quinta-feira, 8 de maio de 2014

DATACAF APONTA VITÓRIA DO ARROCHO


A margem de erro é de 50% e brancos e nulos é uma carta na manga …

O Conselho Editorial do Conversa Afiada decidiu lançar um DataCaf para acabar de vez com esse duopólio Golpista do Globope e da Datafalha.
(A Sensus é um Datafalha fajuto. Não conta.)
Assim como o Datafalha e o Globope, o DataCaf tem lado.
Como se sabe, na cadeira do dragão até os números falam.
Com o DataCaf também será assim.
Como a Bolsa já “precificou” o próximo Datafalha – clique aqui para ler também “Bláblá derruba a Bolsa”.- oDataCaf estreia na véspera do próximo Datafalha.
Porque, como se sabe, agora, no Brasil vai ter uma eleição por semana.
É a democracia indireta em que só o Otavinho e o Montenegro votam.
Nem no regime militar o colégio eleitoral era tão fechado.
O DataCaf terá uma margem de erro como a de seus congêneres.
Ampla, flexível, vai pra lá e pra cá, conforme o lado que se quer proteger.
No caso do DataCaf a margem de erro, na estreia foi de 50%.
Assim como o Datafalha e o Globope, o DataCaf vai escolher a dedo o universo pesquisado.
Por exemplo: quando quer eleger o Arrocho Neves, só pesquisa no Alto Leblon e nos jantares do João Dória.
É vitória na certa.
Mas, não entrevista qualquer um.
Tem de vestir uma gravata Hermès e calçar sapatos Gucci.
O número de pesquisados também varia.
Por exemplo, nessa estreia, limitamos o número de entrevistados a 25, para cortar custos, porque a publicidade está magra.
Mesmo para um blog notoriamente chapa branca como este.
Então, o Conselho Editorial do Conversa Afiada tem o prazer de oferecer a seus leitores o primeiro resultado que certamente será corroborado pelo Datafalha.
Arrocho Neves ganha no primeiro turno !
A Dilma teve 45% das preferências.
Mas, como a margem de erro é de 50%, foi possível dar a Arrocho Neves 55% das preferências.
Sobre os brancos, nulos e “não sabem” são cartas na manga que o DataCaf reserva para o caso de o Tribunal Superior Eleitoral – sempre vigilante ! – desconfiar de alguma coisa.
Os acionistas controladores do DataCaf informam, aqui, de público, à CVM – clique aqui para ler “CVM não dá bola para o estrago que a Blablá fez na Bolsa” – que compraram ações da Petrobras ANTES de divulgar o resultado.
Vazou um pouquinho.
E quando as ações subiram de fato, vendeu aos otários que nascem toda hora.
Como se sabe, “inside information”, ou “informação privilegiada” é atributo dos espertos e o “mercado” tem a obrigação de premiá-los.
O próximo DataCaf antecederá, em dias, o próximo Globope.
E já suspeita que, pelo jeito, com as entrevistas já feitas no iFHC, na sorveteria Diletto e na Enoteca do Ricardo Sergio – o nosso próximo universo pesquisado -, o Padim Pade Cerra deverá ter 30%.
Nas eleições de 2018!

Em tempo: analista com PhD em Estatística Aplicada ao Golpe comenta, com exclusividade: Está ótimo, Paulo Henrique. Pode incluir também os arrependidos do segundo turno: todos os 45% que votaram na Dilma no primeiro turno mudam de lado e votam no segundo turno 
em… em… em quem, mesmo?  

Paulo Henrique Amorim

O mundo se encontra no Brasil


Por Luiz Inácio Lula da Silva

Ex-presidente do Brasil, que agora trabalha em iniciativas globais com Instituto Lula e pode ser 
seguido em facebook.com/lula).

Quando era presidente da República, trabalhei intensamente para que a Copa do Mundo de 2014 fosse realizada no Brasil. E não o fiz por razões econômicas ou políticas, mas pelo que o futebol representa para todos os povos e, particularmente, para o povo brasileiro. A nossa população apoiou com entusiasmo a ideia, rejeitando o preconceito elitista dos que dizem que um evento desse porte “é coisa de país rico”, e se esquecem de que o Uruguai, o Chile, o México, a Argentina, a África do Sul e o próprio Brasil já o sediaram com sucesso.
O futebol é o único esporte realmente universal, praticado e amado em todos os países, por pessoas das mais diferentes classes, etnias, culturas e religiões.
E talvez nenhum outro país do mundo tenha a sua identidade tão ligada ao futebol quanto o Brasil. Ele não foi apenas assimilado, mas, de alguma forma, também transfigurado pela ginga e pela mistura de raças brasileiras. Nos pés de descendentes de africanos ganhou um novo ritmo, beleza e arte. Durante muitos anos, foi um dos poucos espaços, junto com a música popular, em que os negros podiam mostrar o seu talento, enfrentando com alegria libertária a discriminação racial. Não é por outra razão que o futebol e a música são muitas vezes a primeira coisa que um estrangeiro lembra quando se fala do Brasil.
Para nós, o futebol é mais do que um esporte, é uma paixão nacional, que vai muito além dos clubes profissionais. Milhões de pessoas o praticam, amadoristicamente, no seu dia a dia, nos quintais, nos terrenos baldios, nas praias, nos parques, nas praças públicas, nas ruas da periferia, nos pátios das escolas e das fábricas. Onde houver uma área disponível, por menor que seja, ali se improvisa uma partida de futebol. Se não tem bola de couro, joga-se com bola de plástico, de borracha ou de pano. Em último caso, até com uma latinha vazia.
Em 1958, na Suécia, uma seleção espetacular encantou o planeta, ganhando nosso primeiro título mundial. Eu tinha doze anos, e juntei um grupo de amigos para ouvirmos a partida final num campinho de várzea com um pequeno rádio de pilha. Nossa fantasia compensava com sobras a falta de imagens, viajando na voz do locutor. Ela nos transportava como num tapete mágico para dentro do Estádio Rasunda de Estocolmo. E ali não éramos apenas espectadores, mas jogávamos… Eu sonhava em ser jogador de futebol, não presidente do Brasil.
O grande escritor Nelson Rodrigues, nosso maior dramaturgo, disse que com aquela vitória conquistada por gênios da bola como Pelé, Garrincha e Didi o Brasil tinha superado o seu “complexo de vira-lata”. E que complexo seria esse? “É a inferioridade – dizia ele – em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do mundo”. Atrevendo-se a ser campeão, era como se o Brasil estivesse dizendo a si mesmo e aos demais países: “Sim, nós podemos ser tão bons quanto qualquer um”.
Naquela época, o Brasil estava começando a se industrializar, tinha criado a sua própria empresa de petróleo e o seu banco de desenvolvimento, as classes populares reivindicavam democraticamente melhores condições de vida e maior participação nas decisões do país – mas os setores privilegiados diziam que isso era um erro gravíssimo, fruto de “politicagem” ou “esquerdismo”, já que comprovadamente não existia petróleo em nosso território e não tínhamos necessidade alguma de inclusão social e muito menos de uma indústria nacional…
Alguns chegavam a afirmar que uma nação como a nossa, atrasada, mestiça – de povo “ignorante e preguiçoso”, segundo um estereótipo muito difundido dentro e fora do país – devia conformar-se com o seu destino subalterno, sem ficar alimentando sonhos irrealizáveis de progresso econômico e justiça social.
Na verdade, não é fácil superar o “complexo de vira-lata”. Fomos colônia por mais de 320 anos, e a pior herança dessa condição é a persistência da mentalidade colonizada de servidão voluntária…
Entre 1958 e 2010, ganhamos cinco campeonatos mundiais de futebol. Somos até agora a nação com maior número de títulos conquistados. Mas o melhor de tudo é que o saudável atrevimento do povo brasileiro não se limitou ao âmbito esportivo.
O Brasil que o mundo vai conhecer a partir de 12 de junho é um país muito diferente daquele que sediou a Copa de 1950, quando perdeu na final para o Uruguai. Ainda tem problemas e desafios, alguns bastante complexos, como qualquer outra nação, mas já não é mais o eterno “país do futuro”. O país de hoje é mais próspero e equitativo do que era há seis décadas. Entre outras razões porque a nossa gente – principalmente a que vive no “andar de baixo” da sociedade” – libertou-se dos preconceitos elitistas e colonialistas e passou a acreditar em si mesma e nas possibilidades do país. Descobriu que, além de vencer competições mundiais de futebol, podia também vencer a fome, a pobreza, o atraso produtivo e a desigualdade social. Que a mestiçagem, longe de ser um obstáculo – pior: um estigma – é uma das maiores riquezas do nosso país.
É esse novo Brasil que vai sediar a Copa. Um país que já é a sétima economia do planeta e que, em pouco mais de dez anos, tirou 36 milhões de pessoas da miséria e levou 42 milhões para a classe média. É o país com as taxas de desemprego mais baixas da sua história. Que, segundo a OCDE, entre todos os países do mundo, foi um dos que mais aumentou nos últimos anos o investimento em educação. Um país que se orgulha de todas essas conquistas, mas não esconde os seus problemas, e se empenha em resolvê-los.
Recentemente, a Copa do Mundo tornou-se objeto de feroz luta política e eleitoral no Brasil. Á medida que se aproxima a eleição presidencial de outubro, os ataques ao evento tornam-se cada vez mais sectários e irracionais. As críticas, naturalmente, são parte da vida democrática. Quando feitas com honestidade, ajudam a aperfeiçoar a preparação do país para esse grande acontecimento esportivo. Mas determinados setores parecem desejar o fracasso da Copa, como se disso dependessem as suas chances eleitorais. E não hesitam em disseminar informações falsas que às vezes são reproduzidas pela própria imprensa internacional sem o cuidado de checar a sua veracidade. O país, no entanto, está preparado, dentro e fora de campo, para realizar uma boa Copa do Mundo – e vai fazê-lo.
A nossa seleção foi a única a participar de as 19 edições da Copa do Mundo e sempre fomos muito bem recebidos nos outros países. Chegou a hora de retribuir com hospitalidade e alegria tipicamente brasileiras. A procura de bilhetes tem sido forte, com pedidos de mais de 200 países. Esta é uma oportunidade extraordinária para milhares de visitantes conhecerem mais profundamente o que o Brasil tem de melhor: o seu povo.
A importância da Copa do Mundo não é apenas econômica ou comercial. Na verdade, o mundo vai se encontrar no Brasil a convite do futebol. Vai demonstrar novamente que a ideia de uma comunidade internacional pacifica e fraterna não é uma utopia.
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O que está por trás do sequestro de 200 garotas na Nigéria



