
Na CNN: "o presidente já mencionou fortalecer o muro na fronteira com uma vala cheia de
água, tomada por cobras ou crocodilos, e pediu a seus assessores uma estimativa de valores. Ele
queria que o muro fosse eletrificado e contasse com lanças no topo, capazes de perfurar a carne
humana" (Reprodução)
Reportagem do New York Times publicada na noite de ontem (1o/IX) e traduzida para português
Reportagem do New York Times publicada na noite de ontem (1o/IX) e traduzida para português
pela Fel-lha mostra os bastidores de uma reunião no Salão Oval da Casa Branca, no início de março
deste ano.
E também mostra até onde vai o discurso de ódio de Donald Trump contra os imigrantes.
O presidente norteamericano ordenou, primeiro, que o governo trancasse todos os 3.200 quilômetros
O presidente norteamericano ordenou, primeiro, que o governo trancasse todos os 3.200 quilômetros
da fronteira dos EUA com o México até o meio-dia do dia seguinte.
Assessores, atônitos, explicaram ao presidente que isso não seria possível: além de deixar turistas
Assessores, atônitos, explicaram ao presidente que isso não seria possível: além de deixar turistas
norteamericanos presos no México, a medida poderia gerar uma enorme crise econômica entre os
dois países.
Entretanto, essa foi apenas mais uma de uma longa série de ideias absurdas de Trump para conter a
Entretanto, essa foi apenas mais uma de uma longa série de ideias absurdas de Trump para conter a
entrada de imigrantes - especialmente latinoamericanos - nos EUA.
Em novembro de 2018, Trump sugeriu - em público - que soldados do exército atirassem em
Em novembro de 2018, Trump sugeriu - em público - que soldados do exército atirassem em
imigrantes que jogassem pedras contra a fronteira.
Após seus assessores afirmarem que isso provavelmente seria ilegal, o presidente propôs - desta vez
Após seus assessores afirmarem que isso provavelmente seria ilegal, o presidente propôs - desta vez
em reunião fechada - uma ideia mais humana: atirar nas pernas dos imigrantes para que eles não
conseguissem escapar das patrulhas de fronteira.
Para tristeza de Trump, sua equipe disse que isso também não seria permitido...
Esse, entretanto, não foi o exemplo mais óbvio da xenofobia do presidente norteamericano:
Segundo o NYT, Donald Trump pediu também uma "estimativa de custo" para a construção de uma
Para tristeza de Trump, sua equipe disse que isso também não seria permitido...
Esse, entretanto, não foi o exemplo mais óbvio da xenofobia do presidente norteamericano:
Segundo o NYT, Donald Trump pediu também uma "estimativa de custo" para a construção de uma
muralha fortificada na fronteira com o México, com itens dignos de castelo medieval: um fosso
cheio de cobras e jacarés, com cerca elétrica no topo e lanças capazes de perfurar a pele de quem
tentasse atravessar.
Genial...
A família Bolsonaro é fã do Trump - e de suas políticas contra a imigração.
O presidente Jair Messias, por exemplo, em 2015, se referiu a imigrantes e refugiados como "escória
A família Bolsonaro é fã do Trump - e de suas políticas contra a imigração.
O presidente Jair Messias, por exemplo, em 2015, se referiu a imigrantes e refugiados como "escória
do mundo".
Já o filho 03, o Eduardo, esse fã do Rambo, foi aos EUA em fevereiro defender a construção de um
Já o filho 03, o Eduardo, esse fã do Rambo, foi aos EUA em fevereiro defender a construção de um
muro na fronteira com o México.
Bolsonaro não declarou apoio às ideias extremistas de Trump reveladas ontem pelo NYT.
Mas, certamente, não faltaria apoio a tais medidas entre os bolsonaristas e o bolsonarismo.
Basta lembrar, por exemplo, dos ataques em massa contra refugiados venezuelanos em Roraima, em
Bolsonaro não declarou apoio às ideias extremistas de Trump reveladas ontem pelo NYT.
Mas, certamente, não faltaria apoio a tais medidas entre os bolsonaristas e o bolsonarismo.
Basta lembrar, por exemplo, dos ataques em massa contra refugiados venezuelanos em Roraima, em
agosto de 2018.
Ou o ato anti-islã na Avenida Paulista, em maio de 2017.
Ou, mais recentemente, em 2/IX, o atentado contra um bar de palestinos em São Paulo.
Ou o ato anti-islã na Avenida Paulista, em maio de 2017.
Ou, mais recentemente, em 2/IX, o atentado contra um bar de palestinos em São Paulo.
Fernando Brito, em seu Tijolaço, resume a situação: "não pensem que aqui faltariam adeptos de
ideias semelhantes para cercar as favelas entre os que partilham o 'I love you' de Jair Bolsonaro a seu
ídolo do Norte. Ou será que já não tem precedentes, como o 'mirar na cabecinha' que é mais cruel
que o 'mirar na perninha' trumpiano?"
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