domingo, 11 de maio de 2014

TORCIDA DO CORINTHIANS PROTESTA CONTRA O PIG

Fonte: RedeNews do site Meu Timão: CARTAZES CONTRA A IMPRENSA UOL E FOLHA DE S. PAULO NA ARENA CORINTHIANS

Os torcedores do Corinthians não estão nem um pouco satisfeitos com a imprensa da UOL e Folha de S. Paulo. O fato que está deixando os torcedores irritados é chamarem a Arena Corinthians, que está no bairro Itaquera, de Itaquerão. Boa parte da torcida já reclamou nos comentários da página da UOL e Folha de S. Paulo pela a insistência em chamar o estádio pelo apelido.
Os torcedores alegam que ser chamado assim pela mídia pode atrapalhar a venda dos Namings Rights da Arena, em que o Andrés Sanches, ex-presidente do Corinthians e responsável pelo estádio, segue negociando há mais de um ano.
No dia 9 de maio por toda a Arena Corinthians pode-se visualizar cartazes espalhados pelos portões protestando contra a UOL e Folha de S. Paulo. “ABAIXO UOL/FOLHA E A IMPRENSA DELINQUENTE VIVA A ARENA CORINTHIANS”.
Não são só esses dois veículos que não chamam o estádio pelo nome, também o SBT, Exame, Gazeta Esportiva e entre outras mídias, alguns torcedores do Timão já cancelaram assinaturas com a UOL e Folha de S. Paulo.
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BARBOSA VS DIRCEU: E OS OUTROS MINISTROS DO STF ?


O Conversa Afiada reproduz aguda reflexão de amigo navegante sobre a extravagante decisão 
de Barbosa de impedir o trabalho de um condenado ao regime semi-aberto – clique aqui para 
ler “o que Barbosa fez para combater a corrupção ? Nada !”:​ ​”​Essa dúvida é real para mim​.​ ​N​ã​
o sei o que os outros ​ministros do Supremo ​estão esperando para tomar uma posição​, já que a 
responsabilidade, pelo silêncio, é coletiva. Se não fazem nada, é porque são cúmplices !”​
Janio de Freitas lembra que a decisão de Barbosa sobre Dirceu – e só sobre ele e Genoino, dois troféus ! – rasga o entendimento “de que a Lei de Execuções Penais se refere aos condenados ao regime FECHADO (ênfase minha -PHA) … Sentenças ao regime semi-aberto e ao fechado têm pesos diferentes, logo, seus cumprimentos não podem ser idênticos. O Direito não é tão errado.”

Em tempo1:
de amigo navegante indignado:
Ótimo. Acho importante colocar os demais ministros na roda. Não esquecer que vários dos que votaram agora pela inexistência de quadrilha não só votaram diferente no julgamento original como ajudaram na dosimetria. Isso não pode ir para debaixo do tapete.
Em tempo2: há males trazem o bem: Barbosa, a cada dia, desnuda o caráter excepcional, persecutório, parcial do julgamento do mensalão (o do PT, porque o do PSDB se desfará como cinza na ventania).
Como se houvesse dúvida, o tratamento cruel, ilegal, que ele dispensa aos dois troféus mostra como foi o julgamento do PT – que deu errado, como observou o Lula.
Em tempo3:
em novembro, Barbosa vai pra casa. E Dirceu estará nas ruas. A vingança é um prato que se come frio.
Em tempo4: Oliveira Lima, advogado de Dirceu, deve entrar logo no Supremo com o agravo regimental. Provisoriamente, o Ataulfo Merval de Paiva (**) está de ferias e não poderá votar !

Paulo Henrique Amorim
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sexta-feira, 9 de maio de 2014

O mundo é perigoso, o tempo exige luta


Por José Reinaldo Carvalho

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Charles Hagel, defendeu nesta terça-feira (6) a política intervencionista de seu país em diferentes partes do mundo e criticou os que preferem ver Washington menos envolvido em conflitos internacionais.
Ocasionalmente, esta política provoca acalorados debates nos Estados Unidos e suscita a oposição de largos setores da população.
Segundo pesquisa divulgada em março último pelo jornal “The Wall Street Journal” e a emissora “NBC News”, cerca de 47% da população opinam que os EUA deveriam ser menos ativos no exercício de uma política externa intervencionista.
“É errôneo perceber estas responsabilidades como um ônus ou um ato de beneficência, é de nosso interesse nacional intervir nesses conflitos”, sustentou Hagel durante um discurso na cidade de Chicago.
Em sintonia com isso, os Estados Unidos destinarão este ano mais de 600 bilhões de dólares para suas despesas bélicas. Na semana passada, Hagel chamou os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a elevar seus gastos militares, num momento em que crescem as tensões com a Rússia em torno da crise ucraniana e é iminente a eclosão de um conflito na sensível região do Leste europeu.
As declarações do ministro da guerra dos Estados Unidos são reveladoras de que o mundo vive uma situação alarmante e perigosa. É cada vez mais claro que não há meios termos na política das potências imperialistas, que fazem da diplomacia apenas um invólucro para encobrir a força bruta, quando muito uma etapa prévia à realização de golpes, intervenções e agressões.
Desde que Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos surgiram ilusões sobre as possibilidades de uma paz duradoura sob a égide de um “imperialismo benigno”, capaz de afiançar uma ordem internacional democrática, multilateral e baseada no Direito.
É uma conjuntura que confunde, faz alguns embaralharem as cartas e observarem algo democrático no regime sionista israelense ou charmoso na tentativa de desmoralização de governos como os da Coreia Popular, Síria e outros países que se rebelam contra o imperialismo.
A ofensiva para derrocar o governo sírio, fomentando no país uma guerra interna que acarretou dramáticas consequências; a intervenção militar na Líbia; a estratégia militar voltada para a Ásia; o novo papel da Otan; a indefectível posição militarista na Península Coreana; as ameaças de desestabilização da Venezuela; a política de duas caras com o Irã e a luta do povo palestino e, agora, a interferência direta na crise ucraniana, fomentando um golpe de Estado e instrumentalizando forças fascistas, em atos de provocação aberta contra a Rússia, demonstram o quanto são ilusórias aquelas posições.
Em época de eleição presidencial no Brasil, devemos ter presente o cenário internacional e aquilatar as influências que pode ter sobre o nosso curso político. Não são apenas as pressões oriundas do capital financeiro para adotar uma orientação econômico-financeira conveniente a interesses antinacionais que estão presentes. Há também um debate político e ideológico em torno da situação internacional e da política externa.
O candidato do PSDB, Aécio Neves, não perde a oportunidade para destilar seu ódio contra Cuba, como demonstrou em face da cooperação da maior das Antilhas com o Brasil no caso do projeto Mais Médicos, e da parceria em torno de uma das principais alavancas atuais da economia cubana - o Porto de Mariel – com financiamento brasileiro. Tampouco nos passa despercebida a posição antichavista da candidata a vice-presidente na chapa de Eduardo Campos, Marina Silva. Foi intensa a campanha na mídia brasileira para que o Brasil se abstivesse de apoiar o governo do presidente Maduro na mais recente crise venezuelana. Já no que se refere à crise ucraniana, a diplomacia brasileira foi alvo de críticas por não ter tomado uma posição anti-Rússia.
Voltando ao ponto de vista do ministro da guerra de Obama. O imperialismo estadunidense e seus aliados da Otan permanecem movendo uma brutal ofensiva contra as liberdades e os direitos fundamentais, a soberania e a autodeterminação dos povos e nações.
Tudo isso mostra que o mundo está cada vez mais inseguro e são graves as ameaças aos povos e nações que querem assegurar sua independência. Além da doutrina da “guerra ao terrorismo”, à qual a atual Administração estadunidense não renunciou, que na prática é uma doutrina genocida da guerra permanente contra os povos insubmissos, os EUA promovem a crescente militarização do planeta, subtraindo investimentos sociais, para destinar cada vez maiores recursos ao financiamento de suas aventuras bélicas. Disseminam bases militares cercando todos os continentes. O imperialismo estadunidense e seus aliados dominam os mares, os continentes e o espaço sideral, além de controlar e promover a escalada nuclear. Independentemente da facção política no poder, seu governo atua, em todas as regiões do mundo, para manter a hegemonia, usando para isso principalmente a chantagem e a ameaça militar.
Apesar da retórica "multilateralista" e pacifista, é manifesta a militarização das relações internacionais e a hipertrofia de organizações agressivas, como a Otan, como um dos principais traços da situação internacional e o aspecto essencial da política imperialista para oprimir os povos e assegurar os seus interesses de rapina.
Enfim, os tempos atuais exigem luta, não ilusões.
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João e Bia Salame comemoram Dia das Mães na Folha 33



