segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Vídeo que acusa Dilma de mentir sobre contas de luz é uma farsa



No Blog da Cidadania

Após o anúncio bombástico feito pela presidente Dilma Rousseff na última sexta-feira em pronunciamento nacional de rádio e televisão no sentido de que a partir de 2013 as contas de luz dos consumidores residenciais e comerciais cairão 16% e as das indústrias cairão 28%, uma farsa ridícula foi articulada e posta em vídeo que não para de circular na internet.
O vídeo farsesco usa comentário de um jornalista que atende pelo nome de Luiz Carlos Prates, que se notabilizou em 2011 por ter feito comentário em programa que mantinha na rede de televisão RBS, em Santa Catarina, que culpava o ex-presidente Lula pelos acidentes de carro por ter adotado políticas públicas que distribuíram renda e, assim, permitiram que “qualquer miserável que nunca leu um livro compre carro”.
Esse indivíduo, por conta dos protestos do público, foi demitido da RBS, mas acabou no SBT, onde continua produzindo seu lixo intelectual
Um blog de ultradireita desses que beiram a criminalidade usou o tal comentário desse demente correlato à questão energia elétrica a fim de produzir uma das farsas mais absurdas e burras que já se viu e que passo a relatar agora.
O tal blog acusa a presidente Dilma de mentir à população sobre a razão da medida que reduzirá as contas de luz. Diz que a redução anunciada se daria por conta de processo no Tribunal de Contas da União (TCU) que detectou erro de cálculo nos reajustes das tarifas de energia elétrica que, entre 2002 e 2009, surrupiou 7 bilhões de reais ao público.
Assista ao vídeo, abaixo, e depois leia o desmonte da farsa.


O processo no TCU é verdadeiro. Cogita-se, realmente, devolver ao distinto público o que pagou a mais na conta de luz. Todavia, é uma deslavada mentira que a redução de tarifas anunciada por Dilma tenha qualquer relação com esse caso.
Em primeiro lugar, não se chegou, ainda, a uma decisão sobre como ou se haverá devolução do que foi cobrado a mais.
Aliás, se a presidente da República tivesse realmente feito o que o tal blog acusa teria cometido crime de responsabilidade e ficaria passível até de impeachment. É insano dizer que ela mentiria a quase 200 milhões de brasileiros atribuindo às suas políticas públicas o que, na verdade, decorreria da devolução de valores cobrados a mais.
A mais breve reflexão sobre esse vídeo, o uso de um mínimo lógica, permite a quem tenha mais de meio neurônio sacar que se nem a oposição nem a grande mídia fizeram a acusação é porque ela não cabe.
Aliás, há que fazer uma digressão.
A oposição atacou até o que não podia no pronunciamento de Dilma da última sexta-feira e anunciou que irá à Justiça contra a presidente porque criticou o modelo anterior de privatizações que, segundo ela, “torrou patrimônio público”. Ora, o cargo de presidente é político e não se pode negar a um primeiro mandatário que tenha opinião política…
Chega a ser ridículo que o partido de José Serra, que em 2010, enquanto governador, pôs a companhia de saneamento básico que opera exclusivamente em São Paulo (Sabesp) para fazer publicidade no Acre e em tantas outras unidades da federação para difundir os feitos do então candidato a presidente, agora acuse Dilma de usar a máquina pública.
Voltando ao vídeo-farsa, por mais que seja ridículo sequer considerar sua premissa façamos uma “conta de português” para entender o engodo.
Veja, leitor, o que diz o site da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel):
“O mercado de distribuição de energia elétrica do Brasil é atendido por 64 concessionárias, estatais ou privadas, de serviços públicos que abrangem todo o País.
As concessionárias estatais estão sob controle dos governos federal, estaduais e municipais. Em várias concessionárias privadas verifica-se a presença, em seus grupos de controle, de diversas empresas nacionais, norte-americanas, espanholas e portuguesas.
São atendidos cerca de 47 milhões de unidades consumidoras, das quais 85% são consumidores residenciais, em mais de 99% dos municípios brasileiros”
Façamos, então, a mal-chamada “conta de português”:
1 – O Brasil tem 47 milhões de unidades consumidoras entre empresas e residências
2 – 85% disso (39,95 milhões de unidades consumidoras) são residências.
3 – Digamos que a conta de luz de uma residência com 3 pessoas custe ao redor de 100 reais mensais – a residência deste blogueiro, com três pessoas, gasta quase 200 reais.
4 – 39,95 milhões de residências a 100 reais por residência dá 3,9 bilhões de reais ao mês
5 – 3,9 bilhões de reais ao mês são 46,8 bilhões de reais ao ano
6 – Como a conta errada teria sido cobrada entre 2002 e 2009, há que multiplicar 46,8 bilhões de reais por 7 anos, o que dá 327, 6 bilhões de reais
7 – Os 7 bilhões de reais que o blog criminoso cita correspondem a 2,13% do que gastaram apenas as residências em 7 anos ou a 14,95% do que gastam em um ano.
Pois bem: juntando residências e indústrias (cujas contas são exponencialmente maiores), em questão de meses os descontos de 16% e 28% anunciados por Dilma devolveriam à sociedade o que lhe teria sido cobrado a mais na década passada. Depois de devolvidos os 7 bilhões, porém, os descontos continuariam. A menos que durassem poucos meses…
Como se vê, o desespero da direita com o bem-estar social e o progresso que o governo Dilma está gerando ao país chegou ao paroxismo. Os delírios autoritários que pretendem censurar a primeira mandatária ou a falta de decência dos que vendem farsas como essa comprovam o estado de desorientação dessa gente.

Pistoleiros do PIG poupam partido ficha-suja (PSDB) de críticas



Durante os últimos anos, a tal “lei da ficha limpa” – na visão deste blog, um erro na forma como foi concebida – serviu para muito reacionário se masturbar sonhando em condenar in limine a esquerda, pois esse tipo de paciente mental acredita na mídia quando criminaliza políticos progressistas e acoberta reacionários.
Eis que, no último sábado, o jornal Folha de São Paulo tratou de divulgar um dado que viria à tona de um jeito ou de outro: o PSDB é o campeão em políticos fichas-sujas. Ou seja: dos 317 políticos de diversos partidos barrados pela Justiça para disputar eleições neste ano, o PSDB é o que contribui mais para engrossar tal contingente.
Dos 317 políticos barrados, 17,66% (ou 56 pessoas) são do PSDB, 15,45% (ou 49 pessoas) são do PMDB e só 5,67% (ou 18 pessoas) são do PT.
Este blog teve a curiosidade de, no dia seguinte à notícia, ir conferir o jornal que a divulgou. Afinal, se o campeão de candidatos – ou pré-candidatos – fichas-sujas fosse o PT, o periódico estaria coalhado de colunas, artigos e cartas de leitores abordando a degenerescência moral do “petismo”, do “lulismo” ou, melhor ainda, do “lulo-petismo”.
Sabe o que se encontrou sobre o protagonismo ficha-suja dos tucanos, leitor? Nada. Até se entende a afasia do colunismo da Folha em tripudiar sobre o dado negativo para o partido a que serve, mas esperava-se que ao menos na coluna de leitores alguém apontasse a contradição insuperável entre o discurso tucano sobre “ética” e a prática.
Se a Folha quis demonstrar “isenção” divulgando um dado que viria a público de qualquer jeito, deveria ao menos ter disfarçado melhor e terminado o serviço permitindo que alguém comentasse a desmoralização das pretensas vestais da política brasileira contida na notícia sobre o ranking dos fichas-sujas.
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O BEIJO DA MORTE


A entrada do ex-presidente na campanha para a prefeitura de São Paulo, mesmo que seja com um simples depoimento no programa eleitoral, pode significar o beijo da morte na candidatura tucana, conforme o conhecido código de Palermo. Não acrescenta ao candidato os votos das elites de São Paulo, mas reduz os que possa angariar na periferia.

Mauro Santayana, Carta Maior

Todos os que conhecem de perto a política paulista sabem que Fernando Henrique Cardoso e José Serra são cordiais adversários. A entrada do ex-presidente na campanha para a prefeitura de São Paulo, mesmo que seja com um simples depoimento no programa eleitoral, pode significar o beijo da morte na candidatura tucana, conforme o conhecido código de Palermo.
Serra e Fernando Henrique caminharam juntos, quando se encontravam no lado esquerdo da estrada. Suas idéias, ainda que não fossem exatamente as mesmas, eram muito próximas, quando buscavam o poder possível. Tinham, naquele tempo, a consciência de que dificilmente seriam protagonistas do processo político no futuro estado democrático.
Esperavam, quando muito, obter algum mandato parlamentar, em nome da relativa perseguição sofrida durante o regime ditatorial. É certo que, uma vez portadores desse mandato, naturalmente encontrariam aberta a via para trechos mais amplos em sua biografia.
O fato é que ambos foram favorecidos pelas circunstâncias. Com prestígio nas elites intelectuais e sociais de São Paulo, Fernando Henrique foi candidato em uma sublegenda para o Senado em 1978 – e perdeu para o cabeça da chapa, Franco Montoro. Quando Montoro se elegeu governador em l982, ele, como suplente, chegou ao Senado, conforme as regras eleitorais de então.”
Artigo Completo, ::AQUI::
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O mundo em 2 minutos

O vídeo de um estudante que em dois minutos quis condensar a história do nosso planeta.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Chico Caruso é vidente

Chico Caruso é vidente e eu não sabia. 
Essa charge foi feita para o Pasquim, em Maio de 80, quando Lula estava preso pela ditadura. Imagino quanta gente morreu de rir.
São os mesmos que hoje morrem de inveja. Vida irônica essa.
 [Ana Helena Tavares]

Senador Mario Couto do PSDB acusado de xingar mulher de 'preta', 'safada', 'macaca'...