Publicado originalmente na BBC Brasil.


O grupo rebelde nigeriano Boko Haram sequestrou mais de 200 jovens de uma escola internato no vilarejo nortista de Chibok em 14 de abril. Cerca de 200 homens armados chegaram ao local à noite em 20 veículos para roubar mantimentos e levar as estudantes.
O caso gerou duras críticas ao governo, que teria mostrado pouco empenho em resgatar as jovens. O sequestro também expôs ao mundo a ação, na Nigéria, de um grupo extremista armado que age em nome de uma suposta “guerra santa” – nesse caso, contra o modelo de educação “ocidental” seguido no país.
Para ajudar a entender a complexidade do episódio, a BBC preparou algumas respostas a perguntas mais frequentes sobre o caso.
Por que as garotas foram capturadas?
Na língua local hausa, Boko Haram significa “educação ocidental é proibida”. O grupo promove o conceito de que na visão islâmica o lugar das mulheres é em casa.
Não é a primeira vez que o grupo ataca escolas. A de Chibok era a única ainda em funcionamento na região de Borno e não tinha nenhum recurso de segurança. As estudantes são cristãs e muçulmanas e passavam pelos exames finais do ano.
O Boko Haram já sequestrou meninas antes?
O grupo havia atacada uma outro internato em Yobe no mês de março. Eles mataram 29 homens e pouparam as estudantes – ordenando que elas voltassem para suas casas e se casassem. Alguns analistas dizem que os rebeldes pensaram que suas ordens foram desobedecidas e por isso teriam sequestrado as jovens de Chibok como uma retaliação e para ter certeza de que suas ordens seriam cumpridas.
Em maio de 2013, o grupo também divulgou um vídeo no qual dizia que sequestrara mulheres e crianças – incluindo adolescentes – em resposta às prisões de mulheres e crianças de seus integrantes. Os insurgentes disseram que tratariam suas reféns como escravas (o mesmo foi dito no caso de Chibok).
Algum refém do Boko Haram já foi libertado?
O analista americano Jacob Zenn, que estuda o grupo, diz que em alguns casos reféns foram libertados em acordos de trocas de prisioneiros.
Em fevereiro de 2013, uma família francesa que visitava um parque no país vizinho Camarões, e um padre também francês que estava na Nigéria foram feitos reféns e libertados posteriormente. A agência de notícias Reuters disse ter tido acesso a um documento do governo nigeriano que dizia que ao menos a família refém teria sido libertada após o pagamento de um resgate de US$ 3 milhões. A França nega o pagamento de resgates.
O que tem sido feito para libertar as estudantes?
O governo nigeriano diz estar optando por ações “discretas” para evitar que as reféns sejam mortas.
A agência de inteligência local diz não ter homens infiltrados entre os extremistas, mas o Boko Haram, por sua vez, teria integrantes disfarçados trabalhando para o governo.
Os Estados Unidos ofereceram negociadores e tropas especiais à Nigéria. A Grã-Bretanha estaria fornecendo “apoio em planejamento”.
As características do terreno do país estariam dificultando o uso de satélites e reconhecimento aéreo nas buscas pelas reféns.
Onde as garotas poderiam estar?
Os sequestradores provavelmente se dividiram em pequenos grupos, cada um levando uma ou duas meninas.
Eles estariam espalhados em uma área de 60 mil quilômetros quadrados dentro da floresta Sambisa, a região onde o grupo fica baseado, próximo da fronteira com Camarões.
Zenn afirma que a libertação de todas poderia levar mais de uma década.
Por que é tão difícil saber quantas estudantes estão desaparecidas?
Ao menos 58 meninas escaparam ao pular dos caminhões nos quais eram raptadas. Mas esse número pode ser maior pois acredita-se que algumas famílias não avisaram as autoridades sobre o retorno de suas adolescentes.
Também não é possível ter certeza sobre quantas jovens estavam na escola pois os arquivos da entidade foram queimados durante o ataque.
Além disso, uma fonte ligada ao Boko Haram disse à agência Reuters que duas jovens teriam morrido após serem picadas por cobras e outras 11 estariam doentes.
O governo poderia fazer mais?
O presidente Goodluck Jonathan impôs desde maio de 2013 estado de emergência em três áreas: Borno, Yobe e Adamawa. Mas isso fez o Boko Haram intensificar sua campanha de insurgência.
Ao menos 1,5 mil pessoas morreram só neste ano. O governo diz não ter poder de fogo para neutralizar os rebeldes.
Como o Boko Haram se tornou poderoso?
Atualmente o grupo opera como uma guerrilha, mas já possui características de um exército regular. Centenas de seus combatentes já foram vistos marchando em vilas com picapes armadas com metralhadoras pesadas e até veículos blindados.
Não está claro porém como o Boko Haram obtém armas e financiamento. Além dos sequestros como fonte de recursos, o governo diz suspeitar que os insurgentes recebam dinheiro de políticos e tenham apoio externo de grupos jihadistas, como o al-Shabab da Somália e a Al-Qaeda do Maghreb Islâmico.
O Boko Haram tem apoio na Nigéria?
Ele era popular na cidade de Maiduguri, onde surgiu em 2002 como uma seita religiosa. O movimento ganhou força capitalizando o ódio popular contra a corrupção e sua percepção de que o norte do país vinha sendo deixado de lado pelo governo.
Porém, sofreu uma queda de popularidade ao cometer assassinatos contra muçulmanos moderados e atentados a bomba contra igrejas e locais públicos.
Atualmente, a maior parte de seus combatentes vem da etnia Kanuri, o grupo de seu líder Abubakar Shekau – que é atualmente o homem mais procurado da África. Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de US$ 7 milhões por sua captura.
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DISPARADA - JAIR RODRIGUES 1939 - 2014



O cantor Jair Rodrigues morreu nesta quinta-feira em São Paulo, aos 75 anos. O músico estava em sua casa, em Cotia, na grande São Paulo e a causa da morte ainda não foi anunciada. O músico ganhou o Brasil ao interpretar a hoje clássica "Disparada", de Geraldo Vandré, vencedora do Festival da Canção de 1966, junto com "A banda", de Chico Buarque.
Jair Rodrigues nasceu em Igarapava, interior de São Paulo, em 6 de fevereiro de  Depois de passar a infância e adolescência cantando em corais de igreja, começou a carreira profissional como crooner, em 1957. No ano seguinte, participou de seu primeiro concurso de calouros.
Na década de 1960, mudou-se para São Paulo, onde trabalhou como engraxate, mecânico, servente de pedreiro e ajudante de alfaiate, enquanto tentava se estabelecer na música. Começou a se destacar cantando sambas.
Seu primeiro sucesso foi "Deixa isso pra lá", eternizada pela clássica coreografia que fazia, sempre gesticulando com as mãos.
Jair deixa dois filhos, os também músicos Jair Oliveira e Luciana Mello.
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Qual é a de Rodrigo Pilha?


