
Em uma postagem no Twitter de 2 de setembro deste ano, a procuradora da Lava Jato
flagrada admitindo ter aceitado redigir uma minuta para que o advogado privado Modesto
Carvalhosa pedisse o impeachment do ministro do STF Gilmar Mendes, Thaméa Danelon
escreveu que "com certeza teríamos um outro Brasil" se o Supremo tivesse essa formação.
247 - A procuradora do Ministério Público de São Paulo Thaméa Danelon, flagrada na Vaza Jato
247 - A procuradora do Ministério Público de São Paulo Thaméa Danelon, flagrada na Vaza Jato
nesta segunda-feira 16 atuando para tentar derrubar o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar
Mendes, sonhava ainda recentemente com um STF composto por figuras ligadas à Lava Jato, além
de outros nomes.
Em uma postagem no Twitter de 2 de setembro deste ano, a procuradora da Lava Jato citou o ex-juiz
e atual ministro Sergio Moro, o juiz da Lava Jato no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, e ainda a
deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP), responsável pelo pedido de impeachment contra
Dilma Rousseff, e o advogado Modesto Carvalhosa, com quem se associou para o gesto contra
Gilmar, de acordo com os vazamentos.
Nas mensagens vazadas na noite desta segunda, Thaméa admite ao chefe da força-tarefa no Paraná,
Deltan Dallagnol, ter aceitado um pedido de Carvalhosa para redigir uma minuta que pediria o
impeachment de Gilmar Mendes. O advogado acabou apresentando dois pedidos de impeachment
contra o magistrado. Ela recebeu apoio total de Dallagnol, que ainda se ofereceu para revisar o texto
e sugeriu que ela contatasse a força-tarefa no Rio, onde havia "tudo documentado" para derrubar
O jornalista Luis Nassif comenta os diálogos divulgados que mostram os procuradores Thamea
Danelon e Deltan Dallagnol preparando a minuta com a qual Carvalhosa arguiu o impeachment de
Gilmar Mendes e constata que as novas revelações liquidam as pretensões de Thamea ir para a PGR.
A revelação não apenas liquida com as pretensões de Thamea, de participar da equipe do próximo
Procurador Geral da República Augusto Aras, como a expõe definitivamente, assim como a
Dallagnol, a punições severas do Conselho Nacional do Ministério Público.
O que causa mais espanto não é nem a falta de escrúpulos da procuradora, mas o fato de ter chegado
onde chegou, sendo uma procuradora sem maiores destaques em sua atuação profissional. Tornou-se
uma das pontas de lança das manipulações da Lava Jato porque a chefia falhou, a corregedoria
falhou, a Procuradoria Geral da República não orientou e a Associação Nacional dos Procuradores da
República apoiou.


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