segunda-feira, 8 de julho de 2019

Ex-presidente do STF, Jobim diz: Supremo foi conivente com ilegalidades da Lava Jato

Os diálogos revelados pelo "The Intercept Brasil" comprovam, na avaliação do ex-presidente 
do STF Nelson Jobim, que a operação Lava Jato cometeu abusos e que a Suprema Corte foi 
conivente com as ilegalidades da operação; o ex-ministro da Defesa também critica a postura 
de Moro e defende a inocência de Lula
247 - Os diálogos revelados pelo site "The Intercept Brasil" comprovam, na avaliação do ex-
presidente do STF e ex-ministro, Nelson Jobim, que a operação Lava Jato "cometeu abusos" e que o 
ministro da Justiça, Sergio Moro "teve uma conduta inadequada como juiz federal no Paraná".
Em entrevista concedida ao Portal UOL, Jobim, que foi ministro do STF durante 9 anos e chegou a 
presidí-lo, também ressalta que a corte máxima da justiça brasileira falhou ao não conter excessos da 
Lava Jato no início da operação.
Lula inocente
Jobim considera que os processos da Lava Jato contra Lula "são controversos em termos de prova". 
O ex-presidente do STF diz acreditar na inocência do petista. Por outro lado, seu trânsito nas Forças 
Armadas o faz dizer que os militares ficaram ressentidos com setores do PT por causa do trabalho da 
Comissão da Verdade durante o governo Dilma.
Governo Bolsonaro
Ao avaliar o governo Bolsonaro, ele acredita que "Falta rumo". "O governo Bolsonaro tem uma certa 
de disfuncionalidade", completa.
"Há um discurso antipolítica, que é vocalizado pelo próprio presidente, com altos e baixos nesse 
sentido, e que leva a um certo tipo de conflito com o Congresso. O processo de reforma da Previdência está sendo mais conduzido pelo presidente da Câmara e do Senado do que pelo próprio 
governo", argumenta. 
Militares
Jobim, que foi ministro da Defesa nos governos Lula e Dilma e lidou diretamente com as Forças 
Armadas, acredita que a Comissão da Verdade gerou um grande mal estar em alguns setores. “O 
sentimento é que eles estavam tentando fazer uma retaliação do passado. O Lula era contra, não 
queria saber com essa história de mexer com lei de Anistia. Ela achava que coçar ferida não 
cicatriza. Era inclusive a linguagem que ele usava”.

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