O petista rebelde

por : Paulo Nogueira

Não é difícil entender a personalidade histriônica, iconoclasta e combativa do blogueiro Rodrigo Pilha, militante petista.
Pilha vem fazendo o que quase todo petista gostaria de fazer mas não faz por motivos de prudência, cautela ou, simplesmente, medo.
De uma forma geral, o PT se acostumou a apanhar calado desde o Mensalão. Se foi um erro histórico, ou um acerto primoroso, o tempo dirá.
Para jovens idealistas com pouco a perder como Pilha, não reagir é uma provação. Imagine você, jovem, ver, sistematicamente, seu pai ou avô serem insultados.
As duas ações que projetaram Pilha ao centro do noticiário parecem se encaixar neste perfil psicológico.
Que petista não gostaria de dizer certas coisas a Joaquim Barbosa, como Pilha fez numa noite recente em Brasília?
Mas quantos têm a bravura, ou a irresponsabilidade, necessária para fazer o que ele fez? Barbosa teve que dormir com aquelas palavras escarnecedoras, e foi obrigado depois a vê-las reproduzidas nacionalmente na mídia.
Da mesma forma, Pilha realizou a fantasia de muitos petistas ao se acercar do senador Aloysio Nunes e lhe fazer perguntas que repórter nenhum na mídia domesticada ousa fazer.
A primeira e essencial: se Nunes vê tantas virtudes em CPI, por que seu partido sistematicamente as bloqueia em São Paulo, na Assembleia Legislativa?
Depois, Pilha perguntou a Nunes sobre sua alegada participação no escândalo das propinas do metrô.
O senador não foi nada estoico. Mandou Pilha para a puta que o pariu. Provavelmente não imaginasse que o vídeo precário que Pilha estava fazendo seria publicado e ganharia ampla repercussão.
A Era Digital tem dessas coisas.
Os desdobramentos do caso são igualmente fascinantes quanto o caso em si.
O senador alegou – numa versão comprada integralmente pela Folha – que o vídeo postado por Pilha fora editado para não mostrar uma garrafa de água que lhe teria sido atirada.
Mais uma vez, a internet mostrou que as coisas hoje são diferentes.
Pilha postou um vídeo em seu Facebook em que a aparece a tal garrafa da água. Mas não da maneira como Nunes e a Folha disseram.
Claramente, a garrafa é jogada no chão, lentamente, teatralmente. Pilha usa a garrafa para se referir à falta de água em São Paulo.
Mas o senador, com o apoio da Folha, viu ali uma agressão.
Foi uma coisa tão despropositada, como se viu num segundo vídeo postado por Pilha, que logo surgiu a associação com a bolinha de papel que vitimou, aspas, Serra na campanha de 2010.
Em vez da chancela da Folha, daquela vez o apoio ao atentado da bolinha de papel foi dado pela Globo, numa memorável reportagem no Jornal Nacional em que um especialista provava – pausa para rir, de novo – o atentado petista contra Serra.
Pilha é, de alguma forma, uma resposta ao padrão conciliador estabelecido por Lula no começo de seu mandato em duas ocasiões.
A primeira foi quando assinou uma Carta aos Brasileiros nas qual se comprometia, em resumo, a não se esquerda.
A segunda foi quando ele compareceu ao funeral do homem que fez tudo para destruí-lo, Roberto Marinho.
O PT demonstrou, então, que não seguiria o caminho de outras administrações de esquerda, como a de Chávez na Venezuela e, mais recentemente, a de Correa no Equador. Ou mesmo a de Cristina Kirchner, na Argentina.
A conciliação de Lula foi, desde o princípio, encarada como fraqueza. Na mesma medida em que o PT tirou o pé do acelerador, a mídia – que é a voz da oposição – acelerou, e a Veja é apenas o caso mais extremo no abandono do jornalismo por motivações políticas.
Como a história verá tudo isso?
Caso Dilma perca – uma possibilidade remota, mas que não pode ser ignorada –, o PT verá que deixou de promover mudanças essenciais para as quais teve doze anos de poder.
Um exemplo disso é uma lei que determine limites para a mídia, algo que toda sociedade desenvolvida tem. Outro é uma máquina de verbas oficiais que alimentam pouquíssimas empresas e tornam bilionários seus donos – que se batem pela manutenção de privilégios que levaram o Brasil a ser um dos campeões mundiais de desigualdade social.
Caso Aécio se eleja, esqueça uma Lei de Mídia, ou alguma mudança na distribuição de verbas que no final patrocinam Jabor, Sheherazade, Datena, Azevedo etc etc.
Pilha é talvez um novo PT, mais aguerrido – mas que pode ter chegado tarde demais para verdadeiramente mudar as coisas.
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PSDB vai à Justiça Eleitoral contra pesquisa sobre falta d'água em SP



Mônica Bergamo, Folha de S. Paulo

"O diretório paulista do PSDB apresentou nesta quarta-feira (7) uma notificação à Justiça Eleitoral contra o Instituto Data Popular por causa de uma pesquisa de opinião sobre a falta d'água no Estado, governado pelo tucano Geraldo Alckmin.
O partido considera que o levantamento feito com 18.534 pessoas em 70 cidades "tem nítida natureza eleitoral" e deveria ter seguido recomendações como o registro prévio. Parte dos resultados foi publicada na coluna Mônica Bergamo de hoje.
O presidente do instituto, Renato Meirelles, diz que os questionamentos da sigla "não fazem nenhum sentido" e que o Data Popular pode explicar o estudo "com total transparência".
Segundo a pesquisa, a falta de abastecimento afetou 23% dos paulistas nos últimos três meses. O índice sobe para 35% na região metropolitana, ante 30% na capital e 14% no interior. O problema é duas vezes maior entre as famílias de menor renda, atingindo 12% dos que ganham mais de dez salários-mínimos e 25% entre os que recebem até um salário.
Ainda de acordo com o instituto, 59% dos paulistas acreditam que sofrerão com falta d'água até o fim do ano. Eles apontam como principal culpado pelo problema o governo estadual (41%), a Sabesp (29%), o governo federal (9%) e a falta de chuva (7%).
Para o PSDB, embora a pesquisa não seja sobre intenção de voto, ela "trata da avaliação do eleitor quanto a serviços públicos" e "impacta o ambiente eleitoral, em ano em que se realizam as eleições estaduais com a possibilidade de reeleição".
Meirelles afirma que a legislação não prevê o registro de pesquisas nesses casos. "Não pedimos que se desse nota para o serviço. Só pedimos avaliação, com perguntas objetivas e alternativas. É uma pena acharem que seja qualquer tipo de crítica ao governo do Estado", diz.
"Não se pode deixar de discutir [a questão] só porque é ano eleitoral. Mais importante do que questionar a pesquisa é debater a crise da água", afirma o publicitário.
A legenda pede, no documento, que o Tribunal Regional Eleitoral notifique o Data Popular para que o instituto forneça informações como o nome de quem contratou a pesquisa, valor pago por ela, questionário aplicado aos entrevistados e metodologia.
Além disso, o partido quer autorização para ter "acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados, incluídos os referentes à identificação dos entrevistadores" para que possa conferir os números.
Segundo Meirelles, a pesquisa foi feita por iniciativa própria do Data Popular, em parceria com o instituto Ideia Inteligência, para lançar uma ferramenta. "Procuramos saber a opinião das pessoas sobre o assunto do momento. Desta vez foi a falta d'água, mas poderia ter sido Copa do Mundo, manifestação, beijo gay na novela", diz."
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Dilma: “Fizemos lá (no Nordeste) o que o companheiro Alckmin não fez em São Paulo”



Luiz Carlos Azenha, viomundo

“Fizemos lá [no Nordeste] o que o companheiro Alckmin não fez em São Paulo”, disse a presidente Dilma Rousseff num encontro em Brasília com o diretor regional de Jornalismo da TV Record, João Beltrão.
Ela se referia a um projeto que, aparentemente, vai acabar virando tema na campanha eleitoral, diante da falta d’água em São Paulo: a instalação de cisternas no Nordeste por parte do governo federal.
O governador paulista, Geraldo Alckmin, é acusado por adversários de não ter feito os investimentos necessários para evitar uma crise no abastecimento de água.
Por outro lado, no Nordeste, até o final do mandato Dilma deverá entregar 750 mil cisternas como parte do programa Água para Todos.
Segundo a presidente, além de garantir o abastecimento de milhões de pessoas as cisternas reduziram a corrupção, ao eliminar os carros-pipa que eram usados por autoridades para conquistar eleitores. De acordo com Dilma, os carros-pipa que hoje fazem o serviço em casos de emergência são do Exército.
A alfinetada em Alckmin demonstra que Dilma está antenada no potencial do tema na campanha eleitoral que se avizinha. É uma questão que pode ajudar o candidato do PT a governador, o ex-ministro Alexandre Padilha, a ganhar votos para a chapa petista em São Paulo.
Pesquisa do Data Popular divulgada nas últimas horas demonstra isso.
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ATÈ QUE ENFIM...... PARECE QUE AGORA A DILMA QUER A LEY DE MEDIOS !