No Blog do Hiroshi

O prefeito João Salame Neto, em companhia da primeira-dama, Bia Cardoso (foto), participou da homenagem ao Dia das Mães na Associação de Moradores da Folha 33, Nova Marabá, que contou com a presença de mais de 200 mulheres.
Houve sorteio de brindes, lanche e atendimento médico.
Uma equipe do Bolsa Família e também o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) disponibilizou atendimento às mulheres. Foram feitos cadastros ao Bolsa Família e ao Cadastro Único, assim como entrega de enxoval para bebê às mulheres grávidas.
A presidente da Associação, Angelita Sousa, agradeceu a presença do prefeito João Salame e Bia Cardoso, destacando que ambos têm sido grandes parceiros da Associação de Moradores da Folha 33. Ainda segundo ela, todas demandas da comunidades que foram levadas a primeira-dama, sempre, na medida do possível, ela atendeu, da mesma que ao prefeito. “Vocês são grandes parceiros. Em nome da comunidade da Folha 33, agradeço por atender nossas reivindicações”, disse Angelita.
Bia Cardoso agradeceu o carinho da comunidade e parabenizou todas as mulheres, destacando o papel importante das mães na constituição familiar. “Deus nos confiou essa tarefa, de ser mãe, porque sabia da nossa força”, ressaltou.
Também agradecendo a comunidade, pela receptividade, o prefeito João Salame após parabenizar todas as mães, informou que este ano o bairro vai receber várias benfeitorias, que inclui asfalto e terraplanagem de ruas, reforma e ampliação do Centro de Referência Integrado da Saúde da Mulher (Crismu) ‑ com novos equipamentos, incluindo mamógrafo‑ e também refazer o campo de futebol do bairro, que é um dos pontos de lazer da comunidade.
Além disso, também após a Celpa concluir a instalação dos postes, a prefeitura vai providenciar imediatamente a instalação de luminária, para melhorar a segurança no bairro. Aliás, com relação à falta de segurança, o prefeito explicou que ia oficializar ao comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar pedindo rondas ostensivas para o bairro, mas ressaltou que isso depende do Estado.
Ainda durante a reunião, o prefeito deu uma boa notícia à comunidade, disse que havia acabado de ser informado que a presidente Dilma Rousseff tinha acabado de liberar R$ 50 milhões para Marabá, recurso que será usado justamente na pavimentação asfáltica, que beneficiará a Folha 33 e quase todas as folhas e o bairro do KM 7, na Nova Marabá.
“Vamos pavimentar as principais ruas de cada bairro e arrumar as demais. Ano que vem, a gente a asfalta mais”, assegurou o prefeito, ressaltando que ano passado pouco se fez, por conta da situação financeira da prefeitura, devido as inúmeras dívidas deixadas pela gestão passada.
“Pagamos R$ 51 milhões de dívidas. Dinheiro que dava para fazer muita coisa. Bem, mas este ano, graça a Deus, já vamos, quando iniciar o verão, realizar muitas obras, principalmente asfalto, mas é asfalto de qualidade e com drenagem das ruas”, garantiu.
Ainda falando da Folha 33, também informou que disponibilizou um médico para atender a comunidade todas as sextas-feiras na sede da Associação. “Isso já diminuiu a demanda do posto de saúde”, enfatizou.
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O FUTURO SOMBRIO DOS SHOPPING CENTERS



por : Roberto Amado

Um dos maiores ícones do capitalismo está em decadência. A época do apogeu dos shopping centers já passou e há sinais eloquentes de que esse modelo de negócio está acabando — assim como o fim do consumismo excessivo.
Nos Estados Unidos, onde eles foram inventados, cerca de 15% no shoppings vão falir ou serão transformados em outros espaços comerciais nos próximos dez anos, segundo a Green Street Advisors, empresa americana ligada a empreendimentos comerciais. Outra empresa do ramo, a CoStar Group, calcula que, em média, 35% dos espaços das lojas dos shoppings americanos estão ocioso.
Essa situação inspirou um trabalho fotográfico do artista Seph Lawless sobre os shoppings abandonados nos EUA (sephlawless.com/black-friday-2014) e algumas reflexões bombásticas. “Dentro de 15 anos, os shoppings americanos estarão completamente anacrônicos, uma aberração que durou sessenta anos mas que deixou de atender às necessidades do públicos e das comunidades”, disse Rick Caruso durante a convenção anual da Federação Nacional de Varejistas dos EUA— ele é o dono da Caruso Affiliated uma das maiores empresas a operar negócios imobiliárias no setor de varejo.
É verdade que o boom dos shoppings ainda se manifesta em países como a China e a Índia. E até mesmo no Brasil há crescimento: segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), existem 500 shoppings no País e, até o fim do ano, serão 530. Mas não há otimismo no setor. Segundo o informativo setorial de shopping centers do Ibope Inteligência, “a taxa média de vacância nos 36 shoppings inaugurados no ano passado foi de 50%, ou seja, de cada duas lojas uma estava fechada por falta de locatário.
O cenário é ainda mais assustador entre os shoppings inaugurados no segundo semestre. A taxa média de ocupação em 21 shoppings inaugurados a partir de setembro foi de apenas 38%; alguns shoppings inaugurados no último trimestre do ano tiveram taxas de ocupação inferiores a 20%”.
Esse início de crise tem inspirado reflexões sobre o modelo de negócio até de quem depende dele — como, por exemplo, a cadeia de lojas Gap, dos Estados Unidos. “Nós já estamos assumindo a decadência dos shoppings. É um modelo de negócio que funcionou durante um curto espaço de tempo”, disse Glenn Murphy, o CEO da Gap, em recente entrevista, referindo-se aos aspectos negativos dos shoppings — estacionamentos lotados, preços e custos elevados, ambiente fechado e concentração de pessoas em áreas reduzidas.
Murphy alerta para uma tendência irreversível: o aumento significativo das compras online. No último trimestre o ano passado, atingiu 6% do total gasto em varejo, praticamente dobrando em relação ao mesmo período de 2006.
Mas essa é apenas a superfície da questão. A verdade é que, desde a crise financeira de 2008, o varejo nos Estados Unidos tem perdido força progressivamente, ao mesmo tempo em que começam a surgir movimentos, reflexões e pensadores que combatem o consumismo excessivo que tem caracterizado a última década. “O modelo consumista atingiu seu limite e se tornou uma atividade preocupada apenas com resultados imediatos, produzindo um estupidez sistemática que impede uma visão em longo prazo”, diz o filósofo francês Bernard Stiegler, autor do livro “Uma Nova Crítica à Política Econômica”.
Esse discurso tem sido sustentado por algumas facções e grupos dedicados à questão do aquecimento global, referindo-se aos recursos naturais finitos e a necessidade de transformação da sociedade de consumo. Ou como diz Amitai Etzioni, professor de política internacional da Universidade George Washington: “O consumo excessivo, que nos leva a comprar casas maiores, carros mais caros, roupas mais transadas e tecnologias mais fascinantes prometem felicidade, mas nunca entregam. Apenas provocam o desejo de mais, sempre mais. E aos poucos começa a roubar sua vida e consumir nossos recursos limitados”.
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DEFESA DE DIRCEU: “BARBOSA, ILÓGICO E CRUEL”



Nota da defesa de José Dirceu:

Há muitos anos os Tribunais brasileiros, em especial o Superior Tribunal de Justiça (STJ), entendem perfeitamente cabível a concessão de trabalho externo para o preso condenado ao regime semiaberto.
É uma questão jurídica pacificada, não existe controvérsia. Como prova, basta observar que o Procurador-Geral de Justiça Dr. Rodrigo Janot, os representantes do Ministério Público do Distrito Federal e os juízes da Vara de Execuções Penais de Brasília, todos, sem exceção, concordaram que os presos da Ação Penal 470, condenados ao semiaberto, pudessem exercer imediatamente o direito ao trabalho externo.
O Ministro Joaquim Barbosa tinha absoluta ciência que os demais condenados da Ação Penal 470 estavam trabalhando fora do presídio e também não discordou da viabilidade jurídica deste importante direito.
Justamente no momento em que o Ministro Joaquim Barbosa teria que decidir sobre um condenado específico, o ex-Ministro da Casa Civil José Dirceu, sobreveio uma abrupta mudança de entendimento.
O Ministro Joaquim Barbosa passou a alegar que os brasileiros condenados ao regime semiaberto não possuem mais o direito ao trabalho externo. Devem, primeiro, cumprirem (sic) o total de um sexto da pena imposta. Para justificar esta decisão, que contraria o entendimento atual unânime e consolidado dos tribunais brasileiros, citou julgados da década de noventa. Inovou no direito brasileiro, criando a jurisprudência que evolui para trás e caminha para o atraso.
O retrocesso pretendido pelo Ministro Joaquim Barbosa é ilógico e cruel. No seu entendimento, todo cidadão condenado ao semiaberto somente poderá trabalhar fora da prisão depois de cumprir um sexto da pena. Porém, depois deste período, o condenado deixa o regime semiaberto em progressão ao regime aberto. Na prática, o Ministro Joaquim Barbosa proclamou que nenhum preso condenado ao semiaberto poderá exercer o direito ao trabalho externo.
Em complemento, o Ministro Joaquim Barbosa afirmou que um escritório de advocacia não é adequado para José Dirceu exercer trabalho administrativo porque não permitiria a fiscalização do Estado. Esqueceu-se de observar que o escritório em questão foi devidamente vistoriado e aprovado pelos técnicos da Seção Psicossocial da Vara de Execuções Penais de Brasília. O Juiz e o Ministério Público de Brasília aprovaram a fiscalização realizada.
A incoerência da decisão do Ministro Joaquim Barbosa é chocante, pois ele próprio nunca manifestou oposição ao trabalho externo que os demais condenados da AP 470 exercem há meses. É importante que o Supremo Tribunal Federal casse imediatamente esta decisão individual de seu Presidente para evitar um desastroso impacto no sistema penitenciário brasileiro, que terá que absorver, não apenas os presos da AP 470, mas todos os outros sentenciados que hoje exercem pacificamente o trabalho externo e caminham para a ressocialização.
Por fim, a decisão adotada pelo Ministro Joaquim Barbosa deixa claro, para aqueles que ainda podiam ter alguma dúvida, que o julgamento da Ação Penal 470 foi um lamentável ponto fora da curva.

José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua
Advogados de José Dirceu
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ALOYSIO 300 MIL, CERRA E ITAGIBA: TUDO A MESMA SOPA !



MARCELO ITAGIBA, A MELHOR TRADUÇÃO DO ESTILO SERRA

Luis Nassif




O Twitter de Marcelo Itagiba poderia ser apenas uma manifestação grotesca de um guarda-costas que se pretendia frequentador das altas rodas, não fosse o fato de simbolizar um modelo de atuação política que dominou todo o espectro de seguidores do ex-governador José Serra – e que hoje de transformou na parte mais truculenta do espectro político brasileiro.
Ambos têm um longo histórico.
A partir do momento em que assumiu o Ministério da Saúde, José Serra deu início à montagem de um sistema de arapongagem que não poupou nenhum adversário externo ao PSDB e interno, que pudesse disputar espaço com ele.
O ninho de arapongas do Ministério da Sáude contava com duas figuras-chave, capturadas no próprio aparelho de segurança do Estado: o delegado Marcelo Itagiba, da Polícia Federal, e José Santoro, Procurador da República.
É a partir dessas ligações que entram alguns dos grampos mais explosivos da República, envolvendo Carlinhos Cachoeira, Gilmar Mendes, Revista Veja.