No dia 13 de agosto último, o senador Mário Couto (PSDB-PA) e seus cabos eleitorais faziam campanha pelas ruas da cidade de Salinópolis (PA) assediando moradores para pregar cartazes do candidato a prefeito demotucano Di Gomes (PSDB) em suas casas.
Edisane Oliveira, 34 anos, não permitiu a colagem de cartazes no muro de sua casa. Isso irritou o tucano, conhecido pelo temperamento explosivo, que bateu boca com Edisane e, segundo depoimento dela na polícia:
- o senador tucano a xingou de "preta", "safada", "macaca", "vagabunda", e outros palavrões;
- ela disse que revidou com outras agressões verbais;
- o tucano mandou prendê-la, alegando ter sido "desrespeitado como senador da República";
- os fatos ocorreram diante de várias testemunhas;
Foi então levada à delegacia, prestou depoimento, e depois foi liberada. Inconformada e ofendida com os xingamentos, Edisane, no mesmo dia, resolveu processar o senador tucano por racismo.
O promotor de Justiça de Salinópolis, Mauro Mendes de Almeida, remeteu o inquérito policial para o Supremo Tribunal Federal (STF), já que o senador tem foro privilegiado, e quem decide se abre ou não processo é o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a quem a queixa crime será remetida pelo STF.
A mão pesada da injustiça a favor do poderoso senador tucano, correligionário do governador do estado Simão Jatene (PSDB), voltou a se fazer presente 11 dias depois da cidadã dar queixa por racismo.
No dia 24, fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Estado Pará (Adepará) e da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente fecharam um pequeno açougue de propriedade de Ivanildo de Lima Correa, companheiro da denunciante. Ele foi preso em flagrante sob a acusação de manter 42 quilos de carne e frango "impróprios para consumo", acondicionados em um freezer.
"Até hoje não entendi porque fui preso. Em julho, a vigilância sanitária esteve no meu estabelecimento, que é legalizado, viu a carne e o frango estocados do mesmo freezer e nada viu de ilegal. Agora, entraram lá e jogaram creolina em cima dos alimentos e depois levaram para incinerar. Estou me sentindo perseguido, pressionado até o pescoço", queixou-se Correa, por telefone, ao [jornal] Estado.
Ele ficou na cadeia durante oito dias, sem dinheiro para pagar a fiança, arbitrada pela polícia em 30 salários mínimos.
Só foi solto, após um acordo com o senador tucano para reduzir o valor a um salário, pago pelo próprio Couto.
"Eu quero saber como isso vai ficar, O senador pagou, mandou me soltar e até me deu um advogado", declarou o açougueiro.
Por telefone, o senador contou ao Grupo Estado uma outra versão, afirmando que foi ofendido por Edisane Oliveira e que um cabo eleitoral que estava na carreata foi agredido por ela com palavras racistas, chamado de "preto", "macaco" e "ladrão". Ele negou ter mandado prender a mulher e que dias depois foi procurado por ela, que queria se desculpar pelo que tinha acontecido. "A questão é política, ela apoia o atual prefeito e eu, outro candidato", disse Couto, que também rebate e acusação de ter mandado prender o açougueiro e os alimentos que ele vendia em seu estabelecimento. "Foi a Adepará que foi lá e viu carne estragada que ele vendia. Estava tudo podre", acrescentou, garantindo que nada tem a ver com o fato de a polícia prender Correa em flagrante.
Ao ser informado de que a promotoria de Salinópolis havia encaminhado o inquérito para o STF e que caberá ao procurador-geral da República decidir se irá processá-lo, o senador foi irônico: "que bom, estou morrendo de medo por causa disso". 
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CHARGE

Sigam o dinheiro


Há algo de podre no Igeprev - Instituto de Gestão Previdenciária do Pará. Ainda não chegou nem à metade do atual governo e é um tal de troca-troca na direção.
O ex-presidente, Cláudio Salgado, saiu do cargo em meio a muitas especulações e ninguém se deu ao trabalho de explicar as razões. Ele, funcionário de carreira do TCE-PA, não quis comentar. 
Agora, toda a diretoria - e até o procurador chefe – renunciou em circunstâncias também obscuras. 
Em reunião com alguns servidores, o presidente revelou que estava saindo por causa da interferência indevida do vice-governador Helenilson Pontes (PPS), que considerou inaceitável.

O Igeprev tem, entre outras atribuições, a de gerenciar o Fundo Financeiro de Previdência do Estado do Pará – FINANPREV e o Fundo Previdenciário do Estado do Pará – FUNPREV. A aplicação desses recursos é o cerne da questão. Não custa nada o MP, o Banco Central e outros órgãos competentes olharem com lupa essas operações.
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GOVERNO DO PARÁ NÃO INCLUIU SANTARÉM PARA SER CT DAS COPAS DE 2013/2014




No Blog Espalha Brasa

O Ministério dos Esportes divulgou, na quarta (5) a portaria confirmando oficialmente Belém do parazinho como a única cidade do Pará, entre as cidades brasileiras cotadas para funcionar como centro de treinamento da Copa das Confederações de 2013 e Copa do Mundo de 2014.
Na região Norte ficou Macapá, Boa Vista e Palmas. Tivemos informações de Brasília que a Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Seel) na figura do Secretário Marcos Eiró, não incluiu Santarém para ser um dos Centros de Treinamentos da Copa, por isso não apareceu na lista das cidades selecionadas.
O governador do Pará Simão Jatene, já sabendo que sairia o resultado esta semana, para evitar constrangimentos com o povo do Tapajós, se mandou em viagem para o Japão por 15 dias e lavou as mãos, pois o titular da Seel, disse a imprensa do parazinho, que pediu para incluir Santarém, mas nós checamos e não há nenhum pedido formal da Seel em Brasília.
Alexandre Von que é deputado estadual e candidato do Governador em Santarém, não moveu uma palha para a inclusão de Santarém, pois a formalização era de exclusividade da Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Seel) comandada pelo seu partido.
Ainda há uma possibilidade de inclusão de Santarém como CT, pois uma segunda lista será divulgada no segundo semestre de 2013 e novos centros de treinamentos poderão se inscrever para serem vistoriados pelo COL.
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O disco novo de Bob Dylan é um luxo necessário



Por Paulo Nogueira

“Eu pago com sangue, mas não o meu”. O 35º disco de Bob Dylan, Tempest, é uma pequena maravilha na forma de dez canções em que ele fala de suas obsessões recentes: amor, morte, traição – e o Titanic(!). “Falar” é o termo correto, já que Dylan, na sua voz de coveiro de Juca de Oliveira, encharcada de cigarro, bebida e abusos dos anos 60, vai recitando as letras como um velho rapper sobre a cama sonora fornecida pelo baixista Tony Garnier, o baterista George G. Receli, o slide guitar de Donnie Herron, as guitarras de Charlie Sexton e Stu Kimball.


Não é um disco fácil. Dylan é um contador de histórias e necessita da sua atenção. O blues domina a cena, não apenas musicalmente, mas nos temas sombrios. Começa leve, com Duquesne Whistle, a crônica sobre um rapaz apaixonado por uma garota que acaba preso e espancado e nem assim desiste dela. Em seguida, vai ficando mais misterioso, denso e hipnótico. Dylan mistura versos de William Blake a referências a Louis Armstrong, Isley Brothers – e Leonardo Di Caprio.
Tempest é o coração do disco. Tem 45 versos em 14 minutos. Mais exatamente, 13 minutos e 54 segundos. É um folk com acordeão e rabeca, em que ele reconta o naufrágio do Titanic, ou o que seria o naufrágio do Titanic segundo Bob Dylan, que se inspirou menos na tragédia real e mais no filme de James Cameron. Imagine-o em casa, sem nada para fazer, vendo um filminho à tarde e deitando umas linhas sobre ele para ver o que acontece. Como Bob é melhor que Cameron, deu profundidade e drama às cenas terríveis que visualizou: passageiros caindo nas águas geladas, um homem que não sabe nadar e cede seu lugar no bote salva-vidas a uma criança deficiente, corpos boiando. Leo said to Cleo: I think I’m going mad/but he lost his mind already. Você nunca mais vai ouvir aquele tema xarope de Celine Dion do mesmo jeito.
Não espere qualquer manifestação política. O homem de 71 anos transcendeu e hoje só canta hinos como Blowing in the Wind em shows, numa versão irreconhecível (provavelmente, de propósito). Ars gratia artis – a arte pela arte. Não tem gaita, também. Ele voltou para o básico, um menestrel se utilizando da música folclórica americana. É um titã, o roqueiro mais importante e influente do mundo, ainda na ativa. Seu único rival seria John Lennon. Ele sabe disso e dedica a Lennon a música que fecha Tempest,Roll On John.
Shine a light, move it on, you burnt so bright, roll on John. Um lamento, uma elegia em que ele cita A Day in The Life e Come Together. Diz Bob Dylan, a voz comovida, em seu tributo ao amigo:

I heard the news today, oh boy
They hauled your ship upon the shore
Now the city’s gonna die
There is no more joy
They tore the heart right out
And cut it through the core

“Eu sempre adoro encontrar John. Sempre. Ele é um cara maravilhoso e eu sempre gosto de vê-lo”, contou Dylan numa entrevista à revista Rolling Stone em 1969. Lennon não está mais aqui para responder. Mas temos Bob Dylan, em forma, cantando sobre ele e sobre coisas que não esperávamos ver, ouvir ou sentir transformadas em arte. E isso é uma sorte tremenda, oh, boy.
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'Bafômetro' do Cervantes confirma: bebum era o Aécio


Vídeo em http://youtu.be/ePY4KObHUHk
Posso estar enganado, mas, tirando as postagens, facebookadas e tuitadas não li uma linha sobre o vídeo que se espalhou na internet outro dia, onde um suposto Aécio Neves aparecia trocando as pernas e dando gorjeta de R$ 100 aos garçons do Cervantes, um restaurante que tem como carro chefe seus sanduíches, no que seria a boca do lixo de Copacabana.
Afinal, era ou não Aécio?
Hoje, como passei por lá e frequento o Cervantes há décadas, embora não seja assíduo, resolvi confirmar a história. Conversei com uns conhecidos e, sim, era Aécio no vídeo e etc.
Como acho que o problema do Aécio não é o que ele faz à noite no Rio (desde que não dirija de cara cheia), mas o que ele não fez no governo de Minas, que deixou quebrado, posto essa confirmação apenas para aqueles que queriam saber se, afinal, era ou não Aécio no vídeo - coisa que a mídia corporativa não fez, mesmo com tantos repórteres na folha de pagamento. 
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Em Belém, pemedebista usa Lula de barba na TV