Eleição vai ser Dilma vs Globo !

No comício da Convenção do PT, o Lula e o presidente do PT, Rui Falcão, defenderam enfaticamente uma Ley de Meios.
Aos gritos da plateia: “o povo não é bobo”, “a verdade é dura…” e “é o PiG !”.
A Dilma, ali, nada.
Ela sempre defendeu o “controle remoto”.
Agora, mudou.
Num encontro com jornalistas mulheres, ela disse, segundo o PiG (*) cheiroso, o Valor, na pagina A11 desta quinta-feira:
“A imprensa não é do mal. (Há controvérsias – PHA) Sempre defendi a liberdade de imprensa. Não quero regular o conteúdo. (Nem ninguém – PHA). Porém, para a presidente, a mídia é passível de controle econômico, técnico. É possível regular sem interferir no conteúdo”.
Bingo !
Basta seguir a linha do Ministro Franklin Martins: uma Ley de Medios que respeite a letra e o espírito da Constituição de 1988.
E nada mais !
Bem, para fazer isso, a Presidenta tem que mandar o Bernardo Plim-Plim embora, na mesma carruagem em que for o zé da Justiça.
Como se sabe, em histórica entrevista ao detrito sólido de maré baixa, o Plim-Plim (ou será Trim-Trim, como sugere o Mino ?) criticou asperamente o PT por querer uma Ley de Medios.
Se a PF do zé um dia vai derrubar a Dilma, o Ministério das Comunicações da Dilma ficou a cara – e o perfil – o Ministério das Comunicações do Sarney.
Ou o Bernardo de perfil não se parece com o ACM ?
Em tempo: cabe lembrar que, das oitocentas mulheres jornalistas do PiG (*) no jantar, nenhuma deu destaque a essa irrelevante declaração. Como diz o Mino, sempre lembrado: no Brasil, os jornalistas são piores que os patrões.

Paulo Henrique Amorim
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EM BUSCA POR REELEIÇÃO JORNALISMO JURASSICO PEDE APOIO DO RURALISMO



No Blog do Hiroshi

É o fim!
Não se faz mais jornalista como antigamente.
A Chapa 1, que representa a situação nas eleições do Sindicato dos Jornalistas do Pará, marcadas para o dia 11 de junho próximo, postou, em redes sociais, foto onde componentes da chapa aparecem ao lado do presidente da Federação da Agricultura do Pará, Carlos Xavier.
Na foto, o próprio Xavier aparece vestindo uma camisa da Chapa 1 “Sou Mais Sinjor”. Recentemente, nos 50 anos do golpe, Xavier publicou, no site da Faepa, artigo onde defende a ditadura de 1964.
Quer ler o artigo do jurássico Carlos Xavier?
Clique AQUI.
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A PATÉTICA TRAJETÓRIA DE HELENILSON PONTES


Apoio de Wandenkolk ...rsrsrsrsrsrs.....a uma candidatura de Helenílson deve acirrar ainda 
mais impasse no PSDB.

O mais novo pré-candidato declarado ao Senado, vice-governador Helenilson Pontes (PSD)
desembarca logo mais em Xinguara, já em plena campanha.
Ele estará acompanhado do deputado federal Wandenkolk Gonçalves (PSDB), que anunciou seu apoio ao vice-governador contrariando orientações do PSDB nacional que pretende reeleger Mário Couto.
O nome de Helenilson na disputa pela única vaga para o Senado Federal deverá provocar divergências na base aliada de Simão Jatene, já que o ex-secretário de Estado, Sidney Rosa (PSB), também não abre mão de sua postulação.
Ontem, por meio de uma rede social, o deputado federal Wandenkolk Gonçalves, uma das estrelas do PSDB paraense, declarou apoio explícito ao atual vice-governador, Helenilson Pontes (PSD), que quer disputar a única vaga ao Senado Federal na chapa majoritária de Simão Jatene.
Wandenkolk escreveu: “Helenilson Pontes & Wandenkolk Gonçalves: o Pará pode mais!”, ou seja, no território dele quem vai reinar é Helenilson. Mas e o Mário Couto? Não seria o candidato natural à reeleição? A matemática no ninho tucano não é tão simples assim.
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MAIS UM PEDAÇO DA UCRÂNIA VAI SE SEPARAR


"Nós acabamos de votar no Conselho do Povo... A data do referendo foi endossada por 100 por 
cento (dos votantes). O referendo será realizado em 11 de maio", disse o líder rebelde da 
República Popular de Donetsk, Denis Pushilin

DONETSK, Ucrânia, 8 Mai (Reuters) - Separatistas pró-Rússia votaram por unanimidade em favor da realização de um referendo sobre a independência em 11 de maio no leste da Ucrânia, disse um líder da autodeclarada República Popular de Donetsk.
"Nós acabamos de votar no Conselho do Povo... A data do referendo foi endossada por 100 por cento (dos votantes). 
O referendo será realizado em 11 de maio", disse o líder rebelde Denis Pushilin a repórteres.
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EXCEÇÃO: BARBOSA PRENDE DIRCEU POR MAIS TEMPO


Depois dessa, que outra desculpa ? Quantas mais ?

NOTA À IMPRENSA

Em mais de 25 anos de vida profissional, nunca vi uma decisão da Suprema Tribunal Federal ser visivelmente protelada com o claro intuito de manter preso, em condições de regime fechado, um réu condenado ao semiaberto.
A nova evidência do tratamento diferenciado que se impõe ao ex-ministro José Dirceu é o recente pedido encaminhado pelo ministro Joaquim Barbosa ao procurador-geral da República para que ele se pronuncie sobre mais um absurdo jurídico do Ministério Público do Distrito Federal.
Acusada de pedir ilegalmente a violação do sigilo telefônico do Palácio do Planalto, a promotora Márcia Milhomens apresentou um frágil argumento de que uma denúncia anônima informal teria motivado o seu pedido. Justificativa sem qualquer fundamento legal, mas que está servindo para manter Dirceu longe de seus direitos.
O procurador-geral Rodrigo Janot já se pronunciou por duas vezes sobre o caso. Há quase um mês, ele se manifestou favorável ao pedido de trabalho externo para Dirceu, concluindo que nunca houve qualquer telefonema de Dirceu de dentro do presídio e encerrando um factóide que se arrasta desde janeiro em cima apenas de notas de jornais. Dias depois, em nova manifestação, ele negou categoricamente o pedido do Ministério Público do Distrito Federal de quebra indiscriminada de sigilos telefônicos das áreas da Papuda e do Palácio do Planalto.
Não há como negar que o tratamento que se dá ao ex-ministro José Dirceu é de exceção ao que manda a Constituição e a Lei de Execuções Penais. Não há como negar que estamos diante de uma série de medidas protelatórias que o mantém preso à margem da legalidade e que colocam em xeque o respeito a direitos humanos consagrados internacionalmente.
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AGREDIDO POR ALOYSIO 300 MIL, PILHA AGORA DESMASCARA A FOLHA


Depois de ser insultado pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) após uma pergunta relacionada 
ao cartel dos trens em São Paulo, o blogueiro Rodrigo Grassi, conhecido como Rodrigo Pilha, 
divulgou mais um vídeo; desta vez, para questionar uma reportagem da Folha de S. Paulo, que 
apontou que ele foi preso após atirar uma garrafa no parlamentar tucano; imagens mostram 
que ele deixou a garrafa cair no chão; 
Assista

GLOBOPE: TODAS AS TVS CRESCEM, SÓ A GLOBO CAI


“A Globo perdeu 8% de ibope das 7h à 0h na Grande São Paulo”

IBOPE DE TODAS AS TVS CRESCE EM 2014, SÓ O DA GLOBO CAI
Ricardo Feltrin, no UOL


O ibope consolidado no mês de abril mostra que todas as emissoras abertas –exceto a Globo– cresceram em audiência. De janeiro a abril, a vice-líder Record cresceu 27%; o SBT cresceu 20%, a Band cresceu espantosos 30% e até a RedeTV! subiu 23%.
A Globo, no entanto, perdeu 8% de ibope das 7h à 0h na Grande São Paulo, onde cada ponto vale por 65 mil domicílios sintonizados, cada um com 3,3 moradores em média. Em pontuação, a Globo fechou abril com 13,1 pontos, a Record com 6,6 pontos, o SBT com 5,5 pontos, a Band com 2,6 pontos e a RedeTV! com 1 ponto.
Abril fica marcado como o mês que apresentou a menor diferença histórica entre a líder Globo e a segunda colocada, a Record. A diferença foi de apenas 6,5 pontos.
(…)
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OS 23 DO FELIPÃO CONDENAM A GLOBO E A CBF


O futebol da Globo não dá uma segunda divisão na Espanha.