Juiz acolhe ação contra a Globo pelo episódio das crianças de Monte Santo


Luis Nassif

É provável que sequer passe em segunda instância. Mas a sentença do juiz Sérgio Fernandes (titular da 2a Vara Civel de Indaiatuba) contra a Rede Globo de Televisão e O Boticário, mais dois jornalistas da emissora, é um marco nas discussões sobre os limites da imprensa – especialmente das concessionárias de serviço público.
Shows, programas sensacionalistas, apologia ao crime, apologia à discriminação e ao preconceito, todos esses crimes – previstos no Código Penal - foram colocados debaixo do tapete da liberdade de imprensa. Até classificação indicativa entrou nesse espaço.
Diversos crimes de imprensa, como a falsa entrevista do apresentado Gugu com o PCC, as campanhas da TV Record contra as religiões afro, a apologia ao crime de Rachel Sheherazade, do SBT foram bloqueados na Justiça em nome de falsa interpretação do direito à informação.
No ano passado, provavelmente para alavancar a novela “Salve Jorge” – que versava sobre tráfico de pessoas – a Globo deu início a uma série de reportagens manipuladas sobre a adoção de crianças em Monte Santo (Bahia). Na novela, o personagem principal tem a filha, menor de idade, seqüestrada por uma quadrilha internacional de prostituição
Famílias foram expostas, crianças foram sacrificadas em nome do show e, pior que isso, estigmatizou-se o instituto da adoção – essencial em um país que mal sabe cuidar das suas crianças. Esse jogo sensacionalista recebeu a adesão imprudente da própria Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, chefiada por Maria do Rosário, parlamentar gaúcha.
O juiz acolheu a ação na qual os autores requerem indenização de R$ 144 milhões pela reportagem veiculada no dia 14 de outubro de 2012 no “Fantástico.”
A ação é por danos morais e coletivos e foi movida por um casal de Indaiatuba que detinha a guarda provisória de uma das cinco crianças.
As crianças viviam em situação de risco e foram colocadas em um lar substituto, por medida de segurança, requerida pelo próprio Ministério Público da Bahia e deferida pelo Juiz de Direito.
O repórter José Raimundo, do “Fantástico” é acusado por quebra de sigilo processual, por ter mostrado em rede nacional o processo de guarda do menor, que é sigiloso.
O casal alega ter sido acusado de forma sensacionalista de traficar crianças, sem receber o espaço proporcional para o direito de resposta, “como assegura a legislação sobre a concessão dos canais de comunicação”.
Segundo os autores, a jornalista Eleonora Ramos, que fez a denúncia, é coordenadora e fundadora do Projeto Proteger, trabalha no CEDECA-BA, que recebe dinheiro do Projeto Criança Esperança, apoiado pela Rede Globo de Televisão.
Além da indenização, é pedida uma multa de R$ 144 milhões destinados à criação e veiculação de campanha publicitária nacional, “visando restabelecer a credibilidade do Instituto da Adoção”.
Faltou incluir na ação a ex-Ministra Maria do Rosário, que ajudou a estimular o linchamento moral contra as famílias e o preconceito contra a adoção.
Leia as matérias produzidas sobre o caso: O caso das adoções de Monte Santo
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MARINA SILVA SENTE CHEIRO DE DERROTA NA CANDIDATURA DE AÉCIO NEVES


ELES SE ENGALFINHAM - VICE DE EDUARDO CAMPOS JÁ ATACA AÉCIO - SENADOR DESTEMPERADO ATACA DISCURSO DE MARINA.

Pré-candidato do PSDB à Presidência, o senador Aécio Neves (MG), respondeu na tarde desta quinta-feira (8) que todos os nomes que concorrem ao Planalto devem ter "a humildade" de deixar a decisão sobre sua vitória ou derrota "para o eleitor".
A fala de Aécio foi uma resposta à entrevista da ex-senadora Marina Silva, candidata a vice na chapa do ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE). À Folha, Marina disse que a campanha de Aécio tem "cheiro de derrota".
O tucano evitou atacar diretamente a ex-senadora, mas enviou diversos recados. Insinuou que Marina cai na "armadilha do PT, que é dividir a oposição".

CHEIRO ! DE DERROTA ?! NARIZ DE AÉCIO NEVES DEVE ESTAR ARDENDO COM O ATAQUE DE MARINA SILVA.

"Não vou cair na armadilha do PT, que é dividir a oposição. Eu concordo em grande parte com o que a Marina disse. Nós temos divergências e não devemos ter receio de discutí-las, como não devemos ter receio de mostrar nossas convergências", disse Aécio durante evento da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) na capital paulista.

"Apenas acho que, em relação a resultado eleitoral, quem ganha ou quem perde, todos nós temos que ter a humildade de deixar essa decisão para os eleitores", concluiu Aécio. Logo depois, o senador disse que se tornou "especialista em derrotar o PT sucessivamente".
Mais cedo, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), cotado para a vice na chapa de Aécio Neves (PSDB), acusou a ex-senadora Marina Silva de "jogar água no moinho do PT" ao criticar o pré-candidato tucano ao Planalto.
Para Aloysio Nunes, a vice de Eduardo Campos (PSB) revelou "amargura" e ajudou a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição. "Campos tem, mais do que Marina, a percepção de que o que interessa à oposição é a mudança do governo. Quem confunde as coisas joga água no moinho do PT", disse o senador.
"CPI DA VINGANÇA"
Aécio disse ainda que assinou a CPI que prega a investigação de contratos para a expansão do Metrô de São Paulo "simbolicamente" e que senadores tucanos que retiraram suas rubricas "tiveram seus motivos e responderão por eles".
Aloysio 300 mil foi um dos que assinaram o documento e depois desistiram.
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Vem aí uma Constituinte pra reformar a Política: contra o PMDB, e contra a Globo


Símbolo do Poder Legislativo, o Congresso teve a plataforma superior ocupada por 
manifestantes em 17 de junho de 2013, quando mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas em 
todo o país.

Grupos ligados à esquerda petista, e a movimentos sociais e sindicais, promovem um ato em defesa 
sábado, em São Paulo. “Chega desse Congresso balcão de negócios. O Supremo Tribunal Federal 
prova a cada dia que está a serviço das elites”, diz o manifesto do ato. Será que o PT está 
retomando a iniciativa política e se engajará nessa campanha?

