
A mídia patronal conservadora voltou a atuar como um bloco, um rolo compressor de propaganda contra os interesses do país e praticamente ignorou, nas últimas 24 horas, o áudio-bomba de Deltan Dallagnol; toda ela está inteiramente voltada para a pressão final sobre o Congresso com o objetivo de viabilizar o fim da Previdência Social tal como concebida pelos constituintes de 1988.
247 - A mídia conservadora voltou a atuar como um bloco, um rolo compressor de propaganda
247 - A mídia conservadora voltou a atuar como um bloco, um rolo compressor de propaganda
contra os interesses do país e praticamente ignorou, nas últimas 24 horas, o áudio-bomba de Deltan
Dallagnol. Toda ela está inteiramente voltada para a pressão final sobre o Congresso com o objetivo
de viabilizar o fim da Previdência Social tal como concebida pelos constituintes de 1988.
Nem mesmo a Folha de S.Paulo, que foi censurada em 28 de setembro de 2018, a 12 dias das
eleições, pela decisão de Luiz Fux, do STF, deu qualquer destaque -o aúdio mereceu apenas uma
notinha. O Jornal Nacional ignorou completamente o assunto.
Desde o começo da semana, há só um tema para a mídia conservadora, o mercado financeiro e as
Desde o começo da semana, há só um tema para a mídia conservadora, o mercado financeiro e as
elites do país: a possibilidade de aprovar o projeto de quase extinção da Previdência Social no Brasil.
Eles esfregam as mãos, esperando a aprovação em primeiro turno nesta quarta-feira (10). Para isso, o
presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estabeleceu um regime de censura na Casa: manifestantes
estão vetados nas galerias e impedidos de circular em áreas próximas ao plenári e até deputados de
oposição estão proibidos de segurar faixas e cartazes contra a medida durante a votação -uma medida
quase sem precedentes.
A pressão é brutal, a máquina de propaganda só se iguala, na história, à que funcionou para o golpe
contra Dilma e a perseguição a Lula. A transferência do patrimônio nacional da Petrobrás para
grandes grupos internacionais e a dos trilionários fundos da previdência pública para os bancos são
os dois pontos-chave de toda a ofensiva da elite desde a derrota eleitoral de Aécio Neves em 2014.
Há um requinte de crueldade em toda esta pressão. Quem a executa? Os proprietários da mídia
conservadora e os jornalista pagos a peso de ouro, os protagonistas do mercado financeiro, os
rentistas, os parlamentares de direita e extrema-direita, a cúpula do governo Bolsonaro e do
Judiciário: nenhum deles precisa da Previdência Social para se aposentar. Para eles e suas famílias,
não haverá qualqer prejuízo com o fim do sistema de seguridade social inaugurado em 1988. Todo o
prejuízo recairá sobre as costas das camadas médias e dos pobres do país.
A mensagem das elites é clara: "faremos a reforma que o país precisa liquidando com o futuro de
A mensagem das elites é clara: "faremos a reforma que o país precisa liquidando com o futuro de
vocês".
Enquanto isso, as revelações bombásticas do Intercept e da Vaza Jato ficam relegadas a notas de
Enquanto isso, as revelações bombásticas do Intercept e da Vaza Jato ficam relegadas a notas de
rodapé - se tanto.
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