Saiu a lista dos 23 do Felipão.
Deles, só quatro jogam no Brasil !
Os torcedores brasileiros estão familiarizados com eles tanto quanto com os jogadores da Croácia.
Na Copa de 2002, doze jogavam aqui.
E por que, amigo navegante ?
Porque a Globo Overseas (cadê o DARF para comprar a exclusividade da Copa ?), associada à imaculada CBF de Ricardo Teixeira, que têm, os dois, Globo e Teixeira, um encontro marcado com o Amaury Ribeiro Junior, Leandro Cippoloni, Tony Chastinet e o Azenha, transformaram o futebol que se joga no Brasil num desfile de lancinante mediocridade.
Como observa a Folha, São Paulo, o Estado (provisoriamente) mais rico do país, não tem um único jogador na seleção.
Esse Brasileirinho só é bom para a Globo Overseas – e seus associados, os dirigentes de clubes – e para os cartolas da CBF.
Para o torcedor, uma miséria.
Especialmente para o trabalhador que precisa chegar cedo ao serviço e não pode ver o Coringão, no Pacaembu, num jogo que começa às 22hoo.
Como diz o Alex, aqui, o jogo só começa quando o mocinho beija a mocinha na novela da Globo.
Os torcedores do Chelsea entendem mais dos 23 do Felipão do que o amigo navegante.
Clique aqui e aqui para ver as últimas da Globo e do Fintástico.

Paulo Henrique Amorim
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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Ministro Zé (Ruela) Cardozo recua de mediação de conflito com índios no RS



Jornal GGN – José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, cancelou a viagem que faria ao Rio
Grande do Sul nesta quarta-feira (7) para mediar uma disputa agrária entre agricultores e uma
comunidade indígena. O conflito de anos já resulta na morte de dois agricultores, registradas em
abril passado.
No lugar de Cardozo, o Ministério da Justiça enviou uma equipe a Porto Alegre para discutir o assunto ao lado de um destacamento da Secretaria-Geral da República e de representantes da Funai (Fundação Nacional do Índio).
A presença do ministro é solicitada por indígenas que aguardam a demarcação de terras há anos. A disputa acontece em Faxinalzinho, na região norte do estado. No final de abril, ainda quando debatiam a expectativa de reunião com o ministro, os indígenas afirmaram que Cardozo precisava mostrar resultados. A assessoria do Ministério justificou a ausência de Cardozo por conta de uma agenda convocação de última hora pela presidente Dilma Rousseff.
“Os índios querem saber o que o ministro está pensando em fazer. Os índios estão preocupados. Se ele não chegar na quarta-feira com a portaria [que define a demarcação], os índios não vão aceitar. Se não houver reunião definitiva, as lideranças do [povoado de] Candóia não vai mais recebê-lo”, afirmou Valério de Oliveira, uma liderança Caingangue, em entrevista disponibilizada nesta quarta pela Rádio Uirapuru. No vídeo abaixo, publicado no dia 30 de abril, o índio destaca que Cardozo já marcou quatro reuniões e não compareceu a nenhuma.



As regiões onde existem conflitos têm bloqueios nas estradas há meses. A morte de dois agricultores, no último dia 26, aconteceu em uma tentativa de furar o bloqueio. Cinco mil índios se espalham pela região. As prefeituras locais cobram a presença da força policial. O Ministério Público Federal já apontou "omissão" do Ministério da Justiça diante do conflito.
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Cuba prende quatro exilados de Miami suspeitos de planejar ataques contra a ilha


Ações tinham o objetivo, em sua maioria, de enfraquecer o turismo na ilha, uma das principais 
fontes de divisas para Cuba.

O governo de Cuba anunciou nesta quarta-feira (07/05) a detenção de quatro cidadãos cubanos, residentes em Miami, acusados de planejar ações terroristas contra a ilha caribenha. De acordo com uma nota do Ministério do Interior, eles planejavam “atacar instalações militares com o objetivo de promover ações violentas”.
As prisões de José Ortega Amador, Obdulio Rodríguez González, Raibel Pacheco Santos e Félix Monção Álvarez ocorreram em 26 de abril. Para planejar a execução de tais "ações violentas”, três deles teriam feito várias viagens à ilha desde meados de 2013, como afirma o comunicado cubano.
As ações seriam orquestradas por Santiago Álvarez Fernández Magriñá, Osvaldo Mitat e Manuel Alzugaray, também residentes em Miami, e que, segundo o governo caribenho, mantêm “estreitos laços com o famoso terrorista Luis Posada Carriles”, procurado pelos governos de Cuba e Venezuela.
O Ministério do Interior de Cuba diz em sua nota que fará "as gestões pertinentes" com as autoridades dos Estados Unidos "para investigar os fatos e evitar oportunamente que a atuação de elementos e organizações terroristas radicados no país ponham em risco a vida de pessoas e a segurança de ambas as nações".
Ações terroristas a partir de Miami
Em seu livro Os Últimos Soldados da Guerra Fria, o escritor e jornalista Fernando Morais revela os bastidores da atuação de organizações contrárias ao governo cubano a partir de Miami. Essas ações foram descobertas e denunciadas por membros da inteligência cubana que se infiltraram nos EUA para impedir a concretização dos atos. Apesar do dossiê entregue pelo governo caribenho a Washington, nenhuma ação foi feita para barrar os atos terroristas. Os agentes cubanos, no entanto, foram detidos em 1998 e respondem a penas que chegam a até duas prisões perpétuas nos EUA.
Uma intensa campanha mundial pela libertação dos "Cinco", como são conhecidos, vem sendo realizada desde então, com respaldo de importantes organizações de direitos humanos internacionais. Fernando González Llort e René Gonzales foram libertados recentemente, após cumprirem suas penas. Antonio Guerrero Rodríguez, Gerardo Hernández Nordelo e Ramón Labañino Salazar seguem detidos.
De acordo com as revelações, um dos principais mentores das ações terroristas contra a ilha é o ex-agente da CIA, Posada Carriles, cubano naturalizado venezuelano. Ele é acusado de ter realizado, em 1976, o atentado contra o voo 455 da Cubana de Aviación que matou 73 pessoas.
Juntamente com Orlando Bosh, Posada Carriles foi julgado em Caracas no mesmo ano e condenado. Em 1985, no entanto, com o apoio da CIA e da fundação cubano-americana, fugiu da prisão. Ele também é acusado de ter organizado atentados com bomba contra hotéis e restaurantes em Havana em 1997, que mataram um turista italiano e deixaram vários feridos.
Em seu currículo estão vários atentados realizados contra movimentos de esquerda na América Central e no Caribe. Em 2000, foi detido no Panamá após planejar um atentado contra Fidel Castro. Em 2004 foi anistiado pela presidente panamenha Mireya Moscoso. Um ano depois entrou de maneira supostamente ilegal nos EUA e pediu asilo político para fugir dos pedidos de extradição feitos por Cuba e Venezuela.
Desde então, o governo dos EUA se nega a extraditá-lo. Os pedidos feitos pela Venezuela foram recusados sob a alegação de que ele poderia ser posteriormente deportado a Cuba. O único julgamento pelo qual passou nos EUA foi por delitos de imigração.
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Barbosta recorre a mais uma chicana para prejudicar José Dirceu


Barbosa adia mais uma vez decisão sobre Dirceu

Luis Nassif

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa resolveu protelar mais uma vez a autorização para José Dirceu cumprir a pena em regime semiaberto.
Encaminhou ao Procurador Geral da República os argumentos da promotora de Brasília, que alegou ter recebido denúncia anônima sobre supostas ligações de Dirceu pelo celular.
Tem-se na presidência da mais alta corte uma pessoa notoriamente desequilibrada, apossando-se dos poderes conferidos à presidência para desmoralizar amplamente a casa e a própria imagem da Justiça.
Não se sabe até quando outros Ministros – e autoridades do Judiciário – aceitarão passivamente um comportamento que compromete todo o sistema judiciário, que passa à opinião pública a ideia de que a Justiça é seletiva e o magistrado pode recorrer a toda sorte de chicana contra os adversários e a favor dos apaniguados.
Mesmo que Barbosa se escude da forma mais indigna nos poderes constitucionais de presidente do Supremo, nada impede a manifestação pessoal de pessoas que respeitam e prezam o Judiciário.
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TUCANO ALOYSIO 300 MIL ENTRA E SAI DA CPI DA ALSTOM


Senador do PSDB paulista perde a estabilidade; cotado para ser vice de Aécio Neves, ele se 
queimou ao xingar, ontem, blogueiro que lhe dirigiu uma pergunta sobre escândalo de 
distribuição de propinas Alstom-Siemens; agora, depois de ter assinado pedido de instalação da 
CPI da Alstom, retirou seu próprio nome; desorientação pode lhe custar o futuro na chapa 
presidencial.



