
A Polícia Federal indiciou o ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antonio e mais dez pessoas no
inquérito sobre o uso de "candidaturas laranja" pelo PSL de Minas Gerais nas eleições de 2018.
O ministro foi indiciado sob suspeita de falsidade ideológica eleitoral, associação criminosa e
apropriação indébita de recurso eleitoral.
Segundo a investigação, o PSL - partido do presidente Jair Bolsonaro - registrou candidatas mulheres
Segundo a investigação, o PSL - partido do presidente Jair Bolsonaro - registrou candidatas mulheres
para disputar cargos no legislativo com dois objetivos: cumprir a determinação do Tribunal Superior
Eleitoral de que cada legenda deveria ter no mínimo 40% de candidaturas femininas e, em seguida,
desviar verbas eleitorais.
De acordo com a investigação, as candidaturas eram apenas "de fachada": as candidatas receberiam
De acordo com a investigação, as candidaturas eram apenas "de fachada": as candidatas receberiam
dinheiro do partido sob a condição de, em seguida, devolver a maior parte dos valores, que seriam
utilizados pelo PSL para promover outros nomes mais promissores.
Tal manobra constitui desvio de dinheiro público das campanhas.
Segundo a PF, as candidatas sabiam que estariam atuando como "laranjas".
À época, Marcelo Álvaro Antonio era presidente do PSL no estado e candidato a deputado estadual.
Tal manobra constitui desvio de dinheiro público das campanhas.
Segundo a PF, as candidatas sabiam que estariam atuando como "laranjas".
À época, Marcelo Álvaro Antonio era presidente do PSL no estado e candidato a deputado estadual.
A investigação da Polícia Federal concluiu que o ministro comandou o esquema.
A Fel-lha descobriu o laranjal do PSL em fevereiro de 2018. Segundo a reportagem, quatro
A Fel-lha descobriu o laranjal do PSL em fevereiro de 2018. Segundo a reportagem, quatro
candidatas receberam um total de R$ 279 mil reais - entretanto, não há qualquer sinal de que tenham
realizado atividades de campanha e, ao final, reuniram pouco mais de dois mil votos.
A Polícia Federal é comandada pelo ministro da Justiça - no caso, Sérgio Moro.
Desde as revelações da Fel-lha, Bolsonaro diz que esperaria as conclusões da Polícia Federal, antes
A Polícia Federal é comandada pelo ministro da Justiça - no caso, Sérgio Moro.
Desde as revelações da Fel-lha, Bolsonaro diz que esperaria as conclusões da Polícia Federal, antes
de tomar qualquer decisão sobre o futuro de Álvaro Antonio.
Álvaro Antonio estava ao lado de Jair Bolsonaro no momento da facada em Juiz de Fora. Ele foi
Álvaro Antonio estava ao lado de Jair Bolsonaro no momento da facada em Juiz de Fora. Ele foi
uma das pessoas que levou o então candidato à presidência a uma viatura da Polícia Federal e, de lá,
ao hospital.
O indiciamento do ministro pode, portanto, até mesmo abrir uma nova crise entre Moro e o Jair
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