O deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL-RJ) causou confusão, agrediu um estudante e
ainda viu seu segurança sacar arma dentro das dependências da UERJ. O deputado havia
tentado implodir audiência sobre projeto de correligionário que busca pôr fim nas cotas raciais
no Rio de Janeiro
Presente em audiência pública na Universidade Estadual do Rio de Janeiro sobre cotas raciais, o
Presente em audiência pública na Universidade Estadual do Rio de Janeiro sobre cotas raciais, o
deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL-RJ) causou confusão, agrediu um estudante e ainda viu
seu segurança sacar arma dentro das dependências da instituição. O deputado havia tentado esvaziar
a audiência, sem sucesso.
A audiência, proposta por cinco comissões da Assembleia Legislativa (Direitos Humanos e
Cidadania; Ciência e Tecnologia, Educação; Especial de Juventude; e Combate às Discriminações, à
Intolerância Religiosa e à LGBTfobia) e pela Frente Permanente em Defesa das Cotas visava debater
um projeto o projeto de lei 470/19 do deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL) – o que quebrou a
placa de Marielle Franco -, que busca acabar com as cotas raciais nas universidades estaduais do Rio
– UERJ, UEZO e UENF. Com a presença de deputados bolsonaristas e da oposição ao governador
Wilson Witzel (PSC), a atividade terminou em confusão.
A briga aconteceu na saída do evento. O deputado Alexandre Knoploch ultrapassa o cordão de
A briga aconteceu na saída do evento. O deputado Alexandre Knoploch ultrapassa o cordão de
isolamento feito por estudantes e dá um soco no rosto de um jovem. Com isso, um tumulto se
instaurou na porta do auditório da UERJ e, enquanto Knoploch corria, um membro da equipe de
segurança sacou uma arma, mas logo guardou ao ver que era filmado. Confira vídeo na reportagem
da TVT:
Segundo Elaine Monteiro, estudante de História da UERJ e diretora da União Estadual dos
Estudantes, Knoploch e Amorim tentaram tumultuar a sessão desde o início. “Os deputados não
foram oficialmente convocados para a audiência, mas eles foram e se sentaram à mesa. Durante toda
a audiência eles tentaram gerar tumulto: falavam alto durante outras falas, batiam na mesa, pediam
questão de ordem, interrompiam o tempo todo para tentar implodi-la”, disse. Além das comissões
dos representantes das comissões da ALERJ, foram convidados órgãos como o Ministério Público, a
Defensoria Pública e a reitoria da UERJ.
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