
O Brasil já sabia há um mês que não teria apoio do governo
estadunidense para ingressar na Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O
estadunidense para ingressar na Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O
episódio revela o quanto os EUA menosprezam o Brasil,
apesar da subserviência de Bolsonaro
247 - A jornalista Mônica Bergamo informa em sua coluna na
Folha de S.Paulo que o governo Bolsonaro soube há um mês
que os EUA enviaram uma carta à OCDE (Organização de
Cooperação e de Desenvolvimento Econômico) apoiando o
ingresso apenas da Argentina e da Romênia na entidade,
preterindo o Brasil e demonstrando que apesar da subserviência
de Bolsonaro a Trump, o presidente norte-americano na
verdade trata o Brasil com desdém.
A coluna relata que o governo brasileiro "trabalhava até então
com a possibilidade de os EUA formalizarem, ainda neste ano,
apoio para a entrada dos países na seguinte ordem: Argentina e
Romênia em 2019, Brasil em maio de 2020 e Peru em dezembro, e a Bulgária, em maio de 2021".
A OCDE confirmou a ordem, mas o governo Trump aprovou
apenas Argentina e Romênia, marginalizando o Brasil.
A OCDE confirmou a ordem, mas o governo Trump aprovou
apenas Argentina e Romênia, marginalizando o Brasil.
CONVERSA FIADA
A conversa fiada do governo norte americano de que, um dia, vai nos dar um tratamento privilegiado
é, para usar o tipo de metáforas que o presidente brasileiro gosta, é como a daqueles sujeitos que
enrolam a moça dizendo que precisa resolver alguns problemas mas que, daqui a algum tempo, terá
todo o amor que, hoje, não pode dar .
Qualquer pessoa que tenha capacidades maiores do que só a de fritar hambúrgueres vai perceber que,
por vocação, somos competidores dos Estados Unidos em grande parte de nossos potenciais
econômicos.
Na produção agropecuária, em quase tudo: milho, soja, carnes bovinas, de aves e suínas. Na
indústria, em parte e só não mais porque, nos anos 60 e 70, nos destruíram as indústrias de maior
valor agregado: devorou-se a indústria pesada brasileira.
Só o Brasil, no continente americano, pelo tamanho territorial, populacional e potendial de riquezas,
pode ser um contraponto ao poder tal como como os EUA a perceberam desde Jefferson: a América
para os (norte) americanos
Isso quer dizer que devamos ser inimigos dos EUA? Evidente que não, mas entender quer nossos
entendimentos devem ser como o que somos: concorrentes procuram sinergias.
Mas isso não vai acontecer.
Temos um governo absolutamente sabujo, que em lugar de exigir o cumprimento dos acordos que
publicamente firmou, prefere dar razão a quem o traiu e dizer que esperará, pacientemente, merecer
o lugar de amante que, um dia, vai ganhar a condição de “oficial”.
O Camões, patrono do prêmio que Bolsonaro não quer entregar a Chico Buarque, dizia que “o rei
fraco faz fraca a forte gente”.
Estamos reduzidos a fazer tudo o que o mestre mandar, como nunca estivemos, nem no regime
militar.
Jamais poderíamos hoje pensar em algo como o acordo Brasil-Alemanha, que nos permitiu dominar ,
com os anos, o ciclo nuclear, pesquisa que vem desde JK.
Ou que, em seguida, fossemos abandonar a política de armarmos nossa defesa nacional apenas com
sucatas do US Army.
Ainda que se cumpra, à frente, a promessa de nos levarem ao paraíso dos ricos, será assim, como a
de quem entra por benesse, não por mérito.
A conversa fiada do governo norte americano de que, um dia, vai nos dar um tratamento privilegiado
é, para usar o tipo de metáforas que o presidente brasileiro gosta, é como a daqueles sujeitos que
enrolam a moça dizendo que precisa resolver alguns problemas mas que, daqui a algum tempo, terá
todo o amor que, hoje, não pode dar .
Qualquer pessoa que tenha capacidades maiores do que só a de fritar hambúrgueres vai perceber que,
por vocação, somos competidores dos Estados Unidos em grande parte de nossos potenciais
econômicos.
Na produção agropecuária, em quase tudo: milho, soja, carnes bovinas, de aves e suínas. Na
indústria, em parte e só não mais porque, nos anos 60 e 70, nos destruíram as indústrias de maior
valor agregado: devorou-se a indústria pesada brasileira.
Só o Brasil, no continente americano, pelo tamanho territorial, populacional e potendial de riquezas,
pode ser um contraponto ao poder tal como como os EUA a perceberam desde Jefferson: a América
para os (norte) americanos
Isso quer dizer que devamos ser inimigos dos EUA? Evidente que não, mas entender quer nossos
entendimentos devem ser como o que somos: concorrentes procuram sinergias.
Mas isso não vai acontecer.
Temos um governo absolutamente sabujo, que em lugar de exigir o cumprimento dos acordos que
publicamente firmou, prefere dar razão a quem o traiu e dizer que esperará, pacientemente, merecer
o lugar de amante que, um dia, vai ganhar a condição de “oficial”.
O Camões, patrono do prêmio que Bolsonaro não quer entregar a Chico Buarque, dizia que “o rei
fraco faz fraca a forte gente”.
Estamos reduzidos a fazer tudo o que o mestre mandar, como nunca estivemos, nem no regime
militar.
Jamais poderíamos hoje pensar em algo como o acordo Brasil-Alemanha, que nos permitiu dominar ,
com os anos, o ciclo nuclear, pesquisa que vem desde JK.
Ou que, em seguida, fossemos abandonar a política de armarmos nossa defesa nacional apenas com
sucatas do US Army.
Ainda que se cumpra, à frente, a promessa de nos levarem ao paraíso dos ricos, será assim, como a
de quem entra por benesse, não por mérito.
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