quarta-feira, 17 de outubro de 2012

LEWANDOWSKI PÕE GILMAR NO DEVIDO LUGAR


Vamos ver se o Gilmar desmembra a Privataria.

Saiu na Folha: NO STF, LEWANDOWSKI DIZ QUE NÃO É ‘ALUNO’ DE MENDES E OUVE QUE É SENSÍVEL

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes bateram boca nesta quarta-feira (17) em meio a uma discussão sobre desmembramentos de processos que não incluem réus com foro privilegiado.
No debate acalorado, Lewandowski disse que não era “aluno” de Mendes para ouvir correções em seus votos e foi acusado pelo colega de ser “sensível”. (…)

Gilmar Dantas pensa que ainda preside o Estado da Direita, que promulgou no PiG, quando era o Supremo Presidente Supremo.
Claro que o Gilmar Dantas não queria o desmembramento do mensalão (o do PT).
Para botar tudo no mesmo saco e desestabilizar o Trabalhismo.
Clique aqui para ver que o Supremo vai repetir o debate Lula x Collor.
Vamos ver se ele é a favor de desmembrar a Privataria – ou vai deixar cada privateiro no seu saco.
Até prescrever.

Paulo Henrique Amorim
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É O AMOR ?

Por que metade dos americanos não vai votar para presidente


Milhões de americanos não se sentem representados nem pelos democratas e nem, tampouco, pelos republicanos

Por Paulo Nogueira


O debate de ontem
O segundo duelo presidencial americano foi um choque de passados. O passado de Obama é os últimos doze anos, excetuados naturalmente os quatro dele mesmo. O passado de Romney são os quatro anos de Obama.
Entre os dois existe o consenso de que o presente americano é uma lástima. Romney não para de falar nos 5 pontos de seu programa. Pego carona e enumero os 5 pontos do declínio dos Estados Unidos. 1)Desemprego alto, símbolo de uma economia quebrada; 2) o fim da crença quase universal no sonho americano; 3) perda de influência e de admiração na arena internacional; 4) ganho de peso na balança graças à indústria da junk food, e a emergência de um Império dos Obesos; 5) o crescimento global de um antiamericanismo como nunca se viu. Raras vezes se viu, na história da humanidade, um país tão universalmente detestado. Império nenhum, ao longo dos tempos, conseguiu se manter quando acumulou rejeição por todos os lados.
O que se viu, no segundo debate, foi mais uma vez a tentativa de os dois candidatos atribuírem o presente funesto um ao outro. Romney diretamente: ele pega as promessas de Obama da campanha passada e mostra, sem dificuldade, que nada foi realizado.
Obama põe a culpa em Romney indiretamente: o drama americano, segundo ele, é fruto dos oito anos de administração de George W Bush. Romney e Bush são do mesmo partido e defendem as mesmas coisas. Romney no poder equivaleria, segundo a lógica de Obama, ao retorno de Bush. Ele está certo.
Você vê os debates e pode ser tomado pela impressão de que os americanos estão eletrizados pelas eleições. Não é verdade. O que existe, na sociedade americana, descontado o circo armado em torno das eleições, é uma mistura de apatia, descrença e indiferença. A abstenção deve chegar a 50%.
Metade dos americanos não se sente representada nem por democratas e nem por republicanos. São dois partidos essencialmente iguais, ou tão diferentes quanto Coca e Pepsi. Um regime político da natureza do americano, se estivesse presente na China, por exemplo, seria chamado de ditadura de dois partidos.
Nos debates, você vê dois atores muito bem treinados. Romney mantém sempre o sorriso, o ar artificialmente autoconfiante de um médico — ou charlatão — capaz de devolver a saúde rapidamente a um doente já sem esperanças. A expressão de superioridade só o abandona quando ele se descuida muito. Mesmo assim, o lapso dura uma fração. No debate de ontem, isso aconteceu. Romney acusou Obama de não ter tratado imediatamente como “ato de terror” o ataque islâmico à embaixada americana na Líbia.
Mas Obama tinha falado rapidamente, sim, em terror. A mediadora do debate confirmou. Obama, no único momento em que a plateia se manifestou com aplausos, pediu que ela falasse de novo “mais alto”. Ela falou. Ainda assim, mesmo contra os fatos, Romney insistiu em seu ponto.
O avanço da candidatura de Romney pode ter parado aí. Esta cena será repetida milhões de vezes no YouTube e nas redes sociais. (Você pode vê-la no pé deste texto.) Comentaristas políticos escreverão sobre como Romney insistiu num ataque mesmo diante da evidência de que cometera um erro.
Mas nada será capaz de tirar da letargia a chamada voz rouca das ruas dos Estados Unidos. Para ela, as eleições presidenciais não merecem sequer o esforço de ir até um posto de votação.
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PIG: Acabou o Lexotan na SIP

Por Leandro Fortes - CartaCapital

Há quase 200 anos, os embaixadores das maiores potências da Europa se reuniram em Viena, na Áustria, com o mesmo objetivo que, por esses dias, juntou em São Paulo os barões da mídia panamericana na 68ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). 
Nos dois casos – no Congresso de Viena e no convescote da SIP – a nobreza presente tinha o mesmíssimo objetivo: restaurar o passado, voltar ao status quo e, principalmente, eliminar do futuro o germe da revolução. Em 1814, a intenção era redesenhar a geopolítica europeia após o fim da Era Napoleônica e banir das mentes e dos corações dos cidadãos de então as ideias e ideais da Revolução Francesa.
Em 2012, o baronato da mídia associado à SIP, também em franco desespero, tenta a mesma coisa: resgatar um mundo hegemônico onde a imprensa determinava o perfil e o caráter dos governantes, onde a mídia tinha a exclusividade da intermediação dos fatos, das informações, das notícias, e era, por si só, a própria ideologia da comunicação.
A História, como se sabe, se repete como farsa.
A SIP foi criada em 1943, em Havana, Cuba, durante a ditadura-bordel de Fulgencio Batista. Acabou sediada em Miami, nos Estados Unidos e, como tudo o mais durante da Guerra Fria, rapidamente foi transformada em braço funcional da CIA e do Departamento de Estado dos EUA para dar suporte aos movimentos golpistas bancados pelos ianques na América Latina. Os tempos mudaram, mas a SIP, como a maioria de seus associados, quedou-se estagnada, triste e ultrapassada, exatamente como a mídia que orgulhosamente representa.
Assim como os ventos revoltosos do século XIX surpreenderam os nobres europeus em Viena, perdidos estão, no tempo e na circunstância, os porta-vozes dos oligopólios de mídia convidados a participar da assembleia da SIP, em São Paulo. Também estão apavorados. 
Os une o desespero das perdas e a incerteza de um futuro nebuloso sobre o qual não há mais quaisquer garantias de poder e lucro. Buscam na encenação montada sob as bandeiras das liberdades de imprensa e expressão um Napoleão Bonaparte que os justifique e, por isso mesmo, os redima. Encontram, aturdidos, generais do povo, pior, eleitos. Gente a quem sempre consideraram serviçais de menor monta: índios, mamelucos, mulatos, negros, caboclos, operários, mulheres.
Como era de se esperar, os dirigentes da SIP tem se revezado na tribuna para demonizar os napoleões que elegeram como inimigos da liberdade de imprensa: Hugo Chávez, da Venezuela; Cristina Kirchner, da Argentina; Rafael Correa, do Equador; e Evo Morales, da Bolívia.
Dilma Rousseff, do Brasil, esperada para falar no festim da SIP, desistiu de última hora. Enfim, se redimiu de ter participado do aniversário de 90 anos da Folha de S.Paulo, jornal associado da SIP que, em 2010, estampou uma ficha falsa do DOPS da então candidata do PT à Presidência da República a fim de eternizá-la como terrorista e assassina.
Diante da cadeira vazia reservada a Dilma, os 600 participantes da assembleia da SIP sincronizaram um muxoxo generalizado, mas pelo menos se livraram da obrigação protocolar de respeitar a presidenta do País que os acolheu. Em poucos minutos, Dilma foi comparada ao general-ditador Ernesto Geisel e ao ex-presidente Fernando Collor, outros dois mandatários que se negaram a emoldurar, quando no Brasil, a feliz confraternização de empresários midiáticos do continente americano.
Até o final do encontro, espera-se que a presidenta seja igualada a Stalin, Hitler, Mussolini, Gengis Khan e Átila, o huno.
Embalados pelo medo do admirável mundo novo aberto pela internet, mas, sobretudo, unidos por um grau de descolamento da realidade muito próximo do delírio, os próceres da SIP vociferam em coro contra os governos progressistas aos quais, cada qual em seu canto americano, fazem oposição sistemática, partidária e, não raramente, golpista.
Temem, no detalhe, medidas como a Lei dos Meios, baixada na Argentina, que irá desmembrar, em breve, o império do Clarín, principal apoiador da sangrenta ditadura dos generais argentinos. No todo, se apavoram com a possibilidade de uma combinação capaz de disseminar, sobretudo na América do Sul, a ideia de um novo marco regulatório com poder de romper a hegemonia dos oligopólios de mídia e, enfim, criar mecanismos de democratização da informação – um direito humano imprescindível, mas negado desde sempre ao eleitor latino americano.
A tudo chamam de censura e, deliberadamente, misturam os conceitos de liberdade de expressão e liberdade de imprensa para que, justamente, não se discuta nem um, nem outro.
Em Viena, pelo menos, a nobreza era genuína.
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Presidente golpista pode sofrer impeachment no Paraguai


Senadores paraguaios estudam a possibilidade de abrir um processo de impeachment e de iniciar ações penais contra o presidente Federico Franco pelas irregularidades em sua declaração de bens e pelo aumento de 700% de sua fortuna pessoal em apenas quatro anos. 
Franco assumiu a presidência depois de um golpe constitucional contra Fernando Lugo, que foi destituído após um julgamento político de apenas 24 horas. 
O jornal Ultima Hora denunciou que seu patrimônio aumentou de 150 mil dólares, em 2008, para mais de um milhão de dólares, em 2012.
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ZÉ DE ABREU DIZ QUE STF SÓ CONDENA PRETO, POBRE, PUTA E PETISTA


Fazendo sucesso em Avenida Brasil como Nilo, ator também assume seu ativismo político e fala sobre o julgamento do mensalão.

