte nesta corporação que pretender mexer em alguma coisa é quase que a garantia de que teremos mais privilégios e mais despesas públicas.
Mais, porque um trabalho do professor Luciano Da Ros, publicado na última edição da revista do Observatório de Elites políticas e Sociais do Brasil, dá números espantosos aos gastos de nosso país com a Justiça, para termos tão pouca, cara e lenta.
Vou, para evitar alguma imprecisão, transcrever trechos literais da publicação:
O orçamento destinado ao Poder Judiciário brasileiro é muito provavelmente o mais alto por habitante dentre todos países federais do hemisfério ocidental. Tal despesa é, com efeito, diversas vezes superior à de outros países em diferentes níveis de desenvolvimento, seja em valores proporcionais à renda média, seja em valores absolutos per capita.


o orçamento anual per capita do Poder Judiciário brasileiro é equivalente a cerca de US$ 130,32 ou €94,23. Estes valores são superiores aos de todos os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com exceção apenas dos gastos de tribunais suíços (€ 122,1) e alemães (€ 103,5)

A burocratização, a morosidade gerada por uma imensa carga de procedimentos e a “terceirização” informal para assessores das tarefas dos juízes talvez sejam a causa do número absurdo de servidores encontrado pelo professor Da Ros:
Esta enorme força de trabalho soma cerca de 412.500 funcionários no Brasil e equivale a 205 deles para cada 100.000 habitantes (CNJ 2014, 33), dando vazão, esta sim, a uma proporção muito elevada comparativamente, como se pode observar no Gráfico 3, abaixo.



E é obvio que a quantidade de servidores cria problemas quando se pressionam para cima as suas aspirações remuneratórias, até porque todos sabem que não é raro que sejam eles, na prática, os verdadeiros “juízes” na carga de processos inviável que se gera. O custo de cada decisão fica altísimo:
o custo por cada decisão judicial é, em média, de R$ 2.248,93 ou € 691,98 no Brasil, e não passando de R$ 1.679,15 ou € 516,66 na Itália, e R$ 2.093,98 ou € 1.824,52 em Portugal.
O Ministério Público não fica atrás do Judiciário em matéria de gastos:
O orçamento total destinado ao Ministério Público no Brasil em 2014 – incluindo, a exemplo de como calculamos para o Poder Judiciário, todos os seus “ramos” e todos os seus vários níveis hierárquicos – foi de R$15,4 bilhões, o equivalente a 0,32% do PIB. Trata-se também de um percentual muito elevado, representando proporcionalmente mais do que a maioria dos países dispende com (todo)o próprio Poder Judiciário.



Somando os valores gastos com as defensorias públicas, advocacia da União e procuradorias públicas, afirma o trabalho que:
podemos realizar uma estimativa da despesa total do sistema de justiça no Brasil. Esta “burocracia jurídica”, com efeito, consome a cada ano cerca de 1,8% de toda a riqueza produzida anualmente no país, ou cerca de R$ 87 bilhões em valores atualizados.
O que dá aquela proporção absurda do gráfico lá de cima. E isso sem contar as despesas decorrentes das atividades que se conectam com a Justiça: a policial e a prisional, nas quais o gigantismo no Brasil é semelhante.
O pior é que, quando se fala nisso, só o que vem á cabeça é aumentar estruturas e remunerações – de fato, em alguns casos, necessária para muitos servidores – e jamais em desburocratizar a Justiça e, também, diminuir a judicialização da vida social.
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Fidel Castro diz que EUA devem milhões de dólares a Cuba por danos desde fim de 2ª Guerra

 
Em carta publicada no dia de seu 89º aniversário e na véspera da abertura da embaixada dos 
EUA em Havana, o líder cubano também desejou a 'igualdade de todos os cidadãos".

No dia de seu 89º aniversário, o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, declarou em artigo publicado nesta quinta-feira (13/08) que os Estados Unidos devem a Cuba indenizações milionárias pelos danos que sua política causou contra a ilha desde o fim da 2ª Guerra Mundial.
Segundo o ex-presidente cubano, após o conflito, os norte-americanos concentraram “quase todo ouro do mundo” e obtiveram “o melhor armamento da Terra”, mesmo “frente a um mundo destroçado, repleto de mortos, feridos e famintos".
Neste panorama, Washington tomou decisões econômicas — como nos acordos de Bretton Woods — que favoreceram o país, mas que criaram as “bases de uma crise” que ameaça os países, incluindo EUA e Cuba.
"Devem a Cuba indenizações equivalentes a danos, que chegam a vários milhões de dólares como denunciou nosso país com argumentos e dados irrefutáveis ao longo de suas intervenções nas Nações Unidas", escreveu Castro.
Intitulada “A realidade e os sonhos" e publicada no jornal oficial Granma, a carta chega à véspera da visita do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, a Havana. Na primeira de um líder diplomático à ilha em mais de cinquenta anos, Kerry deve hastear a bandeira dos EUA nareabertura da embaixada na capital.
Ainda no artigo, Castro critica o lançamento da bomba atômica dos EUA contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, que deixaram quase 250 mil mortos há 70 anos, mesmo quando “o império japonês já estava vencido”.
Na carta escrita antes das celebrações de seu aniversário, o líder cubano também desejou a “ igualdade de todos os cidadãos em relação à saúde, à educação, ao trabalho, à alimentação, à segurança, à cultura, à ciência”. “Não deixaremos nunca de lutar pela paz e pelo bem-estar de todos os seres humanos”, afirmou.
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Procurador da Lava Jato se posiciona contra impeachment


“Não podemos ter a ilusão de que resolvemos a corrupção no país mudando o governante, já 
cometemos esse erro no passado”

É impressionante como funcionam esses mecanismos de poder que vem da mídia.
Tudo é tão rápido, disciplinado e hierarquizado!
A Globo manda e todo mundo passa a cumprir a cartilha, rigorosamente, imediatamente.
De uma hora para outra, como um jogo combinado, importantes forças políticas e sociais, da elite, 
que pareciam defender o golpe ou lavavam as mãos diante de sua iminência, resolveram se alinhar ao 
lado da legalidade.
Primeiro veio a carta dos industriais da Fiesp e Firjan pedindo responsabilidade e bom senso a todos 
os agentes políticos, em nome da governabilidade e do interesse nacional.
Em seguida, a Globo deu um cavalo de pau em sua linha editorial e publicou editorialcontra o 
impeachment, contra o golpe e contra a irresponsabilidade do PSDB.
O presidente do Senado fechou pacto com o governo para aprovar uma série de reformas, algumas 
bastante conservadoras, mas que tem o significado político de enterrar o golpe do impeachment.
E agora próprio coordenador geral da força-tarefa da Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol, 
deixa claro, em entrevista à Rede TV, que não é simpático à ideia de "trocar o governante". 

