quarta-feira, 10 de julho de 2019

Congresso da UNE reunirá 18 mil estudantes a partir desta quarta em Brasília


A 57ª edição do Congresso da União Nacional dos Estudantes (Conune), que começa na quarta-
feira (10) e segue até domingo (14), em Brasília (DF), terá como temas centrais a defesa da 
educação, do emprego e da Previdência; são esperados até 18 mil delegados, representando 
mais de 90% das universidades brasileira.
Brasil de Fato - A 57ª edição do Congresso da União Nacional dos Estudantes (Conune), que 
começa na quarta-feira (10) e segue até domingo (14), em Brasília (DF), terá como temas centrais a 
defesa da educação, do emprego e da Previdência. São esperados até 18 mil delegados, 
representando mais de 90% das universidades brasileiras.
A projeção, feita pela UNE, ultrapassa os números da edição de 2017, em Belo Horizonte (MG), que 
teve cerca de 15 mil participantes. Os encontros são bienais.
“Em tempos de crise, de golpe, em que se tenta restringir a participação política do povo e, ao 
mesmo tempo, com ataques e retiradas de direito e de uma série de retrocessos que ocorrem no país, 
isso tem como resposta dos estudantes brasileiros o contrário: uma ampliação de participação 
política”, compara a vice-presidenta da UNE, Jessy Dayane.
Debates, grupos de trabalho, atos políticos e atividades culturais estão na programação do evento, 
que terá como um dos destaques a realização de uma passeata na Esplanada dos Ministérios na sexta-
feira (12).
Dayane explicou a importância das três bandeiras principais: a defesa da educação diante dos cortes 
orçamentários promovidos pelo governo Bolsonaro; a defesa da geração de empregos como 
contraponto ao cenário de crise gerado pelo avanço neoliberal; e a defesa do direito à aposentadoria, 
em discussão no Congresso Nacional por conta da reforma da Previdência.
Outro destaque é a participação do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, 
convidado para discutir o tema das fake news em uma das mesas do congresso. As denúncias do 
veículo sobre o suposto conluio entre o ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça, e 
procuradores da operação Lava Jato não ficará de fora dos debates.
“É um fato político relevante porque mexe com a democracia do país, com a prisão política do Lula, 
com uma armação, uma cena que foi criada pra influenciar politicamente as eleições e implementar 
um programa de retrocessos, de retirada de direitos. Então, tem tudo a ver com a nossa luta”, pontua 
Dayane.
O Conune tem grande peso na caminhada dos estudantes brasileiros, tendo marcado a luta social em 
diferentes momentos da história nacional, como no caso da ditadura civil-militar (1964-1985), 
quando o movimento estudantil contribuiu para engrossar as fileiras dos que resistiam ao regime. 
Para a vice-presidenta da UNE, o evento pode, agora, ajudar a fortalecer a luta contra o avanço 
conservador e neoliberal.
“Este momento é fundamental pra construir uma virada no jogo político do país. Ele [o congresso] 
contribui com o processo de trazer mais pessoas pra mobilização e pra defenderem a soberania, a 
democracia e os direitos do povo brasileiro”, afirma.
O Conune também tem como pauta, a cada edição, a eleição de uma nova diretoria para a UNE, que 
representa mais de 7 milhões de estudantes. O mandato é de dois anos.

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