O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), assinou o requerimento de criação da CPI mista para apurar o escândalo do propinão do metrô de São Paulo, mas depois riscou seu nome da lista. O tucano havia aderido ao movimento depois de ser pressionado por aliados de Dilma Rousseff, que acusavam o PSDB de querer evitar a comissão por temer o impacto da investigação sobre o governo de Geraldo Alckmin (PSDB).
Depois de assinar o documento, Aloysio afirmou que o pedido de investigação era uma “farsa”, pois não incluía suspeitas de cartel em obras de trem e metrô em cidades e Estados governadas pelo PT e por seus aliados.O líder tucano riscou seu nome do requerimento. Logo depois, o senador Ruben Figueiró (PSDB-MS), que havia assinado logo depois de Aloysio, também riscou seu nome.
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GLOBO PERDE UM EM CADA 5 ESPECTADORES


E perde no horário nobre. E o Galvão voa de jatinho !

Saiu na Folha, na seção “Outro Canal”, de Keila Jimenez:

A Globo Overseas encerrou abril com uma perda de 22% de Globope na faixa noturna, (de 
18h00 à meia noite), em rede nacional, em relação a abril passado.
Como se sabe, a Globope cai fantasticamente.
É a maior queda já registrada pelo canal na faixa nobre, que mais fatura, deflagrada por uma crise na sua dramaturgia, diz Jimenez.
“Nenhuma das três novelas no ar emplacou”.
E se as novelas não emplacam, o jornal nacional do Gilberto Freire com “i” empaca, porque, como se sabe, não passa do palmito da empada.
Enquanto isso, na “colona” do Ancelmo, no Globo, sabe-se que o Galvão Bueno – não confundir com Ticiana Villas Boas, aquela dos “frufrus” da Friboi – que o Galvão Bueno vai se deslocar para os diversos estádios da Copa de jatinho !
Será que é também um Legacy de 23 lugares, como o frufru da Ticiana ?
Que chic !

Em tempo: se no caso da Friboi entra dinheiro do BNDES, no caso do jatinho do Galvão a grana é da Receita. Já que a Globo Overseas não recolhe o DARF – sobre isso, acompanhe a batalha solitária do senador Requião, já que, lamentavelmente, o PT não elegeu um único senador. Requião também quer saber quem falsificou a ata a Assembleia que entregou a TV Paulista ao Dr Roberto Marinho …
Em tempo2: Sugestão do Vasco, que não tem mais nada a fazer:
Já que a Urubóloga agora é ficcionista, porque ela não deixa o Jornalismo e passa a escrever novelas ? Seria uma forma de estancar “a crise da dramaturgia”. Como se sabe, ela tem muita fantasia e imaginação – especialmente quanto trata de números.
Em tempo3:
o ansioso blogueiro não endossa a sugestão do Vasco. O Jornalismo da Globo não pode, jamais, prescindir dos números da Urubóloga !

Paulo Henrique Amorim
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Lula fala de políticas inclusivas e erradicação da pobreza ao Jornal de Angola


"Não tenho dúvida de que o Mundial "será extraordinário";  

Em entrevista publicada hoje (7) pelo Jornal de Angola, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 
fala sobre a experiência brasileira na condução de políticas inclusivas e de desenvolvimento social, 
além das ações de combate à pobreza. Lula está na Angola a convite do governo local para um 
seminário de troca de experiências em programas sociais de combate à pobreza entre Brasil e
O encontro é organizado pela Fundação José Eduardo dos Santos e pelo Instituto Lula.

Leia a íntegra da entrevista concedida ao jornal angolano:
Filomeno Manaças

Desde segunda-feira em Angola a convite da Fundação Eduardo dos Santos (FESA) para partilhar a sua experiência no combate à pobreza no Brasil, em seminário a ter lugar hoje, o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala em entrevista ao Jornal de Angola das soluções aplicadas para melhorar o desenvolvimento humano e defende, na luta contra a fome, políticas públicas e programas sociais inclusivos.
O ex-Presidente afirma que continua a ser um activista político e acredita que é possível um mundo sem fome.

JORNAL DE ANGOLA – O Sr. tornou-se um vulto político da América Latina e mesmo a nível mundial fruto da sua Presidência bem sucedida. Qual é a fórmula para retirar 50 por cento da população da linha da pobreza?
Luiz Inácio Lula da Silva- Não há uma fórmula igual para todos os países, porque cada nação tem a sua própria realidade económica, e a sua situação política. Mas o que eu acho fundamental é incluir os mais pobres no orçamento público. Aqueles que não estão organizados em partidos, em sindicatos. E ver os recursos para a área social – para a saúde, para a educação, para a moradia – não como um gasto, mas como um investimento que o país faz no seu próprio povo. No Brasil, combinamos uma série de programas sociais, fizemos uma forte política de crédito para a população, incentivamos a regularização dos micro-empreendedores. Esse conjunto de acções resultou no maior programa de inclusão social da história do país. Criamos 21 milhões de empregos, tiramos 36 milhões de pessoas da extrema pobreza, e 42 milhões ascenderam à classe média. O principal programa de transferência de renda, é o Bolsa Família, que transfere recursos para as mães das famílias mais pobres que mantêm os seus filhos na escola e as suas vacinas em dia. O dinheiro, ao chegar à mão dos mais pobres, é distribuído preferencialmente às mães. O dinheiro não fica parado num banco, é transformado em alimento para as crianças, roupas e material escolar. Esse programa, integrado noutras iniciativas, gerou um grande mercado interno, que movimentou o comércio, que por sua vez movimentou a indústria, gerando mais empregos. Os pobres deixaram de ser um problema e passaram a ser parte da solução.
JA – Numa análise por regiões, e se puder, destacando países, como vê a evolução ou regressão no combate à pobreza no continente africano?
LS – Quase sempre que um brasileiro é consultado, ele trata a África como se fosse um único país, com um único governo e uma única religião. Quando todos teriam que entender que há uma diversidade de países e situações no continente. Qualquer análise sobre a África deve levar em conta que os países conseguiram a sua independência há muito pouco tempo, e depois muitos deles tiveram que enfrentar guerras civis e vivem em paz há pouco tempo. Eu particularmente fico muito feliz por ver o continente africano neste século XXI a consolidar a democracia na maioria dos países, com a compreensão de que a paz impulsiona o desenvolvimento. Ao mesmo tempo, é muito importante a gente reconhecer os avanços na construção da integração africana, com o fortalecimento da União Africana, do Banco Africano de Desenvolvimento, do NEPAD e das Comunidades Regionais. A integração dos países africanos é a maior obra em construção no continente. Mas é claro que ainda há muito a ser feito. O maior desafio é o combate à fome e à miséria. A África tem todas as condições para se tornar auto-suficiente na produção de alimentos, como já foi no passado pré-colonial. E para produzir alimentos, é preciso produzir energia. A África pode ampliar a produtividade do campo e criar programas que garantam o acesso das pessoas aos alimentos. Em 2013, o Instituto Lula organizou, junto com a FAO e a União Africana, um encontro de alto nível em Adis Abeba, que propôs a meta, aceite pelos países africanos, de erradicar a fome no continente até 2025. Isso é plenamente possível. Quatro países foram escolhidos como referência para essa iniciativa: Angola, Níger, Malawi e Etiópia. A nossa compreensão é que o problema da fome não pode ser resolvido por projectos pontuais, mas com políticas públicas e programas sociais que garantam a alimentação como um direito de todo o cidadão.
JA – Na Ucrânia está a desenhar-se um conflito com potencial de evolução. Como avalia a sua génese e possíveis consequências para a geopolítica mundial?
LS – Ainda é cedo para fazer uma avaliação, e as informações são muito contraditórias. Eu sempre ¬defendi o direito à auto-determinação dos povos e acredito que a paz e o diálogo são fundamentais para a saída desta crise. Porque em momentos de conflitos armados, é a população mais pobre quem mais sofre.
JA – O Brasil é um país de futebol e o Mundial é já agora em Junho. Nunca um Mundial esteve rodeado de tanta expectativa, tanto desportiva como política. Escusado será dizer que a sua equipa preferida é o “escrete canarinho”. Podem as manifestações de rua ofuscar a competição? Por que equipa acha que o Presidente José Eduardo dos Santos vai torcer?
LS – Eu não tenho dúvida de que a Copa do Mundo no Brasil será extraordinária, tem tudo para ser a melhor Copa já organizada. A Copa é mais do que um evento desportivo, ela não deve ter como objectivo principal a rentabilidade económica. A Copa é antes de tudo um encontro dos povos do mundo inteiro, o momento da maior confraternização do planeta. É a hora do Brasil apresentar-se como ele é, sem esconder os seus problemas. 
Houve uma imensa procura de bilhetes e centenas de milhares de estrangeiros irão ao Brasil. Se acontecerem protestos, reivindicações, teremos que encarar com normalidade, é assim a democracia. O papel do governo é garantir as condições para os nossos visitantes serem bem recebidos, se sentirem seguros e poderem conhecer o país e as suas belezas, para que possam conhecer bem o povo brasileiro, que é alegre e acolhedor. Eu tenho a certeza que o Presidente, será muito bem recebido no Brasil. Eu imagino que o coração dele esteja bem dividido nesse momento, pois cinco países africanos vão disputar o Mundial e o futebol africano tem avançado muito. Mas como o Brasil é o país com a maior população negra no mundo depois da Nigéria, eu conto com um pouco do apoio dos angolanos.
JA – Como colunista mensal do jornal “The New York Times”, há um ano, sobre o que é que mais escreve e o que mais faz desde que deixou a Presidência do Brasil?
LS – Eu já não desempenho qualquer cargo, mas continuo a ser um activista político. Criei o Instituto Lula com o objectivo de discutir e trocar experiências com latino-americanos e africanos sobre as políticas públicas bem sucedidas na área social. Eu já acreditava antes e passei a ter certeza, baseado no que fizemos no Brasil, que é possível construir um mundo onde ninguém passe fome.