Em entrevista ao jornalista Álvaro Pereira Júnior, da Folha de S. Paulo, o ator José de Abreu falou sobre seu personagem Nilo, que faz sucesso em Avenida Brasil, e sobre seu ativismo político. Amigo de José Dirceu, ele afirma que para ser condenado no Brasil basta ser preto, pobre, puta ou petista. Confira um trecho:
Amigo pessoal de José Dirceu, condenado pelo Supremo por corrupção ativa no caso do mensalão, Abreu diz que esteve duas vezes com o ex-ministro antes de sua condenação.
"Nunca conversei com o Zé a respeito das denúncias. Acho que o PT fez o que sempre se fez. É errado? Sim! Mas fez o que sempre se fez", diz.
"O Supremo quer mudar a maneira de fazer política no Brasil. Ótimo, maravilha! Óbvio que tinha que começar com o PT. Então, agora, para ser condenado aqui, basta ser preto, puta, pobre e petista."
Segundo Abreu, foi uma coincidência a novela e o mensalão terminarem ao mesmo tempo. "Mas não foi coincidência o julgamento ser em época eleitoral."
Ele afirma já sentir saudades da equipe do folhetim. "O fim de um trabalho dá uma certa dor, porque você sabe que não consegue manter a amizade e o contato."
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Um excelente vídeo didático sobre A Privataria Tucana

O Vídeo abaixo, uma aula sobre a o livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr.  Ajuda a entender e explicar melhor o que aconteceu naquele período.
É um video relativamente longo para internet, tem doze minutos, mas deveria se tornar matérial didático para aulas de história do Brasil.
Faz o debate sobre um período importante do nosso tempo e revela de maneira muito direta e, com base em documentos, como o patrimônio público nacional foi dilapidado.
Evidente que tem cunho eleitoral, provavelmente foi feito por um grupo que quer derrotar Serra.
O que aliás, cá pra nós, é absolutamente compreensível. Mas é trabalho que merece ser guardado para além dessa disputa paulistana. Ser visto, replicado e discutido. Afinal, o país perdeu muito com aquela ação.
A Privataria Tucana também pode ser entendida no livro O Brasil Privatizado, do saudoso Aloysio Biondi. De alguma forma este vídeo completa a coleção sobre o tema.


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Longa vida a Duda Mendonça !

Por Luis Nassif

É acachapante a diferença de tratamento dos Ministros do STF a um membro da indústria midiática - publicitário Duda Mendonça - e aos demais réus do julgamento.
Com Duda Mendonça, um rigor absoluto em relação a supostos erros da peça acusatório do Procurador Geral da República. Admite-se que houve processo de lavagem de dinheiro mas que o PGR não logrou trazer as provas para os autos.
Como errou - segundo os Ministros -, eles se atem aos autos e absolvem o réu.
Com os demais, compreensão absoluta quanto à falta de provas e inconsistências das acusações.
Nem defendo absolvição dos demais nem a penalização de Duda Mendonça. 
Mas há um discricionarismo próximo da falta de pudor no comportamento de alguns ministros.
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Só Sobrenatural de Almeida poderá deter Messi na Copa de 2014


Os brasileiros que me perdoem, mas dificilmente alguém vai tirar o caneco do dez argentino

Ladies & Gentlemen:

Falei outro dia sobre os mercenários do futebol. O dinheiro corrompeu a alma dos jogadores. Isolou-os da torcida. Se não bastassem os cifrões, os jornalistas esportivos bajulam tanto os atletas que estes acabam acreditando que são mesmo seres extraordinários. Em seu escafandro monumental, se esquecem de que apenas correm atrás de uma bola, e que aos 30 anos serão desprezados pelos mesmos que os tratam como reis agora.
Generalizei, e com razão. De Cristiano Ronaldo a Neymar, de Rooney a Ibrahimovic, de Drogba a Van Persie, ninguém se salva na fogueira das vaidades gananciosas. Mas quero registrar aqui uma exceção: Little Messi, em seu 1m67. Até Chrissie, minha mulher, que discorda de mim em tudo, concorda em que Messi é um caso à parte.
Sei que os argentinos não vão com a cara dele, e eles têm seus motivos. Messi, até aqui, mostrou muito mais futebol no Barça do que na seleção nacional. Nem em Rosário, sua cidade natal, ele é muito reconhecido. Um jornalista da ESPN foi para lá . Num dia em que o Barcelona estava em campo, ele foi a um bar de um parente de Messi. Na televisão não passava o jogo, e sim um programa de auditório argentino.
Mas, mesmo com a dívida que tem ainda para com seu país, e que eu imagino que vá ser paga em 2014 com o título mundial em pleno Brasil, Messi é espetacular. Fora tudo, ele tem uma virtude única: não se joga para cavar faltas e pênaltis. Há uma tese segundo a qual ele não se atira porque, se fizesse isso, ficaria sem a bola, que parece amar sobre todas as coisas. Bola ou qualquer coisa redonda. Um amigo dele de infância lembra que certa vez, em sua terra natal, Messi parecia acabrunhado na casa da família. Alguma coisa parecia lhe faltar. Subitamente, ele apanhou um limão num limoeiro e começou a controlá-lo como a uma bola. Pronto. Sua expressão exalava contentamento.
Infelizmente, para o futebol, Messi é um numa multidão de seres arrogantes, egoístas e detestáveis. Mas ainda assim: sendo um e apenas um, ele é tão grande que haverá de dar o tricampeonato mundial à Argentina. A não ser que Sobrenatural de Almeida – o Boss me falou sobre ele, a quem chamo carinhosamente de Supernatural Jones – intervenha.

Yours, sincerelly

Scott Moore

TRADUÇÃO DE ERIKA K. NAKAMURA
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São Paulo tem o dever de livrar o Brasil de um sociopata



Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania

“Segunda-feira, 15 de outubro de 2012. Recomeça o horário eleitoral para os candidatos que disputarão em segundo turno o cargo de prefeito em diversas cidades. Em uma delas, porém, o que está em jogo é muito mais do que possa haver em qualquer outra parte do país.
São Paulo, a maior metrópole da América do Sul e uma das maiores do mundo, padece do próprio gigantismo e de contrastes sociais geradores de criminalidade, de esgotamento dos serviços públicos e, acima de tudo, de iminente colapso da mobilidade urbana.
Nas próximas duas semanas, na capital paulista, será travado um combate que, se chegar a bom termo, interessa a todo o Brasil porque pode debilitar eleitoralmente, no futuro, um político que constitui ameaça ao país por conta do estado de suas faculdades mentais.
A campanha eleitoral de 2010 mostrou muita coisa sobre José Serra ao Brasil, mas a de 2012 está tratando de mostrar quem ele é ao reduto eleitoral que tem sido responsável por sua sobrevida política, apesar de, nacionalmente, já ter perdido maior importância.
O que vai despertando São Paulo para os fatos sobre Serra é a progressiva tomada de consciência da maioria do povo da cidade de que o desastre no qual está submersa decorre dos meios que deu a esse homem para piorar a sua vida ao votar em seu títere, Gilberto Kassab, o prefeito paulistano mais mal-avaliado desde Celso Pitta.
Se o atual alcaide paulistano atua mal, porém, não se pode atribuir culpa só a ele, até porque segue a linha herdada da administração relâmpago que Serra perpetrou contra a cidade antes de abandonar um mandato popular que prometera cumprir até o último dia.
A mentira compulsiva e descarada e a ausência de constrangimento ao ser flagrado mentindo é outro sintoma eloquente da sociopatia, assim como a deslealdade, a tendência a golpes baixos, a ojeriza a ser contrariado, a arrogância, o autoritarismo…”
Artigo Completo, ::AQUI::
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

CHARGE

MELLO DEFENDE O GOLPE. (O DE 1964)

O Conversa Afiada reproduziu comentário do amigo navegante Carlos Alberto:
Ditadura: um mal necessário, por Marco Aurélio Mello
É triste!



Em tempo: o autor da pergunta é o Kennedy Alencar, o mesmo que perguntou ao Cerra sobre o kit-gay na rádio que troca a notícia e foi tratado como um meliante.
Por falar em ministros apolíticos do Supremo, convém ler “Ayres Britto compensa no Supremo derrota eleitoral”e “O que é que o Duda fazia ali, Merval ?”.

Em tempo 2: portanto, o ilustre Ministro aceita a tese do historialismo (porque não é História nem Jornalismo) brasileiro. A que sustenta que Jango caiu porque gostava de pernas – de cavalos e de coristas – e porque ia dar um Golpe. Qual Golpe ? Ora, amigo navegante, é o que mostravam os indícios, as ilações, as deduções, sempre “flexíveis”. E, além disso, o Jango tinha o “domínio dos fatos”, não é isso ?

Paulo Henrique Amorim
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PDT declara apoio a Edmilson

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) anunciou o apoio à candidatura de Edmilson Rodrigues a prefeito de Belém, na tarde de hoje (15).
O presidente municipal do PDT, Francileno Mendes, disse que o partido vai caminhar junto com o Edmilson “porque é o candidato que representa os interesses ideológicos do PDT”. “A gente acredita que é possível chegar à vitória e vamos chegar juntos”, afirmou.
Além do PDT, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Pátria Livre (PPL) também já aderiram à campanha da "Frente Belém nas Mãos do Povo" (PSOL - PCdoB - PSTU), no segundo turno das eleições.
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A FRAUDE DE 1,3 BILHÃO DO GOLPISTA PARAGUAIO


"Foi um erro", diz presidente do Paraguai; quantia registrada de maneira fraudulenta em declaração oficial de bens equivale a US$ 645 mil; caso de patrimônio mal explicado pode causar reviravolta na situação política do país vizinho; Veja e PSDB foram os primeiros a apoiar substituição do ex Fernando Lugo e saudar honestidade de Federico Franco; e agora? 

