terça-feira, 25 de junho de 2019

VILLAS BÔAS VOLTA A ESTACIONAR OS TANQUES NA PORTA DO STF: E Lula vai levar à ONU denúncia de pressões de militares e Bolsonaro para mantê-lo preso


A defesa do ex-presidente Lula vai levar à ONU as conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e o 
procurador Deltan Dallagnol reveladas pelo site The Intercept. Será mais uma denúncia no 
organismo internacional das manipulações ilegais do hoje ministro do governo de extrema-
direita que resultaram na condenação do ex-presidente
A informação é da coluna Painel da Folha de S.Paulo que ressalta ainda que os advogados de Lula 
vão apresentar à ONU as declarações de membros das Forças Armadas e do governo Bolsonaro 
como demonstração de que todas as instâncias do Judiciário brasileiro são pressionadas no sentido de 
manter o ex-presidente preso. 
A expectativa dos advogados é que o caso de Lula seja apreciado no organismo multilateral em 
setembro. Os advogados estão munindo-se de informações e argumentos para demonstrar que no 
Brasil “não há remédio jurídico possível” devido às tensões políticas e pressões sobre o Poder 
Judiciário para impedir a libertação de Lula.
A denúncia de que as Forças Armadas e o clã político e familiar de Bolsonaro estão no topo dessa 
pressão política tende a ter repercussão internacional.
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O general Villas Bôas, como se sabe, estacionou os tanques de guerra na porta do Supremo Tribunal 
Federal para conseguir a condenação do presidente Lula. É um militar, portanto, que respeita a Lei e 
a Ordem! O general Villas Bôas é quem abastece os militares que sentam praça no gabinete do 
Presidente Dias Gaspari Toffoli. 
Agora, o Intercept revelou de forma insofismável a existência de uma organização criminosana 
República Nostra de Curitiba. Ontem, estava previsto que o Supremo, esse coveiro do Joaquim 
Xavier, julgaria hoje o HC que daria liberdade a Lula. Foi quando o general Villas Bôas, um 
democrata da linhagem "Sílvio Frota" (agora recuperado pelo também democrata Heleno) lançou 
esse manifesto:
"Muito preocupante o que estamos vivendo, porque dá margem a que a insensatez e o 
oportunismo tentem esvaziar a Operação Lava Jato, que é a esperança para que a dinâmica das 
relações institucionais em nosso país venha a transcorrer no ambiente marcado pela ética e pelo 
respeito ao interesse público. Expresso o respeito e a confiança ao ministro Sergio Moro".
PHA

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