quarta-feira, 7 de maio de 2014

COM FHC, O BRASIL BATIA RECORD… DE DESEMPREGO


Brasil era o 2º do mundo

O Conversa Afiada reproduz trecho de texto da Folha , de 2002, no governo do Príncipe da Privataria:
País tem 11,454 milhões sem emprego e perde só para a Índia, com 41 milhões; há 20 anos, Brasil estava em 9º

BRASIL É O 2º DO MUNDO EM DESEMPREGO

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial do desemprego em números absolutos, com 11,454 milhões de pessoas sem trabalho em 2000. Perde apenas para a Índia, com 41,344 milhões de desempregados.
Há 20 anos, o país estava na nona posição, com 964,2 mil desempregados. Em 90, ocupava o sexto lugar, com 2,368 milhões. Em 2000, havia 164,4 milhões de desempregados no mundo.
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terça-feira, 6 de maio de 2014

Nilmário Miranda: deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) planejou ação contra Dirceu


O deputado Nilmário Miranda (PT-MG) era o coordenador da diligência parlamentar da Comissão de Direitos Humanos e Minorias ao complexo penitenciário da Papuda onde foi produzido um vídeo por um dos integrantes e que minutos depois foi veiculado pelo site da Folha de S. Paulo. Na opinião dele, a ação e o vazamento foi uma ação planejada. “Acredito que não foi uma transgressão ocasional, foi uma coisa planejada,” sustenta.
O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) era contra a visita ao presídio da Papuda, revela Nilmário. Mas quando ela foi aprovada na Comissão, quis integrar a comitiva. “Na verdade ele tinha outro motivo”, avalia o petista. E chama a atenção não só para o vídeo ilegal que foi produzido, mas para as informações imprecisas que circularam. “Não tinha água quente, nem micro-ondas, nem uma TV de tela plana, mas isso foi passado para a imprensa por alguém que visitou a cela.”
O deputado suspeita que o vídeo foi mesmo realizado por William Pereira dos Passos, assistente técnico da liderança do PPS. “Os dois assessores que acompanharam o deputado do PPS não estavam relacionados”, lembra e ressalta que, quando foram visitar a cela de Dirceu, pediu que os acompanhantes ficassem no prédio da administração. “Todos os assessores atenderam, só um não. O único que não aparece no vídeo”, diz, em referência a William, marido da jornalista, Rosean Kennedy, da CBN.
Para Nilmário, o ato foi uma transgressão a uma ordem judicial e por isso será investigado pela Secretaria de Justiça do Distrito Federal. Segundo ele, a juíza Débora Valle de Brito, da Vara de Execuções Penais (VEP) de Brasília, não permitiu que fossem feitas imagens dentro do presídio e a proibição foi informada aos membros da comitiva. “Você pode concordar ou não, mas tem que respeitar e por isso foi uma violação à lei”, concluiu.
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EDUARDO CAMPOS VAI VOLTANDO A SER O QUE È: DUDÚ 3%


DUDU 3% É CONTRA MAIS MÉDICOS. ÔBA ! Ele ainda acaba no CRM do Ceará

Por: Fernando Brito

Aécio Neves nada de braçada sobre Eduardo Campos, nesta pré-campanha eleitoral.
A direita, que se serviu do Pernambucano, passou a esvaziá-lo aos primeiros sinais de engorda do candidato do PSDB.
A Folha, hoje, até desenterra uma “socialização dos meios de produção” no programa do PSB para criar uma saia-justa para Campos, hoje um adepto do mais agudo neoliberalismo, ao ponto de “prometer” uma meta de inflação de 3%, mesmo sabendo que não há condições de chegar a isso nem mesmo com o mais brutal processo recessivo.
Campos é, em ritmo acelerado, o retrato da inconsistência política que os aventureiros acabam por revelar.
Uma candidatura nem mesmo regional – estadual a define melhor – e vazia de conteúdo ideológico ou histórico.
Que conseguiu, até mesmo, arrastar para a vala a sua companheira de chapa, Marina Silva.
Talvez seja esta a principal mudança no quadro eleitoral “pré-copa” que se vai registrar até que o processo sucessório entre em compasso de espera.
A de que a eleição caminhará para uma polarização entre Dilma e o PSDB.
Mais que Aécio, um galeria: ele, FHC e Serra.
E, com isso, tudo indica que Eduardo Campos vai oscilar entre a estagnação e a queda.
Campos é uma versão rapidíssima da frase que tantas vezes ouvi do velho Brizola: a política ama a traição, mas logo abomina o traidor.
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Caseiro de Paulo Malhães nega ter participado de crime, diz Comissão da Verdade do Rio


Comissão de Direitos Humanos do Senado faz diligência para acompanhar o caso Malhães

Diferentemente da versão apresentada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na semana passada, o caseiro do sítio onde vivia o coronel Paulo Malhães negou ter participado do crime que culminou com a morte do ex-agente do Centro de Informações do Exército (CIE) no dia 24 de abril. A afirmação foi feita pelo presidente da Comissão da Verdade do Rio, o advogado Wadih Damous, que esteve na manhã desta terça-feira 6 com o caseiro Rogério Pires.
“Ele negou que tenha participado do crime e disse que não facilitou a entrada dos homens que invadiram a casa, apesar de já ter sido abordado por eles anteriormente”, disse Damous. “Além disso, contou que seu depoimento à polícia foi feito sem a presença de um advogado e se disse analfabeto.”
Segundo Damous, que visitou Pires na carceragem da Delegacia Anti-Sequestro, o Leblon, juntamente com os senadores Randolfe Rodrigues (Psol-AP), João Capiberibe (PSB-AP) e Ana Rita (PT-ES), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Pires se disse surpreso por ter sido detido na semana passada depois de não ter declarado “nada que significasse uma confissão” de ter qualquer participação do crime de latrocínio (roubo seguido de morte).
Após a reunião com Pires, Damous e os três senadores se reuniram com Fernando Veloso, chefe da Polícia Civil no Rio, com quem confrontaram a versão oficial. “Ele (Veloso) também não disse peremptoriamente que o caseiro havia confessado, mas contou que como ele caiu em contradição e havia indícios acabou sendo pedida sua prisão cautelar”, explicou.
Ao justificar a vinda dos senadores, o presidente da Comissão da Verdade do Rio disse que a morte do coronel reformado que confessou ter torturado, matado e ajudado a ocultar cadáveres não pode ser tratada como um crime qualquer. “Isso mostra que ainda falta muito para elucidar esse crime. A investigação não pode se esgotar na ocorrência ou não de latrocínio. Latrocínio houve, não precisa nenhum policial dizer. Mas quem foi para lá e com qual intenção?”.
Segundo Damous, a Comissão da Verdade do Rio pedirá à Defensoria Pública do estado para acompanhar o caso de Pires e solicitará a entrada da viúva Cristina Batista Malhães e de Pires no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas. Já a Comissão de Direitos Humanos do Senado irá requisitar as peças do inquérito para acompanhar de perto a investigação sobre as circunstâncias da morte de Malhães.
Em interrogatório na Comissão Nacional da Verdade no dia 25 do mês passado, Malhães confessou crimes cometidos na chamada Casa da Morte, centro de tortura clandestino em Petrópolis. O militar deu sua versão sobre a operação do Exército para desaparecer com os restos mortais do deputado federal Rubens Paiva e contou que os agentes do CIE mutilavam corpos de vítimas da repressão assassinadas em Petrópolis, arrancando suas arcadas dentárias e as pontas dos dedos para impedir a identificação.
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Exercício monstruoso do ódio




Laura Capriglione

“É com muita tristeza que deixo meus sentimentos de pêsames à família da Fabiane Maria de Jesus, esposa e mãe de dois filhos, vítima de um ato cruel e desumano de linchamento em via pública, o que levou à sua morte.
É lamentável que fatos como estes aconteçam nos dias atuais e em nossa cidade. Eu, particularmente, a conhecia da Igreja, éramos da mesma comunidade e morávamos no mesmo bairro, no Morrinhos.
A Fabiane era uma boa moça, sofria de problemas psiquiátricos e passou por um problema de depressão pós-parto. Ela participou do grupo de jovens católicos e todos que a conheceram sabem que ela seria incapaz fazer mal a alguém.”
Foi assim que a prefeita do Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB), 45 anos, descreveu a jovem Fabiane. Ambas integraram o Grupo de Jovens da Igreja de São João Batista, no bairro em que moravam.
Mesmo com tais referências, entretanto, Fabiane Maria de Jesus morreu aos 33 anos, depois de ser xingada, humilhada e torturada pelas ruas de Morrinhos, na periferia da estância balneária de Guarujá, alcunhada de “Pérola do Atlântico”.
Acusada de sequestrar e de praticar atos de magia negra contra crianças, Fabiane foi encurralada no último sábado em uma rua do bairro por uma turba com sangue nos olhos. Levada ao fundão de uma quebrada, segura pelos braços e pernas como um animal indo ao sacrifício, espancaram-na sob os olhares entre horrorizados e cúmplices de crianças, mulheres e idosos.
O suplício de Fabiane incluiu socos no rosto, marretadas na cabeça, pontapés.
Já inerte, o corpo foi jogado em uma vala fétida.
Em um dos vídeos gravados durante o linchamento, ouve-se a conversa:
- É ela mesmo?
- É ela mesmo.
- Tem certeza, irmão, que é ela mesmo? Tem certeza?
- Ah, lá, na foto.
- Vou pegar a foto dela ali.
Na página de “Guarujá Alerta”, ainda ontem no ar, a condenação era quase unânime, cerca de 1.800 usuários acusando-a de ser a responsável pela morte de Fabiane. A prefeita de Guarujá engrossou o coro em entrevista a este blog: “Quem matou foi uma minoria dos moradores de Morrinhos, instigados pelo uso irresponsável da rede social”.
(.......)
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PADILHA: FALTA DE ÁGUA EM SP FOI IRRESPONSABILIDADE


Pré-candidato do PT ao governo do Estado abre baterias contra a Sabesp, estatal de águas 
paulista; "A gestão foi irresponsável em todos os aspectos", classificou Alexandre Padilha em 
entrevista ao portal UOL, rede SBT e rádio Jovem Pan; sem citar o nome do adversário 
Geraldo Alckmin, Padilha afirmou que o racionamento de água já está ocorrendo no Estado, 
apesar das negativas do governador; "Falta de ética é cortar a água de Campinas, de Osasco e 
de Guarulhos e dizer que não existe racionamento".

O candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, participou hoje (06) de sabatina na 
Folha. Os entrevistadores – da própria Folha, do SBT, do UOL e da Jovem Pan – abordaram 
temas como metrô, PCC, desmilitarização da Polícia, recepção aos haitianos e Segurança 
Pública.

O Conversa Afiada, por sua vez, prefere enfatizar a falta de água em São Paulo:

Josias de Souza – Um leitor lembra que no plano federal a água foi um problema. Transformamos um período de estiagem em consumo. O governo federal também não se planejou?
Alexandre Padilha – A diferença é gritante. A cidade de Guarulhos tem 400 litros de recursos a menos desde fevereiro. Você não vê uma situação como essa no país. Fizeram quilômetros de linhas de transmissão. Aqui em São Paulo já tem redução. Desde dezembro, Campinas recebe menos água. Se eu fosse governador já teriam sido executadas as obras, que estão há dez anos paradas. O racionamento já existe em São Paulo. Campinas desde dezembro e Guarulhos desde fevereiro estão com redução de água. Bairros da capital paulista já sofrem com redução, além de Osasco (Grande SP). O Estado assumiu responsabilidade, mas nenhuma obra saiu do papel para reduzir a dependência de Cantareira. Desde 2004, é um tema persistente. Aloizio Mercadante, quando candidato, pautou esse tema. A ANA (Agência Nacional de Água) de SP apontou, em 2004, que precisava realizar obras para evitar a dependência do Cantareira.
Patrick Santos – Mas o sr. não acha falta de ética usar o racionamento na eleição?
Alexandre Padilha – Estou falando que o racionamento já existe. Falta de ética é cortar água de Campinas (SP), Osasco (Grande SP) e bairros da capital paulista e dizer que não há racionamento. Falta transparência. Nós paulistas, queremos ser polos dinâmicos.
(Repare, amigo navegante, como o PiG tenta jogar tudo no colo do Governo Federal – nota do CAf)
Marcos Fernandes, de Taubaté – O sr. é favorável à transferência de água do rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira?
Alexandre Padilha – Qual é a grande precariedade dessa proposta, feita pelo governador: é tirar água de um lugar que tem o mesmo regime de águas do sistema Cantareira. É preciso fazer um regime de obras em outras áreas.
Patrick Santos Onde arrumar dinheiro para essas obras?
Alexandre Padilha – Só a Sabesp lucrou R$ 2 bilhões. Se ela tivesse investido todo esse dinheiro nas obras que precisavam ser feitas, isso não estaria acontecendo. A Sabesp foi irresponsável. Com a questão da água, com investimento em seu próprio patrimônio e com seus acionistas.
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Tendler: O filme que as seis irmãs do agronegócio não querem que você veja



A seca seletiva da imprensa brasileira



Por: Fernando Brito

A crise da água em São Paulo não está sendo coberta pela imprensa.
Está sendo encoberta, isso sim.
Pergunto se o distinto amigo e a querida amiga viu uma reportagem sequer, acompanhada das fotos correspondentes, sobre as “obras” que vão permitir o bombeamento da água do fundo das represas do Cantareira, viu?
Para não dizer que não houve nenhuma, houve uma, mostrando dois tratores limpando uma área junto à represa do Atibaia.
Nada mais.
Hoje, o Cantareira deve amanhecer com apenas 9,8% de sua capacidade, já que os 10% de ontem são apenas obra do “arredondamento” feito pela Sabesp. O relatório da Agência Nacional de Águas já apontava 9,9%.
O maior reservatório, Jaguari-Jacareí, está reduzido a 2,5% de seu volume.
2,5%, isso mesmo.
Vou dar os números, que são públicos e acessíveis pela internet.
Em 31 de janeiro, o Cantareira tinha 217 bilhões de litros de água.
Ao fim de fevereiro, 160 bilhões.
Terminou março com 127 bilhões de litros.
Hoje, tem 96 bilhões de litros, mesmo com toda a economia compulsória que descontos e multas impõem aos consumidores mais pobres.
Isto – ao lado da melhoria das chuvas em março e abril – permitiu baixar de 40 para 30 bilhões de litros a perda mensal do sistema.
Este mês a situação será pior e o esvaziamento vai superar os 40 bilhões de litros, como em fevereiro, mesmo com a vazão de saída reduzida.
Precisa de máquina de calcular?
Se tudo der certo, o bombeamento inédito leva a água até novembro. Claro, se o outro sistema que foi mobilizado para socorrer o Cantareira – o Alto Tietê – aguentar a sobrecarga.
E chega-se ao período de chuvas “devendo” nada menos que 180 bilhões de litros de água para que ela volte ao nível das comportas, sem exigir bombas.
Se as chuvas voltarem com força, o cenário em 2015 será igual ao de hoje.
Mas o distinto amiga e a lúcida leitora leem todos os dias previsões catastróficas sobre a…falta de luz iminente.
A capacidade aproveitada do armazenamento de água nas hidrelétricas é, entretanto, quatro vezes maior do que a do Cantareira.
Era, no domingo, de 42,5%, somando todo o Sistema Interligado Nacional. Angra I, parada desde fevereiro para manutenção programada, está sendo progressivamente (como é normal em geradoras) religada desde o final de semana. A pior situação, a do Sudeste, está em 38,8%.
Não é uma questão de torcer por uma “seca federal” ou uma “seca estadual”, porque as pessoas e a economia precisam de luz e água.
Nem de que haja uma seca em São Paulo e abundância de águas no resto do Sudeste.
O Brasil foi advertido em 2001 da fragilidade de seu sistema e São Paulo o foi na seca de 2004.
Não se discute a sua justeza, mas o fato é que só temos uma situação elétrica insegura porque Belo Monte foi atrasada pelas questões ambientais, do contrário estaria gerando hoje quase um quarto de nossas necessidades elétricas, com o período chuvoso do Norte do país.
Em São Paulo, nem sequer discutimos questões ambientais, pelo simples fato de que não se fez nada ou quase nada em matéria de melhoria do sistema de abastecimento.
Onde o amigo ouviu isto ser debatido na imensa “cobertura” que tem a crise na geração de energia?
A imprensa brasileira tme um nível mais baixo que o do Cantareira, já disse isso aqui.
E é tão turva quanto as águas do “volume morto” de seus reservatórios
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JABOR: "É PRECISO TIRAR DO PODER ESSES CARAS"


"Colunista Arnaldo Jabor afirma que o Brasil está "com ódio de si mesmo" e vê um país 
"irreconhecível".  Mas de quem seria a culpa? Do Partido dos Trabalhadores, é claro. "A 
chegada do PT", para o colunista, o Brasil só estará a salvo se for possível "tirar do poder esses 
caras".

Brasil 247

Presos são decapitados em Pedrinhas, no Maranhão. De quem é a culpa? Do PT e de Lula. Ônibus são queimados em São Paulo. De quem é a culpa? Do PT e de Lula. O menino Bernardo é assassinado pela madrasta no Rio Grande do Sul. De quem é a culpa? Do PT e de Lula.
Assim funciona a mente de Arnaldo Jabor, colunista que enxerga um Brasil "com ódio de si mesmo". Segundo ele, com esse fenômeno, "cria-se um desespero de autodestruição, e o país começa a se atacar".
A única solução, ele afirma, é "tirar do poder esses caras".
Detalhe: O espancamento de Fabiane Maria de Jesus, vítima da população do Guarujá, em São Paulo, que a linchou após um boato sobre participação em rituais de magia negra, também se deve ao PT e a Lula, no imaginário de Jabor. Só não entrou no texto abaixo porque o artigo já havia sido fechado.
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AO LADO DE AÉBRIO, PAULINHO DA GARRAFA VOLTA A AGREDIR DILMA


Arrependido por ter apoiado 'maldita'
Paulinho da Garrafa critica presidenta e, novamente ao lado de Aébrio, afirma que senador mineiro é confiável e vai cumprir tudo o que foi "combinado".

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Garrafa (Solidariedade-SP), voltou hoje (5) a se referir à presidenta Dilma Rousseff de maneira agressiva, em evento no qual o Sindicato Nacional dos Aposentados recebeu o senador Aébrio Neves (PSDB-MG) para falar de seu programa de governo. "Tomei multa na eleição passada por defender essa 'maldita' da Dilma que está aí", afirmou, em discurso ao lado de Aébrio, depois de falar que, ao contrário da presidenta, Aébrio é confiável. "Conheço Aébrio desde quando eu era metalúrgico. Confio que tudo o que combinarmos ele vai cumprir", acrescentou o presidente licenciado da Força Sindical.
Na festa do Dia do Trabalho, bebum, o parlamentar do Solidariedade já havia utilizado termos incomuns a lideranças políticas em pronunciamentos públicos. "A Dilma deveria é estar na Papuda, junto com os outros, pelo que fez com a Petrobras. Destruiu a maior empresa do Brasil", disse no palanque, também ao lado do ex-governador de Minas e pré-candidato à presidência da República, em referência aos políticos do PT condenados no julgamento da Ação Penal 470, o mensalão, e presos no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
"Vocês viram a banana que jogaram no Daniel Alves? Quem merece uma banana é ela. Toma aqui, presidente”, discursou Paulinho no mesmo evento, fazendo o conhecido gesto de “dar uma banana”.
Presente à festa de 1° de maio, o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias (PDT), criticou a fala de Paulinho. “Exageraram demais, né? Mas é bom que continuem assim, porque mentem e vão perder as eleições”, disse.
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Intervenção no Ibama de Santarém