247 – Um aumento não explicado de US$ 645 mil no patrimônio pessoal do presidente Federico Franco, do Paraguai, seguido pela adulteração de um documento oficial, pode provocar uma reviravolta na situação política do país. Saudado como democrata e de honestidade a toda prova, inclusive por setores da mídia brasileira, como a revista Veja, e partidos políticos como o PSDB, Franco admitiu em conferência de imprensa que supervalorizou em documento público uma de suas propriedades no País. "Foi um erro meu, estou dando a cara", disse o presidente. Ele registrou sua propriedade em San Lorenzo por um valor maior que 1,3 bilhão de guaranis acima do preço real.
A revelação sobre o "erro" de Franco pode causar uma reviravolta política na situação do país. Alçado ao poder após o impeachment do presidente eleito Fernando Lugo, o novo presidente provocou, com sua posse, uma crise no âmbito Mercosul e Unasul. Até o momento, Brasil, Argentina e Paraguai não reconhecem o novo governo. O Paraguai também não foi reconhecido, ainda, como membro da Unasul. Internamente, apesar de o resultado da votação do impeachment ter se dado por larga margem na Câmara dos Deputados, na sociedade Franco enfrenta forte oposição, especialmente dos partidários de Lugo, cuja base de votos se situa nas camadas mais pobres e numerosas.
No Brasil, a revelação sobre o "erro" de Franco deixa na mão parte da mídia, em especial a revista Veja. A publicação da editora Abril foi a primeira a reconhecer a mudança de poder como legítima, abrindo suas páginas amarelas, de entrevistas, a Franco. Mais longe ainda foi o senador Alvaro Dias, do PSDB. Ele tornou-se um franquista de primeira hora, escalando-se como interlocutor preferencial entre a oposição brasileira e o novo governo. Como eles reagirão agora que se descobre que Franco não é o santo que se pintou?
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Manifestantes denunciam ações da SIP e exigem democratização da comunicação



Por Leonardo Wexell Severo

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), a “honorável sociedade mafiosa” que congrega os donos dos grandes conglomerados de comunicação do continente, foi alvo nesta segunda-feira (15), em São Paulo, de críticas demolidoras e bem humoradas de militantes dos movimentos sociais e pela democratização da comunicação.
Em frente ao luxuoso hotel Renassaince, representantes da CUT, do MST, do Coletivo Intervozes e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) levantaram cartazes denunciando alguns dos reiterados abusos praticados por emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas que comportam-se como “indústria de intoxicação”, reproduzindo seus antivalores.
Erguendo a faixa “Monopólio da mídia sufoca liberdade de expressão”, os manifestantes apontaram como a mercantilização do jornalismo conduz a uma espiral de dupla manipulação: pelo poder econômico e pelo poder político, reverberando os interesses do sistema financeiro, das transnacionais e das grandes empresas, seus grandes anunciantes. “Quando os interesses econômicos e políticos coincidem, tanto mais visível será a manipulação”, já nos alertava o jornalista Rui Pereira.
A atualidade do questionamento
é mais do que pertinente, como comprova o Sindicato dos Bancários de São Paulo, que teve a edição do seu jornal apreendida há pouco mais de duas semanas a pedido da coligação do candidato José Serra. A ordem de busca e apreensão da Folha Bancária, que incluía até mesmo o “arrombamento” da entidade, “se necessário”, foi solicitada pelo candidato tucano sob a alegação de que a “matéria denigre a imagem” de Serra.
A secretária geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas lembrou que enquanto um órgão alternativo é silenciado, a população é bombardeada 24 horas por dia por uma mídia que desinforma, reproduzindo tão somente os interesses de uma pequena elite. “Graças aos investimentos dos movimentos em seus próprios meios e à internet temos hoje maior capacidade de comunicação, acabando com os estreitos limites impostos pela mídia privada, extrapolando fronteiras e fazendo a disputa”, declarou Raquel.
A secretária estadual de Comunicação da CUT-SP, Adriana Oliveira Magalhães, destacou que diante de tantos e tão reiterados abusos contra a liberdade de expressão, está na hora do governo federal submeter “a consulta popular os 20 pontos do Marco Regulatório da Comunicação”. Entre as prioridades, elencou Adrianinha, estão a regulamentação dos artigos da Constituição Federal, como o que proíbe a formação de monopólios e oligopólios, e o que garante o respeito à diversidade regional e à produção independente. Enquanto isso, disse, os grandes meios de comunicação “condenam os movimentos sociais, criminalizam o MST e as centrais sindicais e não dão sequer direito de resposta”.
Conforme a líder cutista, a recente cobertura das eleições da Venezuela é outra demonstração inequívoca de que “precisamos de outra comunicação, de outra mídia”. “A cobertura de canais como a Globonews foi totalmente discriminatória, uma propaganda da derrota de um governo democrático”, ressaltou.
A integrante da Rede ComunicaSul, que cobriu recentemente as eleições na Venezuela, Terezinha Vicente Ferreira destacou a violência da campanha desinformativa coordenada pelas agências internacionais, sob a batuta da SIP, como “aparelho de propaganda ideológica do capital em favor de uma colonização das mentes”. Ao contrário do que se diz na mídia privada, ressaltou, pudemos ver que não falta liberdade de expressão na Venezuela, “pois muitos jornais não só questionam o governo como ofendem diretamente o presidente a partir de uma visão patronal”. “Pude ver também na Venezuela o apoio governamental às televisões públicas e comunitárias, em contraposição ao pensamento único com que a mídia empresarial tenta nos envenenar”, acrescentou Terezinha.
Cachorros guardiães
O prólogo do livro “Os novos cachorros guardiães”, de Sergei Alimi, redator do Le Monde Diplomatique, é esclarecedor sobre o receituário da manipulação utilizado pelos “profissionais da mentira” a serviço do grande capital: “As manchetes que compõem, os qualificativos que empregam, as fotos que ampliam, os enfoques e colaborações que elegem, são bastante como para que a simples experiência empírica nos ensine sobre o veneno que bebemos”.
Em virtude desta manipulação, cada um dos 12 cartazes levantados pelos manifestantes – e posteriormente colados em frente ao hotel – expunha temas “invisibilizados” pela mídia “alienante e alienada”: “Anatel ignora que 92% das rádios comerciais de São Paulo opera com licença vencida e fecha 100% das comunitárias”; “André Caramante está exilado para se proteger das ameaças de morte que sofreu por matéria que denunciava a Rota e o coronel Telhada”, eleito o segundo vereador mais votado do PSDB na capital paulista. O governo do estado silencia sobre o caso”; “Quase 90% da programação de TV é produzida no eixo Rio-São Paulo, apenas 10,8% é dedicada à produção local”.
Liberdade de todos e todas
Membro da coordenação do FNDC e integrante do Coletivo Intervozes, João Brant, frisou que a “liberdade pela qual lutamos é de todos e todas, não a que fica confinada e aprisionada pelo monopólio da mídia”. Brant citou o exemplo da Lei de Meios da Argentina, que obrigará o grupo Clarín, no próximo 7 de dezembro, a devolver parte das suas licenças, ampliando o número de vozes.
O coordenador do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, Altamiro Borges, denunciou o “rabo preso” dos “450 donos, executivos e jornalistas” reunidos no evento da SIP e os exortou a se pronunciarem sobre os abusos cometidos contra a liberdade de expressão, como a perseguição movida contra Julian Assange, fundador do Wikileaks, e a invasão do Sindicato dos Bancários de São Paulo para impedir a circulação do seu jornal.
Representando o MST - uma das entidades mais atingidas pela violência da onda midiática de desinformação e calúnia - o jornalista Igor Felipe defendeu “a desconcentração dos meios como essencial para abrir espaço a uma sociedade mais democrática”. “Queremos liberdade de expressão e liberdade de imprensa. Já as famílias reunidas no encontro da SIP querem a comunicação como forma de garantir lucros e dominação” .
Para o professor Edmilson Costa, que representou o Partido Comunista Brasileiro (PCB), “a SIP é a sociedade interamericana dos monopólios de comunicação, que manipulam em favor dos interesses mais atrasados da oligarquia, se convertendo na ponta de lança da discriminação”.
Mais do que um ataque à ditadura dos barões da mídia, os manifestantes agiram em legítima defesa da democratização da comunicação. E como enfoca Serge Alimi, “a este exercício elementar de autodefesa se chama lucidez”.
Acompanhe a Contraconferência Liberdade de Expressão na América Latina: de que lado está a SIP?
http://www.postv.org/
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Dilma não comparece a evento do PIG e é comparada a Collor


Comitê Anfitrião da Assembleia Geral da SIP critica ausência de Dilma e lembra que foi a segunda vez que o presidente do Brasil não prestigiou o encontro. Em cerimônia, organização atacou novamente os governos da Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador. E o governador Alckmin afirmou que a liberdade de expressão tem sido “executada por lemas grandiosos como a democratização da comunicação”.

Por Bia Barbosa (Carta Maior)

A presidenta Dilma Rousseff foi convidada e era aguardada na cerimônia oficial de abertura da 68a Assembleia Geral da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), nesta segunda-feira (15), em São Paulo. Apesar do evento estar acontecendo desde a última sexta, somente hoje as autoridades brasileiras estariam presentes. Dilma não compareceu, e a SIP ficou ofendida.
“Na segunda vez que a SIP veio ao Brasil, o presidente era Fernando Collor. Convidado para abrir a Assembleia, até o último minuto ele confirmou que participaria. Na véspera, avisou que não viria. Pela segunda vez, coincidentemente, recebemos ontem à noite um telefonema do gabinete da presidente Rousseff comunicando que ela não viria a São Paulo. Pela segunda vez, o presidente do Brasil deixa de fazer a abertura, que caberá então ao governador Geraldo Alckmin”, criticou Julio César Mesquita, do Grupo Estado e presidente do Comitê Anfitrião da Assembleia da SIP no Brasil.
Antes do governador tomar a palavra, Mesquita também comparou o início dos anos 90 com o período atual. “Naquele ano, o panorama era diferente. A censura havia desaparecido no continente, com a exceção de Cuba, onde os irmãos Castro controlavam as liberdades, o que ocorre até hoje.
Mas, à época, a SIP já antecipava que dois novos inimigos surgiriam: o narcotráfico e os congressos latino-americanos, com projetos de lei para impedir o trabalho dos jornalistas. Agora, o cenário não é animador. Há atentados contra jornalistas no continente (...) e há a volta ao passado negro de governos populistas, fascistas e totalitários, que voltaram a ser realidade na América do Sul, como é o caso da Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador, que diariamente atacam as imprensas dessas nações”, afirmou Mesquita.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ocupou então a tribuna para proferir o mesmo discurso feito em maio deste ano num seminário sobre liberdade de imprensa organizado pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais. Usando as mesmas palavras de outrora, reconheceu que o Brasil vive hoje uma situação de liberdade para o exercício do jornalismo, mas lembrou que a liberdade de expressão “deve ser defendida dia a dia de suas ameaças”.
Para Alckmin, nas Américas essas ameaças são representadas pelo “populismo de viés autoritário”, praticado por governos de países vizinhos, e por “lemas grandiosos como “democratização da comunicação” e “controle social””. “Essa ameaça tem sempre a mesma receita: o poder esmagador do Estado e doses variadas de truculência”, afirmou o governador que comanda a polícia que mais mata no país.
“É obrigação do Estado oferecer educação, formar cidadãos com juízo crítico, capazes de defenderem-se por si próprios. Mas não pode um Estado, em nome da democracia, usar dinheiro publico para proteger a expressão de uns contra a expressão de outros. Não pode imaginar-se como juiz da imprensa. Como conquista civilizatória, a liberdade de expressão não pertence ao universo oficial. Não pode, porque a liberdade não é um bem fornecido pelo Estado, ser um bem usurpado por ele. Abusos da imprensa, e eles existem, se combatem com mais liberdade, com juízes no Judiciário”, disse.
Milton Coleman, presidente da SIP, do The Washington Post, acredita que o Brasil ocupa melhor posição em termos de garantia da liberdade de expressão do que muitos países do continente. “Mas ainda não sabemos os rumos do país quando vemos o governo federal silenciar sobre violações da liberdade de imprensa cometidas por outros países na região”. Segundo Coleman, diversos governos estão usando a aprovação de leis para atacar a democracia em seus países e minar a liberdade de opinião.
O presidente da SIP finalizou seu discurso agradecendo ao Prefeito Gilberto Kassab – também presente - o coquetel oferecido aos delegados do evento pela Prefeitura de São Paulo no Teatro Municipal, na noite deste domingo. “O senhor é bom de festa! Tem futuro depois que sair da Prefeitura”, brincou Coleman.
Na coletiva realizada após a cerimônia, perguntado sobre o que achava das ameaças recebidas pelo repórter da Folha de S. Paulo, André Caramante, pelo Coronel Telhada, eleito vereador pelo PSDB, Alckmin respondeu que Telhada não é mais funcionário público e que o governo estadual ofereceu ao jornalista sua inclusão no programa de proteção à testemunha.
Já o Prefeito Gilberto Kassab preferiu reforçar que “a democracia precisa da imprensa, e a imprensa brasileira é muito eficiente.”
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PSOL recebe apoio do DEM em ‘aliança pela moralidade’ em Macapá