Por que seis haitianos baleados no centro de SP não são notícia


Obra dos Retardados On Line

por : Kiko Nogueira

Ainda precisa ser apurado o caso dos seis haitianos que foram baleados no sábado passado, dia 1º, no centro de São Paulo.
De acordo com um padre responsável pela paróquia que acolhe os imigrantes, os ocupantes de um carro gritaram “vocês roubam os nossos empregos” antes de disparar.
Convenhamos que é um grito meio absurdo desde um automóvel em movimento. Pode ter sido tudo — vingança, drogas, inclusive xenofobia.
De qualquer maneira, a probabilidade de você saber o que aconteceu realmente é mínima, e por uma única razão: ninguém se importa com os haitianos. Ninguém está nem aí.
O ataque aconteceu há sete dias. Saiu somente hoje nos jornais, de maneira burocrática. Os homens passaram por ao menos dois hospitais antes de conseguir tratamento.
O padre Paolo Parise declarou que foram vítimas de racismo. Está sendo apurada uma denúncia de negligência médica.
Calcula-se que 50 mil haitianos vivam no Brasil, mais da metade em São Paulo. Estão instalado no bairro do Glicério, onde ocorreu o tiroteio.
Trabalham, a maioria, em condições análogas à escravidão. A Missão de Paz, obra dos Missionários de São Carlos, tenta encontrar serviço para eles.
São invisíveis e estigmatizados. Ronaldo Caiado, sempre ele, acusou-os de estar sendo recrutados para formar um exército bolivariano.
Os meliantes do Revoltados On Line divulgaram uma montagem de uma foto, em março, com um hatiano num protesto na Petrobras e a seguinte legenda: “Agora está explicado por que a quadrilha do PT trouxe essas merdas aqui pro Brasil!”
Como eles chegam com nada, nada representam de valor. Como são negros, são bandidos.
Qual será a senha para que comecem a ser eliminados? Em Ruanda, a matança dos tutsis foi deflagrada de vez em 1994, quando o rádio os chamava de “baratas” e dava instruções sobre que facas eram mais indicadas para cada situação.
A Carta das Nações Unidas defende “a dignidade inata de todos os membros da família humana”. São palavras vazias quando se trata dos haitianos no Brasil. Eles não merecem sequer ser classificados de insetos. O silêncio é mais eficiente.
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Dissidentes do PMDB abandonam o Achacador e procuram reingresso na base governista



Hoje que na coluna do Ilimar Franco diz que os deputados federais do PMDB "oposicionista" estão 
achando que entraram em uma roubada ao seguirem o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e estão 
querendo virar a casaca para o lado governista de novo:

"Pautas bomba são demonstração de desespero e impotência para 'impichar'"
A bancada hoje cunhista não vai esperar para as escaramuças de Cunha com o governo sem resultado, e a ficha está caindo de que o impeachment é inviável. Isto faz os parlamentares passarem a buscar outros canais de interlocução com ministérios para voltar à paz com o governo para ver suas demandas atendidas.

A bomba contra Lula anunciada para hoje por um blogueiro da Globo. Cadê Ela ?


É um chapéu, não uma bomba: Lula na Festa das Margaridas

por : Paulo Nogueira

Me mandaram ontem uma messagem assustada no Facebook.
“Tá sabendo?”
Era um tuíte de Ricardo Noblat. Noblat comunicava, num tom de agente secreto, que haveria uma “bomba” nesta quarta.
Contra Lula.
“Não levo a sério esse tipo de coisa”, respondi.
Mas fui verificar, hoje, a que Noblat se referia.
A “bomba” era um amontoado confuso de declarações do doleiro Youssef que, pelo que consegui entender, estabeleceria uma suposta conexão entre o dinheiro de uma empreiteira envolvida no caso Petrobras e um prédio no Guarujá em que Lula teria um apartamento. (Ele nega.)
Estava na manchete do Globo.
Algum editor sussurrou para Noblat que era uma bomba e ele acreditou.
Bom, como era previsível, não deu em nada. Repercussão zero.
Alguém, espirituosamente, comentou no Twitter que se tratava de uma “bomba caseira”.
Noblat confundiu seus desejos pessoais com notícia, o que tem sido constante entre colunistas de direita.
Eles simplesmente massacraram o significado da palavra “bomba” nos últimos meses.
Quase todos os dias, havia uma “bomba” contra Lula, Dilma e o PT.
O editor-chefe da Época, Diego Escosteguy, conhecido como o Kim Kataguiri das redações, prometeu inúmeras bombas na revista e em sua conta no Twitter.
Nenhuma explodiu, mas isso jamais o deteve.
Apenas nos últimos dias ele arrefeceu, por efeito das novas diretrizes de seus patrões. O KK das redações prontamente se adaptou a elas, e passou a poupar seus seguidores da expectativa frustrada de bombas.
Tão disposto a enxergar bombas quanto ele é o repórter punk Claudio Tognolli, que depois de uma carreira de mediocridade dourada no jornalismo foi obrigado a ganhar seu sustento como ghost writer de desvairados como Lobão e Tuma Júnior.

Lula agonizava nesta capa de … 2005

Se Tognolli ganhasse um real por cada bomba prevista por ele que não explodiu, seria um homem rico hoje.
Todos eles seguem um patrão determinado pela Veja. Em 2005, a Veja disse numa capa que Lula agonizava como Collor nos últimos dias. Deu no que deu. Dez anos depois, em outra capa, a Veja disse que chegou a vez “dele” com base numa alegada delação. A revista nem tinha chegado às bancas e a delação já fora espetacularmente desmentida.
Os estragos feitos na profissão pelos colunistas patronais um dia serão aferidos com clareza. Eles tornaram o jornalismo uma réplica de uma casa de tolerância.
Mas desde já dá para afirmar que uma das coisas ruins que eles fizeram foi, repito, desmoralizar a palavra “bomba”.
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DEMO CAIADO RECEBE CARTINHA DO LULA


Amigão do Demóstenes vai ter que se explicar​.