No Blog do Hiroshi

Favorecimento a empresas madeireiras, fraudes, corrupção e desaparecimento de processos. Tudo isso está sob investigação da Polícia Federal de Santarém, que desde o dia 29 passado, cumprindo determinação da Justiça Federal, mantém fechada, com cadeado no portão e vigilância de 24 horas, a sede da superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) naquela cidade. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz da 1ª Vara Federal de Santarém, José Airton Aguiar Portela. 
Ele decretou sigilo nas investigações e também na operação da PF, o que pegou de surpresa os servidores do Ibama.
O gerente do Ibama de Santarém, Antônio Hernandes Torres Júnior, foi afastado temporariamente do cargo. A gerência do órgão no município está sendo ocupada interinamente por Silvana Cardins, que deslocou-se de Belém, após a presidência do órgão em Brasília solicitar a inspeção na sede de Santarém. 
O chefe da delegacia da Polícia Federal no município, Olavo Athayde Pimentel, informou que a operação foi deflagrada com a ajuda da direção do próprio Ibama local para que não houvesse nenhum problema no cumprimento da ordem judicial.
Fontes ligadas ao judiciário revelaram que a sede permanecerá lacrada para averiguações até quarta-feira (7). O jornal “O Impacto”, de Santarém, informa que o Ibama também teria sofrido uma intervenção administrativa para auditoria interna, devido ter sido alvo de denúncias de desaparecimentos de vários documentos. 
Dentre os documentos que sumiram da sede do órgão estão vários processos de Auto de Infração Ambiental (AIA). Quando os agentes da PF entraram na sede, todas as salas foram vasculhadas em busca dos papéis.
Como a ordem do juiz José Airton Portela previa busca e apreensão, os policiais também se deslocaram para as residências de vários servidores. Computadores, documentos impressos, entre outros materiais, foram analisados e apreendidos pela PF, assim como servidores foram vistoriados pelos agentes federais. 
Desde terça-feira passada ninguém está podendo entrar no órgão, que teve os portões lacrados com cadeados. Vários advogados e empresários que se deslocaram para a sede do Ibama à procura dos serviços, tiveram que retornar. Já os policiais federais dizem que por enquanto o órgão está fechado e só voltará a funcionar após a conclusão do trabalho da PF.
O superintendente do Ibama no Pará, Hugo Américo Rubert Schaedler, reforçou que a operação ocorreu de forma conjunta do Ibama com a Polícia Federal, onde a Corregedoria do órgão levantou diversos processos e procedimentos que estavam equivocados e que precisam ser apurados. “A Polícia Federal fez a parte dela na questão judicial. São processos que a gente não pode falar sobre nenhum tipo de dado porque corre em segredo de justiça”, acrescentou Schaedler.
Ele disse ainda que a ação policial teve a colaboração da corregedoria do órgão, que abriu as portas para que fossem encontrados os documentos arrolados no processo. A busca judicial, informou, acabou depois que a PF cumpriu na terça-feira, os mandados de busca e apreensão. Ele declarou que o Ibama está fazendo administrativamente um procedimento de correção, onde são levantados outros procedimentos que precisam ser corrigidos.
“Pessoas de Belém e de outros estados vão passar 30 dias aqui em Santarém fazendo os levantamentos desses processos. Na medida do possível será restabelecido o atendimento ao público e se alguém tiver de ser penalizado, não mediremos esforços para punir”, enfatizou o superintendente.
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CPI: RENAN RECORRE DE DECISÃO DE ROSA WEBER


Ação pede que liminar seja revogada e processo arquivado, sob argumento de que assunto deve 
ser decidido pelo Congresso.

Saiu no Globo: RENAN RECORRE DE DECISÃO DE MINISTRA DO STF POR CPI EXCLUSIVA DA PETROBRAS

Ação pede que liminar seja revogada e processo arquivado, sob argumento de que assunto deve ser decidido pelo Congresso

BRASÍLIA – O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira para tentar reverter a decisão tomada pela ministra Rosa Weber de mandar o Congresso Nacional instaurar uma CPI para investigar apenas suspeitas de fraude na Petrobras. A ação, escrita por três advogados do Senado, pede que a liminar seja revogada e o processo arquivado. A defesa argumenta que o assunto é de competência exclusiva dos parlamentares, não podendo ser tratado pela Corte. O recurso será julgado no plenário do STF, em data ainda indefinida.
“Cuida-se de inadmissível e grave ingerência de um poder sobre o outro, sem o mínimo respaldo na Carta da República, tampouco na doutrina dos ‘checks and balances’. O Congresso Nacional possui autonomia para dispor sobre o exercício de suas competências no âmbito interno, autonomia essa que não é passível de controle por outro poder ou órgão público”, diz a ação.
Enquanto a oposição lutava por uma CPI exclusiva da Petrobras, governistas queriam instalar uma comissão ampla, em que fossem apuradas denúncias de irregularidades na Petrobras junto com assuntos relacionados ao cartel do Metrô de São Paulo e a irregularidades na refinaria de Abreu e Lima e no Porto de Suape, em Pernambuco. Na liminar concedida à oposição, Rosa afirma que a minoria tem direitos constitucionais. O recurso ajuizado hoje no STF refuta a tese.
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REQUIÃO PERGUNTA: COMO A GLOBO COMPROU A GLOBO SP?


Requerimento para saber como a Globo se apossou da TV Paulista recebeu parecer favorável

No site do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

REQUERIMENTO DE REQUIÃO PARA SABER COMO A GLOBO SE APOSSOU DA TV PAULISTA RECEBE PARECER FAVORÁVEL


O requerimento senador Roberto Requião ao Ministro de Estado das Comunicações pedindo informações sobre como se deu a transferência do controle acionário da ex-Rádio Televisão Paulista S/A para a TV Globo de São Paulo recebeu parecer favorável do relator, senador João Vicente Claudino (PTB-PI). Assim, os documentos usados por Roberto Marinho para “adquirir” a TV Paulista (atual TV Globo de São Paulo), entre 1964 e 1977, deverão ser encaminhados ao Senado Federal, para exame.
Como conta o jornalista Carlos Newton, do portal da Tribuna de Imprensa,” questionado pela Justiça, Roberto Marinho inicialmente alegou ter comprado a emissora em negociação feita com seus controladores, a família Ortiz Monteiro, mas exibiu recibos e documentos que foram considerados fraudados. Depois, mudou a versão e declarou em juízo que havia fechado negócio com o empresário Victor Costa Júnior, que nem era acionista da emissora e não tinha procuração para vendê-la”.
Por fim, diz Newton, “os advogados de Marinho e da TV Globo afirmaram que a TV Paulista deveria ser considerada propriedade de Marinho por “usucapião”, como se fosse possível haver essa jogada jurídica em caso de concessão federal“.
Na verdade, completa o jornalista Marinho “jamais exibiu documentos que comprovassem a compra legítima do controle da emissora, que tinha quase 700 acionistas minoritários. Assumiu a empresa ilegalmente, usurpou os direitos dessas centenas de acionistas em Assembleias Gerais Extraordinárias fraudadas e por ele pessoalmente presididas (tudo isso está nos autos de um processo em curso contra o espólio de Marinho e a TV Globo, portanto é de conhecimento da Justiça).”

RELATÓRIO

Vem à consideração desta Mesa o Requerimento no. 135, de 2014, de autoria do Senador Roberto Requião, que solicita, com base no parágrafo 2º. do art. 50 da Constituição Federal, e nos arts. 216 e 217 do Regimento Interno do Senado Federal (RISF), sejam requeridas ao Ministro de Estado das Comunicações informações referentes à transferência do controle acionário da ex-Rádio Televisão Paulista S/A, mais tarde TV Globo de São Paulo, para o senhor Roberto Marinho.
Conforme o autor do requerimento: Salvo melhor avaliação, o ato de transferência das ações do canal 5 de São Paulo jamais existiu na ordem jurídica e governamental, visto que o negócio somente poderia ter se concretizado com a obrigatória prévia aprovação das autoridades competentes e mediante a participação dos verdadeiros acionistas fundadores ou de herdeiros da empresa de comunicação de um lado e de outro do jornalista Roberto Marinho.
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segunda-feira, 5 de maio de 2014

MASSACRE DE ODESSA: TUDO SEGUNDO OS PLANOS DO PIG



Mais um País "libertado", mais um massacre planeado.
E as notícias no Ocidente são distorcidas, porque a dúvida não é uma opção permitida.
Pelo menos 38 ativistas anti-governativos foram mortos na Câmara do Trabalho de Odessa, em consequência de asfixia ou depois de ter saltado das janelas do edifício para escapara das chamas. Os que precipitavam e não morriam logo, eram pontapeados pelo grupo que tinha incendiado a Cãmara, os radicais pró-Kiev.
Esta não é uma notícia qualquer: é um comunicado do Ministro do Interior da Ucrânia.
Mas como relatou a imprensa ocidental este acontecimento?
O Diário de Notícias dedica um inteiro artigo ao Russo que são maus.
No Expresso temos a notícia duma "batalha campal", do incêndio, mas não é especificado quem atacou quem. Bem mais precisa, pelo contrário, é a acusação contra Moscou.
O Correio da Manhã, tristemente o mais lido em Portugal, nada parece perceber daquilo que se passa:
Um grupo de separatistas pró-russos atacou os ativistas antigovernamentais que protegiam o edifício sindical de Odessa, na Ucrânia, causando a morte a 39 pessoas depois atear fogo ao monumento, avança a imprensa internacional.
É triste, mas até os mortos são utilizados para justificar uma escolha estúpida. Não que isso seja novidade, ora essa, mas não é difícil entender que quem organizou o golpe na Ucrânia é um idiota. Ou alguém que só quer a guerra. Provavelmente as duas coisas.
As mentes refinadas que planearam isso com meses de antecedência nem sequer um livro de história do oitavo ano leram. Ou leram e pensaram que desta vez teria sido diferente: a Rússia pagou um preço altíssimo durante a Segunda Guerra Mundial, bem maior do que qualquer outro País: 23 milhões de mortos.
Podemos (e devemos) ficar triste pelos mortos, todos eles sem distinção de cor: mas na verdade não há novidade nenhuma, tudo procede segundo so planos do Imperialismo americano e do seu partido politico midiatico, o PIG.
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SANTARÉM: O RIO TAPAJÓS RETOMA SEU ESPAÇO


Lojas foram inundadas pelas águas do Rio Tapajós

Pedestres arriscam suas vidas para atravessar a Avenida Tapajós, às proximidades do Mercado Municipal

Foto montagem de um adepto do esporte fazendo manobras radicais na Avenida Tapajós

A TAREFA DE LULA



Aécio preconiza processo de desenvolvimento flutuante. Uma montanha russa ordenada pelo 
livre fluxo dos capitais, com seu carrossel de arrocho e desemprego.

