quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Bolsonaro recebe nesta quinta Viúva de Brilhante Ustra e diz que o Torturador é herói nacional


Jair Bolsonaro anunciou que recebe nesta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto, Maria 
Joselita Silva Brilhante Ustra, viúva do ex-comandante do DOI-Codi, Carlos Alberto Brilhante 
Ustra, que foi responsabilizado em 2014 pelo Supremo Tribunal Federal por crimes de tortura 
durante a ditadura militar.
247 - Jair Bolsonaro, que já fez apologia da ditadura militar, chamou de “herói nacional” o coronel
no Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, apontado pela Comissão da Verdade como responsável
por 47 sequestros e homicídios, além de ter atuado pessoalmente em sessões de tortura durante o
regime. 
A afirmação de Bolsonaro foi feita nesta quinta-feira (8), mesma data em que ele recebe a viúva do 
militar Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra. 
“Ela tem um coração enorme. Eu sou apaixonado por ela. Não tive muito contato, mas tive alguns 
contatos com o marido dela enquanto estava vivo. Um herói nacional que evitou que o Brasil caísse 
naquilo que a esquerda hoje em dia quer”, afirmou Bolsonaro.
Ainda segundo ele, Joseíta “é uma mulher que tem histórias maravilhosas para contar das 
presidiárias de São Paulo, envolvidas com a guerrilha. Tudo o que ela fez no tocante ao bom 
tratamento a elas, no tocante a enxoval, dignidade, parto. E ela conta uma história bem diferente 
daquela que a esquerda contou para vocês”.
Com o seu elogio a Ustra, Bolsonaro voltou a negar fatos e documentos oficiais, como fez recente no 
episódio em que negou documentos oficiais para afirmar que Fernando Cruz, pai do presidente da 
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, teria sido assassinado por militantes de 
esquerda e não após ter sido preso por agentes da ditadura. 
Uma das declarações mais polêmicas de Bolsonaro citando Ustra aconteceu em abril de 2016, 
durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, onde o então deputado federal 
disse que o coronel é o "pavor de Dilma Rousseff" (veja aqui).
O coronel Ustra chefiou o Destacamento de Operações de Informações, o DOI-CODI, entre 
setembro de 1970 e janeiro de 1974.O DOI-CODI era um dos principais órgão e repressão utilizados 
pela ditadura. Segundo o Levantamento Brasil Nunca Mais, relatório final da Comissão da Verdade 
Ustra teria participado pessoalmente de sessões de tortura contra opositores do regime como os 
militantes maria Amélia de Almeida Teles, a Amelinha e seu marido César Augusto Teles, além do 
deputado Adriano Digo, entre outros. 

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