Saiu no site Justiça em Foco: Honra em Jogo: Ronaldo Caiado é intimado sobre queixa-crime 
apresentada por Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou ação criminal contra o senador Ronaldo 
Caiado (DEM-GO), no mês passado (8/7), no Supremo Tribunal Federal(STF), por calúnia, injúria e 
difamação.
Hoje 12/8, o senador Ronaldo Caiado foi intimado por um oficial de Justiça do STF.
Caiado, tem 15 (quinze) dias para oferecer resposta a queixa-crime apresentada por Lula.
O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin é o relator. 

Quem também vai ter que se explicar ao Lula é o detrito sólido de maré baixa​.
Quanto ao sepulcro Caiado (DEM-GO), explicação ele deve ainda ao povo de Goiás: qual a natureza 
de sua relação com o santinho do Demóstenes, aquele do áudio sem grampo, quer dizer, do grampo 
sem áudio do Ministro (sic) Gilmar!
(Sobre assunto correlato, não perca a TV Afiada sobre as placas gilmáricas e nárdicas.)

Paulo Henrique Amorim
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Presidente do TCU pediu vista em processo que interessava ao filho


Ricardo Pessoa, dono da UTC, afirmou em delação que pagou propina ao filho de Aroldo, 
Tiago Cedraz. Suspeita é que ministro Aroldo Cedraz tenha passado informações sigilosas à 
empreiteira UTC.

Investigadores da Operação Lava Jato suspeitam que o presidente do TCU (Tribunal de Contas da 
União), ministro Aroldo Cedraz, repassou informações sobre um processo de interesse da UTC 
Engenharia, empresa que teria pago propina a seu filho, o advogado Tiago Cedraz.
Em novembro de 2012, quando ainda não havia assumido a presidência do tribunal, Aroldo pediu 
vista de um caso envolvendo supostas irregularidades na licitação de uma das unidades da usina de 
Angra 3. Passados 15 dias, ele devolveu o processo ao plenário e se declarou impedido de julgá-lo.
Embora não tenha participado do julgamento, Aroldo pôde analisar por duas semanas o parecer do 
relator, ministro Raimundo Carrero, favorável à continuidade do processo licitatório.O relator, como 
de praxe, havia liberado previamente seu voto aos outros ministros, de acordo com seu gabinete.
O procedimento de Aroldo é considerado pouco usual no TCU. Na maioria dos casos, ministros 
anunciam o impedimento assim que o processo entra na pauta, sem participar da tramitação.O 
processo em questão interessava diretamente à UTC, construtora líder do consórcio Una 3, um dos 
responsáveis pelas obras em Angra 3. A licitação discutida no TCU dizia respeito a um contrato de 
R$ 2 bilhões.
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Fanfarrões de Curitiba ainda miram no Lula e plantam “descoberta” velha em O Globo



Por: Fernando Brito

Uma velha e improvada acusação, feita em dezembro do ano passado, foi ressuscitada hoje pelo O 
Globo, a partir da “soprada” de alguém da “turma de Moro”.
É a história do tal “triplex” de Lula num edifício no Guarujá, cuja propriedade o ex-presidente nega e 
o próprio jornal não tinha como provar, na ocasião, pois o imóvel pertence, segundo o registro em 
cartório, à Construtora OAS.
Virou manchete de novo
Algum integrante da República Curitibana ou do MP paulista “soprou” ao jornal que o “apartamento 
de Lula”, que não é de Lula, foi dado em hipoteca a uma empresa que teve negócios com uma 
empresa de Alberto Youssef.
Reparem: deu o “apartamento de Lula” em hipoteca! Como, se “é do Lula”?
Não “é do Lula”, como ele se cansa de repetir, desde o ano passado, confirmando que comprou um 
cota do condomínio, financiada e na planta, à época da construção, e nem exerceu ainda seu direito 
de assumir uma unidade ou receber a quantia aplicada de volta.
A história é fraca, fraquinha, tanto que os demais jornais nem “correram atrás”.
Todo mundo percebeu que é “requentada”.
Apartamento no Guarujá, afinal de contas, não chega a ser bem um apartamento na Avenue Foch, em 
Paris, não é?
E para que o curioso leitor possa matar de vez a curiosidade sobre a “mansão” lulista, posto abaixo o 
video de um corretor tentando vender os imóveis, com “unidades promocionais a partir de R$ 450 
mil, sendo 25% deste valor como entrada e o restante financiado”. Mesmo que o tríplex custasse o 
triplo,
Nem multiplicando por três dá para chamar de algo nababesco.

A entrevista de Dilma Rouselff a Kennedy Alencar

Mais uma: Abril encerra versão digital da “Info”


A Editora Abril agoniza em praça pública

 Mais uma que se vai no desmonte: Abril encerra versão digital da “Info”

Em seu agonizante desmonte, a Abril fechou mais um título: a versão digital da revista Info.
De acordo com o Portal Imprensa, 12 pessoas foram demitidas. Ficaram um repórter, um estagiário e 
um programador que, a partir de agora, transformarão o que era um site em uma página especial de 
tecnologia da Exame.
Após uma ação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, a editora estava 
proibida de demitir jornalistas, sob pena de pagamento de multa de R$ 15 mil por funcionário 
dispensado.
Em novembro de 2014, ao anunciar que a edição de papel fora desativada para dar lugar à digital, o 
diretor superintendente Rogério Gabriel Comprido falou: “Estamos apostando em um movimento 
pioneiro, muito coerente com a proposta da revista. Além disso, abrem-se ótimas oportunidades para 
nossos anunciantes”.
Excelentes oportunidades, como se viu.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

TCU ENGAVETA INVESTIGAÇÃO SOBRE CORRUPÇÃO INTERNA


Desde 23 de julho, quando o tribunal anunciou uma apuração sobre o caso envolvendo o 
advogado Tiago Cedraz, filho do presidente da corte, Aroldo Cedraz, os trabalhos não tiveram 
avanço; só nesta quarta-feira foi sorteado um relator para conduzi-los: Augusto Nardes, que 
também é relator das contas da presidente Dilma; um dos alvos da operação Politeia, Tiago foi 
acusado em delação do dono da UTC, Ricardo Pessoa, de receber R$ 50 mil mensais para 
vender informação do tribunal, além de R$ 1 milhão para influenciar em favor da construtora 
em processo sobre Angra 3.