A TAREFA DE LULA - Saul Leblon na Carta Maior

A decisão tomada no Encontro Nacional do PT de dar à reforma política e à democracia a centralidade 
que lhes cabe na luta pelo desenvolvimento não pode ser subestimada.
É mais que uma inflexão de método.
Vem rejuvenescer a meta histórica –esgarçada sob o peso da responsabilidade institucional e da
correlação de forças, mas também pelo estiolamento ideológico de alguns setores do partido– de
construir neste país uma verdadeira democracia social.
Aquela que se ergue a contrapelo da lógica capitalista, e propicia às grandes massas que não detém a
riqueza, mesmo assim, um poder de voz e peso na ordenação da sociedade e da economia.
Há consequências.
E elas não são desprezíveis.
Dilma sintetizou a principal delas em uma frase de contundente antagonismo com aquilo que tem sido dito de forma cifrada ou explícita pelos candidatos do dinheiro grosso:
‘Não fomos eleitos para promover o arrocho contra o trabalhador’.
O arrocho é a operação intrínseca à agenda ortodoxa que, na opinião do próprio presidenciável Aécio Neves, interliga a sua candidatura à de Campos e assemelhados.
É tudo a mesma sopa.
No fundo foi isso que disse o tucano na semana passada, em ato falho, num cenário propício: o clube dos endinheirados, em Comandatuba, onde ele e Campos se exibiram aos donos do país, sob a batuta do animador Dória Jr.
Não foi uma agenda de exceção.
Dias antes, conforme o cada vez mais insuspeito jornal Valor Econômico, o ex-governador mineiro e seu fiador no mercado, Armínio Fraga, estiveram na sede do Itaú, em São Paulo, para falar a clientes milionários do banco .
Membros de uma confraria que, segundo o mesmo Valor, tem R$ 577 bilhões empoçados no sistema bancário, os rentistas do Itaú estão se lixando para as urgências do investimento brasileiro.
Seu país é a taxa de juro.
Essa linha de frente daquilo que Keynes definia como ‘a obsessão mórbida pela liquidez’, ouviu Aécio e Armínio com atenção prestativa.
Ao final, aplaudiu-os de pé.
A razão da empatia não foi revelada pelo igualmente prestativo Valor.
Mas uma coisa é certa: se foi pronunciada, dificilmente a palavra arrocho teve ali a mesma conotação empregada por Dilma no encontro do PT.
O antagonismo retórico, de qualquer forma, não basta.
A luta pela reeleição desta vez se dá em condições de beligerância que prometem suplantar as de 2002 e a do cerco de 2006 ensejado pela farsa do ‘mensalão’.
O combate à quase insurgência conservadora –que outro nome dar a isso que figura como uma convocação diária ao extermínio do PT e de seu governo?—precisa ir além dos enunciados.
Aécio e assemelhados preconizam um processo de desenvolvimento flutuante.
Uma montanha russa ordenada pelo livre fluxo dos capitais, portanto, entregue à inconstância da especulação financeira, com seu carrossel de bolhas, colapso e desemprego.
A isso dá-se o nome de mercados autorreguláveis.
A resposta à cosmologia da incerteza só pode ser política.
Mas, sobretudo, deve ser imediatamente palpável para ser crível e relevante nas condições de vale tudo impostas à disputa pelo campo conservador.
Significa dizer que um segundo governo Dilma precisa se tornar perceptível desde já, na campanha eleitoral.
Significa, ademais, que as resoluções anunciadas no Encontro do PT desenham um caminho sem volta que requer imediata transposição das palavras para os atos.
Entre eles, a imediata deflagração de um processo de negociações por um pacto pelo desenvolvimento, capaz de selar a nova identidade da agenda progressista –e de seu método de luta.
Trata-se de dar consequências ao propósito de deslocar a correlação de forças do país para uma democracia social, ancorada em ganhos de produtividade, crescimento, distribuição de renda e melhor qualidade de vida.
Um requisito crucial dessa travessia é a credibilidade de seu negociador .
Ademais da legitimidade própria, é imperativo que guarde sintonia estreita com a candidata-presidenta , que dificilmente poderia exercer esse papel de forma direta e imediata, por força de sua dupla função.
Esse personagem-ponte existe.
Chama-se Lula.
Tem tudo para ser o porta-voz de um compromisso claro de Dilma e do PT com a emancipação das grandes massas que saíram da miséria e as que ascenderam na pirâmide de renda nos últimos anos.
O conservadorismo fez do ‘centro da meta da inflação’ uma espécie de leilão público para escrutinar qual, dentre os seus candidatos, estaria disposto a ir mais fundo no arrocho monetário calibrado pela alta dos juros.
A mesma gincana pode ser observada em relação ao superávit primário. Ou à desregulação trabalhista.
Há ofertas cada vez mais explícitas de arrocho no mercado. E o dinheiro ensaia um levante da república argentária rumo a outubro, em intercurso obsceno com a mídia isenta (ideológicos são os blogs progressistas).
Sua bandeira-mestra é ampliar a fatia rentista na divisão da renda nacional.
A resposta de um pacto pelo desenvolvimento deve ser distinta em sua hierarquia de prioridades.
A fatia dos salários no PIB figura desde logo como sua espinha estruturante.
Muito se avançou em 12 anos de valorização do salário mínimo, formalização do mercado de trabalho e expansão do emprego.
Mas o fato é que a fatia do trabalhador na renda no país ainda está aquém do que foi no início dos anos 90.
No ciclo do tucano FHC, 1995 e 2002, essa participação decresceu.
Caiu de 48% para 42,4% do PIB, empurrada pelas políticas antipopulares conhecidas –entre elas o rebaixamento virulento do poder de compra do salário mínimo, a informalidade galopante e a depressão instalada no mercado de trabalho.
No período seguinte, 2002 até meados de 2010, a fatia do salário na renda brasileira cresceu de 42,4% para 43,4% . Mantém-se em torno disso na média dos últimos anos.
Qual a meta para esse decisivo guarda-chuva da justiça social num segundo governo Dilma?
Em Comandatuba ou no Itaú a pergunta não faz sentido.
Ela só faz sentido quando passa a existir um portador disposto a respondê-la afirmativamente.
É isso que cabe a um pacto pelo desenvolvimento a ser deflagrado desde já.
Trata-se de dar à deliberação do encontro do PT a sua dimensão de um caminho distinto e sem volta em relação à ganância rentista.
Mais que nunca, as mudanças requeridas pelo desenvolvimento brasileiro exigem a participação direta de seus interessados para serem efetivadas.
O 14º Encontro do PT resgatou essa convicção.
Trata-se agora de exercê-la – com a celeridade que a hora exige.
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O maior cineasta da história: Stanley Kubrick, o infalível


o jovem fotógrafo Stanley Kubrick

por : Emir Ruivo

“Você acha que nós erramos em não colocar Charlie Chaplin em primeiro?”
Essa pergunta foi feita a Diego Marques, um dos seis especialistas que eu ouvi para descobrir quais foram os maiores cineastas da história. Diego é cinéfilo doente, crítico de cinema do El Hombre e diretor de dublagem. (Vou contar uma coisa que ele vai odiar: é dele a voz de “Dennis, O Pimentinha”).
“Não, não! Kubrick!”
Estávamos no Vianna, um bar em Pinheiros, São Paulo, cheio de espelhos. Por um deles vi sua expressão. Era daquelas como se eu estivesse louco em questionar.
“Kubrick tem dois filmes entre os maiores ícones do cinema: ‘2001: Uma Odisseia No Espaço’ e ‘Laranja Mecânica’”, ele argumentou.
“Quais são os outros?”
“Ah, o que o pessoal fala são esses dois, ‘Cidadão Kane’, ‘O Poderoso Chefão’ I e II…”
Diego ia continuar, mas o interrompi.
“Mas esses dois são do Coppola”.
“É, mas já viu a quantidade de lixo que o Coppola já fez? O Kubrick teve uma carreira muito mais estável”.