Biografia de um batalhador

Luiz Inácio Lula da Silva, mais conhecido como Lula, é um político, ex-sindicalista e ex-metalúrgico brasileiro. Foi o trigésimo quinto Presidente da República Federativa do Brasil, cargo que exerceu de 1 de Janeiro de 2003 a 1 de Janeiro de 2011. Passou o testemunho à Dilma Rousseff.
Luiz Inácio da Silva, conhecido como Lula, ganhou esta alcunha nos tempos em que era representante sindical. Posteriormente, o apelido foi oficialmente adicionado ao seu nome para poder representá-lo eleitoralmente. É co-fundador e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores (PT), onde teve, durante vários anos, de lidar com os sectores radicais que foram contra a sua mudança de estratégia económica após três derrotas em eleições presidenciais. Em 1990, foi um dos fundadores e organizadores, em conjunto com Fidel Castro, do Foro de São Paulo, que congrega parte dos movimentos políticos de esquerda da América Latina e do Caribe.
Com carreira política feita no estado de São Paulo, Lula é o único Presidente do Brasil nascido em Pernambuco. É muitas vezes considerado como o político mais popular da história do Brasil e, no período do seu mandato, um dos mais populares no mundo. Programas sociais como o “Bolsa Família” e “Fome Zero” são as imagens de marca do seu Governo.
Lula teve um papel de destaque na evolução recente das relações internacionais, incluindo na abordagem e negociação do programa nuclear do Irão e do aquecimento global, e foi descrito como “um homem com ambições audaciosas para alterar o equilíbrio de poder entre as nações”. Foi considerado pela revista Time uma das 100 Pessoas Mais Influentes do Mundo de 2010, e aclamado pela crítica como “o político mais bem-sucedido do seu tempo”.
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7 de maio: Dia Nacional de Mobilização pelo Plebiscito Constituinte.

#EuTenhoVozNaPolitica


Quem quer o fim da bandalheira na política, quem quer que os governos eleitos possam governar em sua plenitude, voltados totalmente às boas pressões populares e não às más pressões do poder econômico nos gabinetes, precisa entrar na luta pela realização do Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva para fazer a Reforma Política.
Para massificar a campanha e atingir os mais amplos setores da população brasileira, é que acontece o Dia Nacional de Luta pela Constituinte do Sistema Político, na quarta-feira, dia 7 de maio.
Todos os mais de 300 comitês estaduais, regionais e locais do Plebiscito Constituinte, espalhados por todos os estados brasileiros, realizarão atos massivos, com foco nas capitais, envolvendo todas as entidades que constroem a campanha e mobilizando todas as regiões. Procure a sua turma e busque informações sobre sua cidade aqui, nos Comitês Estaduais do Plebiscito Constituinte.
A campanha conta com apoio de dezenas de movimentos sociais e organizações como a CUT, a CTB, o PT, o PCdoB, Pastorais, Levante Popular da Juventude, UNE, UJS, UNEGRO, etc.
Participe:
http://www.plebiscitoconstituinte.org.br
www.facebook.com/plebiscitoconstituinte
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Mujica fala da nova lei da maconha no Uruguai



Publicado originalmente na BBC Brasil.

O presidente uruguaio José Mujica afirma que a legalização da maconha no Uruguai é “um 
experimento” e que “os retrógrados que não querem mudar nada, certamente vão se surpreender.”
Na terça-feira, Mujica deu uma entrevista por telefone à BBC Mundo, no mesmo dia em que 

assinou o decreto que regulamenta a lei da maconha.
A legislação, aprovada em dezembro pelo Parlamento uruguaio, fez deste país de 3,3 milhões de 

habitantes o primeiro a pôr nas mãos do Estado a produção, distribuição e venda de maconha.
Mujica disse que a repressão às drogas em seu país estava cada vez pior e agora ensaia “um 
caminho que é difícil, mas que pode deixar um pouco de conhecimento à humanidade”.
O líder uruguaio não acredita que vá discutir o tema a fundo com o presidente americano, Barack 
Obama, quando os dois se encontraram na próxima segunda-feira, em Washington.
“O país que mais comercializa a maconha é os Estados Unidos”, afirma.
“Mas o que acontece é que eles não fazem nada com espírito de experimentar. Vão direto pela via 
do mercado, vendendo sem cuidado e acabou”, disse ele, referindo-se aos Estados americanos que 
liberaram a maconha para uso recreativo ou medicinal.

A seguir, um resumo da entrevista com Mujica à BBC Mundo.

BBC – O Uruguai abriu um caminho para que na região seja considerada uma alternativa à “guerra contra as drogas”?
José Mujica - Primeiro temos que andar um pouco, viver um pouco. E, em seguida, fazer um balanço do que descobrirmos, de tudo que deu certo e ver como podemos mudar. Então, eu recomendo cautela. Esta lei tem 100 artigos. E não é o que alguns acreditam: que foram abertas as portas para que as pessoas consumam drogas a torto e a direito.
O fato é que há 25 anos estimávamos haver entre mil e 1,5 mil consumidores. Hoje temos 150 mil. Nestem 25 anos, reprimimos, prendemos, confiscamos cargas e o animal continua crescendo. Por isso mudamos a estratégia.
Mas eu lhe digo: o novo caminho é triunfal? Não, não. Estamos em um caminho de experimento. Um experimento feito com honradez intelectual, mas não para incentivar a propagação de um vício que, como qualquer vício, é uma praga.
BBC – Mas você aprovou a lei convencido de que este é o melhor caminho?
Mujica - Estou convencido pelo conselho de Einstein: quando você quer mudar as coisas e voltar a fazer o mesmo, nada muda. Há muitos anos estamos reprimindo, perseguindo e estamos cada vez pior. Então começamos a pensar em alternativas. E, por isso, eu uso a palavra experimento.
BBC – Olhando para os próximos 10 ou 15 anos para o futuro , Uruguai continuará a ser uma exceção regional?
Mujica - Apesar de ter quase 79 anos, tenho um coraçãozinho capaz de sonhar. Se formos capazes de descobrir alguns elementos que ajudem, que outras sociedades adotem, que se enriqueçam, estaremos dando nossa contribuição.
É essa intenção que temos no fundo de nossos corações. Porque o Uruguai é pequeno e pode fazer coisas que a um país grande vai custar muito mais.
Porque nós não somos preconceituosos. Porque nós somos um país secular. Sempre tivemos algum grau de aventura, e talvez de um bom liberalismo no seu sentido mais profundo: não econômico, mas de experimentar diferentes caminhos. Foi assim com o divórcio, com a abordagem sobre o álcool, em 1915, o reconhecimento da prostituição e assim por diante. É uma característica do Uruguai.
BBC – A Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (JIFE) da ONU e a oposição no Uruguai criticam que a população esteja sendo usada neste experimento. O que acha disso?
Mujica - Mas a vida é um experimento. Somente os dogmáticos, os sectários, os que se negam a qualquer mudança, podem ficar contra a honradez da palavra experimento. Viver é experimentar, buscar soluções que às vezes funcionam e às vezes não. Por que agora reconhecemos o casamento homossexual e antes não? Por que mudamos? E a escravidão, como foi que acabou?
Toda a vida foi assim. Agora, os retrógrados que não querem mudanças certamente vão se assustar. Eu reivindico a palavra experimento.
BBC – E qual é o parâmetro que tem de ser considerado para ver se esse experimento funcionou bem ou mal?
Mujica - Vamos ver como tudo vai se desenrolar, se cresce ou não o número de consumidores, se se multiplica o peso do narcotráfico ou se diminui, o que vai acontecer nas prisões.
Hoje pelo menos um terço de nossa população carcerária está ligada ao narcotráfico ou ao uso de drogas. Tudo isto vamos começar a medir estatisticamente. E teremos que tirar alguma conclusão social disto. Eu não vou me impressionar pelos gritos contra mim. Tenho minha maneira de pensar.
BBC – Dentro de alguns dias o senhor vai se reunir com o presidente americano na Casa Branca. Este assunto vai estar na agenda?
Mujica - Acho que não muito. Porque o país que mais comercializa maconha é os Estados Unidos. É um fato. Mas o que acontece é que não o fazem com o espírito de experimentar nem nada. Vão direto pela via do mercado, vendendo sem cuidado e acabou. Há 22 Estados que estão vendendo.
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Globo dá tiro no pé com GER4CAO BR4SIL


"A ideia de associar o número do PSDB à nova novela não representará nenhum reforço 
substancial à candidatura tucana. Mas será mais um argumento fortíssimo em favor dos que 
entendem a mídia como um partido político.