O PSOL ganhou um aliado inusitado na disputa à Prefeitura de Macapá: o candidato da sigla terá o apoio do DEM, rival na esfera nacional.
O vereador Clécio Luís concorre no segundo turno contra o atual prefeito Roberto Góes (PDT). Ele teve 27,89% dos votos válidos no primeiro turno, atrás do candidato à reeleição, com 40,18%.
A campanha de Clécio tem o reforço do colega de partido e senador Randolfe Rodrigues, que ganhou notoriedade com a CPI de Carlinhos Cachoeira. Um dos alvos da comissão foi o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM).
O democrata e deputado federal Davi Alcolumbre, quarto colocado no primeiro turno, já gravou apoio a Clécio. Embora não haja “coerência pragmática”, diz ele, PSOL e DEM formaram uma “aliança pela moralidade”.
O atual prefeito foi preso em 2010 sob suspeita de fraude em licitações, em operação da Polícia Federal. Góes voltou ao cargo depois de passar dois meses preso.
O senador Randolfe afirma que a aliança foi feita com o ex-candidato Alcolumbre, não com o DEM. Ele diz considerar natural que o PSOL receba apoio de quem é contra uma “facção criminosa” que está à frente de Macapá.
Clécio também tem apoio de líderes do PC do B e do PTB e negocia com PT e PSB.
Para Alberto Góes, da coordenação da campanha do prefeito, a união entre as duas siglas é “um tanto esquizofrênica”. Sobre as acusações, afirma que o prefeito não foi indiciado por nenhum crime.
A Executiva Nacional do PSOL não se manifestou sobre o assunto.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A espetacularização e a ideologização do Judiciário

POR LEONARDO BOFF

Se malfeitos forem comprovados, eles merecem as penas cominadas pelo Código Penal. Outra coisa, entretanto, é a espetacularização do julgamento da Ação Penal 470 transmitido pela TV
Para não me aborrecer com e-mails rancorosos vou logo dizendo que não estou defendendo a corrupção de políticos do PT e da base aliada, objeto da Ação Penal 470 sob julgamento no STF. Se malfeitos forem comprovados, eles merecem as penas cominadas pelo Código Penal. O rigor da lei se aplica a todos. Outra coisa, entretanto, é a espetacularização do julgamento transmitido pela TV. Aí é ineludível a feira das vaidades o vezo ideológico que perpassa sobre a maioria dos discursos.
Desde A Ideologia Alemã de Marx/Engels (1846) até Conhecimento e Interesse de J. Habermas (1968 e 1973) sabemos que por detrás de todo conhecimento e de toda prática humana age uma ideologia latente. Resumidamente podemos dizer que aideologia é o discurso do interesse. E todo conhecimento, mesmo o que pretende ser o mais objetivo possível, vem impregnado de interesses. Pois assim é a condição humana. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. E todo o ponto de vista é a vista de um ponto. Isso é inescapável. Cabe analisar politica e eticamente o tipo de interesse, a quem beneficia e a que grupos serve e que projeto de Brasil tem em mente. Como entra o povo nisso tudo? Ele continua invisível e até desprezível?
A ideologia pertence ao mundo do escondido e do implícito. Mas há vários métodos que foram desenvolvidos, coisa que exercitei anos a fio com meus alunos de epistemologia em Petrópolis, para desmascarar a ideologia. O mais simples e direto é observar a adjetivação ou a qualificação que se aplica aos conceitos básicos do discurso, especialmente, das condenações.
Em alguns discursos como os do Ministro Celso de Mello o ideológico é gritante, até no tom da voz utilizada. Cito apenas algumas qualificações ouvidas no plenário: o "mensalão" seria "um projeto ideológico-partidário de inspiração patrimonialista", um "assalto criminoso à administração pública", "uma quadrilha de ladrões de beira de estrada" e um "bando criminoso". Tem-se a impressão que as lideranças do PT e até Ministros não faziam outra coisa que arquitetar roubos e aliciamento de deputados, em vez de se ocupar com os problemas de um país tão complexo como o Brasil.
Qual o interesse, escondido por detrás de doutas argumentações jurídicas? Como já foi apontado por analistas renomados do calibre de Wanderley Guilherme dos Santos, revela-se aí certo preconceito contra políticos vindos do campo popular. Mais ainda: visa-se aniquilar toda a possível credibilidade do PT, como partido que vem de fora da tradição elitista de nossa política; procura-se indiretamente atingir seu líder carismático maior, Lula, sobrevivente da grande tribulação do povo brasileiro e o primeiro presidente operário, com uma inteligência assombrosa e habilidade política inegável.
A ideologia que perpassa os principais pronunciamentos dos ministros do STF parece eco da voz dos outros, da grande imprensa empresarial que nunca aceitou que Lula chegasse ao Planalto. Seu destino e condenação é a Planície. No Planalto poderia penetrar como faxineiro e limpador dos banheiros, como aliás parece ter sido o primeiro trabalho do Ministro Joaquim Barbosa no STE. Mas nunca como Presidente.
Ouve-se no plenário ecos vindos da Casa Grande que gostaria de manter a Senzala sempre submissa e silenciosa. Dificilmente se tolera que através do PT os lascados e invisíveis começaram a discutir política e sonhar com a reinvenção de um Brasil diferente. Tolera-se um pobre ignorante e mantido politicamente na ignorância. Tem-se verdadeiro pavor de um pobre que pensa e que fala. Pois Lula e outros líderes populares ou convertidos à causa popular como João Pedro Stedile começaram a falar e a implementar políticas sociais que permitiram uma Argentina inteira ser inserida na sociedade dos cidadãos.
Essa causa não pode estar sob juízo. Ela representa o sonho maior dos que foram sempre destituídos. A Justiça precisa tomar a sério esse anseio a preço de se desmoralizar, consagrando um status quo que nos faz passar internacionalmente vergonha. Justiça é sempre a justa medida, o equilíbrio entre o mais e o menos, a virtude que perpassa todas as virtudes ("a luminossísima estrela matutina" de Aristóteles). Estimo que o STF não conseguiu manter a justa medida. Ele deve honrar essa justiça-mor que encerra todas as virtudes da polis, da sociedade organizada. Então sim se fará justiça neste país.
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CHARGE

Por que Anderson Silva não é um ídolo como Muhammad Ali ou Ayrton Senna


Para ser um legítimo heroi, o campeão tem forçosamente que provocar incômodo, de alguma forma

Por Paulo Nogueira


O Brasil é um caso curioso de país que ridiculariza seus heróis. Com exceção de Ayrton Senna, que morreu cedo, no auge, com uma biografia praticamente imaculada, nós adoramos bater em ídolos. Quem são os nossos exemplos, os caras para quem olhamos, como dizia George Harrison sobre John Lennon, de baixo para cima, os caras que podemos encarar como vencedores?
Assisti a um belíssimo documentário sobre Muhammad Ali na NetFlix chamado Facing Ali (http://www.facingalimovie.com/), de 2009, em que os maiores adversários do maior boxeador de todos os tempo contam como foi enfrenta-lo. George Foreman fala do combate no Zaire, quando Ali, o desafiante, já com 34 anos, o nocauteou no oitavo assalto, um Foreman jovem e indestrutível, que havia humilhado todos os seus oponentes.
Ali ficou nas cordas o tempo todo, dizendo no ouvido dele: “Isso é tudo o que você tem, George?”. “Quando eu estava caindo, Ali teve a chance de dar um último golpe, o golpe de misericórdia, para acabar de vez comigo. Ele apenas me olhou. Isso dá a medida desse homem, para mim”.
Joe Frazier, que foi espezinhado por Ali, xingado de gorila e Uncle Tom (o negro amigo dos brancos), relata a batalha em Manila, a luta mais selvagem de todas, em que um queria o aniquilamento completo do outro. Larry Holmes, ex-sparring dele, lembra a última luta do campeão, quando ele já exibia sinais de Parkinson, em 1978, num espetáculo patético em que o narrador da TV pedia, inutilmente, que ele parasse de bater naquele “velho”. Ali perdeu.
Ali foi um homem corajoso em suas posições políticas. Nos anos 60, a luta pelos direitos civis dos negros estava pegando fogo. Ali virou muçulmano, abandonou o nome de Cassius Clay (“nome de escravo”) e teve o título cassado por não se alistar no Vietnã (“eu não tenho nada contra os vietcongues”, disse em sua sabedoria intuitiva, sem querer ecoando o que Tolstoi escreveu sobre franceses e russos no monumental Guerra e Paz).
Anderson Silva é o nosso novo herói. De origem humilde, soube captar um sentimento nacional quando um oponente — Chael Sonnen — desfiou um rosário de piadas bestas contra o Brasil. Anderson galvanizou a raiva contra Sonnen. Anderson é um sujeito admirável. A Globo já o transformou em sua nova atração (daqui a pouco deve ganhar um programa de entrevistas). Está rico e deve ficar mais. É humilde, simpático e – confiável. Eis, talvez, seu maior empecilho. Não que esteja domesticado, mas você não vai ouvir dele nada parecido com frases desafiadoras ou que incomodem os poderosos. Anderson foi aceito e goza sua glória.
O Brasil não é os EUA, para o bem e para o mal. Nós somos o país do jeitinho e da conciliação. OK. Mas um herói de verdade, como Muhammad Ali ou Senna, possui um traço distintivo, algo que faz dele, naquela expressão tão feliz, “larger then life”: ele incomoda. Ele não esquece. Anderson tem tudo a seu favor para se tornar um grande campeão da mesma estatura. Provavelmente, ele só terá de passar por uma coisa para crescer e transcender: perder. E então voltar a ganhar para sempre.
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DIA DO PROFESSOR