gênio em ação

A verdade é que a maioria dos grandes artistas do mundo, de qualquer área que seja, têm suas fases boas e ruins. Entre todos os maiores cineastas da história citados nesta série de perfis, não houve um que não tivesse seus maus momentos.
Exceto por Stanley Kubrick. A partir do momento em que ele criou um estilo, só fez trabalhos de primeira. Mesmo antes, não chegou a fazer nada ruim (exceto, talvez, por Spartacus, seu primeiro blockbuster).
Kubrick trabalhou num ritmo mais tranquilo que a maioria dos outros. Em quase 50 anos de carreira, fez “apenas” 16 longa-metragens. Para se ter uma ideia, Woody Allen, dirigiu 49 filmes, Spike Lee, 54, Martin Scorsese, 57.
O resultado foi uma carreira extremamente consistente, cheia de grandes momentos e, virtualmente, sem erros.
Kubrick nasceu em Nova Iorque no ano de 1928. Foi o filho mais velho de uma família de origem judaica com raízes na Polônia, Áustria e Romênia. Seu pai era um médico importante, e a família era rica. Mesmo assim, mantinha um modo de vida sem luxos.
Stanley era um mau aluno, mas gostava de ler desde criança. Sempre preferiu as artes aos esportes – exceto por xadrez, que jogou a vida inteira (aprendeu na infância) e retratou em diversos filmes.
Aos treze anos, ganhou uma câmera fotográfica. Tornou, então, fotografia uma de seus passatempos preferidos. Os outros eram jogar xadrez e ir ao cinema.
Apesar de péssimo aluno (costumava cabular aulas para ir ao cinema), conseguiu se formar no ensino médio, mas não foi admitido em nenhuma faculdade devido às más notas.
Enquanto tentava alguma admissão, Stanley entrou num curso de fotografia. Em 1945, passou a fazer alguns trabalhos como freelancer e em 1946 foi contratado pela Look Magazine.
Durante esse período, Kubrick casou com sua primeira namorada, Toba Metz, com quem ficaria por três anos. Nessa época também viu seu prestígio na revista crescer e desistiu de dar sequência nos estudos formais.
Seu interesse pelo cinema, no entanto, era cada vez maior, de modo que em 1951, resolveu filmar um documentário em curta-metragem.
Sua inventividade já era clara neste documentário, que ficou relativamente famoso por conter uma cena rodando ao contrário. Animado com o sucesso, o diretor deixou a Look e passou a trabalhar em outros documentários curtos junto com a pequena produtora RKO.
A trilogia documental que contém “Day Of The Flight” (1951), “Flying Padre” (1951) e “The Seafares”(1953) se tornou o único trabalho não-ficcional de Stanley Kubrick. A partir de então, ele só filmaria ficções.
Kubrick casou com Ruth Sobotca em 1952. Seus dois primeiros longa-metragens foram de baixo orçamento, auto-financiados e com “equipe de um homem só”. Era basicamente Stanley atrás da câmera, eventualmente com sua esposa ajudando com o microfone ou as roupas.
Mesmo assim, “Medo e Desejo” (1953) e “A Morte Passou Perto” (1955), foram sucessos de crítica e já mostravam traços de genialidade, embora não tenham ido bem nas bilheterias (muito por não ter boa distribuição).
Seu primeiro trabalho com equipe profissional foi em “O Grande Golpe” (1956). É uma narrativa não-linear sobre um assalto que acaba dando errado. O tema e o estilo narrativo seriam posteriormente usados por Quentin Tarantino em “Pulp Fiction”.
Foi mais um filme com boas críticas e más vendas, mas levou Stanley Kubrick aos olhos da MGM, que ofereceu um contrato para produzir e distribuir “Glória Feita de Sangue” (1957).
O filme, baseado no romance de Humphrey Cobb, se passa na primeira guerra mundial e conta a história de um batalhão francês enviado para uma missão impossível. Foi proibido na França e na Alemanha por um tempo, mas foi o primeiro sucesso comercial do diretor, e o estabeleceu como um dos mais promissores da indústria.
Durante as filmagens, Kubrick se apaixonaria pela atriz Christiane Harlan, que seria o pivô de seu segundo divórcio – mas terminaria por ser sua esposa até o fim da vida, tendo seus três únicos filhos (Kubrick adotou a filha mais velha do primeiro casamento de Christiane).



E então vem “Spartacus” (1960), filme que mudaria definitivamente a vida de Kubrick aos 31 anos. O
ator Kirk Douglas, que trabalhara com Kubrick em “Glória Feita de Sangue”, foi quem o levou à
equipe.
Kubrick não era a primeira opção. As filmagens começaram sob comando de Anthony Mann, mas
Douglas, que também era produtor, preferiu trocá-lo por Kubrick. O filme conta a história romantizada
porém existente de Espártaco, um escravo gladiador que se rebela
e lidera um exército contra Roma na terceira guerra servil (no ano aproximado de 70 a.C.).
Com mais de 10 mil pessoas na equipe, esse filme foi até então o mais caro já produzido nos EUA, e
embora não tenha sido o mais rentável, foi um grande sucesso.
Mas Kubrick tinha suas reservas quanto a ele. Durante as filmagens, reclamava da falta de falhas do
personagem Espártaco, algo que os produtores e o roteirista não toparam mudar. Durante o processo de
edição e finalização, Kubrick teve problemas com Douglas, que “limitava sua liberdade artística”,
segundo o diretor.
O trabalho colaborativo, no entanto, levou o filme a ganhar 4 Oscars, e um Globo de Ouro como
melhor filme do ano. Mesmo assim, selou o fim da parceria entre Douglas de Kubrick. Foi também a
última participação do diretor em filmes que não fossem de produção própria.



Em 1962, Kubrick foi para o Reino Unido filmar a famosa adaptação de “Lolita”, romance de
Vladimir Nabokov.
Acabou por fazer a maioria de seus filmes posteriores por lá. “Lolita”, sua primeira comédia de humor-
negro, é a história de um homem de meia-idade que se apaixona por uma menina de 12 anos.
A escolha de Sue Lyon para interpretar Lolita foi resultado de uma busca obsessiva pelo que Nabokov
considerava a “ninfeta perfeita” – eles levaram um ano para encontrá-la.
Este foi o primeiro filme a conversar com o surrealismo, que ganharia força nos trabalhos posteriores de Kubrick.
Foi também o primeiro trabalho do diretor a gerar controvérsia com a crítica, embora ele tenha
diminuído o erotismo original do livro.



O projeto seguinte de Kubrick foi “Dr. Fantástico” (1964), inspirado no livro “Red Alert” (que
posteriormente foi lançado no Brasil com o nome original do filme, “Dr. Strangelove”) de Peter
George.
Satirizando as preocupações comuns (das quais ele mesmo compartilhava) em relação à guerra fria e o
medo de uma possível guerra nuclear, Kubrick enfrentou um enorme tabu da sociedade americana com
esta que ele chamou de “comédia de pesadelo”.
Peter Selleres, que havia atuado em “Lolita” e era considerado pela equipe de produção um dos pivôs
do sucesso do filme, foi convidado novamente. Como em “Lolita”, Sellers teve a liberdade de
improvisar em seus diálogos.
Foi mais um filme controverso porém fundamental para o desenvolvimento do estilo agressivo e
“cético-otimista” de Kubrick.
E então vem seu próximo filme. Ele teria cinco anos de preparação. Não à toa é o que Diego chamou
de um dos filmes icônicos da história.



“2001: Uma Odisséia No Espaço” (1968) foi adaptado do conto de Sir Arthur C. Clarke
“A Sentinela”, e teve o roteiro escrito por Kubrick juntamente com o autor do conto. Durante três
meses, escreveram 130 páginas, sempre consultando profissionais para que a ficção científica fosse
verossímil.
O filme, que durante seus primeiros 25 minutos não tem diálogos (mas não fica entediante mesmo
assim), conta duas histórias paralelas, com escala temporal diferentes.
É uma história que coloca a inteligência como divisor entre humanos e demais animais, deixando a
questão da próxima divisão em aberto.
Esse filme rendeu a Kubrick seu único Oscar como diretor e estabeleceu um novo padrão para os
efeitos especiais. Até então, nada parecido havia sido feito.
Diante do resultado artístico, o cineasta adotou definitivamente o processo criativo de “2001…” como
padrão. Seu filme seguinte seria outro ícone e viria apenas em 1971: “Laranja Mecânica”.



Nascido de uma tentativa frustrada de financiar um épico sobre Napoleão, “Laranja Mecânica” foi uma
volta às origens para Kubrick, que desde Spartacus havia feito filmes de alto orçamento. Este foi um
filme relativamente barato, adaptado do romance homônimo escrito por Anthony Burgess, e que conta
a história de um grupo de jovens neo-nazistas da cidade de Manchester, no Reino Unido.
Em um certo ponto, o líder do grupo é preso e forçado a passar por um tratamento que estava sendo
desenvolvido para resolver o problema da violência nas cidades inglesas: é submetido a lavagens
cerebrais.



A intenção de Kubrick era apenas fazer uma crítica social ligada a direitos humanos e ao papel (e os
limites) do estado na defesa da ordem, mas não agradou a todos. Em especial, deixou os neo-nazistas
ofendidos, de forma que o próprio diretor evitou que fosse lançado no Reino Unido após receber
ameaças de morte por parte de diversos grupos.



Mais quatro anos se passariam até o lançamento do próximo Kubrick. “Barry Lyndon” (1975) conta a
história de um alpinista social tirada do livro homônimo de William Makepeace. O filme não foi um
grande sucesso nos EUA, mas na Europa, sim.
Depois de mudar o patamar dos efeitos especiais com “2001…”, Kubrick teve um novo breakthrough
tecnológico em “Barry Lyndon”: adaptou uma lente Zeiss feita a pedido da Nasa para um telescópio
numa câmera, mudando completamente o padrão dos panoramas.
Kubrick, que sempre foi um cinematógrafo brilhante, acabou por influenciar a engenharia da indústria
de equipamentos cinematográficos: a Panavision passou a fabricar equipamentos semelhantes àquele
dali em diante.



No ano de 1980, Kubrick lançou “O Iluminado”. Adaptado da obra homônima de Stephen King,
conta a história de um homem que se torna gerente/caseiro de um hotel isolado nas
montanhas rochosas americanas.
O personagem de Jack Nicholson, em um de seus grandes papéis, enlouquece e ataca sua própria
família.
Da metade de sua carreira em diante, Kubrick teve o hábito de dar a liberdade para os atores
improvisarem. Nicholson improvisou bastante, segundo Vincent LoBrutto, biógrafo de Kubrick. De
acordo com ele, algumas das melhores cenas são resultado de improviso de Nicholson.



Mais uma novidade técnica de Kubrick: o uso da steadycam. O equipamento é uma espécie de
contrapeso que permite que a movimentação do operador de câmera fique mais discreta. Segundo o
inventor do equipamento, esta foi a primeira vez que se usou como deveria.