por Igor Felippe

A realização de um plebiscito para a convocação de uma Assembleia Constituinte – que terá a missão de reformar o sistema político brasileiro – surgiu como um raio em céu de brigadeiro no contexto das mobilizações de massa de junho, em discurso da presidenta Dilma Rousseff em rede nacional de rádio e televisão.
O recado dado por Dilma à sociedade brasileira era claro: as demandas apresentadas nos protestos não poderiam ser atendidas sem estourar a trama de interesses sustentada pelo atual sistema político. E que a maioria dos parlamentares do Congresso Nacional não deixaria que uma proposta de transformação da política institucional fosse levada a cabo.
A proposta tocou o nervo dos donos do castelo do poder no nosso país, tanto que houve uma reação violenta da oposição ao governo, dos partidos conservadores da base e dos grandes meios de comunicação. O PMDB abriu guerra ao governo, a oposição passou a fazer acusações de “chavismo” e os jornais fizeram uma série de editoriais contra a Constituinte. Até mesmo parlamentares do próprio PT, já adaptados às características do modelo institucional, rejeitaram a ideia.
A pressão foi tão grande que, depois do tiroteio, a presidenta recuou e deixou a Constituinte em banho maria. No entanto, movimentos populares, organizações sindicais, entidades estudantis viram uma porta entreaberta para ocupar a arena política e passaram a empunhar a bandeira da Constituinte.
“Sem enfrentar os limites constitucionais de nosso sistema político não teremos nenhuma mudança estrutural. Assim como a “Diretas Já” foi uma palavra de ordem que se tornou meta-síntese da luta contra a ditadura, a “Constituinte Já” pode ocupar o mesmo papel”, analisa o dirigente da Consulta Popular, Ricardo Gebrim.
Mais de 170 organizações fazem uma campanha por uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana para reformar o sistema político, a partir da construção de comitês populares em todo o país suprapartidários em todo o país.
“Os maiores partidos de esquerda, as principais centrais sindicais, pastorais e movimentos sociais estão participando, o que demonstra muita representatividade nas forças populares organizadas”, afirma Gebrim, que faz parte da coordenação da campanha.
Esses comitês realizarão um plebiscito popular, de caráter informal, na primeira semana de setembro, com uma única pergunta: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?”. Em seis meses de articulação, já aconteceram duas plenárias nacionais, foram realizadas reuniões em todos os estados e criados mais de 300 comitês, entre regionais, estaduais, municipais e locais da campanha.
“O plebiscito popular é uma importante ferramenta pedagógica, pois permite envolver milhares de ativistas. Ela possibilita construir a bandeira da Constituinte Exclusiva como uma meta síntese da insatisfação com o sistema político”, avalia Gebrim.
Quadro político
Mesmo com toda essa construção, de certa forma subterrânea, a proposta da Constituinte parecia hibernar diante dos protestos do “Não vai ter Copa”, da prioridade conferida pelos movimentos populares às pautas corporativas e da falta de iniciativa política do governo e do PT, frente à chantagem e ataques dos setores conservadores da base aliada e da oposição.
A derrota do governo e do PT nas articulações para impedir a instalação da CPI da Petrobrás, em um ano eleitoral, acendeu o sinal amarelo. Mais uma vez, a trama do sistema político se voltava contra eixos progressistas do governo, tendo como foco a Petrobras, que é o símbolo para os setores conservadores da política de fortalecimento do Estado e intervenção da economia. Além disso, as pesquisas de opinião negativas para o governo e o balão de ensaio do “Volta Lula” deixaram cicatrizes, por demonstrar as fragilidades da presidenta.
Diante dessas pressões, Dilma e o PT passaram a recolocar a bandeira da reforma política no centro do debate, dando maior unidade ao campo progressista e força à campanha pela Constituinte.
Em novo discurso em cadeia de rádio e televisão, na semana passada, Dilma retomou os pactos apresentados em junho e pediu a participação dos trabalhadores na discussão da reforma política. “Sem uma reforma política profunda, que modifique as práticas políticas no nosso país, não teremos condições de construir a sociedade do futuro que todos almejamos. Estou fazendo e farei tudo que estiver ao meu alcance para tornar isso uma realidade”, afirmou (veja aqui e leia aqui).
No Encontro Nacional do PT, uma votação sobre os pré-requisitos para as alianças nas eleições deste ano mostrou a força do Constituinte. Mais de 221 delegados do PT votaram para que o apoio à Constituinte Exclusiva fosse um fator determinante para as alianças. A proposta foi rejeitada por 286, mas demonstrou disposição de setores do partido de dar prioridade à Constituinte, mesmo sob o risco de romper a aliança com PMDB nas eleições.
“O engajamento do PT na campanha foi reafirmado no encontro e consta no texto-base que foi aprovado. O tema sacudiu o plenário e teremos um maior engajamento do conjunto do partido”, afirma o deputado federal Renato Simões (PT).
Perspectivas
A campanha vislumbra colocar a bandeira da Constituinte do sistema político como saída para resolver o conjunto das demandas da sociedade brasileira, especialmente se houver um quadro de explosão de protestos de massa no país. “O desafio principal é atingir a juventude não organizada que esteve fortemente presente nas manifestações de junho de 2013”, coloca Gebrim.
Para o escritor e historiador Lincoln Secco, professor do Departamento de História da Universidade de São Paulo, apenas uma Constituinte pode responder os anseios do movimento de rua de junho. “Só uma assembleia constituinte exclusiva poderia canalizar protestos tão difusos quanto os de junho. Havia uma pauta ampla e contraditória. Por isso, o problema central passou a ser a incapacidade do sistema político absorver e solucionar os conflitos que explodiram. 
De um lado, demandas de direita e de outro de esquerda, mas ambas fora das preocupações dos governos e dos partidos”, acredita.
No entanto, ele avalia como uma “incógnita” o estouro de novos protestos de massas neste ano. “Desta vez tanto a esquerda institucional que está no poder quanto os aparelhos repressivos que ela mal controla estão vacinados. Na segunda vez é sempre diferente. Felizmente, talvez não haja tempo do congresso promulgar a horrível lei antiterrorismo”, afirma.
Para Gebrim, existe um clima de insatisfação com a Copa pelos gastos considerados exagerados, que tem mexido com o imaginário popular, especialmente com a ação de uma parte da mídia. “Atos ocorrerão, terão grande visibilidade inclusive da mídia internacional. Se esses atos massificarão é algo que depende do acaso, por exemplo, de uma possível repressão, vítimas que despertem a solidariedade. Qualquer prognóstico sobre a dimensão dos atos, neste momento, é precipitada”, pontua.
Com o fortalecimento da proposta da Constituinte e o ensaio de uma reação política do governo e do PT, tendências da esquerda petista promovem um ato em defesa da convocação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana para o Sistema Político neste sábado em São Paulo.
“Chega desse Congresso balcão de negócios. O Supremo Tribunal Federal prova a cada dia que está a serviço das elites. Essas instituições não nos representam. No Plebiscito Popular de setembro, exigiremos uma Constituinte Exclusiva e Soberana que faça a reforma política, para abrir caminho às aspirações populares. Não há outro meio!”, diz o manifesto de convocação do ato, que reúne assinaturas de petistas e apoiadores que atuam como parlamentares, dirigentes de movimentos sociais, na universidade e militantes de base. Será que o PT está retomando a iniciativa política e se engajará nessa campanha?
Segundo Renato Simões, o partido tem uma estrutura organizativa grande e lenta, mas a campanha começa a entrar na pauta dos diretórios municipais e zonais, o que dará uma grande capilaridade aos comitẽs. “O plebiscito pela Constituinte é a única campanha com um eixo de massa que o PT pode se engajar”, afirma.
“A campanha pela Constituinte é um balão de ensaio necessário. Se der certo, a maioria do PT entra. Senão, fica restrito à esquerda petista. Foi exatamente assim na campanha do impeachment de 1992. Mas lá o PT era oposição e foi mais fácil radicalizar”, avalia Secco, que é filiado ao partido e autor do livro “A História do PT”.
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Correa: "CIDH persegue governos progressistas da América Latina"


Rafael Correa é o 41º presidente do Equador.

O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou na quinta-feira (8) que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) se converteu em um “instrumento de perseguição aos governos progressistas” da América Latina e Caribe, cumprindo ordens dos Estados Unidos, país que não assinou a Convenção, que que, paradoxalmente, exige seu cumprimento.
"A Comissão tornou-se um instrumento de perseguição de governos progressistas, é influenciado pelo capital por trás dos meios de comunicação e de toda a política anglo-saxã (estadunidense) que paga para controlar os demais", disse Correa.
Depois de assistir a cerimônia de posse do presidente costarriquenho, Luis Guillermo Solís, Corre apresentou uma balanço dos sete anos de Revolução Cidadã, em uma conferência celebrada na Universidade da Costa Rica.
“Os Estados unidos sequer ratificou a Convenção interamericana de Direitos humanos e, apesar disso, financia e abria a sede da CIDH em Washington”, reclamou o mandatário equatoriano.
Neste sentido, Correa qualificou a situação como “uma das maiores contradições e um dos mais graves defasagens do neocolonialismo na nossa América, o que muitos não se atrevem a dizer claramente”.
O presidente do Equador comentou ainda que está lutando para reverter essa situação, uma vez que o país figura entre os sete que subscreveram todos os instrumentos interamericanos de direitos humanos.
Recentemente, o governo equatoriano entrou em conflito com a CIDH, depois de rejeitas as medidas de proteção que a entidade concedeu a três opositores fugitivos.
“A CIDH ataca o Equador, mas guarda silêncio sobre assuntos que afetam os interesses dos Estados Unidos”, apontou Correa, que afirmou ainda que no país há “um verdadeiro Estado de Direito”, no qual “se perseguem delitos, não pessoas”, porque “todos somos iguais perante a lei, inclusive os meios de comunicação”.
A CIDH, com sede em Washington, e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, instalada em Costa Rica, são parte do Sistema Interamericano de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).
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BARBOSA NEGA PEDIDO DE TRABALHO EXTERNO A DIRCEU


Presidente do STF continua à perseguição de Joaquim Barbosa ao ex-ministro, preso em regime 
fechado há quase seis meses, embora condenado ao semiaberto

 Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, negou nesta sexta-feira 9 o pedido feito pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu de deixar o Presídio da Papuda (DF) durante o dia para trabalhar em escritório de advocacia em Brasília.
Barbosa entendeu que Dirceu não pode trabalhar fora do presídio por não ter cumprido um sexto da pena de sete anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto, definida na Ação Penal 470, o processo do mensalão.
O argumento do ministro é o mesmo usado ontem em decisão que revogou a autorização da Justiça de Minas Gerais ao benefício de trabalho externo ao ex-deputado federal Romeu Queiroz, condenado a seis anos e seis meses de prisão na AP 470.
Barbosa argumentou nesta quinta-feira 8 que condenados em regime semiaberto com pena abaixo de oito anos devem trabalhar internamente até completarem um sexto da pena, quando poderão sair durante o dia para trabalhar.
O entendimento sinalizou que o mesmo argumento poderia ser usado para avaliar as decisões que autorizaram outros condenados no processo a trabalhar fora do presídio, entre eles o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-deputado João Paulo Cunha.
"As decisões do juízo delegatário ora em exame afrontam a própria sistemática de execução da pena de forma progressiva, ao transformar o regime semiaberto, que é imposto para as infrações médias e graves, em regime aberto. O regime semiaberto, repita-se, deve ser cumprido em colônia agrícola, industrial ou similar onde o trabalho interno coletivo no estabelecimento é da essência do próprio regime", disse Barbosa em sua decisão.
Na última quarta-feira 7, o advogado de José Dirceu, José Luiz Oliveira Lima, divulgou uma nota criticando a demora e as diversas protelações judiciais em analisar o pedido de trabalho de seu cliente. "Não há como negar que o tratamento que se dá ao ex-ministro José Dirceu é de exceção ao que manda a Constituição e a Lei de Execuções Penais", protestou. Leia a íntegra:
Em mais de 25 anos de vida profissional, nunca vi uma decisão da Suprema Tribunal Federal ser visivelmente protelada com o claro intuito de manter preso, em condições de regime fechado, um réu condenado ao semiaberto.
A nova evidência do tratamento diferenciado que se impõe ao ex-ministro José Dirceu é o recente pedido encaminhado pelo ministro Joaquim Barbosa ao procurador-geral da República para que ele se pronuncie sobre mais um absurdo jurídico do Ministério Público do Distrito Federal.
Acusada de pedir ilegalmente a violação do sigilo telefônico do Palácio do Planalto, a promotora Márcia Milhomens apresentou um frágil argumento de que uma denúncia anônima informal teria motivado o seu pedido. Justificativa sem qualquer fundamento legal, mas que está servindo para manter Dirceu longe de seus direitos.
O procurador-geral Rodrigo Janot já se pronunciou por duas vezes sobre o caso. Há quase um mês, ele se manifestou favorável ao pedido de trabalho externo para Dirceu, concluindo que nunca houve qualquer telefonema de Dirceu de dentro do presídio e encerrando um factóide que se arrasta desde janeiro em cima apenas de notas de jornais. 
Dias depois, em nova manifestação, ele negou categoricamente o pedido do Ministério Público do Distrito Federal de quebra indiscriminada de sigilos telefônicos das áreas da Papuda e do Palácio do Planalto.
Não há como negar que o tratamento que se dá ao ex-ministro José Dirceu é de exceção ao que manda a Constituição e a Lei de Execuções Penais. Não há como negar que estamos diante de uma série de medidas protelatórias que o mantêm preso à margem da legalidade e que colocam em xeque o respeito a direitos humanos consagrados internacionalmente.
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"O Brasil não vai explodir em 2015. Vai Bombar!", diz Dilma a jornalistas no Alvorada



A jornalista "do PIG" que jantou com Dilma e contou a verdade.