Adversário do PT nas eleições locais, o candidato do PMDB à Prefeitura de Belém, José Priante, está usando uma gravação antiga de apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas inserções de propaganda eleitoral.
A gravação foi feita em 2006, quando Priante disputou o governo do Pará e foi derrotado pela candidata do PT, Ana Júlia Carepa, que ele chegou a apoiar no segundo turno. Mesmo com uma candidata do PT na disputa, Lula também apoiou Priante.
O uso da gravação, veiculada hoje, surpreendeu o PT de Belém, que tem como candidato o deputado estadual Alfredo Costa. O partido discute se tentará derrubar na Justiça a utilização da imagem de Lula. Segundo Apolônio Brasileiro, presidente do PT municipal, Lula já gravou apoio para Alfredo Costa, mas a campanha ainda vai decidir quando exibir a gravação.
O PMDB, portanto, saiu na frente e usou primeiro a imagem de Lula. Na gravação, um Lula ainda barbudo afirma: "O combate à desigualdade deve ser prioridade de todo homem público e eu vejo no Priante alguém que pensa o mesmo".
"A ideia é mostrar que o Priante tem excelente relacionamento com o governo federal, passando uma imagem de união", disse Glauco Lima, coordenador da campanha.
Priante é deputado federal e primo do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). O candidato do PMDB aparece como segundo colocado na mais recente pesquisa do Ibope, com 16%. O líder da pesquisa é Edmilson Rodrigues (PSOL), com 47%. Alfredo Costa, do PT, está com 3%.
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Freddie Mercury faria 66 anos hoje


O britânico Freddie Mercury faria 66 anos nesta quarta-feira, se estivesse vivo. O músico morreu em 24 de novembro de 1991 de broncopneumonia, em decorrência da Aids.
Além de ser líder do Queen, Freddie é considerado um dos maiores cantores de todos os tempos e uma das vozes mais famosas do mundo.
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CHICÃO: “PSDB É O PRINCIPAL INIMIGO DO ESTADO DO TAPAJÓS”




No Blog do Espalha Brasa

A menos de quarenta e cinco dias para as eleições municipais deste ano, o advogado Francisco Lopes, o “Chicão” declara que o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), liderado em Santarém pelo deputado estadual Alexandre Von, se consolida como uma ameaça a criação do Estado do Tapajós.
Mesmo filiado ao PSB, o qual pertence a coligação de Von, o advogado e militante a favor do Estado do Tapajós, Francisco Lopes disse que aderiu a campanha da professora Lucineide Pinheiro (PT) e não ao grupo do PSDB, por acreditar na vitória e na continuação da luta pela criação da nova unidade administrativa.
“Vou apenas esperar passar as eleições para eu sair do PSB e me filiar em outro partido que não faça oposição ao Estado do Tapajós”, afirma Chicão.
Para Francisco Lopes, a luta pela criação do Estado do Tapajós, consolidada com a realização do plebiscito de 11 de dezembro de 2011, mexeu com os inegociáveis, formado pelo governador Simão Jatene e sua turma do PSDB, entre eles, o deputado federal Zenaldo Coutinho e o candidato a prefeitura de Santarém, Alexandre Von.
“Estávamos lutando em torno do Tapajós de uma forma respeitosa com a população santarena, porque a luta pelo novo estado é o capital popular. Isso deve ter mexido com os inegociáveis. Sabemos que existem outros interesses políticos e que infelizmente as pessoas que defendem o mesmo projeto do governador Simão Jatene tem se colocado na contramão”, declara Chicão, reafirmando que o governador Simão Jatene é o maior opositor do projeto de criação do Estado do Tapajós, juntamente com todos que compartilham do seu governo.
AVALIAÇÃO – Francisco Lopes acredita que nestas eleições os santarenos, os quais vivem numa cidade universitária, vão saber avaliar e diferenciar os candidatos que são a favor e contra o Estado do Tapajós. “Se nós passarmos pela amarga experiência de colocar o PSDB na Prefeitura de Santarém, vamos ter a comprovação de que o Estado do Tapajós vai continuar enterrado pelos aliados de Simão Jatene”, avisa.
Segundo ele, o PSDB do Estado, liderados pelo deputado federal Zenaldo Coutinho, atual candidato a prefeitura de Belém e o governador Simão Jatene, foi o principal causador de revolta e indignação da população do Oeste do Pará. “Eles são os maiores inimigos da nossa luta. Eles sempre buscaram travar a luta usando a própria máquina pública do Pará, que é movida pelos impostos que a população paga”, observa.
AMEAÇA - Toda e qualquer aliança com o governador Simão Jatene, segundo Francisco Lopes, se consolida como uma grande ameaça ao Estado do Tapajós. Para ele, a ideia de que o PSDB possa vencer as eleições em outubro em Santarém, lhe causa temor. “Isso me causa um temor sobre uma possível depressão que Santarém venha a viver, caso o PSDB ganhe as eleições no Município”, alerta.
Chicão avisa ainda que as forças de luta pela criação do Estado do Tapajós podem ser minimizadas, caso o governador Simão Jatene consiga colocar pessoas de sua confiança nas cidades estratégicas, como Santarém, por meio do deputado estadual Alexandre Von, ambos do PSDB.
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Nosso Blade Runner


Alan (de verde) em sua arrancada para deixar Pistorius para trás nos 200 metros rasos.


Alan Fonteles é o cara. A arrancada milagrosa no final dos 200 metros rasos, quando venceu o campeão sul-africano Oscar Pistorius nos Jogos Paralímpicos de Londres, já entrou na antologia.”Ele veio do nada”, narrou, perplexo, o locutor da emissora inglesa que transmite os jogos. Comparativamente, foi como se alguém tivesse batido Bolt nas Olimpíadas. Fonteles teve de ouvir de Pistorius,seu ídolo e superfavorito, que estava trapaceando.
Reagiu com elegância. “Estou dentro das regras e não tenho que falar se estou pequeno ou grande. Não posso fazer nada, se teve uma pessoa que se incomodou com isso. Ele conhece as regras e essa polêmica é só dele”, disse, sobre a acusação do rival de que suas próteses eram grandes demais, o que lhe daria vantagem.O choro de Pistorius foi destituído de qualquer fundamento: nas eliminatórias, ele tinha feito um tempo melhor que o de Fonteles ao ganhar o ouro. Na final, Pistorius parecia comemorar já uma vitória folgada quando Fonteles simplesmente alçou vôo.
A organização dos jogos se apressou em confirmar que Fonteles não fez nada que contrariasse as normas. Fonteles, paraense de 19 anos, teve septicemia quando bebê,depois de um problema no intestino. Foi entregue à mãe aos 21 dias com as pernas amputadas abaixo do joelho. Seus amigos de infância gostavam de correr, e acabaram convencendo sua mãe a procurar um técnico de atletismo para ele.
Fonteles acabou conseguindo treinamento graças a um programa social do governo do Pará. Correu com próteses de madeira dos oito aos treze anos. Ouvida pela BBC do Brasil, sua primeira treinadora, Suzete Montalvão, lembrou que no no início as pernas do garoto sangravam com frequência depois do treino. As coisas melhoraram quando, aos 13 anos, ele conseguiu próteses modernas e competitivas, as chamadas lâminas.
Aos 15 anos ele estreou numa Paralempíada, em Beijing. Foi sétimo nos 200 metros e prata no revezamento de 4×100. A medalha o tornou um astro local em Belém, onde vive com a família — pai, mãe e uma irmãzinha que, numa entrevista, o definiu como o ‘homem mais bonito do mundo’.
Pistorius e Fonteles voltarão a se enfrentar na disputa dos 100 metros rasos.O menino humilde do Pará entrou desconhecido no Estádio Olímpico de Londres nos 100 metros. Os holofotes estavam concentrados na superestrela Pistorius, o único caso de atleta na história a disputar Olimpíadas e Paralimpíadas. Agora, Fonteles retornará ao Estádio Olímpico como uma celebridade atlética, o autor da até há pouco inimaginável façanha de deixar para trás, surgindo do “nada”, o mítico Pistorius.

 

Lugo volta a cogitar candidatura presidencial para eleição de 2013

O ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo, deposto com o golpe de 22 de junho, voltou a sinalizar terça-feira (04/09) com a possibilidade de se candidatar na eleição presidencial de abril de 2013.
“A porta está aberta para a candidatura ao Senado e, analogamente, também à Presidência, porque os requisitos são os mesmos”, afirmou Lugo em entrevista coletiva em Montevidéu. 


Deposto no golpe de junho passado, Fernando Lugo cogita tentar buscar novamente a Presidência paraguaia na eleição de abril de 2013
O paraguaio, porém, admitiu que uma eventual tentativa de voltar ao poder “é um caminho com muitas dificuldades, sobretudo jurídicas”.
Os obstáculos citados por Lugo dizem respeito à Constituição do país, que não permite a reeleição. “Mas todos sabem que eu não pude completar meu mandato”, argumenta. Além dele, uma alternativa da esquerda paraguaia para a eleição presidencial é o ex-apresentador de televisão Mario Ferreiro.
Na noite de segunda-feira (03/09), logo após chegar no Uruguai, o ex-presidente jantou com o governante local, José Mujica. “Foi um encontro informal e conversamos sobre o que aconteceu no Paraguai. Foi um jantar muito agradável.”
Na entrevista, Lugo também reiterou sua intenção de viajar para Brasil e Argentina nos próximos meses.
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Petistas lutam por Lula; tucanos rejeitam FHC



Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

‘Fez muito bem a presidente Dilma Rousseff em dar um chega pra lá no sociólogo aposentado Fernando Henrique Cardoso para recolocar o ex-presidente tucano e "os fatos em seus devidos lugares".
Em breve e contundente nota oficial, divulgada no fim da tarde de segunda-feira, Dilma respondeu aos ataques que FHC fez ao governo do ex-presidente Lula no artigo Herança Pesada publicado domingo nos jornais O Globo e O Estado de S.Paulo.
Saindo de seus cuidados, o professor tucano criticou da política energética ao atraso em obras do PAC, áreas pelas quais Dilma era responsável no governo Lula, e chegou ao mensalão, falando em crise moral: "Houve mesmo busca de hegemonia a peso de ouro alheio".
Bem ao estilo Dilma, a presidente amadureceu sozinha ainda no domingo a ideia de responder a FHC, antes que Lula o fizesse. Muito contrariada com o que leu, pediu a um interlocutor para avisar o ex-presidente que não se preocupasse porque ela tomaria as devidas providências.
Durante toda a segunda-feira, várias versões foram escritas e rejeitadas pela presidente, até que no final da tarde a própria Dilma redigiu o texto divulgado à imprensa.
Trechos da nota em que a presidente contesta duramente o artigo de FHC:
"Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um País sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.”
Artigo Completo, ::AQUI::
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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Colômbia anuncia acordo inicial com as FARC para fim do conflito interno