A reviravolta na vida de Mike Tyson

A morte da filha Exodus, de 4 anos, enforcada na esteira de ginástica em casa, em maio de 2009, modificou a vida de Mike Tyson. Depois de gastar grande parte de sua fortuna de US$ 300 milhões acumulada em 20 anos nos ringues com tudo de ruim que encontrou pela frente, o campeão mundial mais novo da história dos pesos pesados conheceu no terceiro casamento a importância da família. E descobriu um talento para ator que já lhe valeu uma ponta no cinema, um seriado de TV e um espetáculo na Broadway, com direito a direção de Spike Lee.
Em 2005, após a derrota humilhante para o desconhecido Kevin McBride, por nocaute técnico no sexto assalto, os fãs do boxe temiam que o futuro do Homem de Ferro poderia ser semelhante ao de Sonny Liston, que apareceu morto após consumir drogas, logo após pendurar as luvas. Liston, assim como Tyson, foi tremendamente temido dentro do ringue e sempre se envolveu com más pessoas.
Parecia que os fãs estavam certos. No ano seguinte, Tyson foi preso por porte de drogas e se internou em 2007 em uma clínica de reabilitação em Los Angeles. “Eu gastava três mil dólares em conhaque e cheirava cocaína todas as noites. Dinheiro para mim servia apenas para drogas e álcool.” Tudo levava a crer que o fim de um dos maiores pugilistas de todos os tempos estava traçado.
Mas uma tragédia familiar mudou sua vida. Em 26 de maio de 2009, uma terça-feira à noite, Tyson não estava em casa e recebeu um telefonema dizendo que sua filha tinha sofrido um acidente. Amigos íntimos do ex-campeão revelaram que ele se culpou por não estar perto da criança, que se enforcou acidentalmente ao brincar na esteira de ginástica. “Pensei em me matar”, revelou.
Doze dias depois da tragédia, Tyson se casou com Lakiha “Kiki” Spicer, de 35 anos, filha de um pastor protestante da Filadélfia. Os dois começaram a namorar em 2002, quando Tyson se preparava para o combate com o britânico Lennox Lewis. “A primeira coisa que disse a ele foi para parar de beber, perder peso e deixar de comer carne”, disse Kiki. “Por seis meses comi tomate, tomei sopa de manjericão e água. Perdi 45 quilos, mas além de melhorar fisicamente, me tornei um homem bom, que vive para a família.” Tyson tem seis filhos. Vive com dois, juntamente com Kiki, e visita regularmente os outros quatro. “Nos falamos diariamente pelo telefone”, contou o Iron Man.
Aos 46 anos, Tyson está com 85 quilos, peso que só teve aos 13 anos, e diz estar em paz com a vida. Vegetariano, revelou ao jornal The Sun que em sua boca só entram produtos naturais. “Não reconheço o homem que eu era. Eu era um porco”, afirmou Tyson. “Casei com a mulher dos meus sonhos. Ela jamais me coloca para baixo. Quero morrer ao seu lado.” Tyson também foi casado com a atriz Robin Givens, em 1988, e com a médica Monica Turner, de 1997 a 2003. “Antes de Kiki, só conversava com as mulheres quando estávamos transando.”
De bem com a vida, Tyson divide seu tempo entre a apresentação do monólogo Undisputed Truth, em Nova York, e as viagens para dezenas de países, onde é convidado a participar de vários eventos com empresários e artistas. Tudo motivado após as ótimas participações nos dois filmes Se beber, Não case.
Ano passado, Tyson esteve no Brasil participando do programa Caldeirão do Huck e até cantou uma versão para Garota de Ipanema. “Eu quero divertir as pessoas. Quero ganhar o Toni Award. Quando eu tinha 20 anos, jamais pensei em estar vivo aos 40. Mas eu estou no melhor de mim. Feliz demais.”
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Belém: PT e Alfredo declaram apoio a Edmilson



A direção do Partido dos Trabalhadores (PT) e o deputado estadual Alfredo Costa, que concorreu a prefeito pela legenda, no primeiro turno da eleição, declararam apoio a Edmilson Rodrigues (PSOL), que segue no segundo turno com a preferência do povo. O anúncio público foi feito na tarde desta quarta-feira, 10, no hotel Regente. A adesão do PT reforça que o posicionamento do partido leva em conta o projeto de sociedade voltado à redução das desigualdades sociais e ao aumento das oportunidades para todos.
O presidente do Diretório Municipal do PT, Apolônio Brasileiro, leu a nota pública que anuncia a posição da legenda nesta reta final de campanha: “O PSDB merece nossa frontal e decisiva disposição de combate”, leu ele, ao conclamar todos a continuarem na campanha. A nota reforça que o partido do candidato adversário, PSDB, é uma ameaça à distribuição de renda, à reforma política e ao combate às discriminações. E também é o responsável por retrocessos como o agravamento da violência, do colapso do sistema público de saúde e da ausência de investimentos em água, saneamento básico e infraestrutura.
O presidente estadual do PT, em exercício, deputado estadual Carlos Bordalo, ressaltou que a decisão não foi condicionada a repasse de recursos ou cargos na próxima gestão municipal e sim à decisão da "Frente Belém nas Mãos do Povo" de incorporar algumas propostas do programa de governo do PT. Entre as inclusões, estão a construção de creches, a implantação do cursinho vestibular público e dos viadutos.
complementares ao sistema viário.
Alfredo completou que os projetos de governo do PT e da Frente têm semelhanças, representando a esperança de uma nova Belém. Ele destacou que conhece Edmilson há muitos anos e que participaram juntos de várias lutas do movimento social. Não vou gastar tempo com a outracandidatura que nunca esteve nas causas sociais", ressaltou.
“Nossa parceria é para acabar com a violência, o caos na saúde e tantas outras mazelas da nossa sociedade. Vamos fazer de Belém uma cidade mais digna, por que o povo quer e merece isso", emendou Edmilson. Ele disse que a relação entre os integrantes do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e do PT sempre foi respeitosa. "Estão aqui (no ato) alguns ex-secretários da minha gestão na Prefeitura de Belém (ocorrida entre os anos de 1997 e 2004)”.
O psolista advertiu que o apoio do PT não foi tratado como um negócio. “Nós temos muitas afinidades programáticas. Não significa que os partidos sejam iguais, aliás, o nosso mérito é de unir partidos diferentes. O PT entra agora, mas tivemos no palanque o PC do B, o PSTU e o PSOL, uma unidade impensável no país”, continuou. "Vivemos uma situação tão profunda de desigualdade, de caos em todas as áreas, que efetivamente, foi necessário esquecer as nossas diferenças e estabelecer um pacto para, juntos, mudarmos essa imagem de Belém”.
O candidato a vice-prefeito da Frente, Jorge Panzera; o de vice-prefeito de Alfredo, João Cláudio Arroyo, e os deputados estaduais José Maria e Airton Faleiro e o deputado federal Zé Geraldo, todos do PT, e vereadores eleitos das legendas aliadas também participaram do evento, entre outras lideranças e a militância,
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OS JUÍZES DO LULA E DA DILMA. POR QUE VOTAM CONTRA ELES ?


Com a imparcialidade dos presidentes militares, FHC nomeou os ministros do Supremo. Fidelidade ilimitada – ou nada ! Aí, chegou o Presidente Lula, que resolveu ser Republicano.