247 – O Tribunal de Contas da União ainda não deu seguimento à investigação sobre corrupção 
interna que envolve o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente da corte, Aroldo Cedraz.
Desde 23 de julho, quando o tribunal anunciou uma apuração sobre o caso, os trabalhos não tiveram 
avanço. Só nesta quarta-feira foi sorteado um relator para conduzi-los: Augusto Nardes – relator das 
contas de Dilma Rousseff.
Um dos alvos da operação Politeia, Tiago foi acusado em delação do dono da UTC, Ricardo Pessoa, 
de receber R$ 50 mil mensais para vender informação do tribunal, além de R$ 1 milhão para 
influenciar em favor da construtora em processo sobre Angra 3.
A corte divulgou relatório que cita ao menos 79 visitas dele ao TCU, mas não informou para quais 
gabinetes ele se dirigiu.
Leia aqui reportagem de Fabio Fabrini sobre o assunto.
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TV AFIADA: Geologia: qual o perigo das placas gimálricas e nárdicas?

Ao Invés de Peitar a Globo, Senador do PT fica Valentão com o Conversa Afiada


A culpa é do jornal nacional …

A propósito do post – “que língua se fala no Acre ?” sobre a solenidade em que o Senado se curvou, 
docemente, à provisória hegemonia da Globo, o Conversa Afiada recebeu a seguinte nota do senador 
Jorge Viana, do PT do Acre, e vice-presidente do Senado:



NOTA:
O Conversa Afiada limitou-se a analisar a fala do senador Viana tal qual reproduzida na 
reportagem do jornal nacional sobre o inesquecível evento.
Se o trecho escolhido pelo jornal nacional não reflete o caráter contundente, implacável, 
republicano das criticas do Senador ao jornalismo parcial, anti-ético, anti-petista, anti-lulista e 
anti-dilmista e, sobretudo, Golpista da Globo, a culpa é do jornal nacional…

Paulo Henrique Amorim
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Um quadro mostra por que os progressistas estão incomodados com a ‘Agenda Brasil’ de Renan


O site Muda Mais, publicou nas redes sociais um quadro que traz, resumidamente, as 
principais críticas ao pacote de Renan.

O quadro mostra por que os progressistas estão incomodados com a ‘Agenda Brasil’ de Renan
Os progressistas não estão nada satisfeitos com a Agenda Brasil – um pacote de medidas 
apresentadas por Renan para, supostamente, encurtar a crise.
A insatisfação ganhou ainda mais força depois que Dilma elogiou a atitude de Renan, uma “agenda 
positiva” segundo ela.
O elogio ao gesto de Renan não significa endosso às medidas sugeridas, mas mesmo assim o campo 
progressista ficou irado.
Os debates nem se iniciaram, mas a temperatura já está quente.
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SINDICATOS FARÃO ATO PRÓ-LULA DIA 16 EM SÃO PAULO


O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a CUT de São Paulo preparam um ato em defesa da 
democracia no domingo (16), mesmo dia em que manifestações pelo impeachment da 
presidente Dilma Rousseff estão agendadas em várias cidades do país; o ato será realizado em 
frente ao Instituto Lula, a partir das 13h; este será o segundo ato no local, que foi alvo de um 
ataque a bomba no último dia 30; "Não permitiremos que nossa principal liderança seja 
atacada ou mesmo ameaçada por setores ou pessoas que não têm responsabilidade com a 
democracia e que nunca se importaram com os trabalhadores. O legado vitorioso construído 
pelo ex-presidente Lula trouxe muitos avanços para o País e conquistas para os trabalhadores 
e para toda a sociedade brasileira. As ações do governo Lula retiraram o Brasil das trevas", 
diz texto publicado no Facebook que anuncia a manifestação

247 - O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a CUT de São Paulo preparam um ato em defesa da democracia no domingo (16), mesmo dia em que manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff estão agendadas em várias cidades do país. De acordo com o sindicato, o ato será realizado em frente ao Instituto Lula, a partir das 13h. Movimentos sociais também estão sendo convidados a participar.
Um protesto contra a intolerância já foi realizado no local na sexta-feira (7), com a participação de sindicalistas, petistas e militantes de movimentos sociais. Eles deram um abraço simbólico em frente à sede do Instituto Lula, alvo de uma bomba no último dia 30.
"Não permitiremos que nossa principal liderança seja atacada ou mesmo ameaçada por setores ou pessoas que não têm responsabilidade com a democracia e que nunca se importaram com os trabalhadores. O legado vitorioso construído pelo ex-presidente Lula trouxe muitos avanços para o País e conquistas para os trabalhadores e para toda a sociedade brasileira. As ações do governo Lula retiraram o Brasil das trevas: da fome, da desigualdade social, da concentração de renda e do abandono a que estavam submetidas as populações do campo, das periferias e das regiões Norte e Nordeste, e deram dignidade a milhões de pessoas. As lutas no Brasil se intensificarão em defesa deste legado, do qual somos parte e muito nos orgulhamos. Domingo, dia 16, no Instituto Lula, todos juntos em defesa da democracia! Nossa Luta, Nossa Força! #SomostodosLULA", diz mensagem publicada no Facebook que anuncia a realização do ato.
No dia 20 de agosto, está prevista uma nova manifestação organizada por entidades ligadas à esquerda. A marcha em defesa de direitos sociais, liberdade e democracia, contra a ofensiva da direita e por saídas populares para a crise, deverá ocorrer em dez capitais.
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A presença de Cunha na presidência da Câmara é um escárnio e uma ameaça