Em discurso, Santos agradeceu Cuba, Noruega, Chile e Venezuela pelo apoio nas negociações.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou nesta terça-feira (04/09) a assinatura de um acordo inicial com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) para o fim do conflito interno no país. A próxima etapa nas negociações acontecerá na primeira quinzena de outubro, em Oslo (Noruega).
Imagem do discurso em que Juan Manuel santos anunciou a assinatura de um acordo inicial com as FARC para o fim do conflito
“Confirmo a assinatura do Acordo Geral para o Fim do Conflito, que consiste em uma visão conjunta e uma agenda para o término da violência no nosso país. Tenho a convicção de que estamos frente a uma oportunidade real de acabar de forma definitiva com o conflito interno”, afirmou o presidente.
Sustentado em três etapas, o acordo contará com cinco pontos principais exigidos pelo governo: desenvolvimento rural; garantias para o exercício político de oposição e da participação cidadã, fim do conflito armado e do narcotráfico; e, por fim, reconhecimento dos direitos e atendimento às vítimas.
“Todos os colombianos têm direito a saber o que aconteceu e quem foram os responsáveis pelo conflito. O acordo não é a paz e não é um acordo final, mas define com precisão os términos de discussão para chegarmos à paz, além de não repetir os erros do passado”.
Santos confirmou que o diálogo começou há cerca de seis meses, em Havana, com o acompanhamento de Cuba e Noruega, que “continuarão atuando nas próximas etapas da negociação”. Antes do início do diálogo, porém, também foi realizado um “trabalho preparatório”, de um ano e meio de duração.
Quero agradecer aos governos de Cuba e Noruega. Sem seu apoio, não chegaríamos até aqui. Também gostaria de agradecer o governo da Venezuela, por estar sempre disponível em atuar no diálogo, e o do Chile. Esses países também continuarão observando as próximas fases do processo.”
O presidente se mostrou otimista para o sucesso do diálogo e elogiou as FARC por “terem respeitado tudo o que foi acordado até aqui”, mas garantiu que continuará com todas as operações militares e que não cederá “nenhum milímetro do território nacional”. “Se as FARC continuarem com a mesma seriedade, temos boas perspectivas de êxito. Peço paciência e força ao povo colombiano, ante um eventual aumento de violência por parte das FARC, que seria respondido com toda a contundência. O governo não fará concessões de nenhum tipo na parte militar.”
De acordo com o presidente, a negociação com a guerrilha pode ser realizada agora devido às mudanças ocorridas no mundo e, em especial na Colômbia, nos últimos anos.
“Hoje podemos falar de paz porque a Colômbia cresce e se abre ao mundo. O uso da violência para conseguir avanços políticos é coisa do passado. Não só a Colômbia, mas todo o continente quer viver em paz e nos apoia nessa iniciativa, possível devido ao êxito de nossa polícia e da presença do Estado em todo o território nacional.”
“Sei o que é o conflito, pois fui ministro da Defesa em um momento crucial, vi o sacrifico dos nossos homens. A visão do meu governo é integral. Combatemos pela paz, não combatemos por combater”, afirmou Santos, que ocupou o cargo durante o governo de Álvaro Uribe, critico ferrenho das negociações com as FARC.
Santos também afirmou que as negociações terão um tempo limitado, “de meses e não anos. “Se não houver avanços, não seguiremos com o diáogo.”
Ao final de seu discurso, o mandatário admitiu que as próximas fases do diálogo serão difíceis, mas disse que, se o desfecho não for positivo, ao menos “teremos a certeza de que fizemos o que era certo”.
“Há momentos na história em que um governante deve dizer se irá para novos caminhos, para resolver os problemas da sua nação. Este é um desses momentos. Sem dúvida há riscos. Mas a história seria muito mais severa conosco se não tentássemos aproveitar esta oportunidade. Todas as consequências cairão sobre os meus ombros e em ninguém mais.”
Declaração das FARC
Poucos minutos após o fim da declaração de Santos, foi a vez do líder das FARC Rodrigo Londoño, conhecido como "Timoshenko", anunciar suas expectativas para os próximos passos da negociação. Em discurso em frente a um cartaz com uma fotografia do fundador das FARC, Manuel Marulanda, Timoshenko disse que "a saída não é a guerra".
"Voltamos à mesa de negociações convidados e protegidos por aqueles que nos perseguiram", afirmou. O líder ainda disse que as FARC "estendem as mãos abertas" em busca da reconciliação: "outra Colômbia é possível".
Ele lembrou o fracassado Acordo de Caguán, última tentativa de paz entre as FARC e Bogotá, firmado há dez anos e definitivamente enterrado com a eleição do Álvaro Uribe. "As FARC guardam a aspiração que o regime não tente repetir a mesma armadilha do passado."
"Juramos vencer e venceremos", disse o guerrilheiro ao final da transmissão, após citar os nomes de todos os altos membros das FARC mortos desde a fundação da guerrilha.
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CHARGE

SANTARÉM, LEMBRAR NÃO CUSTA NADA



Por Nelson Vinencci 
(músico e compositor amazônico e escreve no Blog Espalha Brasa)

Não, o povo não tem memória curta, pois fazem exatamente sete anos e nove meses, do ocorrido, mas as lembranças daquele dezembro desgraçado e infeliz, jamais apagaram das mentes e corações do nosso povo que viveu aquela tragédia.
Era governo do Lira Maia e deste mesmo Alexandre Von, que hoje diz ter vontade de voltar a cometer desastres na administração municipal, como a de dezembro de 2004 onde os servidores municipais ficaram sem o 13° salário, tudo atrasado, a administração municipal um caos, uma triste lembrança do que foi a passagem deles na prefeitura de Santarém.
Foi doloroso, de causar revolta, ver filhos e servidores municipais em 2004 sem a ceia de natal, as crianças sem presentes e uma cidade escura, triste por pura irresponsabilidade de dois governantes incompetentes, Lira Maia e Alexandre Von.
Cheguei na época a ver o desespero de um funcionário da prefeitura, sem dinheiro, endividado e desesperado, caindo nas mãos da agiotagem para manter sua família, coisa de cortar o coração da gente, jamais poderemos deixar que isso se repita em Santarém.
Lembro porque estive perto, observando tudo, o Governo Maria do Carmo recebeu mais de R$ 40 milhões de dívidas das mãos de Lira Maia e Alexandre Von, incluindo aí fornecedores e um débito descomunal com funcionalismo público.
Mas o pior estava por vir, na hora de passar a faixa para a Maria do Carmo, eles se esconderam, com vergonha de passar a prefeitura naquele vergonhoso estado, pois foi o Sr Elson Amaral que teve o hombridade de fazer transmissão de cargo, eu estava presente e vi tudo, ninguém me contou.
Os dois bonitões, sumiram e nunca mais deram as caras no palácio Jarbas Passarinho, deixando para trás um rastro de dívidas, desgraças e desorganização total na administração pública, e Maria do Carmo nem imaginava, que o golpe mais pesado ainda estaria por vir.
Foi quando se deparou com um rombo de R$ 17 milhões da previdência dos servidores municipais, aplicados no Banco Santos que quebrou. Esse foi o mais duro golpe que o Governo Maria do Carmo sofreu, pois teve que recomeçar do zero e devendo muito.
Eu vi, ninguém me contou, o caos de todos os setores da prefeitura de Santarém, que foi deixado pelo governo do Mutirão de Lira Maia e Alexandre Von. Hoje não é segredo que os bens do ex-prefeito, que é um dos titulares da campanha de Von estão bloqueados.
Esse bloqueio se deu justamente porque foram surrupiados R$ 17 milhões da previdência dos funcionários e que hoje com juros e outras pendências mais, já chega a R$ 43 milhões que é o valor do bloqueio que a justiça impôs a Lira Maia.
Ainda vou contar mais sobre a verdade da administração de Lira Maia e Alexandre Von, estive bem perto observando tudo e sei que, talvez você não saiba, essa dupla fez a pior administração pública de todos os tempos em Santarém.
Hoje graças a Deus o natal dos funcionários da prefeitura tem mais luz, a cidade comemora um Natal diferente, porque há respeito com o trabalhador que recebe seus salários e que sabe que muita coisa mudou e mudou para melhor.
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O assassinato de blogs e blogueiros: Prefeito Ducci ataca Tarso em Curitiba

