quinta-feira, 4 de julho de 2019

Bolsonaro comemora independência dos EUA e reafirma subordinação do Brasil

Capacho de Donald Trump, Jair Bolsonaro participou de coquetel para celebrar o 243º 
aniversário da independência dos EUA; o comparecimento de um presidente brasileiro ao 
evento é um gesto raro; "(Trump) Veio se aproximar de países com ideologias semelhantes em 
busca de dias melhores para todos nós", disse Bolsonaro, que já bateu continência para a 
bandeira americana.
247 - Em mais uma demonstração de submissão ao governo Donald Trump, o presidente Jair 
Bolsonaro participou de coquetel para celebrar o 243º aniversário da independência dos Estados 
Unidos, na Embaixada americana, em Brasília (DF). O comparecimento de um presidente brasileiro 
ao evento é um gesto raro.
"O nosso governo veio para deixar de lado o viés ideológico. Veio se aproximar de países com 
ideologias semelhantes em busca de dias melhores para todos nós", disse o chefe do Planalto.
Bolsonaro também criticou a Venezuela, alvo de cobiço dos EUA por causa das altas reservas de 
petróleo. "Queremos que outros países enveredem para esse lado. Devemos lutar pela nossa 
liberdade. Todos temos que ter alguém muito forte ao seu lado", disse.
Sogbre os gestos de submissão aos EUA, vale ressalar que Bolsonaro fechou acordo em março deste 
ano para a entrega da base de Alcântara aos norte-americanos (veja aqui).
O presidente brasileiro também hvaia batido continência para a bandeira americana. Segundo John 
Bolton, o Conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump, com o gesto Bolsonaro reconheceu 
explicitamente a superioridade do visitante. 
Segundo o "Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar das 
Forças Armadas (RCont)", publicado pela portaria número 660/MD, de 19 de maio de 2009, pelo 
então Ministro da Defesa Nelson Jobim e que regula o tema: "A continência parte sempre do militar 
de menor precedência hierárquica" (artigo 14, parágrafo 2º). 
Bolsonaro também isentou os americanos de vistos para entrar no brasil (relembre).
A forte proximidade de Bolsonaro com Trump está ligada a bandeiras extremistas dos dois 
presidentes, a exemplo de fortes posições xenófobas e pena de morte para criminosos. Outro fator, o 
principal, é a agenda entreguista do atual governo, que deu continuidade ao que fazia a gestão de 
Michel Temer, entregar o pré-sal brasileiro a estrangeiros, especialmente aos americanos.

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