
“Tem um áudio em que o procurador está aceitando dinheiro do Renato Duque”, disse Walter
Delgatti (conhecido como Vermelho), segundo reportagem da Veja, sobre o procurador da
Lava Jato.
O hacker Walter Delgatti (também conhecido como Vermelho), apontado pela Polícia Federal como
O hacker Walter Delgatti (também conhecido como Vermelho), apontado pela Polícia Federal como
o responsável pelo grupo que invadiu celulares de autoridades, o que teria resultado na Vaza Jato,
disse à Veja que um dos áudios ao qual ele teve acesso revelou o pagamento de propina ao
procurador da Lava Jato Januário Paludo.
“Tem um áudio em que o procurador está aceitando dinheiro do Renato Duque. A Procuradoria
iniciou inquérito contra ele, né?”, disse Delgatti. O trecho da reportagem que vem em seguida é o
abaixo:
No dia anterior, Paludo havia se tornado alvo de uma investigação após ser mencionado em
No dia anterior, Paludo havia se tornado alvo de uma investigação após ser mencionado em
mensagens de um doleiro como suposto beneficiário de propinas. Ex-diretor da Petrobras, Duque
tentou fazer um acordo de delação. Em negociações assim, é comum que as partes combinem um
valor que o criminoso deve ressarcir aos cofres públicos. Era sobre isso que o procurador falava?
Delgatti, de novo, garante que não. “Naquela época, eu estava tratando da repatriação de valores
que o Duque mantinha no exterior”, explica Paludo. O Ministério Público Federal do Paraná
divulgou uma nota em que reitera a “plena confiança no trabalho do procurador”.
Não é a primeira vez que Januário Paludo é citado por ter recebido propina. Laudo da Polícia Federal
aponta que no material apreendido em uma das fases da Operação foi encontrado um diálogo do
doleiro Dário Messer com a namorada, em que ele diz ter sido protegido pela Lava Jato paranaense
por pagar propinas ao procurador. O Ministério Público Federal abriu investigação para apurar o
caso.
Paludo foi quem inspirou o grupo do Telegram "filhos de Januário", revelado pelas reportagens do
Paludo foi quem inspirou o grupo do Telegram "filhos de Januário", revelado pelas reportagens do
The Intercept, e já fez vários ataques ao ex-presidente Lula – inclusive após as mortes de seus
familiares.
Hacker diz também ter tido acesso a conversas de militares,
Hacker diz também ter tido acesso a conversas de militares,
ministros e filhos de Bolsonaro.
Reportagem da revista Veja publicada nesta sexta-feira 13 aponta que as mensagens obtidas por
Reportagem da revista Veja publicada nesta sexta-feira 13 aponta que as mensagens obtidas por
hackers com a suposta invasão de celulares de autoridades e que teriam resultado na Vaza Jato
envolvem também ministros do governo Bolsonaro, um militar e os filhos do presidente.
A matéria traz declarações de Walter Delgatti Neto, que seria o chefe da quadrilha de hackers e está
A matéria traz declarações de Walter Delgatti Neto, que seria o chefe da quadrilha de hackers e está
preso. Se for condenado, ficará na cadeia pelos próximos 20 anos. Sobre Bolsonaro, afirma ter tido
acesso a dois de seus celulares, mas como o presidente não acessa o aplicativo Telegram - invadido
para obtenção das conversas - “não havia conteúdo disponível”.
A citação ao “militar” envolve o general Walter Braga Netto, o atual chefe do Estado-Maior do
A citação ao “militar” envolve o general Walter Braga Netto, o atual chefe do Estado-Maior do
Exército, que a Veja destaca ter “um currículo repleto de condecorações e uma carreira exemplar”. E
há ainda menção a ministros do Supremo Tribunal Federal, como Cármen Lúcia.
“No caso dos filhos Carlos, o Zero Dois, e Eduardo, o Zero Três, o hacker procurou Manuela d’Ávila
e disse que havia colhido provas de ações para impulsionar mensagens de WhatsApp em favor de
Bolsonaro durante a campanha presidencial”, diz a Veja.
Um dos integrantes da quadrilha, Luiz Henrique Molição, que firmou acordo de delação premiada
“No caso dos filhos Carlos, o Zero Dois, e Eduardo, o Zero Três, o hacker procurou Manuela d’Ávila
e disse que havia colhido provas de ações para impulsionar mensagens de WhatsApp em favor de
Bolsonaro durante a campanha presidencial”, diz a Veja.
Um dos integrantes da quadrilha, Luiz Henrique Molição, que firmou acordo de delação premiada
em troca da sua liberdade, teria entregado aos investigadores, ainda segundo a matéria, “o nome de
três novos personagens que estariam envolvidos na invasão dos celulares e na divulgação das
mensagens da Lava-Jato. Um deles seria um militante do PT ligado à família do ex-ministro Antonio
Palocci”.
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