por Rodrigo Vianna

Está em curso uma tentativa de sufocar e derrotar o movimento de blogueiros que, nos últimos 10 anos (e especialmente durante o processo eleitoral de 2010), mudou a correlação de força na Comunicação do Brasil. A velha mídia – associada aos setores mais conservadores – já não fala sozinha. Bolinhas de papel de Ali Kamel não ganham eleições, porque os blogs e redes sociais desmontam as farsas. Foi assim em 2010. Isso incomoda. E muito.
O contra-ataque está em curso. Kamel (diretor da Globo) abriu processos contra 6 blogueiros (entre eles, esse escrevinhador), logo depois da eleição em que foi derrotado ao lado de Serra. Em algumas regiões do país, a intimidação se faz à bala. Nas cidades pequenas, um blog é muitas vezes a ferramenta mais eficaz (e barata) para fazer o contraponto a lideranças locais que normalmente controlam Prefeitura, jornais e rádios. No Rio Grande do Norte, município de Serra do Mel, o blogueiro Ednaldo Filgueira, militante do PT, foi assassinado depois de colocar na internet uma enquete, questionando a prestação de contas da Prefeitura. Assassinado! Isso foi em 2011. E até agora ninguém foi a julgamento. Mais informações você pode ler aqui.
Agora, em Curitiba, cidade com fama de “européia”, outra enquete leva ao fechamento de mais um blog. Felizmente, o blogueiro não levou tiro. Mas o blog foi assassinado, com ajuda da Justiça (????) Eleitoral. A vítima agora é Tarso Cabral Violin, do combativo “Blog do Tarso”. Vítima, não! Porque ele não é de baixar a cabeça, e sei que vai seguir lutando. Mas a situação é dramática. E peço atenção de todos.
Tarso mantém um blog que faz duras críticas ao atual Prefeito de Curitiba, Luciano Ducci. Prefeito com nome de fascista. Não aceita crítica. Tarso fez enquetes com críticas ao Prefeito – que ganhou a Prefeitura de presente quando Beto Richa renunciou para concrorer ao governo. Ducci herdou de Beto Richa também a dificuldade para lidar com o contraditório. Tarso foi processado, e o TRE-PR, numa atitude estranha (pra dizer o mínimo), aplicou multa de 212 mil reais contra o blogueiro! Sim, 212 mil reais por causa de duas enquetes!
Candidatos que são flagrados fazendo propaganda fora de época muitas vezes recebem multas de 5 mil reais, e um blogueiro (que é professor de Direito) recebe multa 40 vezes maior! O que é isso?
Claro, não se trata de multa com objetivo de fazer cumprir as leis eleitorais. Não. Trata-se do uso do Judiciário para intimidação.
No Rio Grande do Norte, o blogueiro foi assassinado por capangas a mando de sabe-se lá que interesses. No Paraná a situação é mais grave: os capangas parecem atuar com a cobertura do Judiciário.
Tarso, evidentemente, não tem como pagar multa desse tamanho. Fechou o blog enquanto recorre ao TSE em Brasília. Ducci conseguiu o que queria. Tarso precisa da solidariedade dos blogueiros de todo o Brasil. Dos democratas de todo Brasil. Esse caso precisa ser levado ao CNJ e ao Supremo.
O Centro de Estudos Barão de Itararé vai se manifestar com uma nota de apoio ao Tarso. O assunto foi tema da nossa reunião de diretoria ocorrida segunda-feira em São Paulo.
O blogueiro paranaense precisa saber que não está sozinho. Todo apoio ao Tarso!
Leia a matéria completa »
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GREVE DO BANPARÁ É PELA INTRANSIGÊNCIA DO GOVERNO JATENE




No Blog do Espalha Brasa

Todas as agências do Banpará amanheceram fechadas nesta terça-feira (4), em cumprimento da decisão do Sindicato dos Bancários do Pará para iniciar greve por tempo indeterminado. Para os trabalhadores, essa medida se deve à intransigência do Governo do Estado e da direção do banco em não negociar seriamente o Acordo Coletivo dos funcionários. Desde as 8h de hoje, os trabalhadores estão reunidos em frente a matriz do banco, na avenida Presidente Vargas, na tentativa de pressionar a direção do Banpará.
“A minuta de reivindicações dos bancários do Banpará foi entregue ao banco no dia 6 de agosto, e desde lá nem o Banpará e nem o Governo se dispuseram a sentar com os trabalhadores para negociar o acordo trabalhista. Por isso, diante da postura do banco e do governo, a solução encontrada pelos bancários do Banpará foi a greve, como forma de pressão por um novo acordo coletivo de trabalho que atenda às necessidades dos trabalhadores”, argumenta a presidenta do sindicato, Rosalina Amorim.
Entre as reivindicações do funcionalismo do Banpará estão melhorias de salários, maior participação nos lucros do banco (PLR), elevação do piso, Plano de Cargos e Salários desvinculado das metas, mais segurança nas agências, além de contratação de mais bancários.
“Sabemos que uma greve causa transtornos, mas nosso movimento é legítimo e a culpa da nossa paralisação é do Governo do Estado e do Banpará. Por isso, pedimos a compreensão e o apoio da população paraense para a nossa luta, pois o que queremos é garantir conquistas para os trabalhadores do Banpará e para toda a sociedade paraense”, destaca Rosalina Amorim.
Os bancários pretendem permanecer na sede do banco até as 16h, horário que encerra o expediente. Logo após, às 17h, os trabalhadores realizarão uma assembleia, na sede do sindicato, localizada na rua 28 de setembro, em Belém, para decidirem a agenda diária do movimento grevista. A partir dessa hoje, todos os dias, no mesmo horário, haverá assembleia de avaliação e organização da greve no Banpará.
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Toffoli julga mulher de Noblat por rombo de R$ 33 milhões no INCRA


http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=2485274


Toffoli é relator da Reclamação 4895 no STF, onde Raul Jungmann (PPS-PE) reclama ser julgado pelo STF em Ação onde é réu por improbidade administrativa junto com a ré Rebeca Scatrut, mulher de Noblat.

A Ação foi movida pelo Ministério Público Federal do DF, e acusa fraude em contratos com agências de publicidade feitos pelo Ministério da Reforma Agrária, comandado por Jungmann no governo FHC, envolvendo a empresa da mulher de Noblat, RNN Comunicação.

O rombo nos cofres públicos foi de R$ 33 milhões em dinheiro da época, segundo o MPF.




http://processual.trf1.gov.br/consultaProcessual/processo.php?proc=200634000378430&secao=DF


O MPF-DF cobra a devolução dos R$ 33 milhões aos cofres públicos, neste processo.

Houve outro inquérito criminal por peculato e corrupção ativa e passiva sobre esses mesmos fatos, com os mesmos réus, mas como não eram petistas, acabou sendo arquivado a pedido do Ministério Público, alegando prescrição. Mas esse outro fato quase tão esquesito quanto o engavetamento da Operação Vegas em 2009, já é assunto para outra nota.

Ex-governador abandona a oposição e agora apoia Chaves


De Lima: MUD quer suspender investimentos em programas sociais e aumentar tarifas públicas.

O debate eleitoral na Venezuela ganhou um novo personagem nesta segunda-feira (03/09). Trata-se de David de Lima, ex-governador do Estado de Anzoátegui e que há pouco tempo era aliado do candidato da oposição, Henrique Capriles. No entanto, De Lima rompeu com a MUD (Mesa da Unidade Democrática) após, segundo ele, ter acesso a um documento que previa a interrupção dos programas sociais de Hugo Chávez, chamados de "missões", em caso de vitória de Capriles. O candidato da oposição sempre disse que manteria os projetos.

Denominado "Primeiras ideias e ações econômicas a serem tomadas pelo Governo da Unidade Nacional" fala sobre desregulamentação bancária, suspensão de investimentos em programas sociais, transferência de programas alimentares para a iniciativa privada e aumento de tarifas públicas. “Eles querem suspender as políticas sociais alegando que elas têm um custo alto ao Estado", denunciou De Lima em entrevista coletiva nesta segunda-feira. “A MUD deseja implantar uma política econômica igual a espanhola, com o congelamento das aposentadorias e investimentos sociais”.
De Lima já havia falado na semana passada ao canal privado Televen, mas somente na sexta-feira (31/08), quando Chávez citou suas declarações em uma atividade de campanha com sindicatos de trabalhadores, De Lima tem ganhado espaço na mídia venezuelana.
"Estou em desacordo com o governo atual, mas caso Chávez perca as eleições, não podemos passar para esse extrem. Por exemplo, desmontar as missões. O documento fala para eliminar o subsídio às casas populares, substituir o Estado na distribuição de alimentos, quer dizer, acabar com os Mercales e Pdvales, que são programas importantes de alimentação para as pessoas mais humildes da sociedade".
O documento critica duramente a obrigatoriedade de destinação de crédito a setores da economia. O governo venezuelano exige que bancos públicos e privados destinem 25% de empréstimos para agricultura, 15% para moradias, 3% para o microcrédito, 10% para a manufatura e 2,5% para o turismo. Segundo as supostas orientações, "um impacto na rentabilidade dos bancos".
De Lima garante que o documento é verídico. "Conversei com muita gente da MUD e todos me disseram que essas são suas ideias". Segundo ele, a MUD não divulga essas diretrizes com medo de perder as eleições. “Então, há dois discursos, dois pensamentos: o pensamento para a busca de votos e o verdadeiro, que é devolver a economia venezuelana para as mãos de dois ou três setores que está sempre controlaram o país”, resumiu.
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DILMA PÕE FHC NO DEVIDO LUGAR: NA DIREITA



Uma das fraudes ideológicas da elite que se faz expressar no PiG foi tentar transformar o retumbante sucesso do Governo do Nunca Dantes na consequência de:
1) uma maré internacional, que Lula soube surfar;
2) da herança bendita que recebeu do Plano Real (na verdade, lançado no Governo Itamar, pelos ministros Ricúpero e Ciro Gomes).
Como disse a Presidenta Dilma, na enérgica resposta ao leviano artigo de FHC no Estadão e no Globo (et pour cause, diria ele …) deste domingo – clique aqui para ler sobre o “tartufismo ilimitado” – , a herança que ela recebeu de Lula foi bendita.
Não só do ponto de vista da solidez da Economia, como o respeito internacional – Lula não tirava os sapatos – e, mais do que isso, a promoção dos mais pobres.
(Como se sabe, os tucanos mais desprovidos de simancol dizem que eles é que lançaram o Bolsa Família. “Lançaram” e quase o matam de irrelevância. Mas, quando lançaram, copiaram de prefeitos do PT.)
Outra fraude da elite que se expressa no PiG foi tentar separar a Dilma do Lula.
E simular uma aproximação da Dilma com o FHC.
Confundiram “bons modos” com “todo modo”.
Era a tentativa de “desideologizar” a Dilma, apagar a VAR-Palmares e a tortura da biografia dela, o jovem brizolismo, para torná-la uma tecnocrata que preza, apenas, a eficiência e a boa gestão.
Uma espécie de Luiz Carlos Mendonça de Barros.
Ou, a nova versão do João Paulo dos Reis Velloso.
A ideia era aproximar a Dilma dos “cheirosos”, imaculados, “os mais bem preparados”.
A rapaziada privata que transporta cavalo de avião.
Trazê-la para a “elite da elite” e circunscrever o Lula, solitário, na “galera corinthiana”.
Deram com os burros n’água.
Dilma já disse que tem lado.
O lado dos pobres.
O FHC, também.
O lado dos ricos.
Dilma deixou-o no espaço diminuto que, ao longo do tempo, curtido em ressentimento, FHC construiu para si próprio: o bairro elegante de São Paulo, que, sintomaticamente, se chama de “Higienópolis”.
Onde vive aquela classe média que a Marilena Chauí descreveu.
É ali que ele contempla a consagração de um nordestino, metalúrgico, sem dedo, que não fala inglês.
Um horror !