Na noite de terça-feira (6), a presidenta Dilma Rousseff jantou no Palácio da Alvorada com um 
grupo de jornalistas mulheres. Uma jornalista presente no jantar oferecido pela presidenta Dilma a 
jornalistas mulheres no Palácio do Alvorada, na terça-feira (6), fez uma boa narrativa do que foi 
falado com Dilma. É Denise Rothenburg dos Diários Associados (que edita os jornais Correio 
Brasiliense e Estado de Minas), Eis seu relato:

"O Brasil não vai explodir em 2015. Vai Bombar!", diz Dilma a jornalistas no Alvorada

De CPI da Petrobras, “não temo nada”, a inflação “está sob controle, mas não está tudo bem”, e cenários otimistas de “o Brasil vai bombar em 2015”, a presidente Dilma Rousseff falou de tudo um pouco ontem à noite, quando reuniu dez jornalistas mulheres para jantar no Palácio da Alvorada, no qual fui como convidada representando os Diários Associados.
Foram pelo menos quatro horas de conversa com direito a um tour por todo o andar térreo do Palácio e uma visita à capela, parada que Dilma incluiu no roteiro para mostrar a restauração. “Eu gosto da capela. Antes da reforma, tinha cheiro de mofo. Não dava para ficar”, comentou a presidente, devota de Nossa Senhora, a única imagem no interior da capela.
Ainda dentro da capela, alguém solta: “É bom estar com a capela restaurada nesse momento difícil, presidente?” Eis que Dilma, já caminhando para voltar ao Palácio, em meio a perguntas complementares sobre como se sentia em relação a essa baixa nas pesquisas, responde: “Saiba você que a única pessoa que te derrota é você mesma. Em qualquer circunstância. Eu não me deixo abater”, afirma.
Feitas as fotos na sala de reuniões ao lado da Biblioteca __ muitos selfies e conversas a respeito de amenidades, maquiagens, perfumes e tinturas de cabelo __, o cerimonial avisa que o jantar estava servido. Entre as colegas, a preocupação, “pronto, agora vamos comer e ela vai nos mandar embora sem notícia”. Que nada. A noite estava apenas começando.
Na sala de banquetes, com todos à mesa __ além das jornalistas estavam ainda a senadora Gleisi Hoffmann (ex-ministra da Casa Civil) e o ministro da Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, Thomas Trauman __ alguém saca o caderninho de anotações e os temas polêmicos se sucedem. Dilma só se recusa a falar de campanha: “Estou na fase pré-candidata e falar sobre campanha agora é crime eleitoral”, e de troca de ministro: “ (Alexandre) Tombini (presidente do Banco Central) na Fazenda?”, quis saber uma das convidadas. “Não cogito nada”, disse. Ela, no entanto, ao longo da conversa, deixou exposta uma divergência com o ministro Guido Mantega que esta semana mencionou a perspectiva de aumento de imposto: “Não terá aumento de imposto”, afirmou. “Não sei em que contexto ele falou sobre isso”.
A CPI e a “tolice meridiana”
Os demais temas espinhosos são respondidos de forma firme, inclusive a CPI da Petrobras. “Não temo nada de CPI. Não devo nada. Não tenho temor nenhum. O governo é de absoluta transparência. Não tenho dúvida de que tem um componente político nessa CPI”, disse ela, que considerou normal a troca que fez de Sérgio Gabrielli por Graça Foster no comando da empresa. “Troquei até ministro, não é loura?”, comentou, virando-se para Gleisi. Diante das insistentes pergunta sobre se CPI atingiria Lula ou ela, Dilma não titubeia: “Sou eu, é? Então, o Gabrieli era do governo Lula e eu não? Eu sou governo Lula. Eu representava o controlador”, diz ela, referindo-se ao período em que se decidiu pela compra da refinaria de Pasadena.
A presidente deixa exposta, entretanto sua divergência em relação ao ex-diretor Nestor Cerveró, um dos responsáveis pela compra de Pasadena e chama de “tolice meridiana”, dizer que as cláusulas Put Option (a chamada cláusula de saída) são padrões, como mencionou Cerveró: “A Put Option é como se fosse um casamento. Cada um tem o seu, alguns tem clausulas de saída do casamento, outros não e nem todos são iguais”, explica. “Até onde eu sei não houve má fé, pode ter havido um equívoco”, diz ela, concluindo que fria tudo de novo, em relação à nota que soltou reclamando da ausência dessas cláusula no resumo técnico sobre Pasadena.
A inflação e o “também quero fazer política”
Em todas as áreas possíveis, a presidente compara seu governo com o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e rebate as críticas feitas pelo tucano Aécio Neves e também pelo socialista, Eduardo Campos. NO quesito inflação, ela foi direta: “Está sob controle, mas não está tudo bem. O efeito inflação não explica o mal estar. Tem uma coisa que explica o mau-humor: a taxa de crescimento de bens e de serviços”, afirma. “NO setor de serviços, não tenho condição de, ao fazer o investimento, resultar em benefício imediato. Quem me critica esqueceu, mas o estoque de serviços (a executar) é um acúmulo do passado”, diz ela, afirmando categoricamente que o governo FHC investiu R$ 1 bilhão em saneamento, enquanto o governo dela aplicou R$ 37,8 bilhões, “e é pouco para o déficit, teria que triplicar para zerar”. “Não estou comparando com FHC para fazer política, mas quero fazer política também”, diz a presidente.
Se os dados de saneamento servem para alfinetar os tucanos, a perspectiva de desemprego para a meta de inflação de 3%, prevista por Eduardo Campos, do PSB, é repisada em comparação com a economia dos Estados Unidos: “Lá, o crescimento foi de 0,025%. NO ano, 0,1%. Se alguém perguntar, dirão que foi de franca recuperação. Ninguém dirá que é o caos e que o mundo caiu. Aqui, n Brasil, se isso acontecer, o céu estará caindo sobre minha cabeça”, comenta, emendando com uma crítica direta à proposta de Campos, de 3% de inflação. “Sabe o que isso significa? Desemprego de 8,2%. Quero ver manter o investimento público em logística. Não segura fazer isso
São Paulo e a “má fé”
A seca que provoca o desabastecimento de água em regiões da Grande São Paulo também não ficou de fora, quando o assunto da conversa vira para a energia elétrica. “A seca este ano é 100 vezes pior do que foi em 2001. E água e energia, só segura se investir. (No caso da água) Não sei quanto São Paulo investiu. Não temos nada a ver com a operação dele (Geraldo Alckmin). A água é tratada pelos estados. Qualquer tentativa de repartir (essa crise d) a água com governo federal é má fé”.
Base aliada e tempestade perfeita
Pouco se falou dos partidos aliados ao governo, mas a presidente deixou claro que não dispensará o contato com eles, a partir de 2015, caso receba mais quatro anos de mandato. “Vocês acreditam que alguém, só por não ser mais candidato à reeleição, pode prescindir das instituições?”, diz, respondendo ainda àqueles que mencionam um conjunto de fatores (tempestade perfeita) que pode agravar os problemas econômicos do Brasil no ano que vem. “Passei seis meses esperando a tempestade perfeita. Ela não veio. Agora, vocês me perguntam se o Brasil vai explodir em 2015. Vocês acreditam em história da Carochinha? Temos uma indústria diversificada, um agronegócio forte, estabilidade”
Ação da oposição contra o pronunciamento do 1º de maio e “meiguíssima”
" O Bolsa Família vão falar que é eleitoreiro, mas melhoramos em vários anos e não íamos deixar de melhorar. O Bolsa Família é visto como eleitoreiro. Quem não tem compromisso com os mais pobres acha uma besteira colocar dinheiro no Bolsa Família. A troco de quê não vou reiterar meus compromissos com aqueles que são a base do governo? Não é possível que eu não possa defender o que eu penso. }A oposição pode falar o que quiser e eu não posso?”, diz. A senhora acha que foi agressiva no pronunciamento?", pergunta alguém. Eis que ela responde: "Meiguíssima!"
Vaias : “Quem falar que gosta de vaia está mentindo, mas isso não vai me impedir de trabalhar”.
Eduardo ou Aécio num segundo turno? “Sem preferências, querida!”
Oposição no PT, o chamado fogo amigo e o “volta Lula”:
“Acho que o PT tem mais vantagens, tem seus méritos e características positivas. Se tem um partido que conviveu com a disputa interna é o PT. E vai conviver pelo resto da vida. (Quanto ao Lula), quem viveu junto, intensamente, todas as horas e dificuldades, tem uma relação política e pessoal que não é passível de ruptura”. Quanto ao ex-presidente e o movimento para fazer ele candidato: “Nunca falamos sobre isso. Respeito muito o Lula. Tenho certeza (do apoio) dele. Ele está acima dessas questões.Tenho certeza de que o Lula me apóia nesse exato instante”.
Imprensa e o “couro de jacaré”
Lá para o final da conversa, em meio às amenidades, a presidente mencionou, respondendo a uma pergunta, que a “a imprensa brasileira é bastante oposicionista” atualmente. “A gente vai ficando um couro grosso de jacaré ou de tartaruga”, afirmou.
A Copa, os holligans, Neymar e a greve da PF
A menos de 40 dias do mundial, obviamente, o tema não ficaria de fora. A presidente contou que seu governo e a Fifa preparam duas ações relativas à segurança e ao combate o racismo. Em relação à segurança, a ordem é evitar o embarque de torcedores violentos para o Brasil. Aqueles que conseguirem, entretanto, escapar a esse filtro, podem ser barrados na entrada. A outra iniciativa, essa e fácil execução,são as falas antirrascistas em todo os jogos da Copa. “E quem senhora escalaria. Presidente? “Neymar. Ele é uma unanimidade. Também gosto do Daniel Alves. Ele respondeu bem”, diz ela. O técnico Felipe Scolari, o FElipão, também é elogiado como alguém que tem ”liderança, caratê e dignidade. É uma pessoa especial”.
Quanto à perspectiva de greve da Policia Federal, a presidente foi direta: “Nunca soube disso. A PF se comportou muito bem na Rio + 20” . Ela também mencionou as manifestações:. Se quiser fazer manifestação é legítimo,mas não vamos permitir que haja qualquer interferência sobre a Copa".