Fernando Henrique não teve dúvida: escolheu ministros do Supremo de sua confiança política.
Gilmar Dantas, na Advocacia da União, foi o cérebro da Privataria que, mais tarde, com dois HCs Canguru, haveria de absolver (provisoriamente, porque o Supremo não vai tirar Dantas da cadeia pela terceira vez, não é, Presidente Barbosa ?).
Nelson Johnbim foi ministro de FHC, compartilhou o apartamento com o Padim Pade Cerra - a quem chama de o melhor Ministro da Saúde desde Oswaldo Cruz – e enfiou artigo na Constituição sem que a Assembleia Constituinte soubesse.
E está em liberdade.
Ellen Gracie, que, mais tarde, foi vista num shopping center de Sao Paulo a namoriscar Fernando Henrique já viúvo, é a Presidenta do Supremo que criou a Suprema Jurisprudência para tirar branco e rico da cadeia, ao impedir a abertura de certos discos rígidos: Daniel Dantas não é Daniel Dantas, mas, sim, Daniel Dantas.
E o Supremo quer ser levado a sério ….
FHC não brincou em serviço.
Com a imparcialidade dos presidentes militares, FHC nomeou os ministros do Supremo.
Fidelidade ilimitada – ou nada !
Aí, chegou o Presidente Lula, que resolveu ser Republicano.
Consultou Marcio Thomaz Bastos e nomeou Cezar Peluso.
José Dirceu desaconselhou.
Mas, Lula quis ficar acima da batalha ideológica e nomeou juízes técnicos, de ilibada reputação.
Começou com Peluso e seguiu com a mesma política Republicana.
Tão Republicana que escolheu os Procuradores da República que o espírito Republicano recomendava.
FHC, que conhece as entranhas da República, escolheu o Brindeiro Procurador.
E saiu do Governo imaculado, Republicanamente limpo.
Lula escolheu o Ministério Público dos “40 ladrões”.
Dilma seguiu o espírito Republicano do antecessor.
Manteve o Brindeiro Tênue Gurgel e levou ao Supremo um ministro que considera a verdade uma quimera e uma ministra que definiu o conceito de “elasticidade” até o ponto de o elástico enforcar o Dirceu.
Viva a República !
Viva o Supremo que enche de orgulho o peito do professor Fábio Comparato.
Dilma vai nomear o sucessor de Ayres Britto – que mereceu uma das mais notáveis páginas do professor Wanderley Guilherme.
Dilma vai nomear o sucessor do decano Celso de Mello, que exigiu “ato de ofício” para absolver Collor e dispensou “ato de ofício” para condenar Dirceu.
E talvez seja levada a escolher o sucessor de Joaquim Barbosa, que talvez prefira se aposentar, depois de levar a julgamento o mensalão tucano, a Privataria, a Lista de Furnas e devolver legitimidade às Operações Satiagraha e Castelo de Areia.
Dilma deveria seguir a trilha Republicana de Lula ou a estratégia não-Republicana de “proteger a retaguarda” do FHC ?
Franklin Roosevelt interveio no Supremo para aprovar o New Deal.
Néstor Kirchner demitiu os ministros do Menem.
E botou os militares torturadores na cadeia e baixou a Ley de Medios.
Quem disse que o Supremo é “republicano”?
O Supremo do Cacciola, do assassino da Stang, do Roger Abdelmassih, da anistia à Lei da Anistia.
Esse Supremo é Republicano ?
O Conversa Afiada se vê inclinado a dar razão ao Farol de Alexandria.
Ele e o Cerra são inimputáveis por que ?
Porque são Republicanos ou porque tratam o Brasil como ele é ?
O ansioso blogueiro recebeu livro interessante: “STF – do Autoritarismo à Democracia (sic)”, de Fabiana Luci de Oliveira, da FGV – Direito, Rio, pela Campus Jurídico.
Na página 77 e seguintes se aprende que os ministros do Supremo são:
- um grupo social com valores e identidade próprias;
- é uma corporação profissional;
ao sentar no Supremo, não tem mais nada a ver com quem os nomeia ou com a classe social de onde emergiram;
- na fronteira entre a Política e o Direito, com o monopólio de “dizer o que é Direito”, tem a prerrogativa de fazer política com autonomia, já que sua nomeação tem o caráter vitalício ;
- por se sentirem – “puros” ? – diferentes dos políticos profissionais, se acham atores mais legítimos para decidir imparcialmente sobre o destino político do país;
(Especialmente quando criminalizam a Política, como fizeram no julgamento do mensalão.)
- na raiz da suposta legitimidade do Supremo está a presunção do mérito profissional, que dá consistência e uniformidade aos membros do Supremo e à corporação de que sao a mais alta expressão.
A leitura do disparate contido no voto supostamente maquiavélico do Presidente Britto levou o ansioso blogueiro a rever apontamentos de outro infatigável leitor de Maquiavel.
Segundo Gramsci, os juízes são os “intelectuais orgânicos” da Casa Grande.
Lula e Dilma devem ter escolhido “seus” ministros no topo de um longo e feroz processo de seleção entre membros da mesma “categoria”, da mesma “camada social”, na mesma Casa Grande.
No Governo Lula, a tarefa de escolher os finalistas dessa seleção e de pescar no laguinho da Casa Grande cabia ao Marcio Thomaz Bastos, advogado de Daniel Dantas contra o difamador e caluniador contumaz Mino Carta.
No Governo Dilma, o líder da pescaria é o Ministro da Justiça (sic) Jose Eduardo Cardozo, que os amigos do Dantaschamam carinhosamente de Zé.
Suspeita-se que a pescaria do Zé nas águas turvas da Casa Grande seja com um olho no gato e outro no peixe.
O Ministro seria candidato a Supremo Ministro !
Logo, se a Presidenta continuar a nomear dentro da corporação, com os mesmo critérios do Presidente Lula, entregará o que o professor Wanderley chama de “dogmática impunidade” a três algozes.
Quem sai da corporação da Casa Grande e chega ao Supremo nela continua.
Porque a corporação é que mantêm as rédeas do poder na Casa Grande.
Legitima o Poder e o poder de coerção da Casa Grande.
A corporação existe para manter a Casa Grande de pé.
São como a corda e a caçamba.
Os juízes egressos da corporação são fieis à Casa Grande porque ela tem a Suprema prebenda a oferecer a quem lhe é fiel.
A Glória !
A Celebridade !
A Rede Globo !
O reconhecimento nos coquetéis; as fotografias nas colonas (**), nos artigos dos especialistas, nos programas eleitorais da UDN, nos congressos de classe, nas viagens de Primeira Classe a conclaves na Alemanha, na vista para o Central Park, e nos spas e resorts subvencionados pela Casa Grande.
Todas essas considerações inúteis pressupõem que o Supremo e o PiG (***) são hoje o “locus” do Golpe.
Como no Paraguai.
Não é mais na caserna.
Como não é no Paraguai.
O Golpe se trama e executa nos intelectuais orgânicos do Supremo.
E no jornal nacional.

Paulo Henrique Amorim
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sábado, 13 de outubro de 2012

MONARQUIA PAULISTA


"Ter relações com os EUA é um cocô", diz Evo Morales


Presidente boliviano usou a expressão para reforçar seu argumentou pela descolonização do país.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou nesta sexta-feira (12/10) que “ter relações com os Estados Unidos é como um cocô”. A declaração foi feita durante um ato em comemoração ao Dia da Descolonização.
Durante seu discurso, Morales argumentou que, desde o início de sua administração, tentava implementar práticas para descolonizar seu país.
“Quem tinha boas relações com a embaixada dos Estados Unidos sempre foi admirado. Porém, agora, desculpem a expressão, ter relações com a embaixada dos Estados Unidos é um cocô.”
No decorrer de seu discurso, o presidente boliviano destacou a importância da descolonização, ainda que “não seja simples nos separarmos das potências, como não é fácil tirar a mamadeira” de uma criança.
Após o evento, o ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, afirmou que a expressão usada por Morales diz respeito à arrogância com que os norte-americanos tratam os bolivianos.
Nos últimos anos, as relações diplomáticas entre os dois países têm sido marcadas por diversos problemas, incluindo a expulsão de embaixadores de parte a parte.
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O acerto de Serra e Malafaia

No mesmo dia do ataque a Haddad, a reportagem do Terra flagrou um recado deixado pela assessoria para o Serra em um tablet. “Sobre o Malafaia, ele pediu para avisar que não vê problema em você se desvincular dele nas entrevistas”, dizia o texto.


“Ele (Malafaia) pediu para avisar que não vê problema em você se desvincular dele nas entrevistas”, dizia o texto recebido por Serra em seu tablet.
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Malafaia, o arrebentador.


Tudo começou com uma entrevista às páginas amarelas de Veja, em que o pastor dizia que o Brasil não é homofóbico. Depois, o ataque em vídeo a Fernando Haddad pelo kit-gay e a tabelinha nas redes sociais com o "sensacional" Reinaldo Azevedo. Agora, no iPad do próprio candidato tucano, a prova definitiva: um recado da assessoria com a mensagem de que Malafaia não se incomodaria com o distanciamento de Serra, que finge não ter nada a ver com a baixaria.

Por Marcelo Carneiro Cunha

Eleição, na teoria, era para ser uma disputa entre ideias diferentes, representadas por partidos e candidatos diferentes, apresentadas aos eleitores para que eles escolham o que acha melhor para sua cidade, estado, país, edifício, clube de futebol, ou presidente da associação de boliche do bairro.
Numa eleição em dois turnos, existe a vantagem extra de a gente poder olhar para várias escolhas, tipo gôndola em hipermercado, testar, cheirar, sacudir, colocar e tirar do carrinho, antes de eliminar a todos menos dois. Esses, agora finalistas, recebem tempo extra na tevê e toda a atenção do mundo para que deixem claro a que vieram, o que propõem, que planos mirabolantes podem ter para salvar a cidade do abismo, enfim, governar.
E para governar essa muita coisa chamada São Paulo, temos os candidatos José Serra em um canto do ringue, e Fernando Haddad do outro. Fortes candidatos, com fortes biografias, fortes apoios, e nada que diga que um ou outro, qual Russomanno, vieram de Marte diretamente para assustar as criancinhas no horário eleitoral. Serra e Haddad são pra valer.
E o que deveríamos esperar, portanto, seria o confronto entre um e outro, a comparação entre duas biografias – a de um veterano prefeito, ministro e governador versus a de um jovem e promissor ministro -, a comparação dos respectivos projetos, das respectivas visões, deles e dos seus partidos e aliados; a comparação do que a cidade ganha e perde com um e outro, para então cada eleitor ir até lá e pimba, cravar o seu voto.
No entanto, quem surge querendo ser arma secreta nesse processo, vindo diretamente de algum lugar escuro e assustador onde ele vive e exercita a sua, digamos, profissão, é o nosso estimado Silas Malafaia.
Silas Malafaia não é líder de nenhum partido, não é representante de nenhuma instituição republicana, não é um sujeito particularmente informado da vida paulistana, mas, por algum motivo que me escapa, se sente em condição de vir até aqui para definir a eleição para prefeito da maior cidade do Brasil. Mais: bom cristão, Malafaia cristãmente anuncia que vai arrebentar Haddad. Arrebentar, caros leitores eleitores.
Arrebentar, lá em casa, é algo que vilões fazem. Vilões arrebentam porque eles são isso mesmo, vilões.
Silas Malafaia, ao menos quando o vejo nos programas de tevê, me parece simplesmente um dos sujeitos mais desinteligentes da televisão brasileira, e olhem que estamos falando da televisão brasileira. Aberta.
Ainda assim, ele se considera no direito e em condições de vir até São Paulo arrebentar um dos nossos candidatos a prefeito. E eu pergunto aqui aos meus estimados leitores eleitores: quem deixou? Quem mandou? Quem pediu?
Eu vivo em São Paulo e nunca me senti precisando de sugestões de qualquer pastor especializado em gritarias para escolher o meu prefeito. São Paulo não me parece uma cidade que dê muita bola para o que um Silas Malafaia tenha a dizer. Tudo que eu o vi fazer até hoje foi babar, soprar, gritar, e casa alguma cair. Estou enganado?
Então, como esse sujeito se acha no direito de vir até aqui arrebentar um dos nossos candidatos a prefeito? Eu não acredito que ele tenha o direito de arrebentar qualquer um dos nossos candidatos, e acredito que a única coisa que ele pode arrebentar é uma artéria, berrando daquele jeito, com aqueles olhos de quem viu a bomba.
Malafaia quer arrebentar Haddad porque no Ministério da Educação foi desenvolvido um material de combate ao bullying contra meninos e meninas gays nas escolas públicas. Malafaia quer arrebentar um ministro que combateu a discriminação e a intolerância nas escolas. Malafaia quer dizer à cidade mais tolerante e diversa do Brasil que um ministro que combate a intolerância não pode ser prefeito, justamente de São Paulo.
Pois vou fazer uma previsão aqui, diante dos meus milhares de estimados leitores: vamos ver um burro dando com os burros n´agua. Essa cidade recebe a todos, lida com o todo, aceita a todos, especialmente os que venham pra cá dispostos a gostar dela e nela trabalhar e viver, tornando-se assim, tão simplesmente, mais um paulistano, orgulhoso da sua cidade e da maior riqueza que ela possui, e que é a sua gente, mesmo que nem sempre admita isso em público.
Malafaia diz que vai arrebentar um dos candidatos a prefeito da minha cidade. Pois eu acho que ele vai dar de nariz já em um vidro do aeroporto em Congonhas e a experiência pode ser dolorosa.
Minha sugestão ao Grande Arrebentador é que não venha, não tente fazer isso na minha, na nossa cidade. A vítima, estimado Malafaia, pode ser você. E vai ser você.
Fica a dica.
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"Divulguem a teoria política do Supremo"



Licitamente derrotados, os conservadores e reacionários encontraram no STF o aval da revanche. O Legislativo está ameaçado pelo ressentimento senil da aposentadoria alheia. Em óbvia transgressão de competências, decisões penais lunáticas estupram a lógica, abolem o universo da contingência e fabricam novelas de horror para justificar o abuso de impor formas de organização política, violando o que a Constituição assegura. Declaram criminosa a decisão constituinte que consagra a liberdade de estruturação partidária. 