Paulo Henrique Amorim
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Dilma assume compromisso com 10% do PIB para a educação



Pela primeira vez, a presidenta Dilma Rousseff assumiu, publicamente, o compromisso feito com a União Nacional dos Estudantes (UNE) de garantir os 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. Ela mencionou duas fontes de recursos: todos os royalties do petróleo gerados a partir de novos contratos e 50% do fundo social do Pré-sal. “É uma posição importante do governo, que entendemos como um compromisso com a educação como eixo fundamental", comemorou Daniel Iliescu, presidente da UNE.
Ele participou da 39ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado “Conselhão”, do qual é membro, na quinta-feira (30), quando Dilma deu a declaração.
“Nós, o governo brasileiro, somo sempre a favor de investimentos na Educação. E somos a favor de investimentos que tenham fonte de recursos. Por isso, nós concordamos com todas as políticas que impliquem em viabilizar que o Brasil possa gastar mais em Educação, possa até manter uma meta de dobrar até 2022[de 5% para 10% do PIB], desde que tenha recursos para fazê-lo”, disse a presidenta durante a abertura do Conselhão, lembrando que sem fontes de recurso, não é possível se comprometer. “Caso contrário, estaríamos praticando uma imperdoável demagogia com uma questão essencial para o país que é a educação”, completou.
Em seguida, Dilma Rousseff sinalizou com uma clara mensagem aos parlamentares: “Por isso, eu considero que seria muito oportuno que nós, no Congresso Nacional, aprovássemos o uso dos royalties e de uma parte do fundo social para garantir que esses recursos existam. Porque caso contrário, seria através da geração de impostos. Mas nós temos esses recursos passíveis de ser usados.”
A presidenta frisou que os recursos dos royalties que já têm destinação não serão tocados. Somente serão remanejados valores referentes aos novos contratos firmados “daqui para frente, de uma forma universal no país.”
“Porque a educação não é algo desse ou daquele município , é algo geral para o país. Além dos royalties, é muito justo que uma parte do fundo social, que nós construímos para lá colocar os recursos do modelo de partilha seja destinado a educação”, concluiu.
A UNE convocará para as próximas semanas uma grande blitz de estudantes e integrantes do movimento educacional para intensificar a campanha pelos 10% do PIB.
“Vamos mobilizar e unir todos os estudantes, nos DCEs[Diretórios Centrais Acadêmicos] e nos DAs[Diretórios Acadêmicos] de todo o país, além de nos unirmos aos demais movimentos educacionais, em defesa de mais investimentos na educação via recursos do petróleo e do fundo social”, exclamou Iliescu.
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RECEBI DO EX-PRESIDENTE LULA UMA HERANÇA BENDITA, AFIRMA DILMA ROUSSEFF EM NOTA OFICIAL

No Blog do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (3), em nota oficial, ter recebido uma herança bendita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma afirmou ter recebido um país com economia sólida, crescimento robusto e inflação sob controle. Leia abaixo a íntegra da nota:

Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.
Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.
Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.
Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.
Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.
Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro.

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Serra desativou programa de prevenção de incêndios em favelas


Um projeto implantado durante a gestão da Marta Suplicy (PT) na cidade de São Paulo conseguiu, nos seus dois anos de atividade, controlar todos os focos de fogo em favelas antes que se tornassem grandes incêndios. A ideia se mostrou tão eficiente como simples: equipar algumas casas com extintores e treinar moradores para acabar com as chamas antes que se propagassem para moradias vizinhas.

Rede Brasil Atual

Enquanto prefeitura rejeita as boas ideias, população pobre sofre com sucessão de incêndios em favelas de SP.
Apesar do custo reduzido e do sucesso nas ações, ele foi extinto por José Serra (PSDB) em 2005, quando assumiu a prefeitura. Sucessor do tucano, Gilberto Kassab (PSD) teve a chance de reativar o trabalho depois que um projeto de lei foi aprovado pela Câmara Municipal em 2009, mas não tocou a ideia adiante.
“O problema dos incêndios em favelas já foi solucionado. É só a prefeitura querer continuar o que já deu certo”, afirma o técnico do laboratório de segurança ao fogo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Jose Carlos Tomina, que foi responsável pela metodologia do chamado Programa de Segurança Contra Incêndio, implantado em parceira com a prefeitura e com empresas de equipamentos de proteção contra fogo.
O projeto foi implantado nas favelas Vila Dalva, na zona oeste, Maria Cursi, na zona leste, Jardim Jaqueline, na zona oeste, Cabuçu, na zona norte, Viela da Paz, na zona sul e o Cortiço da Rua Sólon, no centro. Em cada uma, 50 moradores foram treinados para atuarem como brigadistas e cada um deles recebeu dois extintores de incêndio polivalentes, capazes de apagar fogo de qualquer natureza.
“Os bombeiros são muito importantes, mas quando eles chegam o fogo já destruiu muito. Os brigadistas impedem que o fogo se espalhe por já estarem na comunidade e agirem rapidamente”, conta Tomina. Segundo ele, os brigadistas apagaram mais de 100 incêndios e conseguiram controlar todas as ocorrências antes que tomassem grandes proporções. “É muito barato. Precisamos apenas do equipamento de segurança para os brigadistas e dos extintores. Isso é muito menos frente os gastos que se tem para atender os desabrigados de grandes incêndios”.
Nos últimos cinco anos, o Corpo de Bombeiros contabiliza 530 incêndios em favelas, e boa parte das ocorrências registradas este ano ainda não entraram no cálculo. O tema chamou tanto a atenção que a Câmara Municipal abriu uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar a possibilidade de se tratar de uma atuação criminosa. Dominada pela base do prefeito Gilberto Kassab (PSD), porém, a CPI não realizou qualquer investigação até agora. Após mais quatro incêndios em duas semanas, o colegiado finalmente nomeou vice-presidente e relator, e montou um calendário de reuniões.
“Mesmo assim, a nova gestão [do ex-prefeito de São Paulo, José Serra] não tocou o projeto, sem dar justificativa. Já tínhamos tudo pronto, inclusive profissionais treinados, era só continuar”, conta. A Rede Brasil Atual procurou a prefeitura para questionar por que o programa foi interrompido e não obteve resposta. O coordenador-geral da Defesa Civil, coronel Jair Paca de Lima, que assumiu o cargo em 2005, primeiro ano do mandato do tucano, afirmou que não tem conhecimento sobre o programa anterior.
Retomada
Em 2009, o vereador Celso Janete (PTB) apresentou um projeto de lei para a implantação de um novo programa de prevenção a incêndios em favelas, que foi aprovado em plenário. Quase um ano depois, o prefeito Gilberto Kassab, então do Democratas, firmou um decreto que criou o Programa de Prevenção Incêndios em Assentamentos Precários (Previn).
“Quando fiquei sabendo que seria lançado um programa nos moldes do anterior procurei a coordenadoria das subprefeituras e me dispus a ajudá-los a montar o projeto, com o know-how que eu já possuía. Nunca recebi um retorno”, conta Tomina.
Semelhante à ação da gestão Marta, o programa, implantado em 2010, prevê nomeação de um zelador comunitário, instalação de hidrantes e retirada de “gatos” de energia. A Rede Brasil Atual solicitou informações sobre o andamento do programa a Secretaria das Subprefeituras, responsável pela ação, mas não obteve resposta. No Orçamento de 2011, o projeto chegou a receber dotação orçamentária de R$ 1 milhão, mas, segundo as planilhas disponíveis, nada foi efetivamente investido. Neste ano, novamente o montante executado foi nulo.
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PAPO FURADO

Em artigo publicado no domingo no Estadão e O Globo, o ex-presidente tucano FHC fala grosso e se assanha no que pretende ser um “julgamento” dos dois mandatos de Lula à frente da Presidência da República, mas as pesquisas e as urnas continuam não lhe dando razão. 
Faz críticas totalmente sem sentido e sem autoridade. Fala do Pré-Sal, do Etanol, elogia o fim da CPMF (uma das causas dos problemas com a saúde no país), passa boa parte do artigo falando mau da Petrobras (e se esquece da Petrobrax, que por sinal ninguém mais esquece), fala que os governos Lula não promoveram reformas importantes (mas também se esquece que são os tucanos e seus aliados demos os principais responsáveis pelo fato de a reforma política não andar no Congresso) e ainda critica a política energética de Lula. 
Como nos outros tantos casos, esquece-se que foi no seu governo tucano que o país viveu a crise do apagão e as privatizações desastradas, que agora estamos saneando. 
Vocês têm dúvidas que, se fosse um tucano a governar o país, estaríamos em situação similar (ou pior) à da Europa?
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Santos critica Uribe e diz que acordo com Farc é "sonho" dos colombianos

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, reiterou nesta segunda-feira (03/09) a sua disposição em concretizar um acordo com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) para acabar com os conflitos no país.


O presidente colombiano voltou a ser criticado neste domingo por seu antecessor, Álvaro Uribe, que é contra o diálogo com as Farc

Em seu programa de rádio “Em linha com o presidente”, Santos afirmou que “terminar com o conflito responsável por causar tanta dor” é um “sonho de todos os colombianos”.
“Todas as guerras sempre acabam com algum tipo de acordo, de diálogo. Por isso queremos por fim a este conflito através de um acordo ou diálogo, sem repetirmos os erros do passado”, afirmou o mandatário.
Durante o programa, Santos também criticou seu antecessor, Álvaro Uribe, de quem foi ministro da Defesa, ao dizer que ele estava errado ao buscar a paz por meio da guerra.
Desde que foi tornado público o diálogo com as Farc, Uribe tem feito duras críticas à estratégia do governo. Na semana passada, o ex-presidente disse que a política de segurança de Santos permite que a guerrilha volte a ser “provocadora e triunfante”.
Neste domingo (02/09), Uribe publicou um texto em seu Twitter, no qual diz que a nomeação de Santos como seu ministro da Defesa teve justamente o objetivo de colocá-lo como o seu sucessor. No entanto, ele volte a criticar o atual presidente. “O discurso da paz não pode ser a desculpa para o não cumprimento do dever de dar segurança aos cidadãos.”
Crítica ao Brasil
Em vídeo divulgado nesta segunda-feira, as Farc criticaram o Brasil por ajudar a logística de libertação de reféns o grupo. Em ritmo de rap, a música questiona o governo de Dilma Rousseff por ter vendido à Colômbia as aeronaves utilizadas nas operações.
Em outras partes da declaração, que também reúne críticas à ingerência norte-americana no país, o principal líder das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, também conhecido como "Timochenko" ou "Timoleón Jiménez", diz que negociará com Santos “sem rancores ou arrogância”. O vídeo foi o primeito posicionamento da guerrilha após o anúncio do diálogo com o governo colombiano.
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Cesar Maia do DEM transferiu bens para parentes antes da Justiça bloquear