“Sou financiado sim pela mineração”, admite relator de marco regulatório


Em dezembro de 2013, durante reunião de comissão, deputado federal Leonardo Quintão 
(PMDB-MG) afirmou que defende os interesses do setor e o parlamentar é acusado por 
entidades civis por quebra de decoro. Para jurista, “ele deve ser impedido de exercer tal função”

Por Igor Carvalho (Forum)

O relator do Marco Regulatório da Mineração, o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG), afirmou, em dezembro de 2013, que é financiado pelo setor mineral e que o defende. “Quero dizer a todos os representantes e ambientalistas que eu sou parlamentar, sou financiado sim pela mineração, legalmente”, afirmou. A fala do deputado foi dita em uma audiência pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados (veja o vídeo no final da matéria).
O parlamentar é acusado pelo Comitê Nacional em Defesa dos Territórios, grupo formado por diversas entidades civis, por quebra de decoro, uma vez que o deputado é relator de um projeto que é de interesse direto de empresas que financiaram sua campanha. “Alguns ambientalistas já falaram: ‘Ah, você não pode ser relator porque você é financiado pela mineração’. De forma alguma, a legislação brasileira respeita o financiamento de campanha”, afirma Quintão.
Porém, para o jurista Dalmo Dallari, há um equívoco na defesa do parlamentar. “O dispositivo é muito claro e esse caso se enquadra perfeitamente no que diz o código. Dessa forma, ele deve ser impedido de exercer tal função”, afirma o professor aposentado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
O dispositivo citado por Dallari é o inciso VIII do Artigo 5 do Código de Ética e Decoro Parlamentar, que define como quebra de decoro o ato de “relatar matéria submetida à apreciação da Câmara dos Deputados, de interesse específico de pessoa física ou jurídica que tenha contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral.”
Ainda durante sua fala, na audiência pública, Quintão reforçou seu compromisso com os empresários da mineração. “Eu não tenho nenhuma vergonha de dentro da lei brasileira ser financiado por mineradoras… Eu defendo sim o setor mineral, respeitando as leis brasileiras”, finaliza o parlamentar.



Depois do banheiro de R$ 90 mil, Joaquim Barbosa pede ressarcimento de R$ 25 de conta de luz



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, pediu na semana passada
ressarcimento de singelos R$ 25,31 ao tribunal.
Segundo uma nota da colunista do IG, o valor se refere ao pagamento que ele fez de uma conta de luz
da residência oficial da Presidência da Corte.
Barbosa reside no local desde julho do ano passado.
Antes de ele se mudar, porém, o STF gastou aproximadamente R$ 90 mil para reforma do banheiro da
residência oficial com “materiais de primeira qualidade”.Isso, depois de criticar gastos supostamente
desnecessários do Poder Judiciário.
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DILMA APELA: VOLTA, FHC, VOLTA !

Dirceu é “vítima de tortura moral contínua”


Desta vez, a acusação, feita pela Folha de S. Paulo, é de que sua filha, Joana Saragoça, teria 
"furado a fila" da Papuda para visitar o pai; governo do Distrito Federal informou que ela 
participaria de investigação sobre possível greve de fome que seria feita pelo ex-ministro; Dirceu 
está há quase seis meses em regime fechado, embora tenha sido condenado ao semiaberto pelo 
STF; seu pedido de trabalho externo é o único que ainda não foi avaliado.


A decisão do Ministro Joaquim Barbosa, revogando a autorização de que Romeu Queiroz, um dos condenados da Ação Penal 470, tem um significado evidente.
O de que Joaquim Barbosa só concordará com o regime semi-aberto para José Dirceu, não quando este for adequado à razoabilidade, mas obrigatório pela legislação.
Em outras palavras, apenas quando não puder mais deixá-lo encarcerado 24 horas por dia.
Recorda-se você daquela discussão em torno dos embargos infringentes, onde estaria em jogo o direito de os condenados cumprirem a pena em regime semi-aberto, por esta somar menos de oito anos?
Era coisa para “tolinhos”…
O Dr. Barbosa, reduzindo o papel de Ministro do Supremo Tribunal Federal ao de “juiz de porta de cadeia”, à medida que se transforma, de fato, em fiscal da execução penal, decidiu que o regime semiaberto somente pode ser autorizado a trabalhar fora da cadeia se tiver cumprido pelo menos um sexto da pena.
Algo tão claro e límpido que, em oito meses, ninguém o disse.
Será que os juízes de execução não sabiam disso? Será que são ignorantes da lei e cometeram uma transgressão à norma que a mente luminosa de Joaquim domina e aos demais é obscura.
Como é que admitiram que os condenados fossem trabalhar externamente?
Ora, porque diz a lei que o regime semi-aberto admite o trabalho externo, salvo se houver ressalvas de periculosidade.
E ninguém, em sã consciência, dirá que Dirceu ofereça risco à sociedade cuidando de uma biblioteca, com uma legião de repórteres vendo que horas entra e a que horas sai, com quem fala e a vigiar-lhe cada passo.
O que acontece, necessariamente, com um sexto da pena cumprida, exceto se houver perigo ou transgressões disciplinares, é a progressão de regime. Sendo o regime inicial semi-aberto, com um sexto da pena passará ao aberto.
Mas não é assim que pensa o Presidente do Supremo, que já havia dito que a dosimetria da pena tinha visado evitar que Dirceu ficasse em regime semi-aberto.
O Dr. Joaquim Barbosa opera o Direito com fígado, bile, e ódio.
O jurista Celso Bandeira de Mello já havia advertido que o presidente do Supremo “é um homem mau”.
E que manobra decisões e prazos com requintes de sadismo, para, depois de meses, anunciar um entendimento da lei originalíssimo, segundo o qual nenhum preso, fosse qual fosse a ocupação, poderia ter trabalho externo no regime semi-aberto.
Luís XIV, o do “l’État c’est moi”, não faria melhor.
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Na Venezuela, forças de segurança desmontam acampamentos e prendem 243


Manifestantes opositores permanecem na Praça Bolívar de Chacao, horas após operação de 
limpeza das forças de segurança. Ministro disse que dos acampamentos estavam saindo os 
"grupos mais violentos para cometer atos terroristas".

Quatro acampamentos de manifestantes, um deles armado desde março, foram desmantelados na madrugada desta quinta-feira (08/05), em Caracas. Além disso, 243 pessoas foram detidas, segundo o ministro do Interior, Miguel Rodríguez Torres, que informou terem participado da ação membros da GNB (Guarda Nacional Bolivariana), da PNB (Polícia Nacional Bolivariana) e da Guarda do Povo.
Desde o final de fevereiro, a Venezuela vem enfrentando uma onda de manifestações opositoras.
Logo após a eclosão dos protestos, diversos episódios de violência foram registrados no país, com manifestantes usando barricadas em ruas e avenidas das principais cidades. Quarenta e uma pessoas foram mortas em casos relacionados ao atual momento de instabilidade.
Rodríguez Torres disse que havia evidências de que dos acampamentos estavam saindo os “grupos mais violentos para cometer atos terroristas, incendiar as cabines do metrô, incendiar veículos da polícia, enfrentar as forças de segurança com coquetéis molotov e armas”. De acordo com ele, drogas, armas, explosivos, morteiros e até granadas de gás lacrimogêneo foram confiscados. Os detidos foram transladados a uma unidade policial e passarão por entrevistas para identificação dos que devem ser apresentados à justiça.
O prefeito de Chacao – município onde ficavam as barracas –, Ramón Muchacho, afirmou que a operação não foi notificada pelo governo venezuelano.
Ainda segundo o ministro, os acampados “saíam para cometer atos violentos e depois se camuflavam nesses acampamentos dizendo que era um protesto pacífico”, ressaltando que objetos confiscados eram utilizados para confronto com as forças de segurança. Durante a manhã, o ministro expôs os objetos confiscados, entre os quais também havia dinheiro, máscaras e objetos cortantes.
No maior dos acampamentos, montado desde março na Avenida Francisco de Miranda, diante da sede do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), os manifestantes mantinham uma exposição com objetivos utilizados pelas forças de segurança para reprimir os protestos, como carcaças de bombas de gás lacrimogêneo, e restos de balas de plástico.
Na última segunda-feira (05/05), a fiscal do Ministério Público do país, Luisa Ortega Díaz, informou que o número de feridos chegava a 785 – 275 funcionários públicos e 510 civis.
De acordo com Díaz, até a última segunda-feira, 197 pessoas estavam detida e mais de duas mil armas, objetos incendiários e explosivos haviam sido confiscados.

Assista "Aula Pública Opera Mundi" sobre a Venezuela:

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Berlusconi começa a cumprir pena por fraude fiscal em centro para idosos


Berlusconi chega ao centro da Fundação Sagrada Família de Milão, asilo onde cumpre sua pena 
de um ano por fraude fiscal.

O ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi compareceu nesta sexta-feira (09/05) --
aparentemente bem-humorado -- em seu primeiro dia de trabalho social no centro da
Fundação Sagrada Família de Milão, asilo onde cumpre sua pena de um ano por cometer fraude fiscal.
Berlusconi chegou pela manhã e terminou a jornada às 13h54 local (8h54, em Brasília), cumprindo o
mínimo de quatro horas por dia imposto pela Justiça.
Um sindicalista fantasiado de palhaço, que conseguiu entrar no instituto apesar do grande dispositivo
de segurança, o recebeu aos gritos de “Berlusconi na prisão”. De acordo com o jornal italiano “La
Stampa”, funcionários do centro participaram de várias reuniões com a coordenação do instituto e
foram orientados a não tirar fotos do ex-premier.