O Achador  num momento de relax

por : Kiko Nogueira

A presença de Eduardo Cunha na presidência da Câmara é um escárnio e uma ameaça à democracia. 
Sob a proteção dos suspeitos de sempre, ele simbolizou a aposta no quanto pior, melhor. Deu no que 
deu.
Isolado, mas ainda contando com seus gângsteres, Cunha comprou briga com toda a república. Em 
circunstâncias normais, a acusação de receber propina de 5 milhões de dólares num processo como a 
Lava Jato deveria fazer com que ele saísse para as investigações ocorrerem sem obstrução.
No regime teocunhacrático, isso não existe. Ele tudo pode. Considera-se normal que obstrua a Justiça 
e que parlamentares, a soldo dele, partam para intimação de traficante de favela.
Desgostoso com a aproximação entre Renan e Dilma, seu alvo agora é o presidente do Senado. Os 
apaniguados vão incentivar os grupelhos da manifestação do dia 16 a incluir Calheiros na lista dos 
políticos corruptos de que o país precisa se livrar.
Ordenou também a seu pessoal na CPI da Petrobras que pedisse a quebra de sigilo telefônico do 
ministro José Eduardo Cardozo e do procurador Rodrigo Janot — este, parte de uma conspirata com 
o Palácio do Planalto para destruí-lo.
É o homem pauta bomba. Na terça, dia 11, a Câmara concluiu a votação em primeiro turno da PEC 
que vincula salários de integrantes da Advocacia-Geral da União, delegados civis e federais a 
90,25% da remuneração de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O impacto é de cerca de 
2,4 bilhões reais.
Vai cometendo barbaridades e negando, negando, negando. Seu comportamento lembra o de Collor 
às vésperas da queda.
Visivelmente descontrolado, agressivo, o olhar rutilante, vendo inimigos em todo lugar, um Macbeth 
de casa de saúde, declarando-se abandonado pelos amigos, Cunha é um incêndio em si mesmo.
“Ele é arrogante, autoritário e usa o cargo para debilitar o governo, em um gesto que muitas vezes se 
confunde com chantagem”, disse Jarbas Vasconcelos à BBC Mundo.
É esse chantagista, montado nos evangélicos, na bancada da bala, no PSDB, que está sendo 
canonizado pelos movimentos golpistas e por milhares de adeptos da indignação coletiva.
A posição de EC é insustentável e só se explica pelo momento caótico que atravessamos. Não durará 
muito tempo. Até lá, continuará no papel de Nero que lhe foi outorgado por brasileiros.
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Dalmo Dallari: ” Não valorizem a farsa da intimidação.Tudo isso é uma comédia “


"Isso é uma comédia “ 

Não valorizem a farsa da intimidação, do risco de golpe ou da tragédia que “supostamente” estaria
iminente no país. Tudo isso é uma farsa “inventada” para criar medo nas pessoas, fazendo com que 
elas deixem de trabalhar objetivamente.
Temos que usar todas as possibilidades de comunicação para despertar justamente isso […] o 
aperfeiçoamento de nosso sistema jurídico e político.
O eleitor precisa perceber que também tem grande parte de culpa pelo que estamos passando. A 
maioria dos corruptos que estão nos parlamentos foram todos eleitos pelo povo.
Muitos deles receberam os votos quando já se sabia que eram corruptos […] e no entanto foram 
eleitos.

 

“Aécio Neves do Cunha”?



Por: Fernando Brito

Salvo fatos novos – e não se sabe o que pode sair das cartolas – já é possível notar os efeitos das mudanças políticas.
A votação, ontem, na Câmara, do destaque que estendia aos auditores da Receita e do Trabalho a já inacreditável vinculação de vencimentos aos ministros do Supremo concedida aos advogados da União e delegados de polícia mostrou que a “pauta-bomba”, apesar de conservar maioria (269 votos, 57% dos deputados presentes), perdeu força e o número “mágico” (308 votos) para a sustentar os atropelos de emendas constitucionais (aquelas do “vota de novo, pessoal”).
Votações unânimes, ou quase, a “bomba” de mais R$ 5 bilhões para o Tesouro, só obteve entre os tucanos, os demos e o PPS, autor da emenda.
E sem os dois terços, Cunha não pode por em votação o “impeachment”, sob pena de sacramentar a derrota desta via do golpismo.
A manchete da Folha – “Aliados de Cunha vão incentivar que protestos incluam Renan como alvo” -, a coluna de Elio Gaspari – “A artilharia de Eduardo Cunha” – e o chororô da cheirosa Eliane Cantanhêde – “Qual é a sua, Renan?” – deixam bem claro que se reduziu sensivelmente a claque dos que aplaudiam – embora com as ressalvas de que havia certa irresponsabilidade – cada detonação produzida pelo presidente da Câmara.
Navegue pelo facebook dos kataguris da vida e você verá que nem foi preciso aos aliados de Cunha pedirem aos meninos, porque Renan Calheiros tornou-se o seu alvo.
Mas existe outro menino que ficou em situação pior: Aécio Neves.
Não faz dez dias fez o PSDB assumir a convocação – inclusive na TV – da marcha coxinha de domingo e, agora, “desembarcou” da aventura, não a tempo de poder apanhar de todos os lados.
E, sobretudo, de ficar – e colocar a bancada do PSDB – a reboque de Eduardo Cunha e, sobretudo, do incerto destino de Eduardo Cunha, que pode ser devorado pelo único fenômeno previsível da política parlamentar brasileira: o instinto de sobrevivência do PMDB.
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Riscos e oportunidades da agenda do Senado para Dilma