O artigo é de Wanderley Guilherme dos Santos

Diante de um Legislativo pusilânime, Odoricos Paraguassú sem voto revelam em dialeto de péssimo gosto e falsa cultura a raiva com que se vingam, intérpretes dos que pensam como eles, das sucessivas derrotas democráticas e do sucesso inaugural dos governos enraizados nas populações pobres ou solidárias destes. Usando de dogmática impune, celebram a recém descoberta da integridade de notório negocista, confesso sequestrador de recursos destinados a seu partido, avaliam as coalizões eleitorais ou parlamentares como operações de Fernandinhos Beira-mar, assemelhadas às de outros traficantes e assassinos e suas quadrilhas.
Os quase quarenta milhões de brasileiros arrancados à miséria são, segundo estes analfabetos funcionais em doutrina democrática, filhos da podridão, rebentos do submundo contaminado pelo vírus da tolerância doutrinária e pela insolência de submeter interesses partidariamente sectários ao serviço maior do bem público. Bastardos igualmente os universitários do Pró-Uni, aqueles que pela primeira vez se beneficiaram com os serviços de saúde, as mulheres ora começando a ser abrigadas por instituições de governo para proteção eficaz, os desvalidos que passaram a receber, ademais do retórico manual de pescaria, o anzol, a vara e a isca.
Excomungados os que conheceram luz elétrica pela primeira vez, os empregados e empregadas que aceitaram colocações dignas no mercado formal de trabalho, com carteira assinada e previdência social assegurada. Estigmatizados aqueles que ascenderam na escala de renda, comparsas na distribuição do butim resultante de políticas negociadas por famigerados proxenetas da pobreza.
Degradados, senão drogados, os vitimados pelas doenças, dependentes das drogas medicinais gratuitas distribuídas por bordéis dissimulados em farmácias populares. Pretexto para usurpação de poder como se eleições fossem, maldigam-se as centenas de conferências locais e regionais de que participaram milhões de brasileiros e de brasileiras para discussão da agenda pública por aqueles de cujos problemas juízes anencéfalos sequer conhecem a existência.
O Legislativo está seriamente ameaçado pelo ressentimento senil da aposentadoria alheia. Em óbvia transgressão de competências, decisões penais lunáticas estupram a lógica, abolem o universo da contingência e fabricam novelas de horror para justificar o abuso de impor formas de organização política, violando o que a Constituição assegura aos que sob ela vivem. Declaram criminosa a decisão constituinte que consagra a liberdade de estruturação partidária. Vingam-se da brilhante estratégia política de José Dirceu, seus companheiros de direção partidária e do presidente Lula da Silva, que rompeu o isolamento ideológico-messiânico do Partido dos Trabalhadores e encetou com sucesso a transformação do partido de aristocracias sindicais em foco de atração de todos os segmentos desafortunados do país.
Licitamente derrotados, os conservadores e reacionários encontraram no Supremo Tribunal Federal o aval da revanche. O intérprete, contudo, como é comum em instituições transtornadas, virou o avesso do avesso, experimentou o prazer de supliciar e detonou as barreiras da conveniência. Ou o Legislativo reage ou representará o papel que sempre coube aos judiciários durante ditaduras: acoelhar-se.
Imprensa independente, analistas, professores universitários e blogueiros: comuniquem-se com seus colegas e amigos no Brasil e no exterior, traduzam se necessário e divulguem o discurso do ministro-presidente Carlos Ayres de Britto sobre a política, presidencialismo, coalizões e tudo mais que se considerou autorizado a fazer.
Divulguem. Divulguem. Se possível, imprimam e distribuam democraticamente. É a fama que merece.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

COLLOR VOLTA A DENUNCIAR TÊNUE GURGEL


“Olha o Rodrigo Rangel, o Chumbeta, entrando aí, gente !”

Com a volta da CPI do Robert(o) Civita, o Senador Fernando Collor voltou à tribuna do Senado para denunciar, outra vez, a relação provavelmente criminosa entre o Ministério Público Federal – sob o domínio do fato – de Roberto Tênue Gurgel e o detrito sólido de maré baixa, que se comercializa com a marca fantasia “Veja”.
Collor exige que a CPI chame para depor na CPI o implacável Tenue Gurgel, o máximo algoz, e sua mulher.
E o Policarpo ?
Vai sair de mansinho da CPI, sob a larga proteção do Miro Teixeira e do Michel Temer ?
E o Rodrigo Rangel, que tinha a mania de ir à PGR ?
E o Robert(o) Civita ?
O dono do detrito.
Ah, já se sabe.
É que eles não são pobres, preto, p… nem petistas.
Por que o PiG não ouve o Collor ?
Por que o Collor não é convidado para ir ao “Entre Caspas” ou à Miriam Leitão ?
Ele não é de confiança ?
Pode ser inconveniente ?
Por que o Ataulfo Merval de Paiva não lhe dedica um daqueles tijolos do Globo ?
Qual o pecado do Collor, que não tenha pago, segundo a Lei ?
Clique aqui para assistir o depoimento do Senador.

Paulo Henrique Amorim
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Porque eu voto em Grampinho

ELEIÇÕES MUNICIPAIS NO PARÁ

O cenário paraense: As condições da hegemonia tucana e as condições da oposição 


É preciso reconhecer que o resultado destas eleições, mesmo faltando a decisão de Belém, favorece o PSDB e o Governo Jatene. Afinal, o partido do governador aumentou em 18 o número de prefeituras sob seu controle direto, inclusive Ananindeua e Santarém, segundo e terceiro colégios eleitorais do estado – passando a ter 31 prefeituras e governando uma população de cerca 1,77 milhões de habitantes. 
Ao mesmo tempo, o PSDB conseguiu conter o ímpeto de crescimento do PMDB, que perdeu 10 prefeituras, inclusive Ananindeua – ficando com 28. Cabe lembrar que, nas eleições de 2008, durante o governo do PT, o PMDB estadual cresceu bem mais que nestas eleições.
Na sua aliança com o Governo Jatene, o PMDB diminuiu. Sua vitória em Castanhal, 5o colégio eleitoral do estado, não recompensa nem parte da derrota em Ananindeua, 2o colégio. O frágil resultado de Priante na disputa de Belém, é apenas outra parte do corolário - e do sintoma. O PMDB perde força, ao mesmo tempo como situação e como eventual oposição. Ainda conserva seu poder de atuar como pêndulo político no quadro eleitoral do Pará, mas levou um baile do “aliado”.
 E o PT? Reconhecer que os resultados do processo eleitoral de 2012 favorecem o Governo Jatene não significa dizer que o PT deixou de ser uma força estadual de peso. Afinal o partido pode ter perdido Santarém e Parauapebas (3o e 6o colégios eleitorais paraenses), mas mantém 23 prefeituras no estado, tendo perdido apenas quatro municípios. Dessa maneira, o PT permanece como a principal força de oposição do Governo, governando cerca de 885 mil paraenses.
Resta saber como, precisamente, esse poder opositor será exercido.
O partido ganhou duas cidades importantes no jogo político, Cametá e Bragança. Cametá é um reduto petista importante, que sabe fazer barulho. Bragança não, mas ganhou um prefeito que – vocês ainda não conhecem o Padre Nelson? – sabe, sozinho, fazer muito barulho. É curioso perceber que essas duas cidades, ambas históricas e de grande dinâmica microrregional, possuem, simultaneamente, movimentos sociais fortes e forças conservadoras igualmente fortes. Outra curiosidade é que são os dois municípios de maior penetração política do ex-deputado federal Gerson Peres e de sua família, lideranças retrógradas que ainda possuem importância local e que pode vir a constituir-se como parte da estratégia do PSDB para penetrar nesses atuais bastiões petistas.
Porém, o maior zumbido que será feito ao Governo Jatene tende a vir de Marabá, onde foi eleito o deputado estadual João Salame, do PPS. Partido aliado a Jatene, ok, mas não em Marabá, onde a candidatura de Salame foi sustentado por uma coligação com o PT, que indicou seu vice, Luis Carlos Pies, marido da deputada estadual Bernadete ten Caten e ex-secretário adjunto de planejamento do governo de Ana Júlia.
Por lá, Salame despontou como o principal nome da política local, na batalha pelo estado de Carajás. Mas não apenas. Não apenas Carajás por Carajás. Sua bandeira maior é o desenvolvimento do sul e sudeste do Pará. Sua bandeira é da Alpa, a integração regional, a proteção dos rebanhos locais contra a aftosa... Bandeiras do PT, bandeiras de Ana Júlia. Tudo que o Governo Jatene tem sido contra ou tem permanecido calado.
 Não fosse a inoperância do PSDB no caso da desistência, pela Vale, de construir a Alpa, o destino destas eleições em Marabá teria sido outro. E tudo isso credencia João Salame e Marabá, quarto colégio eleitoral do estado, a ocuparem uma situação proeminente no jogo político dos próximos anos.
 E Santarém? Alguns dirão que o vencedor, Alexandre Von, também saiu da batalha pela criação do Tapajós. Mas não é bem assim. Por lá, Alexandre Von é associado a Jatene, seu companheiro de partido e, apesar de ser um dos lideres do SIM, sua pecha é de apoiar o grande agente do NÃO, o governador Jatene. É uma contradição sobre a qual Von jamais deu explicações, constrangendo seu eleitorado.
Sua atitude nunca foi clara, como a de Salame. Trata-se de um vassalo da ambigüidade.
É claro que numa circunstância normal, um líder político trataria de se posicionar ao lado da vontade absoluta do eleitorado. Porém, as tentações que tentam Von, partidárias para dizer o mínimo, são tão grandes... Alexandre Von tem pouca versatilidade verbal, raciocínio lento. Deixa-se levar, invariavelmente, pela tentação do poder.
Será um prefeito ambíguo. Pobre Santarém. Perdeu a chance de eleger uma excelente candidata, a Professora Lucineide.
Realmente uma pena. Lucineide tem virtudes que andam raras: inteligência, compromisso, honestidade e, Deus do Céu... uma força descomunal para o trabalho. Se o digo é porque, mesmo a distância, acompanhei atentamente a sua lida, de muitos anos, na educação de Santarém. Eis aí uma pessoa que renova o PT paraense...
 Não se conhece a professora Lucineide em Belém e em outras regiões do nosso Estado, mas lhes garanto que é uma pessoa muito especial. Tive oportunidade de conversar com ela no começo da campanha e percebi o quanto estava sendo difícil se desembaraçar das dificuldades iniciais e o quanto, mesmo assim, tendia a construir um projeto que nunca era individual, mas, sempre, coletivo.
As dificuldades maiores do PT, ao que parece, se dão da pouca força legislativa que terá, no conjunto do estado, nos próximos quatro anos. Afinal, o numero de vereadores em Belém foi reduzido para três. 3 de 35. 1, em Ananindeua, de 25 vereadores. 2, em Santarém, de 25. 1, em Marabá, de 21.
Antes que me critiquem pela análise quero lembrar que política de esquerda não se faz com discurso autoelogiativo e muito menos com dissimulações discursivas ou com ambiguidades. Se faz com critica, autocrítica e reflexão. Com leitura da realidade. Com construção de objetividade.
Cabe ao PT, a João Salame e à professora Lucineide, mesmo derrotada, um papel de oposição que se faz necessário, para contestar a situação tucana. Em qualquer ocasião, a oposição tem um papel essencial, que é impedir a concentração do poder. Tudo ainda depende da decisão de Belém, é claro, pois a eleição de Edmilson garante uma polarização do poder essencial para a democracia e para a sociedade paraense, mas é preciso lembrar que uma eventual eleição de Zenaldo Coutinho pesaria como uma garra tucana sobre todo o estado...
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DEMÓSTENES É AFASTADO E SOFRE PROCESSO DISCIPLINAR