Após sair do centro acompanhado por um responsável do local, o magnata cumprimentou os jornalistas reunidos enquanto se dirigia ao carro, mas não fez nenhuma declaração. A sentença o obriga a realizar estes trabalhos sociais "pelo menos um dia por semana e pelo menos quatro horas".
O ex-chefe do governo e fundador do partido conservador Forza Itália foi autorizado em 15 de abril a cumprir com trabalhos sociais o ano de prisão ao qual foi condenado e que a lei o exime de cumprir por sua idade. Berlusconi tem 77 anos. O dono da Mediaset deverá cuidar de idosos e incapacitados do centro em questão, uma instituição que dá assistência a mais de 2 mil pessoas.
A Fundação se encontra na cidade de Cesano Boscone, na província de Milão, muito perto de Arcore, onde Berlusconi tem uma casa. A decisão do Tribunal de Milão permite ao empresário e político italiano sair da região da Lombardia (norte do país), onde tem sua residência, só para comparecer a seu domicílio de Roma de terça-feira a quinta-feira e sempre que retorne a Milão às 23h da mesma quinta-feira.
Enquanto estiver em Roma, Berlusconi não poderá sair de seu domicílio das 23h até as 6h.
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DATAFALHA É A MESMA PESQUISA. DILMA LEVA NO 1º TURNO !



O Datafalha repete a mesma pesquisa toda semana para dizer o mesmo: a Dilma leva no primeiro turno.
Margem de erro pra cá, margem de erro pra lá, branco, nulos à moda da casa, e ajuste de amostra – é sempre a mesma pesquisa: dois Datafalha, um Globope e um Sensus, o ponto fora da curva, pois, ao trabalhar para o PSDB, acusou uma forte aceleração do Arrocho, depois que esteve nos eventos do João Dória…
Dessa vez, nesta sexta-feira, o Datafalha diz que a Dilma tem 37% – não trata de “espontâneos” – e a soma do Arrocho Neves com o Dudu 3% tem 31%.
Margem de erro pra lá, margem de erro para cá, o que está certo é o DataCaf, em que Arrocho leva no primeiro turno! 

Em tempo: a Big House consegue provisoriamente realizar o sonho da “democracia direta”, ou “platônica: só o Otavinho e o J.A.Montebianco votam.
Além, é claro, dos economistas da bancos e a S&P’s.
E o jornal nacional do Gilberto Freire com “i” reverbera nos seus 24 pontos de audiência.
Já, já, ele chega à casa dos 10 pontos.
Porém, com a mesma eficácia: a imprensa escrita produz o Datafalha, o jn lhe dá dimensões apoteóticas, e o Congresso se lambuza com a notícia do jn.
A Imprensa escrita tem cada vez menos leitores, o jn cada menos espectadores e o Congresso cada vez menos representatividade.
Mas, nessa cadeia de elos crescentemente frágeis, o objetivo se atinge, porque visa chegar a poucos: aos agentes do Golpe !

Paulo Henrique Amorim
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CELPA: MP pede destituição de Mauro Santos



O promotor de Justiça de Tutela das Fundações e Entidades de Interesse Social, Falência, Judicial e Extrajudicial, Sávio Rui Brabo de Araújo, requereu ontem perante a 13ª Vara Cível de Belém a destituição do administrador judicial da Celpa, Mauro César Lisboa Santos, além da indisponibilidade de seus bens, em caráter liminar, como medida cautelar incidental.
O Ministério Público afirma que busca "uma situação jurídica que possibilite estabelecer os princípios da boa fé, da transparência e da probidade flagrantemente violados" por Mauro Santos.
Sávio Brabo tem como base o art. 31 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que prevê que “qualquer interessado ou quaisquer membros do Comitê de Credores” tem legitimidade para requerer a destituição do administrador judicial quando a sua conduta resultar em desobediência aos preceitos da LRF; descumprimento de deveres, omissão, negligência; ou prática de ato lesivo às atividades do devedor ou a terceiros.
Leiam aqui na íntegra o requerimento da Promotoria.
Mauro Santos é tido como tubarão que nada em qualquer água, doce ou salgada e na piscina também se for preciso. Mas o MP está de olho nele. Recentemente, foi pivô de escândalo ao receber R$20 milhões a título de honorários como advogado do caso Celpa, mesmo sendo administrador judicial, pelo que é remunerado com "míseros" R$60 mil mensais.
Por conta disso o procurador de Justiça Nelson Medrado ajuizou a ação rescisória nº 2014.3.006797-1, a fim de rescindir o Acórdão nº 127.090, de 25.11.2013, da 1ª Câmara Cível Isolada, que deu provimento ao Agravo de Instrumento nº 20133022800-3. Pela Reclamação Disciplinar nº 0000138-06.2014.2.00.0000, a Corregedoria Nacional de Justiça, do CNJ, apura eventual infração de dever funcional quanto à prolação da decisão judicial. 
Detalhe: Mauro Santos recebeu o dinheiro através da pessoa jurídica Santos & Santos Advogados Associados S/S, da qual é sócio majoritário. O que remete a uma economia substancial no imposto de renda.
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A "REPUBLICA" DE SIMÃO JATENE


Orly, Brasiliense e Jatene: relação nada republicana.

BASTIDORES DO PODER: A relação nada republicana entre o Governo do Pará, o jornalista 
Ronaldo Brasiliense, o marqueteiro do governo e o jornal O Liberal. Governo do Pará paga grana 
preta à figurão da imprensa para atacar adversários políticos. Jornalista Ronaldo Brasiliense, 
colunista do jornal O Liberal, pede benção a marqueteiro do governo antes de publicar matérias 
contra políticos da oposição.


Um governo sério e ético deve manter uma relação republicana com a imprensa, mantendo distância principalmente da imprensa marrom, aquela que se transforma em pena de aluguel a serviço dos poderosos. Um jornalista sério e ético deveria manter um distanciamento do governo e do poder, e nunca se transformar num serviçal do poder. No Pará, as coisas não funcionam assim. 
O governo do Tucano Simão Jatene repassa gordas quantias para o jornalista Ronaldo Brasiliense atacar - num panfleto denominado O Paraense – políticos da oposição. 
O mesmo jornalista mantém uma intensa, próxima e cúmplice relação com o marqueteiro do governo, o publicitário Orly Bezerra, chegando a submeter ao crivo do publicitário matérias antes mesmo de sua publicação, no jornal O Liberal.
Este enredo nada republicano e que tem tudo para se tornar alvo de investigação do Ministério Público foi revelado a partir de documentos que uma fonte do site VioNorte teve acesso. A fonte, que pediu anonimato, mas se prontificou a ir à Justiça confirmar a forma como acessou as informações, teve acesso às revelações graças a um descuido. 
De passagem pela cidade de Santarém, o jornalista Ronaldo Brasiliense fez uso dos serviços de uma lanhouse, mas não fechou seu e-mail antes de sair do local, deixando o aberto. A nossa fonte foi a pessoa seguinte a usar o computador e, ao perceber que o e-mail estava aberto e que havia um conteúdo explosivo, fez cópias de mensagens reveladoras.
O jornalista Ronaldo Brasiliense é um figurão da imprensa paraense. Recebeu várias premiações, algumas nacionais, e trabalhou em veículos com repercussão nacional. Hoje, é colunista do jornal O Liberal, onde responde pela coluna Por Dentro, publicada aos domingos. 
A ênfase com que Brasiliense defende o governo do tucano Simão Jatene e ataca os adversários políticos do governador já é conhecida, mas o jornalista usava uma suposta áurea de sério e ético para vender a mensagem de que era, na verdade, um defensor da ética na política. Suas vítimas seriam todos políticos malfeitores. Mas a verdade é bem diferente. Brasiliense é remunerado – e muito bem – para defender o governo e atacar seus adversários.
Ele mantém um panfleto político intitulado O Paraense, que sempre aparece em épocas de eleições. Seu “jornal”, que cantas as glórias do governo tucano e sataniza políticos da oposição, é na verdade um instrumento político-eleitoral bancado com dinheiro público. Isso mesmo. Você, leitor, que paga impostos, é quem banca o jornalzinho a serviço dos interesses do tucanato paraense. Isso fica muito claro num documento denominado Pedido de Inserção (PI), enviado pela agência de Orly, a Griffo, para o e-mail de Brasiliense.