Luis Nassif

O presidente do Senado Renan Calheiros apresentou a primeira agenda clara de discussões. Fica claro que a trégua política oferecida pela mídia estava amarrada à aceitação dessa agenda
Finalmente, tem-se um norte para começar a se discutir. Poderá ser a saída ou o fim de Dilma Rousseff. Se ela decifrar o pacote, souber incorporar as propostas de racionalização, mas preservar pontos centrais de cidadania, vence. Caso contrário, poderá ser interpretado como adesão integral a uma bandeira política e econômica que não é sua.
***
A agenda de Renan tem três eixos centrais, a proteção social, o equilíbrio fiscal e o ambiente de negócios.
No campo da Proteção Social, tem 4 propostas.
Duas delas entram no campo tabu do financiamento da saúde. Propõe uma nova legislação, inclusive proibindo a concessão de medidas liminares para tratamentos experimentais não homologados pelo SUS; e uma discussão para avaliar a possibilidade de cobrança diferenciada de procedimentos do SUS por faixa de renda, levando em conta o Imposto de Renda.
Seria profundamente desejável que, antes de qualquer gesto em direção a essas medidas, Dilma ouvisse os soldados da saúde pública, José Gomes Temporão, Alexandre Padilha e outros, para analisar os desdobramentos sobre um dos pontos centrais da Constituição de 1988: a universalização da saúde.
****
Há uma proposta genérica de melhoria dos marcos jurídicos da educação. E uma outra - interessante - compatibilizando as renúncias fiscais, no orçamento público, com critérios de redução de desigualdades regionais e geração de emprego e renda.
***
No tema "equilíbrio fiscal", são 13 medidas.
A primeira visa reformar a Lei de Licitações. Propõe também a implantação da Autoridade Fiscal Independente, de uma Lei de Responsabilidade das Estatais, visando maior transparência e profissionalização dos órgãos públicos; e a regulamentação do Conselho de Gestão Fiscal, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Outra proposta é a de uma emenda constitucional impedindo o governo federal de criar programas que gerem despesas a Estados, municípios e o Distrito Federal, sem a indicação das respectivas fontes de financiamento.
Há propostas de reforma gradual do PIS/Cofins, reforma do ICMS, a proposta de repatriação de recursos brasileiros no exterior não declarados ao Fiscos, e aumento do imposto sobre heranças de 2% a 4% para 25%, média mundial.
Há outras propostas mais temerárias, como a maior desvinculação da receita orçamentária, inclusive com um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para zerar o jogo, e "permitir melhor a gestão fiscal futura". Qualquer flexibilização tem que garantir recursos mínimos para as áreas sociais. E preservar os Ministério sociais. Sua estrutura é pequena, similar a de uma secretaria. Mas o status de Ministério é essencial para conferir dimensão política na definição de políticas públicas transversais.
***
Finalmente, propõe ampliar a idade mínima para aposentadoria e o reajuste planejado dos servidores dos Três Poderes, para se ter uma "previsibilidade de médio e longo prazo dessas despesas". As duas últimas propostas seguem a lógica brasiliense.
***
No tema "ambiente de negócios” são 9 propostas, algumas genéricas - como dar mais segurança jurídica aos contratos e aperfeiçoar o marco regulatório. Outras, mais específicas, como a criação de um mecanismo de "Avaliação de Impacto Regulatório" para monitorar as decisões das agências reguladoras.
Passa pelo tema da segurança jurídica dos trabalhadores terceirizados e envereda por outros bastante delicados: a implementação do marco jurídico do setor da mineração; revisão das terras costeiras "como forma de incentivar novos investimentos produtivos"; revisão da regulamentação das terras indígenas para "compatibiliza-las com as atividades produtivas" e simplificação do licenciamento ambiental para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
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Há que se cuidar para não promover um desmonte de avanços sociais relevantes, especialmente nesses tempos bicudos do pior conservadorismo.
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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Como o Moro vai se comportar diante da guinada da Globo?


O Alienista?

por : Paulo Nogueira

A maior expectativa sobre a NOG, a Nova Ordem da Globo, gira em torno de Sérgio Moro, o juiz da Lava Jato.
Como ele vai reagir?
Nas redes sociais, já se especula que alguma ação da LJ deverá ocorrer na sexta, para servir de alavanca para os protestos de domingo.
Moro é um ídolo dos analfabetos políticos que batem panelas, vestem camisas da CBF e pedem a deposição de Dilma.
E ele não costuma falhar.
Mas e agora?
A Lava Jato tem exatamente o mesmo defeito da mídia: a brutal parcialidade. Corrupção é realmente corrupção caso o PT esteja envolvido.
Boa parte da instabilidade política deriva das movimentações de Moro. Ele conseguiu prender um preso, Dirceu.
Moro também nada fez para por fim aos vazamentos seletivos que, na campanha presidencial, escapavam de seus arredores em Curitiba.
Usados copiosamente pela mídia, os vazamentos representaram um atentado contra a democracia.
Suponha que a família Marinho entenda que Moro está se comportando como o Alienista de Machado, o médico de loucos que passo a passo prendeu uma cidade inteira por insanidade mental.
Sem o apoio da Globo, Moro está frito. E ele sabe disso.
O Mensalão foi um espetáculo da mídia patrocinado pela Globo e protagonizado por Joaquim Barbosa.
A Lava Jato é o Mensalão 2, patrocinado de novo pela Globo e com Moro no papel que foi de JB.
Suponhamos, apenas suponhamos, que a família Marinho ache que Moro pode estar abusando de poder.
Ninguém sabe exatamente quais seriam as consequências disso.
Mas as pessoas morrem de medo da Globo.
Uma coisa é a Lava Jato no Jornal Nacional, na CBN e na Globonews todos os dias.
Outra coisa é a Lava Jato sumida e Moro criticado.
Pessoalmente, acho que, como os jornalistas da Globo depois das novas instruções dos patrões, Moro vai estrategicamente tirar o pé do acelerador.
Prender Lula, algo que a mídia vinha martelando provavelmente sob estímulo dos bastidores da Lava Jato, já virou uma impossibilidade.
Como os senadores petistas disseram a João Roberto em seu encontro, o país pegaria fogo, e eles, senadores, não fariam o papel de bombeiros.
Moro, para muita gente, é o Alienista de Machado. Mas, para a Globo, até aqui não foi.
Se passar a ser com a NOG, a festa acabará para ele.
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Lula participa da Marcha das Margaridas



Trabalhadoras do campo e da floresta começaram a chegar ontem à cidade para a 5a Marcha das 
Margaridas, que ocorre amanhã, a partir das 6h. Cerca de 70 mil mulheres se concentrarão no estádio 
Mané Garrincha para marchar pela Esplanada dos Ministérios por igualdade, democracia, fim da 
violência, agroecologia e cumprimento de direitos básicos.
Às 19h de hoje, será realizada a abertura oficial da marcha com a participação de representantes de 
movimentos e organizações de mulheres do País e do mundo e de representantes do Governo Federal.
A partir das 15h de amanhã, Dilma anunciará o compromisso político com a pauta das Margaridas. A 
marcha é coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e por 
11 entidades parceiras.
Lula participa da Marcha das Margaridas
O ex-presidente Lula participa nesta terça-feira (11), às 18h30, em Brasília, da abertura da 5ª Marcha 
das Margaridas, que terá como tema: “Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, 
Autonomia, Igualdade e Liberdade”. O ato será transmitido pela internet. 
São esperadas milhares de brasileiras, que marcharão pelas ruas da capital federal empunhando suas 
bandeiras de luta, reivindicando e propondo a construção de um país mais democrático, justo e 
igualitário.