“Nascido Para Matar” (1987) foi o penúltimo filme do cineasta. Adaptado do livro “The Short Timers”
de Gustav Hasford, conta a história de recrutas que vão para a guerra do Vietnam.
Uma espécie de continuação temática de “Laranja Mecânica”, aborda o processo de
desumanização dos soldados através de uma espécie de lavagem-cerebral.



O último filme de Stanley Kubrick foi lançado mais de dez anos depois, em 1999. “De Olhos Bem
Fechados” tem Tom Cruise e Nicole Kidman como personagens principais e conta a história de um
casal que tenta salvar um relacionamento morno. Ao mesmo tempo, o personagem de Cruise entra de
bico numa orgia promovida por uma sociedade secreta em que uma prostituta acaba por morrer.
É uma história sobre a exploração humana, as limitações pessoais e as cadeias de poder.
Kubrick morreu quatro dias depois de assistir o último corte de “De Olhos Bem Fechados” e não viu o
filme ser lançado.

Stanley tinha domínio de todos os passos do processo cinematográfico. Isso fica claro em seus “filmes
de um homem só”. Com isso, ele explorou as possibilidades do cinema ao máximo. Jamais negou
desenvolvimentos tecnológicos (ao contrário – teve contribuição ativa), mas tampouco foi dependente deles.
Entre filmes mais brilhantes e menos brilhantes, não fez um sequer que pudesse ser chamado de ruim.
Fez poucos que não tivessem algo extremamente interessante e novo, tanto do ponto de vista técnico
quanto artístico.
E quanto a nós? Nós erramos muito mais que Kubrick. Mas aqui, nós acertamos.



Para onde ia a cocaína do helicóptero dos Perrellas e o envolvimento da agência antidrogas dos EUA



por : Joaquim de Carvalho

Alguns dias depois da segunda maior apreensão de drogas no Espírito Santo, o juiz federal Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa recebeu em seu gabinete o agente da Polícia Federal Rafael Pacheco. Ele estava acompanhado de dois homens que falavam português com sotaque.
Apresentaram-se ao juiz como agentes da DEA – a agência antidrogas americana. Os investigadores estrangeiros queriam saber o local do pouso do helicóptero que trouxe de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, pelo menos 445 quilos de pasta base de cocaína. O local do pouso estava registrado no GPS da aeronave.
A conversa era informal e se alongou. Os agentes da DEA contaram ao juiz que, assim como o México é a rota da droga para os Estados Unidos, o Brasil se transformou no principal corredor da cocaína exportada para a Europa.
Os números oficiais confirmam essa informação. Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas, divulgado semana passada pela Organização das Nações Unidas, a polícia na Europa apreende cada vez mais droga embarcada no Brasil.
Em 2005, foram 25 apreensões (ou 339 quilos). Esse número saltou para 260 (uma tonelada e meia) em 2009. Para cada apreensão de droga, há uma estimativa de que outras dez passem longe da vigilância policial.
É um negócio altamente rentável, como mostra a investigação da Polícia Federal no caso da droga apreendida em Afonso Cláudio, no Espírito Santo.
Numa troca de mensagens encontrada no celular do piloto da família Perrella, Rogério Antunes Almeida, ele conta o que estava transportando:
– Sabe quanto estou levando dentro da máquina? R$ 4 milhões. Em pó.
O homem com quem Rogério conversa foi identificado como Éder Pereira Mendes, primo do piloto, que responde:
– Nooooooooooossssssssssssaaaaaaaaaaaa.
Rogério continua:
– É besta, imagina se fosse tudo nosso. KKKKKK
– Eu sentia um trosso (sic), diz Éder.
– O trem é doido.
E Éder sonha:
– Eu ia comprar um carrinho pra mim.
O deslumbramento dos dois e a franqueza da conversa chamaram a atenção da polícia. Rogério não demonstrou nenhum receio de que a viagem pudesse terminar com ele deitado no chão, com as mãos algemadas para trás. Até brincou com Éder sobre a carga que transportava:
– Vou tirar uma foto, você mostra o tio Tonin e fala para ele dar uma xeradinha (sic).
A droga que Rogério carregava foi negociada com a participação intensa de Robson Ferreira Dias, apresentado pela Polícia Federal como comerciante em Araruama.
Um diálogo encontrado no celular de Robson mostra uma conversa dele com um homem que usa o codinome NewHi5, que mora na Colômbia. Um mês antes da apreensão no Espírito Santo, Robson combina com NewHi5 um voo para Medellin, via Panamá, onde pretende acertar detalhes para um “projeto”.
A viagem efetivamente acontece, o que indica que a droga encontrada no Espírito Santo pode ter sido negociada com o cartel colombiano.
No celular de Robson, também é encontrada uma troca de mensagem que cita um homem que mora em Amsterdã, na Holanda, identificado como Jimi. Robson acerta detalhes para enviar “convites” para lá.
Segundo o relatório da investigação, assinado pela delegada Aline Pedrini Cuzzuol, a Polícia Federal diz que “nada do que foi obtido nos autos permitiu concluir sobre a destinação final da droga, cuja suspeita é de remessa para a Europa, via África, por navio cargueiro”.
O que se sabe de Robson é muito pouco além de que, no dia 24 de novembro, se encontrava no Espírito Santo, a bordo de um veículo Polo de sua propriedade.
Ele tem 56 anos, usa o codinome Vovô nas mensagens com outros integrantes da quadrilha, é casado com uma mulher bem mais jovem e tem um filho que foi buscá-lo na cadeia no dia em que, por decisão judicial, foi colocado em liberdade.
Até a denúncia por tráfico internacional, sua ficha na polícia apontava uma ocorrência sem gravidade: uma acusação de lesão corporal.
Robson voltou para Araruama, no Rio de Janeiro, sem embarcar a droga para a Europa. Os 445 quilos de pasta base de cocaína foram levados para a Superintendência da Polícia Federal no Espírito Santo, que já pediu autorização judicial para queimá-la.


A cocaína apreendida

A data da incineração já está marcada. É junho, durante a Semana Nacional de Combate às Drogas. Mas quem colocaria a mão no fogo para assegurar que os pacotes queimados conterão a valiosa pasta base de cocaína?
“Talvez queimem um pouco, mas a maior parte volta para o mercado”, comentou um policial civil de São Paulo, com experiência em investigação de narcóticos. O que impede que no lugar da cocaína seja colocada farinha, cal ou talco?
O Ministério Público Federal poderia fazer esse acompanhamento, pois tem o controle externo da Polícia Federal. Mas o procurador da República que fez a denúncia contra os traficantes abandonou o caso e se colocou na condição de testemunha de defesa dos acusados e sustenta que a prova que levou ao flagrante é nula, pois baseada em grampos ilegais.
Com os quatro acusados de tráfico soltos, o juiz federal Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa examina a possibilidade de anular o processo, enquanto o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro, decide, em grau de recurso, se o helicóptero deve ser devolvido à família Perrella.
Já no Paraguai, um departamento de investigação antidrogas efetuou prisões em Pedro Juan Caballerro que não chegou a ser noticiada no Brasil. É que, naquela conversa com o juiz federal em Vitória, os agentes da DEA conseguiram as coordenadas do GPS e acionaram um escritório patrocinado pela agência americana em território paraguaio.
Os agentes foram até a propriedade rural em Pedro Juan Caballerro, apreenderam outros 300 quilos de pasta base e prenderam traficantes. Nem a investigação do Paraguai nem a do Brasil apontaram para o mais importante: quem são os financiadores do tráfico?
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GLOBO, MILITARES E EUA: TUDO A MESMA SOPA


Quando a 1/2 Verdade vai chamar os meninos para depor ?

Na pág A-7 da Folha, Ricardo Mello reproduz documento histórico que revela o conluio entre a Globo, os militares Golpistas que lhe deram vida e os americanos que asseguraram a saúde dos dois.
É uma associação que perdura.
Demonstra o WikiLeaks que notáveis globais – Ataulfo Merval e William Traaack forneciam informações – erradas – ao embaixador americano.
Outro global, o historialista Elio Gaspari escreveu extensa obra sobre o papel “democratizador” do Golpe e se esqueceu de mostrar o que Melo agora destampa.
“Destampar”, sim, porque fede.
Quando a Comissão da 1/2 Verdade vai chamar o PiG para depor ?
Em dúvida, o Ricardo Mello poderia ajudar os destemidos “conselheiros” – os do sexo masculino – com um roteiro de perguntas aos filhos do Roberto Marinho, que, como se sabe, não tem nome próprio.
Não deixe de ler sobre o desmoronamento do Tecno-Fantástico, sobre “agora é Dilma vs Globo”; assista a “o povo não é bobo interrompe Lula”;e “novela da Globo perde 10% em três meses”.

“Para: Departamento de Estado 14 de agosto de 1965

Confidencial.