O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou na sexta-feira (31) o bloqueio dos bens do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEMos-RJ), para garantir a devolução aos cofres públicos do dinheiro supostamente desviado ...
Que bens?
Ele declarou patrimônio ZERO à justiça eleitoral, como candidato à vereador.
Um cidadão desavisado poderia ficar comovido com um político que já foi prefeito 3 vezes da segunda maior metrópole do Brasil, deputado, etc, terminar a carreira numa pindaíba danada. Mas não é essa a realidade.
O demo mora em um apartamento de altíssimo luxo, que deve valer pelo menos R$ 5 milhões no mercado imobiliário de hoje, com um padrão de vida só acessível a milionários, e transferiu sua fortuna em imóveis para o nome de parentes.
Detalhe: seu filho, o deputado Rodrigo Maia (DEMos-RJ), é candidato a prefeito.
Em entrevista recente ao jornalão O Globo, quando questionado o demo "explicou":
— Normalmente, os executivos que têm patrimônio, aos 65 anos, repassam os bens a seus filhos, esposa e netos. Como minha saúde não era perfeita, comecei a transferir os bens com 60 anos de idade e completei a transferência com 65 anos. É mais prático que testamento..
O jornalão se "esqueceu" de informar ao leitor que o demo já respondia a diversos processos de improbidade administrativa, cujas condenações levariam a perda destes bens se continuasse em nome dele.
Cesar Maia responde vários processos, tanto na justiça federal, quando se trata de verbas federais, como na estadual, na vara de fazenda pública. Alguns já há condenações, mas que ele ainda recorre a instâncias superiores.





Os processos vão desde maracutaias na construção da Cidade da Música, com denúncias de superfaturamentos e violação de normas, passando por transferir verbas públicas para uma ONG de seu sub-secretário de meio-ambiente, construção de igreja privada com dinheiro público, até ao pagamento de R$ 5,3 milhões da prefeitura para a Liga das Escolas de Samba, considerados em duplicidade, o que deflagrou o bloqueio dos bens.
A pergunta é: a justiça tem como alcançar os bens transferidos para parentes, como o filho Rodrigo Maia e para a irmã? E tem como punir, caso isso se caracterize uma manobra planejada?
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LULA DE VOLTA AO PALANQUE

‘Bush e Blair devem ser julgados por crimes de guerra’: palmas para Desmond Tutu


Tutu


Qualquer guerra é ruim. Porque você está lá para matar outras pessoas.
Não exatamente com estas palavras, Tolstoi em Guerra e Paz, seu épico sobre o embate entre as forças napoleônicas e russas no início dos anos 1800, faz uma defesa soberba do pacifismo.
Tenho falado sobre algumas crenças fundamentais do Diário, como a liberdade de expressão e o compromisso ambientalista com futuras gerações na questão de salvar o planeta da predação. Em breve, numa nova etapa que se aproxima na vida do Diário, juntarei todas as nossas convicções vitais.
Mas acrescento hoje o pacifismo à lista. Como sempre, essa crença aparecerá personificada em alguém que a simboliza. Neste caso, é o arcebispo sul-africano Desmond Tutu.
Tutu, esta semana, fez história, mais uma vez. Palavras suas ditas e escritas deram um chacoalhão moral no mundo, com repercussão imediata e internacional.
Primeiro, ele se recusou a participar de um seminário na África sobre liderança porque estaria ao lado de Tony Blair, primeiro-ministro britânico que se aliou imediatamente a George W Bush para declarar sob premissas mentirosas uma guerra sinistra em que tudo deu errado: a do Iraque.
Depois, num artigo hoje no jornal Observer, Tutu foi adiante: defendeu a idéia – justíssima – de que Bush e Blair respondam por seus crimes de guerra num tribunal internacional. Tutu notou a diferença de tratamento que líderes ocidentais e o “resto” recebem depois de fazerem guerras indefensáveis.
A Guerra do Iraque é exemplar, neste sentido. Bush e Blair a justificaram com base na informação – desmentida pelo tempo e pelas evidências – de que Saddam Hussein tinha armas de alto poder de destruição e estava pronto a empregá-las.
Não tinha. Jamais foram encontradas essas armas, por mais que as forças militares pró-Estados Unidos as procurassem para provar o que fora afirmado. Milhares de civis iraquianos – crianças, mulheres, velhos, homens inocentes – morreram em decorrência dessa mentira sanguinária. Ao contrário do que Bush e Blair afirmaram, imediatamente os iraquianos – não estamos sequer falando dos leais a Saddam — pegaram em armas contra os invasores. (Coube ao Wikileaks, no grande vídeo sobre o ataque a inocentes nas ruas de Bagdá, mostrar a realidade do Iraque que a mídia ocidental não via ou não queria ver.)
A reação do público britânico à proposta de Tutu tem sido entusiasmada. Um dos comentários de leitores mais recomendados pelos internautas no Guardian dizia o seguinte: “Estava tendo um dia de merda. Até ler Tutu.” Outro amplamente recomendado: “Os dois – Bush e Blair – deveriam ir ao tribunal acorrentados e levando chute na bunda.” Um outro internauta lembrou que, para obter da aprovação do Parlamento à Guerra do Iraque em 2003, Blair disse que as armas superdestrutivas, aspas, de Saddam alcançariam o solo britânico em 45 minutos.
Blair, que depois da Guerra do Iraque virou um conferencista milionário no circuito internacional de palestras, tentou se defender. Disse, por exemplo, que a mortalidade infantil diminuiu depois de Saddam Hussein. O que ele não disse é que a maior razão da alta taxa de mortalidade infantil no Iraque foi o boicote indiscriminado que Estados Unidos e Reino Unido lideraram contra o Iraque.
Parêntese: numa decisão estapafúrdia, o governo do Rio de Janeiro contratou os serviços de Blair para dar uma consultoria caríssima para os Jogos Olímpicos de 2016. Blair não teve participação nenhuma na organização. Apenas, em seu governo Londres foi escolhida. A mídia brasileira não questionou isso em nenhum momento, que me lembre. A britânica caiu matando. Fim do parêntese.
Desmond Tutu abriu os olhos de todos nós duas vezes nesta semana. Melhor: deu uma bofetada moral em todos nós. Só não vai enxergar a verdade incontestável de suas palavras quem não quiser.
Clap, clap, clap. Aplausos. De pé. Entusiasmados.
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Serra apela de novo à “Guerra Santa”



Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

Ainda ontem previ aqui mesmo, ao comentar o último Ibope sobre as eleições em São Paulo, que mostra a candidatura tucana derretendo, após os primeiros dias de campanha no horário eleitoral:
"Serra agora só tem dois caminhos para se salvar do naugráfio anunciado, ambos arriscados: ou parte para o ataque contra seus adversários, tática adotada nas últimas campanhas (...)".
Não deu outra. Na coluna Painel, de Vera Magalhães, publicada na "Folha" deste sábado, três notas já anunciam a nova estratégia da campanha de José Serra, pela quarta vez candidato a prefeito de São Paulo:
Guerra santa _ O QG de José Serra pretende colar a imagem de Celso Russomanno à Igreja Universal do Reino de Deus para recuperar eleitores alinhados ao PSDB que migraram para o líder nas pesquisas. "Ele diz que não tem padrinho? As pessoas precisam saber que o padrinho é o Edir Macedo", diz um grão-tucano. Para serristas, a associação ajudará o ex-governador sobretudo no eleitorado católico e no segmento evangélico que disputa fiéis com a igreja do bispo controlador da TV Record.
Benção _ Como vacina, Russomanno tem dedicado espaço na agenda a encontros com católicos. Ontem, fez questão de divulgar visita a d. Fernando Figueiredo, patrono do padre Marcelo Rossi, da Renovação Carismática.
Romaria _ Gilberto Kassab organizou périplo de Serra a bispos católicos e pastores de várias denominações. Ambos foram a Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, "rival" de Macedo.
Nenhuma surpresa, é claro, para quem acompanhou as baixarias da última derrota de José Serra na campanha presidencial, em 2010, sob o comando do mesmo marqueteiro Luiz Gonzalez, que é quem realmente manda na campanha tucana.
Naquela ocasião, como agora, ao perceber que a sua vaca de votos estava caminhando celeremente para o brejo, o tucano recrutou padres, bispos e pastores como cabos eleitorais para bater em Dilma, Lula e no PT, os maiores "demônios" na face da terra.
Carregando nas mãos imagens sacras e apelando para temas como aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo, o candidato do PSDB recorreu à religião para tentar se salvar da inevitável derrota em sua segunda campanha presidencial. Deu no que deu.
Depois de costurar um pacto de não agressão com o candidato do PRB, quando ainda liderava as pesquisas em São Paulo, agora Serra resolveu partir para o ataque contra Russomanno e também Fernando Haddad, do PT, que ameaçam tirá-lo do segundo turno.
Em entrevista à TV Estadão na sexta-feira, acusou Russomanno de mentir ao dizer que foi ele quem bolou a Operação Delegada da PM, em 2010, um programa no qual a prefeitura paga para policiais trabalharem na segurança municipal em suas horas de folga.
"Sabe por que não é verdade? Fizemos a Operação Delegada em 2009. Certos candidatos propõem criar coisas que já existem. Imagina o grau de ignorância a respeito".
Com Serra atirando para todo lado após a divulgação das últimas persquisas, ainda na noite de ontem, na zona leste, chegou a vez de Fernando Haddad ser alvejado pela proposta do Bilhete Único Mensal.
"Agora vão mexer no Bilhete Único. Para que? Se precisa de transporte mais barato, vamos tirar o imposto que vai para o governo federal e que, se não tomar cuidado, acaba indo para o mensalão".
Com o candidato tucano outra vez fora de controle, esta campanha ainda promete fortes emoções. Serra partiu para mais uma guerra, que de santa nada tem _ é apenas um novo capítulo da guerra suja das suas campanhas eleitorais anteriores.”
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CARREATA DA LUCINEIDE 13 FOI A MAIOR JÁ VISTA EM SANTARÉM