5ª Marcha das Margaridas
Data: 11/08/2015
Horário: 18h30
Local: Estádio Nacional de Brasília - Arena Mané Garrincha, Brasília
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HORA DE ARRANCAR O ACHACADOR DA PRESIDÊNCIA DA CAMARA



Luis Nassif

São visíveis os sinais de descontrole de Eduardo Cunha, por enquanto presidente da Câmara Federal.
Não se avalie apenas pelo olhar alucinado, que não consegue se fixar em nenhum ponto, pela fala 
descontrolada, pelos tiros que dispara a esmo, contra qualquer alvo que o descontente. Ele está clara 
e ostensivamente desequilibrado.
Fosse um piloto de avião, seria interditado. Se policial, tirariam suas armas até se submeter a um 
teste psicotécnico. Estivesse internado, seria confinado em uma área reservada a pacientes de alto 
risco.
Esse descontrole não recomenda que seja mantido à frente da Câmara, principalmente depois que for 
denunciado pelo Procurador Geral da República.
No cargo, ele pode armar barganhas, inclusive atropelando o regimento, como se observou no caso 
da votação da Lei da Maioridade Penal. Além disso, possui poder de retaliação e já demonstrou 
pretender utilizar as instituições públicas para livrar-se da denúncia.
Testemunhas apontam-no como um sujeito perigoso – daí a importância de ser apeado do cargo, 
inclusive para que a Polícia Federal possa monitorá-lo, impedindo ações de retaliação contra 
testemunhas.
Não se trata de um parlamentar comum, mas de uma ameaça pública – e ameaça individual aos seus 
adversários.
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MARINA FICA DE BICO FECHADO E O JATO CONTINUA SILENCIOSO


Por Janio de Freitas 

É com jato, também, que se prova a permanência dos acobertamentos e da impunidade que o otimismo, ou a ingenuidade, supõe em extinção como obra da Lava Jato. Não por acaso, nos ingredientes da permanência assegurada consta a presença, neste caso afinal discreta, da própria Lava Jato.
Ao completar-se, na próxima quinta-feira, um ano da morte de Eduardo Campos, faz um ano que as famílias cujas casas foram atingidas pelo jato esperam as devidas atenções e, sobre todas, a mais necessária delas: a indenização para remediar as perdas do que não lhes chegou de graça.
A juíza do caso, Natália Monti, de Santos, disse à Folha que a "obscuridade" em torno do proprietário do jato "torna praticamente inviável a reparação".
Estendeu-se no tempo, portanto, e passou ao processo levado à Justiça, a deliberada mixórdia em torno da propriedade do avião, quando do acidente. Entre as meias versões, a alegada compra do jato por uma borracharia que talvez só pudesse ter uma bicicleta, e que afinal fez a compra mas não tinha o avião, e por aí afora.
Não há terceira hipótese: ou o jato não mudou de propriedade ou houve uma venda. Em qualquer caso, há um registro seu na Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac. Esse jato, que não era novo, decolou e pousou em aeroportos, logo, tinha a licença que legitimava o seu prefixo, inscrito na fuselagem. Como, para ter essa licença renovável a períodos determinados, é necessária a identificação da propriedade, parte do que é obscuro se iluminaria aí.
Se o jato foi vendido, alguém recebeu e alguém pagou na transação. A partir daí, seria só um rastreamento, simples e rápido, para chegar ao novo dono, fosse ou não o pagador. Isso, se a fiscalização da Anac não estivesse acompanhando, como deve, a regularidade do jato.
O nível de competência que a Polícia Federal alcançou não admite a hipótese de dificuldade, por menor que fosse, para identificar a propriedade do avião. A Anac, por mais insuficiente que seja, a ponto de estar há longo tempo sem deliberações por falta de dois diretores para o quorum decisório, tampouco teria problema para levantar o histórico do avião.
Ou a identificação foi deixada de lado por pressões injustificáveis, ou está feita e silenciada sob pressão. Há acobertamento.
Um candidato à Presidência da República dispondo de um avião que não pudesse ser identificado, já seria um fato bastante brasileiro. Mas o que está em questão não é isso. É o direito legítimo de reparação devido a pessoas que dela têm necessidade, e veem a proteção ser dada, não ao seu direito, mas a quem dispõe de influência para negá-lo.
Um dos vazamentos feitos pela Lava Jato, lá atrás, ligou Eduardo Campos a uma das acusações. Desde então, os cruzados da operação nem inocentaram o ex-governador, nem trouxeram outro esclarecimento. Mas também aí o jato ficou de fora.
ENFIM
A adoção do panelaço pinochetista não proporciona só uma sonoridade mais popular à pregação do impeachment de Dilma. Trouxe também uma experiência nova a muitas dondocas: puseram a mão em panela.
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Carlos Araújo, o guru à beira do Guaiba