Este é um relato de um encontro extremamente confidencial com Roberto Marinho, publisher do ‘Globo’, sobre os problemas da sucessão presidencial. A proteção da fonte é essencial.
Marinho estava convencido de que a manutenção de Castello Branco como presidente é indispensável para a continuidade das políticas governamentais presentes e para evitar uma crise política desastrosa. Ele tem trabalhado silenciosamente com um grupo incluindo o general Ernesto Geisel, chefe da Casa Militar, general Golbery, chefe do Serviço de Informações, Luiz Vianna, chefe da Casa Civil, Paulo Sarazate, uns dos amigos mais íntimos do presidente.
No início de julho, Marinho teve um almoço privado com o presidente. Marinho achou Castello bastante resistente a qualquer forma de continuidade de mandato ou sua reeleição. Marinho também pediu a volta do embaixador Juracy Magalhães para ser o ministro da Justiça. Objetivo: ter Juracy como um possível candidato a sucessor de Castello e melhorar o funcionamento daquele ministério, cujo ocupante, Milton Campos, é extremamente respeitável, mas dócil demais.
No dia 31 de julho, Marinho teve um segundo almoço reservado com o presidente no qual ele insistiu que eleições presidenciais diretas em 1966 sem ter Castello como candidato poderia trazer sérios riscos de retrocessos. Tudo bem pensar em Juracy Magalhães ou Bilac Pinto como sucessores, mas a eleição deles não estava garantida. E a indicação, pelo PTB, do marechal Lott com uma plataforma abertamente antirrevolucionária e com o apoio dos comunistas ilustrava os perigos.
Marinho falou ao presidente que entendia o desejo de Castello de manter a promessa de deixar o poder no começo de 1967, mas se isso fosse feito ao custo de uma volta do Brasil ao passado, Castello estaria violando a confiança que a nação tinha depositado nele. Para Marinho, Castello deveria pesar as alternativas e riscos cuidadosamente. Embora Castello não tivesse indicado explicitamente, Marinho saiu satisfeito no final da conversa. Achou que o presidente não se oporia e mesmo daria sua colaboração a medidas que permitissem sua reeleição, provavelmente na forma de eleição indireta.
Nestas bases, o grupo planejou uma estratégia para transformar a eleição presidencial de 1966 em eleição indireta e viabilizar a candidatura de Castello Branco. Os próximos passos eram ganhar alguns membros chaves do Congresso tais como Pedro Aleixo, Bilac Pinto, Filinto Muller e líderes do PSD. Marinho enfatizou que muitos obstáculos inesperados poderiam surgir nesta estratégia, que com certeza terá a oposição de Lacerda por um lado e de forças antirrevolucionárias por outro lado.
Comentário. As colunas de fofoca política estão cheias de especulações sobre mudanças no regime. Eu considero as informações de Marinho muito mais confiáveis.

Lincoln Gordon.”


Paulo Henrique Amorim
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POR QUE O FHC DEU PRA ELOGIAR A PETROBRAS ?

“A cela em que meu pai fica tem uma goteira logo na entrada”: Joana descreve cela de Zé Dirceu



O texto abaixo é de Joana Saragoça, filha de Zé Dirceu.

Visitei meu pai nesta semana, um dia depois que a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara foi à Papuda para averiguar a situação carcerária. Cheguei à penitenciária indignada com as afirmações de uma dupla de deputados (que vocês bem sabem quem são) que estampavam a capa do jornal que eu lia. Era tanta mentira!
Enquanto subia em direção ao Centro de Integração e Ressocialização (nome dado ao prédio onde meu pai está preso há quase 6 meses), comecei a reparar em cada detalhe. Era a primeira vez que pensava “preciso lembrar de tudo que tem aqui dentro, preciso saber contar como é aqui”.
Muitos me perguntam como está meu pai, como vai sua saúde, o que ele achou disso ou daquilo, o livro que ele está lendo. Tambem escuto muito dizerem “que bom que ele gosta de ler, deve ser uma distração”, ou “se não fosse o José Dirceu, não aguentaria”. Sempre sorrio e respondo que continua firme, mas a cada dia precisa mais da solidariedade de nós aqui do lado de fora. Não tenho o costume de dar detalhes a ninguém sobre as minhas visitas.
Eu escolhi dar respostas simples sobre o cotidiano do meu pai por que quando falo sobre as conversas que acontecem durante as visitas e das minhas impressoes sobre meus dias na Papuda sinto que estou disrespeitando a pouca privacidade que restou ao Dirceu. Mas na minha última visita resolvi mudar minha postura. Comecei a reparar em tudo.


A autora, numa doplpjnn

A cela em que meu pai fica tem uma goteira logo na entrada. Ela não é bem iluminada. São três lâmpadas fluorescentes penduradas por fios que mal iluminam todo o “quarto”, tornando ler na cela uma tarefa bem difícil. A televisão é pequena (de 19 polegadas), sem entrada USB ou DVD. Zé Dirceu assiste apenas a televisão aberta, como podem fazer todos os internos de bom comportamento.
A sua comida é a mesma de todos no CIR. Ele come as quentinhas de almoço e jantar e algumas outras coisas como bolachas, pão de queijo e goiabada que estão disponíveis na cantina – tanto para meu pai como para qualquer outro detento. Alguns internos têm microondas para requentar as refeições, mas meu pai não tem e nunca pediu para que levássemos um.
Discutir o porque de ele estar sozinho na cela (o que, desde ontem, não é mais verdade) chega a ser absurdo. Beira o cinismo de quem prefere dar às costas à maneira como meu pai tem seus direitos perseguidos pela própria Justiça. Todos sabem que ele estava sozinho na cela por que todos que passaram por lá já tiveram o trabalho externo concedido. Aliás, Zé Dirceu é o único preso do CIR com proposta de emprego esperando a autorização sair. Discutir o material dos beliches que já estavam na cela antes dele chegar é querer achar problema onde não tem.
Nossas visitas são feitas às quartas-feitas e toda semana testemunho que não há tratamento diferenciado para meu pai. Até meu irmão, que é parlamentar e teria o direito de visita-lo fora do horário de visita, faz questão de ir às quartas junto comigo.
Enfim, não há regalias ou privilégios, como a própria Comissão de Direitos Humanos da Câmara atestou em seu relatório, já público. Também nunca houve telefonema, como três investigações internas e da própria Vara de Execuções Penais já concluíram. Não existe motivo para não conceder o trabalho externo ao meu pai. Falo como filha, mas esta também é a opinião do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que já se manifestou há mais de 20 dias a favor da liberação para o trabalho externo.
Termino meu desabafo deixando para vocês a sessão II da Lei de execução Penal que trata dos direitos dos presos no Brasil por que Zé Dirceu já está preso injustamente e deixar que seus direitos como presidiário sejam subtraídos é desumano.

SEÇÃO II

Dos Direitos

Art. 40 – Impõe-se a todas as autoridades o respeito à integridade física e moral dos condenados e dos presos provisórios.

Art. 41 – Constituem direitos do preso:

I – alimentação suficiente e vestuário;

II – atribuição de trabalho e sua remuneração;

III – Previdência Social;

IV – constituição de pecúlio;

V – proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho, o descanso e a recreação;

VI – exercício das atividades profissionais, intelectuais, artísticas e desportivas anteriores, desde que compatíveis com a execução da pena;

VII – assistência material, à saúde, jurídica, educacional, social e religiosa;

VIII – proteção contra qualquer forma de sensacionalismo;

IX – entrevista pessoal e reservada com o advogado;

X – visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados;

XI – chamamento nominal;

XII – igualdade de tratamento salvo quanto às exigências da individualização da pena;

XIII – audiência especial com o diretor do estabelecimento;

XIV – representação e petição a qualquer autoridade, em defesa de direito;

XV – contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes.

XVI – atestado de pena a cumprir, emitido anualmente, sob pena da responsabilidade da autoridade judiciária competente. (Incluído pela Lei nº 10.713, de 2003)

Parágrafo único. Os direitos previstos nos incisos V, X e XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante ato motivado do diretor do estabelecimento.

Art. 42 – Aplica-se ao preso provisório e ao submetido à medida de segurança, no que couber, o disposto nesta Seção.

Art. 43 – É garantida a liberdade de contratar médico de confiança pessoal do internado ou do submetido a tratamento ambulatorial, por seus familiares ou dependentes, a fim de orientar e acompanhar o tratamento.

Parágrafo único. As divergências entre o médico oficial e o particular serão resolvidas pelo Juiz da execução.
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Lúcio Flávio Pinto: O jornalismo que orgulha o Pará e o Brasil


Lúcio Flávio Pinto mais um prêmio em reconhecimento de seu trabalho em seu "Jornal 
Pessoal".

No Blog as Falas de Polis

Esperado para o Encontro Nacional de Blogueiros e Ativista Digitais que será realizado de 16 a 18 deste mês em São Paulo, onde junto com este blogueiro representará o Estado do Pará como desconferencista do evento, o jornalista Lúcio Flávio Pinto foi o único brasileiro a ser indicado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) entre um grupo seleto formado por 100 jornalistas ao redor mundo, intitulado "100 heróis da liberdade da informação".
"Com seu trabalho corajoso de ativismo, esses heróis ajudam a promover a liberdade de procurar, receber e difundir informação e ideias por qualquer meio. Eles põem seus ideais a serviço do bem comum", afirma a ONG.
O relatório completo será composto por jornalistas e blogueiros que sofreram ameaças, agressões, prisão e até mesmo o exílio, para informar sobre questões delicadas, ou tentar melhorar a situação da liberdade de imprensa no país e no mundo.
"Os 'heróis da informação' são uma fonte de inspiração para todas as mulheres e todos os homens que aspiram à liberdade. Sem a sua determinação e todos os seus companheiros, não seria possível estender o espaço de liberdade simplesmente", disse Christophe Deloire, Secretário Geral da RSF.
Também foram lembrados Glenn Greenwald -jornalista do "Guardian" famoso por revelar, com a ajuda do ex-analista da CIA Edward Snowden, as denúncias de espionagem por parte do governo dos EUA- e Julian Assange, fundador do WikiLeaks, apontado pela ONG como "vítima de um sistema que facilmente confunde jornalismo com terrorismo".
Em um momento em que a prática do jornalixo é incentivada pela grande imprensa, indicações e homenagens como essa, orgulham os profissionais que lidam com a informação e indicam o melhor caminho a ser seguido.
Parabéns Lúcio Flávio!
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O crescimento biônico de Aécio na pesquisa Sensus