Mais de quatro mil veículos e quase dez mil pessoas fizeram a Carreata da Virada de Lucineide 13 na tarde de sábado (01) em Santarém. Uma explosão de empolgação e alegria.
Um estirão gigantesco percorreu as principais ruas de Santarém e vermelhou a cidade, contagiando os bairros e o povo que acenava para as pessoas nos carros e motos positivamente, comemorando a virada de Lucineide 13 em cima de Alexandre Von PSDB.
A carreata por onde passou recebeu acenos de cordialidade, uma festa democrática mostrando o desejo em apoiar a candidata da cologação Santarém Continuar Avançando.
Segundo os coordenadores do evento, foi muito acima do esperado: "de repente, foi uma explosão de pessoas que aderiram a carreata e quando a gente viu, a multidão havia tomado conta, então fomos todos surpreendidos pela vontade do povo e fomos seguindo..."
Até o momento a Carreata do 13, foi o único fato que marcou esta campanha de 2012, pois a disputa em Santarém estava morna, esse evento imprimiu um novo ritmo na corrida pela Prefeitura de Santarém.
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sábado, 1 de setembro de 2012

O carisma de Serra

"Agora podem interceptar tudo, não é necessário preocupar-se com algum suspeito. Simplesmente interceptam-se todos e armazena-se tudo"


por Jônatas Campos

O jornalista e fundador do Wikileaks, Julian Assange, concedeu a primeira entrevista desde que fugiu de sua prisão domiciliar e pediu asilo político à Embaixada do Equador em Londres. Na conversa com o jornalista Jorge Gestoso, transmitida na noite desta quinta-feira (30) pelo Canal Multiestatal TeleSur e pela equatoriana Gama TV, Assange qualificou a decisão do Equador de conceder-lhe asilo como "correta", porque é uma pessoa "perseguida política pelos Estados Unidos e seus aliados". O jornalista australiano afirmou que se uma pessoa fizer algo que "vai de encontro à vontade dos Estados Unidos, algo de mal vai acontecer com ela".
A entrevista aconteceu nas dependências da embaixada do Equador no Reino Unido, onde Assange está alojado desde 19 de junho, data na qual deixou a prisão domiciliar e pediu ao governo de Rafael Correa a concessão de um asilo político. A resposta positiva para o pedido veio no dia 16 de agosto, momentos após o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, alegar que o governo britânico pretendia invadir a representação diplomática para prender o jornalista. O governo britânico nega-se a conceder um salvo-conduto para o jornalista deslocar-se até o aeroporto e seguir para Quito. "Eles (EUA) já disseram em documentos oficiais que não se trata somente de acusar Julian Assange por espionagem, mas de parar as atividades do Wikileaks", relatou Assange.
Em um dos momentos da entrevista, o ativista australiano afirmou que está em marcha uma espécie de "totalitarismo transnacional", a partir da espionagem deliberada de todos os dados pessoais disponíveis na internet, assim como todas as ligações telefônicas. "Agora podem interceptar tudo, não é necessário preocupar-se com algum suspeito. Simplesmente interceptam-se todos e armazena-se tudo", disse.
Ele afirmou que empresas de espionagem já possuem tecnologia para armazenar todos os dados pessoais e fornecer pesquisas cruzando informações. "O jogo novo é a interceptação, registra-se tudo, é mais barato registrar tudo desde os EUA e armazenar. Dentro de alguns anos, se te transformas em uma pessoa interessante para as agências dos EUA e seus amigos, dizem: revisemos o que estava fazendo o senhor Assange nestes últimos anos, quem são seus amigos, com quem ele se comunicou", explicou o jornalista, denominado o tal "totalitarismo transnacional", porque, para ele, não só os EUA estão praticando esse monitoramento, mas também Alemanha e outras importantes economias mundiais.
"Quando fazemos uma pesquisa no Google, ele registra tudo. O Google trabalha desde os EUA e te conhece melhor do que você mesmo. Se você não recorda o que buscava há dois dias, há três horas, o Google recorda. Conhece-te melhor que tua mãe. Essas informações são armazenadas pelo Google, mas também são interceptadas pelo Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos", contou.
No início do mês de agosto, o WikiLeaks publicou uma lista de 170 companhias de espionagem que atualmente já prestam estes serviços para diversos governos ocidentais. O jornal britânico MailOnline publicou reportagem em 14 de agosto onde descreve que, segundo e-mails de funcionários da empresa de espionagem Strator, vazados pelo Wikileaks, qualquer pessoa que aponte uma câmara para algum monumento em Nova Iorque será registrado como suspeito de terrorismo e será fotografado pela vasta rede de câmeras conectadas ao governo estadunidense. Segundo o e-mail, a empresa que fornece este serviço é a estadunidense Abraxas e o sistema, chamado TrapWire, já funciona no Reino Unido, Canadá e vários estados dos EUA.
América Latina
Nas últimas semanas, o Equador recebeu o apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) e da União de Nações Sul-americanas (Unasul) pela concessão do asilo à Assange. O jornalista elogiou e agradeceu a decisão dos países da América Latina em apoiar a decisão do Equador em conceder-lhe asilo político. "Penso que é importante essa solidariedade latino-americana", disse. O jornalista vê a América Latina como um bloco alternativo a estes movimentos autoritários e de ameaças às liberdades individuais.
O entrevistador, Jorge Gestoso, também perguntou a Assange sobre a acusação que pesa sobre ele de "abuso sexual". Ele lembra que nenhuma mulher compareceu a uma delegacia para apresentar queixa contra ele, mas apenas a própria polícia suíça. O jornalista não quis falar com mais detalhes sobre a acusação, afirmando que são esdrúxulas, e comparou o caso com os porcos. "Quando uma acusação como essa circula nos meios de comunicação, não se pode responder. Porque é como lutar com um porco, você se suja com lama, mas isso convém às pessoas que lançam a lama", explicou.
Afirmando que acredita na diplomacia, Assange calcula que poderá sair da embaixada do Equador em "seis a doze meses", dependendo dos acontecimentos internacionais. Diz também que deve continuar "a luta" de uma "organização que crê nos direitos humanos", como descreveu o Wikileaks.
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O que o massacre da África do Sul ensina ao Brasil


O massacre dos mineiros.


Há uma piada na África do Sul que diz o seguinte: “Antes do apartheid, tínhamos uma das piores desigualdades sociais do mundo. Agora, temos a pior.”
Hahaha. Não. Estou rindo do quê?
Desigualdade dá em tumultos, inquietações, protestos, greves, conflitos – todas aquelas coisas, enfim, que sociedades harmoniosas conhecem apenas de nome.
É dentro deste quadro que se encaixa a tragédia dos mineiros em greve da empresa sul-africana Lonmin, a terceira maior produtora de platina do mundo.
Numa das imagens mais perturbadoras dos últimos anos, câmaras captaram o fuzilamento de que eles foram alvo pela polícia sul-africana chamada para desfazer uma manifestação de protesto em Maricana, onde está a sede da Lonmin. Mais de trinta deles morreram.
Ao horror inicial se somariam, depois, dois outros.
Primeiro, testemunhas presentes ao massacre afirmaram que muitos grevistas foram mortos pelas costas, ao contrário do relato de defesa própria da polícia sul-africana.
Depois, no que foi uma das decisões mais estapafúrdias da história da África do Sul, a procuradoria colocou em 260 outros grevistas presos a culpa pelas mortes.
Isso foi ontem, e compreensivelmente ondas de perplexidade se espalharam pelo mundo. O governo do presidente Jacob Zuma pode estar com os dias contados. Corre na mídia sul-africana que Zuma gastou alguns milhões na reforma de sua casa de campo.
Há uma estatística econômica que mede a desigualdade nos países. Ela se chama ‘Coeficiente Gini’. Até há alguns anos, o Brasil e a África do Sul tinham uma situação de iniquidade parecida: calamitosa, numa palavra.
Nos últimos anos, o Brasil progrediu, ao contrário da África do Sul. É uma das razões pelas quais o país não tem enfrentado tumultos sociais hoje tão comuns mesmo em países ricos – mas com crescente concentração de renda — como a Inglaterra. Todos se lembram dos famosos riots de Londres, há pouco mais de um ano.
Se as coisas tivessem permanecido como eram, os brasileiros estariam vivendo um inferno nas ruas. É importante ter isso na mente.
A paciência do povo tem limites. Os ricos franceses achavam que não, até um rei e uma rainha terminarem sem cabeça.
O mundo político brasileiro – a despeito dos nomes dos partidos – tem que colocar no topo do topo das prioridades o combate à desigualdade social. O mesmo vale para a mídia, que parece não ter ainda entendido isso — e se dedica a nhenhenhéns intermináveis em cima de coisas irrelevantes.
Ou viveremos pesadelos como este dos mineradores da África do Sul.
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DENÚNCIA ANÔNIMA É TÊNUE?


“Denúncia anônima” minuciosamente comprovada com fato foi a da Operação Castelo de Areia, em que o destemido Juiz Fausto de Sanctis localizou tucanos paulistas com a mão na cumbuca.
Foi ali que o Senador Aloysio Nunes Ferreira pediu R$ 300 mil emprestados ao Paulo Preto.
(Depois, pagou.)
O STJ considerou que as provas não eram “espessas”.
Por serem provas não-espessas, o Dr Macabu – que agora deixou a Alta Corte – levou o STJ a tentar destruir a Operação Satiagraha.
(Foi voto vencido o Ministro Gilson Dipp, que agora trabalha também no novo Código Penal e na Comissão da Verdade.
O Dr Macabu ?
Bom, o Dr Macabu voltou para o Rio .)
“Tentar destruir”, porque, breve, o Supremo vai devolver legitimidade à Satiagraha.
Sim, porque o Supremo não vai soltar o Daniel Dantas TRÊS vezes !
E vai fazê-lo logo, logo, porque, se não, dá na vista.
Levar seis meses com o mensalão (do PT) e se esquecer do resto.
Enquanto isso, Dantas se exercita no “direito de peticionar” e manipular a Justiça com ações judiciais contra este ansioso blogueiro, Mino Carta e, agora, contra o Amaury.
Esse negócio de querer fazer censura pela mão dos juízes está começando a dar na vista …
Que Justiça é essa ?
É a Justiça do preto, pobre, p …, petista e jornalista ?
Em tempo: a ilustração é contribuição de amigo navegante cuja identidade é tão tênue que não foi possível caracterizá-la.

Paulo Henrique Amorim
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