PI da Griffo para Brasiliense: Grana preta para falar mal da oposição

O PI autoriza a publicação de duas propagandas do governo na última edição de O Paraense, que foi distribuída no final do mês de abril. A capa do jornal traz uma entrevista requentada para atacar o senador Jader Barbalho, cujo filho, Helder, disputará o governo do Estado com o tucano Simão Jatene. Valor do pagamento: R$ 35.0000,00. Uma quantia absurda considerando a circulação do jornal, que além de irregular é irrisória. 
O jornalzinho de Brasiliense é quinzenal, sendo que em todas as edições constam os “anúncios” do governo, sugerindo o pagamento de R$ 70.000,00 mensal ao jornalista. Se o pagamento for mantido, em um ano são quase um milhão de reais, dinheiro público que está sendo usado pelo governo, através de supostos anúncios, para atacar adversários políticos.
É um escárnio. Um escândalo num Estado onde o governo alega não ter dinheiro para manter os serviços mais básicos. Onde as estradas estão acabando, as pontes caindo, a segurança pública um caos e onde pessoas morrem nos corredores de hospitais sem atendimento médico. Quantas vidas seriam salvas com o dinheiro usado para a politicagem rasteira, repassado à sub-imprensa?
AS BENÇÃOS DO MARQUETEIRO
O jornalista Ronaldo Brasiliense parece mesmo ter deixado seu passado de glórias de lado para se tornar um mero serviçal do governo tucano. Esta relação fica clara nos e-mails trocados entre ele e o marqueteiro do governo, o poderoso Orly Bezerra, dono da agência Griffo. Orly controla praticamente todo o orçamento publicitário do governo, é amigo pessoal e um dos principais conselheiros do governador Simão Jatene.
Brasiliense chega a submeter ao crivo do marqueteiro as notas, matérias, entrevistas e conteúdos publicados tanto no seu O Paraense quanto na sua coluna dominical Por Dentro, publicada pelo jornal O Liberal, das Organizações Rômulo Maiorana (ORM). Trata-se de um escândalo de ordem moral, pois um jornalista jamais deve submeter sua produção ao crivo de terceiros a não ser ao seu editor. Muito menos trocar figurinhas com o marqueteiro-mor do governo, o que revela como é grande a imoralidade e a fedentina nos bastidores do poder no Pará.
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MONTE ALEGRE: Sérgio Monteiro denuncia traição de Vice-Prefeito


Sérgio Monteiro afirma que Zé Costa queria alugar seu veículo para a Prefeitura

Saiu no Impacto

Em carta enviada à redação de “O Impacto”, o prefeito afastado de Monte Alegre, Raimundo Sérgio de Souza Monteiro, revelou a tática da armação que fizeram para lhe tirar do governo. Ele acusa o Vice-Prefeito, José da Costa Alves, o “Zé Costa”, de ser o mentor da trama que lhe afastou da frente da Prefeitura de Monte Alegre. Sérgio Monteiro disse, ainda, que a Câmara Municipal de Monte Alegre até agora não reuniu quorum para votar a ata da sessão que deu origem ao seu afastamento do cargo. Ele alegou que está sendo vítima de perseguição política em Monte Alegre. Veja a carta na íntegra:

“VERDADEIRA FACE DO VICE-PREFEITO ZÉ COSTA”

“Ao tomar conhecimento, via mensagem em meu celular, de uma notícia dando conta de que o Vice-Prefeito, José da Costa Alves (Zé Costa), havia repassado a reportagem de um jornal de Monte Alegre, uma farta documentação noticiando possíveis irregularidades administrativas e financeiras na gestão de 2013. Eu que nesta data inicio uma viagem para Brasília (DF), me manifesto alegando que não defendo, nem nunca defenderei desvios de condutas de gestores municipais, nem ilicitude com o erário público, sou a favor de que quem errou pague perante a lei.
Afirmo isto porque tenho como parâmetro para minha vida e oficio de gestor municipal de Monte Alegre. Embora não concorde, mas tenho conhecimento que meu afastamento pela Câmara Municipal, foi porque 10 (dez) vereadores da oposição entenderam que deveriam ser apuradas possíveis irregularidades na obra em andamento da Escola Doutora Gama Malcher.
No entanto, passados mais de 10 dias, do aludido afastamento, sequer a Câmara reuniu quorum para votar a ata da sessão que deu origem a esse ato, demonstrando assim que o afastamento teve conotação meramente política e não para apurar possíveis irregularidades. 
Observa-se o prazer que se tem e o circo que se monta quando o Vice-Prefeito, fugindo de todos os princípios da administração pública expõe documentos, que sequer se sabe ele, ser verdadeiro, para denegrir a imagem de um homem que ainda nem teve a oportunidade de se defender, como é o meu caso.
Não faz parte dos meus princípios tornar público atos que considero inidôneos de meus semelhantes, mas diante dos ataques injustos que venho sendo vítima, decidi levar ao conhecimento público ao povo de Monte Alegre, que o Vice-Prefeito nutre sentimento odioso pela minha pessoa, dado ao fato de eu ter impedido que “Zé Costa” colocasse seu próprio veículo na Locadora Nominal, para servir a ele mesmo, locado para a Prefeitura no valor de mais de R$ 7.000,00 (sete mil reais). Valor este que segundo a Locadora seria repassado a Zé Costa para trabalhar em Santarém no CEFBAM, sem qualquer formalização de atos dessa entidade com o município. 
O exonerei do cargo da Secretaria Municipal de Obras, pelo fato dele ter assinado licença para execução de obras a uma empresa madeireira para explorar madeira de forma irregular, numa área rural em Serra Azul, sem qualquer parecer técnico do órgão ambiental municipal, dentre outros atos que oportunamente a população montealegrense saberá.
Dito isto, vê-se claramente que Zé Costa não possui envergadura moral para posar na imprensa como o defensor da moralidade, da honestidade e de homem público sem mácula. A população de Monte Alegre sabe o estado em que a Prefeitura do nosso município foi encontrada. As obras inacabadas são heranças malditas infelizmente herdadas dos governos passados. 
O caso administrativo já estava instalado, e para mantermos funcionando alguns atendimentos essenciais, tivemos que fazer muitos ajustes e até transferências de recursos, contudo, já estamos fazendo todos os ajustes com o fito de prestar contas de nossa gestão.
Entendo que os opositores, juntamente com o Vice-Prefeito, formaram um conluio para fazer terrorismo, ao invés de buscar soluções estas que foram interrompidas abruptamente quando do nosso afastamento, e diante dos atos impensados que estão sendo tomados pelo Vice-Prefeito e sua equipe, ressalta-se, composta dos velhos conhecidos do povo de Monte Alegre, são as mesmas pessoas que contribuíram para o endividamento do município. 
Será com grande dificuldade que se retomaremos as ações para resolvermos os problemas dos anos anteriores, inclusive, do IPMMA, diga-se, que a dívida não é apenas da minha gestão, e sim, já existia uma alta dívida da gestão anterior, agravando-se com a forma como era o modelo de gestão, onde o instituto não evoluía financeiramente, e assim, com gigantesco esforço recolocaremos Monte Alegre no trilho do desenvolvimento com cidadania e participação popular.
Por fim, defendo a minha dignidade e meu compromisso com a população de Monte Alegre, eu Dr. Sérgio Monteiro, me coloco a inteira disposição da Justiça e do povo da minha cidade, para responder por todos os atos da minha administração, pois entendo que devo respeito a todos os munícipes, que são pessoas íntegras e merecedoras de toda minha dedicação, pois como ser humano que sou posso um dia errar, mas tenham certeza que será no excesso de querer fazer o melhor”.
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CPI do Metrô já começou com sentença da Suíça: US$ 950 mil para grão-tucano



Por: Fernando Brito

Será que o senador Aloísio Nunes Ferreira vai mandar a “pqp” o tribunal suíço que está enviando ao Brasil a cópia dos documentos que provam que o senhor Robson Marinho, ex-secretário de Mário Covas e, desde sempre, um grão-tucano, recebeu pelo menos US$ 950 mil como “vantagem indevida” - como é bonito propina em tucanês! – pelos favorecimentos à Alston nos contratos firmados com o Governo de São Paulo?
Imaginem quando aparecerem, também, os “dessous de table” – em francês vai ficar mais chique – da Siemens.
Será que o conselheiro do Tribunal de Contas paulista, confrontado com os extratos que mostram as transferências para suas contas, vai continuar negando tudo, como continua a julgar a regularidade e a honestidade das licitações e contratos do Estado de São Paulo?
Logo ele que, “de quebra”, além dos US$ 950 mil foi para a França, em 1998, assistir a Copa do Mundo de futebol às custas da Alstom.
Logo depois, abriu aqui do Brasil a conta numerada 17321-1, do Credit Lyonnais Suísse – Credit Agricole.
E será que os tucanos vão dizer que os depósitos feitos nela no dia 28 de fevereiro (US$ 242,96 mil) e em 15 de março de 2005 (US$ 121,52 mil) também se referem a casos ocorridos no governo Mário Covas, e a culpa é só do falecido (em 2001!)?
Para facilitar o trabalho da Folha, já escolhi uma foto de Marinho com Alckmin com a garrafinha d”água, para o caso do senador Aloísio se sentir ofendido.
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PSDB SECANDO JUNTO COM O CANTAREIRA


São Paulo e União admitem que não sabem se 'volume morto' do Cantareira é 
insalubre. Agência nacional poderia decretar racionamento que governo estadual evita assumir, 
mas não o faz  "Ofícios enviados por agências ao Ministério Público oferecem respostas evasivas 
sobre temas delicados, como racionamento, plano de contingência e qualidade da água do fundo 
das represas do Cantareira. 

Por: Fernando Brito

Não é intriga a notícia de que o PSDB entrou na Justiça para investigar a pesquisa Datapopular, divulgada ontem, em que 70% dos paulistanos culpam o Governo Geraldo Alckmin e a Sabesp pela crise de abastecimento de água em São Paulo.
Está aqui, no site do PSDB paulista, para ninguém achar que é piada o que é realmente uma piada.
Os tucanos paulistas desconfiam que é uma armação do PT.
Como é que uma pesquisa pode registrar isso, se a mídia está toda preocupada com a “falta de luz” federal?
A Sabesp está com um comercial no ar dizendo que a culpa da falta d´água é da natureza, pobre coitada.
Teve seca na Austrália e até na Califórnia, como é que ia deixar de ter seca em São Paulo, este paraíso da modernidade e da capacidade de “gestão”?
Agora, as dificuldades do sistema elétrico, estas, claro, são da falta de capacidade do Governo Federal, certo?
Essa ganha toda a cobertura da mídia.
Embora nessa “crise” tenha uma tonelada de ganância.
Ontem O Globo deu manchete para asdistribuidoras de eletricidade, coitadas, “exigindo” providências imediatas do Governo Federal.
No mesmo dia , uma das geradoras privadas – ou melhor, privatizadas pelos tucanos -, a AES-Tietê, anunciou uma alta de 92,7% nos seus lucros líquidos do primeiro trimestre deste ano em relação a 2013, subindo de R$ 185,7 milhões para R$ 357,9 milhões.
O ex-ministro Alexandre Padilha que se cuide.
O PSDB ficou em polvorosa quando ele entrou de sola na questão da água.
E os tucanos vão entrar de sola sobre ele.
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