Corregedoria do MP de Goiás se antecipa ao Conselho Nacional do Ministério Público ao investigar se houve violação de deveres funcionais em razão dos fatos investigados pela Operação Monte Carlo, que revelou ligações íntimas entre o ex-senador cassado e o contraventor Carlinhos Cachoeira. 

Goiás247 - A Corregedoria Geral do Ministério Público de Goiás abriu Processo Administrativo Disciplinar e afastou o ex-senador Demóstenes Torres da função de Procurador de Justiça. Sigiloso, o processo contra Demóstenes apura violação de deveres funcionais em razão dos fatos investigados pela Operação Monte Carlo, desencadeada pela Polícia Federal contra os esquemas ilegais do contraventor Carlinhos Cachoeira. O envolvimento de Demóstenes com o bicheiro levou à cassação do senador. Demóstenes fica suspenso até o fim do processo.
Com a decisão, a Corregedoria do MP de Goiás se antecipa ao procedimento encaminhado no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que pede o afastamento de Demóstenes do cargo. O órgão afirma que, quando Demóstenes retornou às funções de procurador, em julho, foi instaurado um processo para coletar informações que pudessem viabilizar a abertura de um processo administrativo disciplinar, efetivado apenas agora. Ele ficará afastado até o julgamento definitivo do processo.
Os pedidos de abertura de processo disciplinar e do afastamento de Demóstenes foram feitos ao Conselho Nacional por um grupo de 82 promotores de justiça, procuradores da República e procuradores do Trabalho com atuação em Goiás. O grupo se dizia constrangido com o retorno de Demóstenes ao cargo de procurador e, por isso, pediu que o CNMP instaurasse um processo disciplinar.
A abertura de procedimento contra Demóstenes no Conselho Nacional segue sem decisão, após duas mudanças de relatoria. Em 27 de agosto, o primeiro relator, conselheiro Fabiano Silveira, foi sorteado para relatar o caso mas alegou “razões de foro íntimo” e declinou da competência para analisar o pedido. Outro conselheiro, o promotor de Justiça goiano Tito Amaral, que é amigo e ex-companheiro de trabalho de Demóstenes, também já se declarou impedido para votar nas questões relacionadas ao amigo.
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Movimentos sociais e sindicais pedem veto da presidenta à MP do Código Florestal


Manifestação na Esplanada dos Ministérios, em março, pedia o veto presidencial ao Novo Codigo Florestal.  



Radioagência NP

Após a Câmara e o Senado aprovarem a Medida Provisória que altera o Código Florestal (MP 571/12) em setembro, movimentos sociais pedem novamente o veto da presidenta Dilma Rousseff. Em carta encaminhada à Presidência na última terça-feira (9), organizações populares e sindicais afirmam que “da forma como está, o texto protege os latifundiários grileiros e especuladores, que nada produzem sobre a terra”.
No documento, as entidades taxam de “afronta à democracia” a “tentativa do agronegócio de destruir o Código Florestal”. Os movimentos sociais avaliam como única saída o veto da presidenta aos “pontos que privilegiam o agronegócio, em detrimento da sustentabilidade ambiental e da produção, da agricultura familiar e camponesa”.
Assinam a carta a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entre outros.
O Projeto de Lei que foi aprovado pelo Congresso Nacional em abril teve 12 itens vetados e 32 alterações feitas pelo governo, no mês de maio, por considerar que eles promoviam o desmatamento. Porém, na volta ao Congresso, o texto foi alterado pela bancada ruralista para que retornassem os benefícios aos desmatadores ilegais. Agora, falta apenas a sanção da presidenta Dilma.

Leia a carta na íntegra: À Excelentíssima Presidenta do Brasil Senhora Dilma Vana Rousseff

Há três anos a sociedade brasileira vivencia uma das maiores afrontas às conquistas democráticas de nosso país: a tentativa do agronegócio de destruir o Código Florestal, para avançar com seu projeto ambicioso, que visa apenas lucros, promove o desmatamento e intoxica a natureza e os que nela vivem.
Tendo sob seu domínio a grande maioria do Congresso Nacional, por meio da poderosa bancada ruralista, o agronegócio transformou a legislação ambiental em legislação agrícola, voltada para garantir interesses próprios e de grandes proprietários de terra.
A sociedade brasileira, organizada ou não, se manifestou incansavelmente contra os avanços do agronegócio sobre a natureza. Os movimentos sociais do campo e da cidade, a classe artística e parte significativa da classe política também se manifestaram contrariamente às pautas destrutivas do agronegócio, ao mesmo tempo em que defenderam o tratamento diferenciado para a agricultura familiar e camponesa. São os pequenos produtores que alimentam as famílias brasileiras e os que mais preservam o meio ambiente.
Após uma grande mobilização da sociedade brasileira, sensibilizada e ciente da necessidade de tomar decisões firmes, a excelentíssima Presidenta corretamente realizou vetos ao texto ruralista construído no Congresso. Para preencher o lugar dos artigos vetados, que tratavam justamente da recuperação de áreas desmatadas em beiras de rios e nascentes, o Governo Federal enviou ao Congresso Nacional uma Medida Provisória.
Um dos eixos centrais desta MP era o tratamento diferenciado para a pequena propriedade, exigindo que os médios e grandes proprietários deste país recuperem as áreas que desmataram. O texto da MP, no entanto, foi modificado e aprovado na Câmara e no Senado, sob os aplausos veementes dos líderes ruralistas Kátia Abreu e Blario Maggi.
O agronegócio mais uma vez impôs seus interesses à formulação da Lei, estabelecendo que:
- Os benefícios para a pequena propriedade fossem estendidos para a média propriedade, ou seja, até 15 módulos rurais (o que pode chegar a 1.500 hectares). Para esses médios, a área mínima de recuperação passou de 20 metros para apenas 15 metros;
- Para os grandes, a área mínima passou de 30 metros para 20 metros, além de o limite máximo ficar a critério de cada estado. Ou seja, o meio ambiente estará sujeito aos interesses políticos estaduais, mesmo tendo impactos sobre toda a sociedade brasileira;
- Se não bastasse a redução da área a ser recuperada em beiras de rios, o agronegócio também se valeu do benefício concedido aos pequenos produtores de poderem recuperar as áreas com até 50% de espécies frutíferas exóticas e expandiu essa possibilidade para as médias e grandes propriedades. Ou seja, onde deveria haver matas, haverá monocultivos com apelação econômica, ou seja, ao invés dos grandes proprietários de terra serem obrigados a recuperarem o que destruíram, serão beneficiados e certamente voltarão a agredir os remanescentes que sobraram;
- Mesmo com todo o discurso produtivista, o agronegócio retirou do texto a definição de área abandonada, e retirou a restrição para pousio (tempo de descanso da terra entre um cultivo e outro), que era de no máximo 25% da propriedade.
Da forma como está, o texto protege os latifundiários grileiros e especuladores, que nada produzem sobre a terra. As médias propriedades deveriam, sim, ser a extensão máxima permitida para proprietários no país, e estes, que se dizem produtores, são os mesmos que impedem a atualização dos índices de produtividade.
Diante de tamanhos retrocessos, nos direcionamos à Excelentíssima Presidenta reivindicando que mantenha seus compromissos de campanha de não anistiar desmatadores. A sociedade brasileira vê como única alternativa o veto da Presidenta a esses pontos que privilegiam o agronegócio, em detrimento da sustentabilidade ambiental e da produção da agricultura familiar e camponesa. Somente assim a Presidenta estará garantindo a segurança alimentar, a sustentabilidade ambiental e a defesa da democracia brasileira, gravemente ameaçada pelo poderio totalitário do agronegócio.
A sociedade brasileira mais uma vez se manifesta: VETA DILMA!

Central Única dos Trabalhadores – CUT
Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura – CONTAG
Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar – FETRAF
Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra – MST
Movimento de Mulheres Camponesas – MMC
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
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