Luis Nassif

Nos últimos anos, em sua casa à beira do rio Guaíba, o advogado e político Carlos Araújo transformou-se em uma espécie de guru de parte do mundo político. Em parte pelo fato de ser ex-marido, amigo, e um dos conselheiros da presidente Dilma Rousseff. Muito pela visão política e estratégica e pela abertura de se relacionar com políticos de todos os quadrantes.
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Embora não seja muito ouvido – como todos os conselheiros da presidente - coube a ele o aconselhamento para que Dilma levasse para o Ministério o deputado Eliseu Padilha, considerado grande articulador da base.
Meses atrás, quando se montou a enorme frente para derrubar Dilma, Araújo manteve o sangue frio e previu que era questão de tempo para a frente se esfacelar, devido à sua heterogeneidade e aos efeitos futuro da Lava Jato.
Na semana passada, sua previsão se confirmou.
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Em pleno tiroteio, com campanhas pelo impeachment e passeatas monumentais, Araújo se mostra tranquilo. Para tirar Dilma, só atropelando a Constituição e as leis, diz ele. E o país cresceu o suficiente para não aceitar mais essas aventuras. Por seus cálculos, bastariam 171 deputados ou 23 senadores para brecar qualquer tentativa de impeachment.
Além disso, seu cenário futuro prevê uma recuperação da economia até o final do ano. E, para ele, a crise política é decorrência única do mal-estar econômico. A crise desbasta a popularidade da presidente e os deputados da base não querem associar sua imagem a de uma presidente desgastada.
Esse círculo vicioso será interrompido, diz Araújo, assim que a economia mostrar os primeiros sinais de recuperação.
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Araújo tem plena confiança na habilidade política e na lealdade do vice-presidente Michel Temer. E Dilma tem também.
Sua noção de política segue a do seu guru Getúlio Vargas. A caminhada política de Araújo começou pelo Partido Comunista, na juventude. Com a morte de Getúlio e a divulgação dos crimes de Stalin, percebeu que os comunistas não tinham pátria, projeto e povo. Saiu do Partidão, passou pela luta armada e, depois de solto, ingressou no trabalhismo. Só se muda um país com um projeto nacional, diz ele, algo que ia contra o pensamento internacionalista do Partidão.
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Dilma acompanhou-o nessa trajetória política. E, através desse aprendizado, deu-se conta de que um projeto de país não pode ser exclusivista, ideologicamente fechado e maniqueísta. Tem que envolver os trabalhadores, o empresariado e todos os setores econômicos e sociais, sem abdicar dos princípios da luta pela inclusão e pela igualdade.
Conhece como poucos os detalhes da vida de Vargas e gosta de relembrar Vargas presidente, montando um ministério conservador. Quando os aliados vieram cobrar dele esse paradoxo, sua resposta foi objetiva: vocês já têm o presidente, não precisam de mais.
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Não tem afinidade com o PT nacional e o estadual, mas nutre profunda admiração por Lula. Analisa que todo o terremoto de agora não visa tirar Dilma mas antecipar a batalha de 2018. Tem certeza de que, em qualquer situação, Lula é favorito. “Ele sabe tirar votos da cartola”, diz Araújo.
Uma das grndes dificuldades em enfrentar a crise é o esfacelamento do poder em todos os níveis – inclusive na oposição – e a falta de estadistas capazes de organizar o caos. Em sua opinião, o único estadista atual é Lula, mas seria ótimo se a oposição tivesse alguém com capacidade de unificar o discurso.
Acha que Aécio Neves se isolou no PSDB, com os demais caciques pulando fora da tática incendiária.
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Para Dilma completar a travessia da crise, falta um projeto de país, diz ele, admitindo que se avançou pouco nessa direção.
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AGU: Achacador cobrou três vezes pedido de anulação de provas da Lava-Jato ao STF


Olha a tornozeleira aí ! Cadê os 261 controlados ?

AGU: Cunha cobrou três vezes pedido de anulação de provas da Lava-Jato ao STF

Segundo o advogado-geral da União, o presidente da Câmara telefonou na última sexta-feira 
para reforçar a solicitação

BRASÍLIA – O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cobrou dele por telefone e outras duas vezes por ofício que o órgão entrasse logo com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para anulação de provas da Lava-Jato que o incriminam. Segundo Adams, o telefonema ocorreu na última sexta feira. Cunha começou a conversa reclamando da adesão da AGU ao pedido da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) para o STF anular a sessão da Câmara que aprovou as contas de três ex-presidentes. Depois, o parlamentar aproveitou para cobrar rapidez de Adams no caso das provas da Lava-Jato. Após dizer no domingo que não sabia da ação da AGU, o presidente da Câmara disse nesta segunda-feira que pretende romper o convênio que dá à AGU competência para defender Câmara.
Cunha fez a mesma cobrança em outras duas ocasiões. A primeira foi em ofício enviado à AGU em 8 de junho. “De ordem do presidente da Câmara dos Deputados, solicita-se que seja estudada a viabilidade de adoção de medidas judiciais em face de ato judicial de busca e apreensão efetivado nesta Casa no dia 4 de maio de 2015”, diz o documento, assinado pelo então diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio.
A segunda cobrança foi por meio de um ofício da Procuradoria Parlamentar enviado à AGU em 9 de julho, reforçando o pedido. O documento foi assinado pelo deputado Claudio Cajado, procurador parlamentar. A assessoria de imprensa da AGU explicou que o pedido em nome da Câmara só não foi feito antes perante o STF, porque a Corte esteve em recesso ao longo de todo o mês de julho.
(…)

AÉCIOPORTO VIAJA NA MAIONESE E QUER SE LANÇAR CANDIDATO A ELEIÇÃO QUE NÃO EXISTIRÁ


O anúncio foi feito pelo deputado Marcos Pestana (PSDB-MG), que disse que o senador 
mineiro Aécio Neves (PSDB-MG) está pronto para disputar eleições presidenciais neste ano, ou 
seja, três anos antes da data prevista; Pestana afirma que, se houver eleições antecipadas (o 
que não haverá), Aécio será candidato; "Essa alternativa casa com a motivação de Aécio e é 
inegável que o favorece", disse Pestana; "Mas não é porque o favorece que nós construímos 
essa tese".

Minas 247 – Derrotado na disputa presidencial de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) quer ser candidato ao Palácio do Planalto em 2015.
O anúncio foi feito pelo deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), um de seus principais aliados, que defende eleições antecipadas como remédio contra a crise política.
"Essa alternativa casa com a motivação de Aécio e é inegável que o favorece", disse Pestana, em entrevista ao jornal Valor Econômico. "Mas não é porque o favorece que nós construímos essa tese".
Segundo Pestana, tanto a presidente Dilma Rousseff como o vice Michel Temer deveriam ser cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico, obrigando o presidente
O problema é que a tese aecista não interessa a ninguém, a não ser ao grupo aecista. Em editorial recente, a Folha de S. Paulo afirmou que a democracia não pode ser vergada em favor de interesses pessoais.
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