Luis Nassif, GGN / Pragmatismo Politíco

Tenho escrito sobre essa mistura de dramaturgia, marketing e jornalismo que caracteriza os grupos de mídia. Utilizam-se recursos da propaganda, da dramaturgia e do jornalismo para uma geleia geral que compromete todas as pontas.
Quando a Globo lançou a novela sobre tráfico de crianças, o jornalismo foi acionado para uma série de matérias sensacionalistas sobre adoção.
Quando as eleições entram em jogo, o grupo age sincronizando todas as pontas, criando vilões que lembram os adversários, mocinhos que emulam os aliados.
À medida em que as informações e as discussões sobre mídia avançam pelas redes sociais, e que o conceito e o papel dos grupos de mídia viram foco de discussão, o uso reiterado dessas jogadas apenas ajuda a reforçar os argumentos dos críticos da mídia.
É como se houvesse um laboratório online, no qual práticas seculares anacrônicas pudessem ser dissecadas ao vivo e em cores.
Em tempos de concentração maior de mídia, falava-se muito na propaganda subliminar, os merchandisings, utilizados para jogadas comerciais.
Quando entra-se no campo eleitoral, o jogo é dúbio.
Tome-se essa besteira da Globo, de associar o nome da novela ao número 45 do PSDB
O custo é alto. Uma emissora aberta, com o alcance da Globo, não pode se colocar contra mais da metade do eleitorado brasileiro, ainda mais em um momento em que ocorre uma implosão geral da audiência, fruto do avanço das tvs fechadas e da Internet. É um risco de imagem que gerações anteriores, mais sábias, não ousaram correr, mesmo quando a força do grupo era proporcionalmente muito maior.
Quando o espírito das diretas tomou conta do Brasil, a maior preocupação de Evandro Carlos de Andrade e Roberto Marinho era tirar o estigma da emissora, de ser contra a democratização
Depois que o estilo Murdock surgiu, deixou-se de lado toda a prudência e decidiu-se tomar partido de uma forma escancarada.
A ideia de associar o número de PSDB – 45 – à nova novela não representará nenhum reforço substancial à candidatura tucana. Mas, sem dúvida, será mais um argumento fortíssimo em favor dos que entendem a mídia como um partido político."
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Tucano Neto de Covas vai investigar pedágios criados pelo avô



Parece até piada. Mas, não é. A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) instalou nesta terça-feira a CPI dos Pedágios e elegeu o deputado Bruno Covas (PSDB) como presidente do colegiado. O parlamentar é neto do ex-governador tucano Mario Covas, que iniciou as privatização das rodovias paulistas e os pedágios. Ou seja, é a raposa cuidado do galinheiro.
Com o tucano tomando conta da CPI, essa foi a primeira comissão proposta pela bancada de oposição ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) desde que ele tomou posse, em 2011. A CPI dos Pedágios foi articulada pelo PT e vai investigar eventuais irregularidades na cobrança de tarifas nas estradas estaduais. A reunião na qual se instaurou a CPI na Casa serviu também para eleger o deputado Antonio Mentor (PT) como vice presidente do colegiado e David Zaia (PPS) para ser o relator.
O PT protestava pela presidência para evitar que integrantes da base aliada de Alckmin, ao assumir o cargo, blindassem o governo de eventuais investigações e, consequentemente, esvaziassem a comissão. Único representante da oposição no comando da CPI, Mentor afirmou que vai tentar evitar que a comissão naufrague. "É uma tradição da Casa. Mas vamos fazer a disputa no plenário para fazer as nossas convocações", disse o petista, quem propôs a CPI em 2011.
A CPI dos Pedágios foi subscrita por parlamentares da base do governador. Além dos 24 deputados da bancada do PT na Assembleia, da deputada Lecy Brandão (PCdoB) e do então deputado Pedro Bigardi (PCdoB), assinaram o pedido Afonso Lobato (PV), Rafael Silva (PDT), Rogério Nogueira (DEM), José Bittencourt (PSD), Olímpio Gomes (PDT) e Carlos Giannazi (PSOL). A tendência no histórico das CPIs instaladas na Assembleia é de que o próprio proponente assuma a presidência da comissão.
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BOTANDO PILHA DESMASCARA ALOYSIO 300 MIL


Depois de ser agredido pelo desqualificado senador dos 300 mil, ainda foi preso! Para quem não 
sabe o nome disso é democracia. Se o agressor fosse mais educado e discreto seria crime 
organizado. Alguém já viu o Cachoeira ou o Marcola aos berros?

VAI TER COPA. O QUE NÃO VAI TER É ÁGUA EM SP


“A Petrobrás não vai quebrar”

“SUSTO” DOS PAULISTAS: VAI FALTAR ÁGUA?

Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Depois de ver meu time chegar à liderança do Brasileirão, eu tomava aquele lanche preguiçoso com meus filhos – já quase adultos – no fim de domingo. Um deles anunciou que ia tomar banho antes de dormir. Brinquei com ele: “aproveita enquanto há água”. E ele: “pai, não exagera, situação da água não está tão grave”. O mais velho então emendou: “não está grave, então por que na casa de uma cliente onde presto serviço já falta água há quase um mês?”
Começou um debate entre eles sobre a água. Apresentei aos dois os números desesperadores do Sistema Cantareira (caiu para 10% da capacidade, isso no momento em que teremos que enfrentar 4 meses absolutamente sem chuva). Meus filhos ficaram ressabiados: “se a situação é tão grave porque ninguém fala claramente sobre isso?”
Pois é… Esperteza demais costuma liquidar o esperto. A imprensa velha brasileira fala sem parar na “crise da Petrobras”. Acontece que não há qualquer risco de faltar gasolina, ou de a Petrobras pedir concordata. Nada disso.
Sobre a falta de água, quase não há manchetes. Os repórteres até produzem seus textos. Mas a mídia velhaca acha que pode controlar a realidade. Tira a seca do Sistema Cantareira das manchetes. E quando o assunto ganha espaço, não há qualquer cobrança ao governador tucano.
A situação é desesperadora. Não para Alckmin apenas, mas para os paulistas. Sobre isso, leia o texto de Altamiro Borges.
Especialistas calculam que lá para julho ou agosto o Sistema Cantareira (que abastece 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo, além de outros tantos no interior do Estado) vai entrar em colapso. Antes disso, já começará a se ampliar o “rodízio disfarçado” de água.
A mídia não fala no assunto. Nos questionários de pesquisas eleitorais velhacas o tema não entra em pauta. Mas a realidade é traiçoeira… E o assunto surge nas conversas informais. Nas ruas, nas casas, na mesa do lanche no domingo. Não se trata de conversa sobre política. É a realidade cotidiana. Gente que não consegue tomar banho na zona norte. Outros que já precisam programar horário de lavar a roupa na região de Cotia (Grande São Paulo).
Quando a ficha cair, em larga escala, o susto vai ser gigantesco. Vai ser parecido com o olhar de meu filho hoje, na hora do lanche: “mas vai faltar água e ninguém nos avisa?”
O público, os cidadãos, os eleitores vão-se sentir enganados quando descobrirem que a falta de água em São Paulo não é um assunto “controlado”. E nem um “fenômeno” climático. Mas que foi provocada por falhas graves de gestão.
E aí o eleitor vai se perguntar: quem me enganou?
Se o assunto fosse tratado de forma honesta pelo governo paulista, o tombo seria muito menor. Alckmin talvez tenha sido convencido pelos auxiliares que é possível evitar o racionamento, e passar “raspando” por outubro, sobrevivendo à seca das torneiras (mais ou menos como o FHC fez em 98 – fingindo que não havia uma crise cambial gravíssima batendo à porta).
Alguém enganou o governador. E ele passou o engodo adiante – enganando o povo paulista.
Vai ter Copa. A Petrobrás não vai quebrar. Mas as torneiras, infelizmente, vão secar em São Paulo; em algum momento, entre julho e outubro, isso vai ficar claro.
E aí Alckmin não terá defesa. Não há manchete mentirosa que explique a torneira seca. Não há mídia velhaca que salve os tucanos paulistas dessa mentira.
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