por : Paulo Nogueira

Se ainda sobrou alguma coisa das garrafas de tequila que Paulinho da Força encomendou para calibrar sua fala no Primeiro de Maio, Aécio poderia pedir a ele para comemorar a pesquisa do instituto Sensus.
Aécio cresceu quase 50%. Dos 16% em que parecia estacionado, foi para mais de 23%. Isso sem fazer nada. Aliás: fazendo coisas como garantir à plutocracia que seu governo tomará “medidas impopulares”.
O único problema, na celebração aeciana, é que o crescimento extraordinário é biônico. O Sensus – que nos últimos tempos tem prestado serviços ao PSDB – decidiu inovar, aspas.
Os nomes, nas pesquisas, aparecem num círculo, para que não haja favorecimento visual a nenhum deles.
O Sensus optou – sabe-se lá por quê, ou melhor, sabe-se bem por quê – pela ordem alfabética. Se Aécio se chamasse Zaratustra, o Sensus talvez tivesse escolhido a ordem alfabética ao inverso. Você bate o olho no cartão da pesquisa e o nome de Aécio se destaca amplamente, em detrimento dos demais.
Quem denunciou a invenção do Sensus foi o insuspeito Estadão, pelo bom blogueiro José Roberto de Toledo.
No ritmo do crescimento apontado pelo Sensus, Aécio pode chegar às eleições com mais de 100% dos votos. Talvez na próxima pesquisa o Sensus possa retirar os outros nomes. A ascensão irresistível de Aécio se confirmará plenamente.
Se algum partido reclamar na Justiça, a decisão deve caber ao campeão da neutralidade Joaquim Barbosa. Pausa para rir, ou chorar.
Não é a primeira vez que o Sensus faz algo estranho, notou Toledo em seu blog. “Na disputa presidencial de 2002, o instituto também fez uma pesquisa surpreendente na fase da pré-campanha. No final de 2001, o instituto divulgou pesquisa que colocava Roseana Sarney (então no PFL) empatada com Lula, em primeiro lugar. Razão: antes de perguntar a intenção de voto, o Sensus perguntava ao eleitor sobre um escândalo envolvendo o PT, e sobre o racionamento de energia elétrica, o que prejudicava José Serra (PSDB).”
O fato é que o episódio mostra que é mais que hora de investigar as pesquisas. Como são feitas, quais os critérios etc.
O brasileiro já é manipulado demais pelo noticiário das grandes empresas jornalísticas para que seja engambelado também pelas pesquisas.
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Durante discurso de Lula, petistas denunciam Globo

NOVELA DA GLOBO PERDE 11 PONTOS EM TRÊS MESES


“A verdade é dura … ”

Saiu no Noticias da TV, de Daniel Castro: CANAIS PAGOS SUPERAM GLOBO E BATEM RECORDE DE AUDIÊNCIA

Nunca se viu tanta TV por assinatura como atualmente. Em março, o conjunto de canais pagos atingiu a maior audiência de toda a história. Marcaram 7,2 pontos na medição de TV paga, o que equivale a uma audiência média diária projetada de 4,2 milhões de telespectadores em todo o país. Assim, superou o recorde de setembro de 2006, quando atingiu 6,9 pontos graças à fuga do horário eleitoral na TV aberta.
Um ponto na TV paga equivale a cerca 184 mil domicílios ou 589 mil telespectadores, numa projeção para todo o país, que fechou março com 18,41 milhões de residências e quase 59 milhões de pessoas com acesso ao serviço. Esse dado não é oficial do Ibope, mas muitas programadoras o usam.
Outra informação que confirma o bom momento da TV fechada: o conjunto dos canais pagos já tem mais audiência, entre os assinantes de TV por assinatura, do que a Globo. Tradicionalmente, a Globo sempre teve mais ibope no cabo e no DTH do que todos os canais pagos juntos, mas essa realidade mudou em julho do ano passado.
Em fevereiro e março, no entanto, a diferença da audiência dos canais pagos para a Globo foi a maior da história. Até janeiro, os canais pagos venceram a Globo por diferença apertada, não superior a 0,42 ponto (em setembro de 2013). Em janeiro, a diferença foi de apenas 0,16 ponto. Em fevereiro, essa diferença saltou para 1,87 ponto. Em março, novo salto: 2,17 pontos. Os 7,2 pontos dos canais pagos foram 43% superiores aos 5,03 pontos da Globo.
Os dados refletem o crescimento da base de assinantes no país verificado nos últimos anos, embora o ritmo tenha caído da metade de 2012 para cá. Há outras duas explicações para a “explosão” em fevereiro e março: a queda de audiência da novela das nove da Globo e a reorganização do line-up de canais da Net.
De janeiro para março, no horário da novela das nove, a Globo perdeu 11 pontos na Grande São Paulo. Os dados da medição de TV aberta do Ibope indicam que metade desse público migrou para canais pagos e pequenas redes abertas.
A reorganização do line-up da Net, maior operadora do país, agrupou canais por gêneros de programação e foi concluída em janeiro na Grande São Paulo, principal mercado do país. Segundo a operadora, muitos assinantes estão vendo canais que antes desconheciam.
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sexta-feira, 2 de maio de 2014

O pagador de palmas



No Blog do Parsifal

Na terça-feira (29), o deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP), escolhido pelo seu partido para fazer, em plenário, a defesa da aprovação de um projeto de lei que altera a “Lei dos Caminhoneiros”, subiu à tribuna e cumpriu a sua missão, sob os aplausos constantes de cerca de 300 caminhoneiros que faziam lobby na Casa pela aprovação do projeto.
Terminada a votação, que aprovou o projeto, a equipe do “Correio Braziliense” dirigiu-se ao gabinete de Marquezelli para entrevistá-lo onde percebeu grande movimentação da claque que o aplaudia minutos antes, que era orientada a ir até o 10º andar da Câmara.
O faro do jornalista André Shalders o fez seguir, com a sua equipe, os caminhoneiros que aplaudiam Marquezelli com tanto fervor, até o 10º andar. Ao chegar lá, Shalders ganhou o dia: servidores com crachás da Câmara Federal, com uma lista nas mãos, faziam o pagamento dos caminhoneiros pelas palmas proferidas à emocionada defesa do deputado Marquezelli.



Ao verem que estavam sendo filmados, os servidores interromperam o pagamento e desceram. A equipe do Correio os seguiu até a garagem, onde o pagamento do soldo continuou.
Não é crime pagar para receber palmas e o deputado Marquezelli não é o primeiro e nem o último a lançar mão dessa iguaria fútil, mas a Câmara Federal, para evitar esses constrangimentos, deveria instalar no som da Casa um mídia com vivas ou apupos, que seriam tocadas ao gosto e conveniência de cada um que se fizesse à tribuna, tipo aqueles programas de TV de antigamente, em que a audiência batia palmas, ria, ou vaiava, conforme o comando da sonoplastia.
Sairia menos caro.
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Rússia: operação militar da Ucrânia elimina "toda a esperança" de acordo diplomático


Soldados ucranianos permanecem em posto de controle perto da cidade de Slaviansk, no leste 
do país.

A operação "punitiva" lançada pelo governo ucraniano nesta sexta-feira (02/05) para tentar retomar a cidade oriental de Slaviansk, controlada pelos separatistas, "destruiu de fato a esperança" de um acordo pacífico para a crise, segundo afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin.
Segundo Peskov, o acordo de Genebra, acertado em 17 de abril na cidade suíça por EUA, Rússia, Ucrânia e União Europeia, não tem mais viabilidade frente à operação lançada pelo governo de Kiev, que já teve dois helicópteros derrubados. Moscou acusou a Ucrânia de usar poder aéreo contra a população civil.
"Falando em geral, enquanto a Rússia faz esforços para diminuir a tensão e regular o conflito, o regime de Kiev ordenou à sua aviação de combate disparar contra cidades e povoados", afirmou Peskov. "Durante uma recente visita a Minsk, Putin já disse que uma ação assim seria criminosa", assinalou o porta-voz, em referência às advertências de dias passados do Kremlin às autoridades ucranianas contra uma operação no sudeste do país contra as milícias pró-russas.
O ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, exigiu que o governo ucraniano cesse "imediatamente a operação de castigo" e pediu ao Ocidente o fim de sua "política destrutiva em relação à Ucrânia".
Em comunicado, o chanceler chegou a acusar Kiev de utilizar na operação das Forças Armadas "terroristas" do grupo ultranacionalista "Setor Direito". Lavrov qualificou de "inaceitável qualquer tipo de ingerência externa nos fatos da Ucrânia" e lembrou que "Washington nunca desmentiu com clareza anteriores evidências sobre a presença na Ucrânia de membros de uma organização militar privada. Como se sabe, estas organizações militares privadas não trabalham no exterior sem o consentimento do Departamento de Estado norte-americano".
Apesar dos alertas e das ameaças da Rússia, o presidente interino da Ucrânia, Aleksandr Turchinov, afirmou que Slaviansk está totalmente cercada pelas forças de Kiev e que a ofensiva vai continuar para retomar seu controle.
Operação militar
Na manhã de hoje, tropas ucranianas lançaram uma operação para retomar o controle de Slaviansk. Os soldados chegaram a conquistar nove postos de controle e a bloquear a cidade "totalmente, as entradas e as saídas", segundo declarou o líder das chamadas "forças de autodefesa", Igor Strelkov, ao canal russo Rossia 24.
"Todas as estradas estão interrompidas e de todas as direções chegam blindados e soldados. Eles estão utilizando contra nós até 20 helicópteros, de combate e de transporte de tropas", afirmou Strelkov. Em resposta, os separatistas pró-russos derrubaram dois helicópteros ucranianos, matando dois pilotos. Um separatista também foi morto. Segundo os serviços de segurança ucranianos, a derrubada dos helicópteros mostra que há "especialistas estrangeiros" lutando ao lado dos manifestantes pró-Rússia.
O autoproclamado prefeito de Slaviansk, Viacheslav Ponomariov, afirmou que seus homens não se renderiam e que "ajuda" não especificada estava a caminho, segundo o jornal The Guardian. Ponomariov também informou que os observadores da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) que haviam sido detidos pelos pró-russos sob a acusação de serem espiões da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), estão a salvo e foram transferidos para um local seguro, "fora da zona de combate".
Segundo Ponomariov, em declarações divulgadas pelo canal Dozhed, a operação das forças militares ucranianas já causou cinco mortes em Slaviansk: três separatistas e dois civis foram mortos. O líder pró-russo pediu ao povo que não saia de suas casas e acusou nacionalistas do Setor Direito de atacar a população civil. "Os militares ucranianos estão lutando de forma leal. Mas o Setor Direito atira contra a população pacífica que está ajudando a construir barricadas", afirmou.
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