sexta-feira, 7 de junho de 2019

PFIZER ESCONDE REMÉDIO CONTRA ALZHEIMER DESDE 2015 PORQUE LUCRO É BAIXO


Reportagem publicada pelo jornal The Washington Post revela que a multinacional 
farmacêutica Pfizer esconde desde 2015 um medicamento que poderia beneficiar milhões de 
pessoas que sofrem com a doença de Alzheimer em todo planeta: o motivo: seria uma operação 
de baixa lucratividade; número de pessoas com a doença no mundo deve chegar a 75 milhões 
em 2030
247, com Washinton Post e Forum - Uma reportagem publicada pelo jornal The Washington Post 
nesta quarta (15) revela que a multinacional farmacêutica Pfizer esconde desde 2015 um 
medicamento que poderia beneficiar milhões de pessoas que sofrem com a doença de Alzheimer em 
todo planeta porque seria uma operação de baixa lucratividade. O caso ajuda a entender como a 
lógica do capitalismo aplicada em alguns ramos pode ser daninha aos interesses da população. 
Segundo a Associação Internacional de Alzheimer, o número de pessoas com a doença no mundo 
deve chegar a 75 milhões em 2030 e a 132 milhões em 2050. 
O caso remete ao ano de 2015, quando a multinacional farmacêutica Pfizer descobriu que um anti 
inflamatório para a artrite criado pela empresa, chamado Enbrel, produzia efeitos no cérebro e era 
capaz tratar e retardar a doença de Alzheimer. Segundo um informe interno da empresa, o 
medicamento teria o poder de reduzir em 65% os riscos de desenvolver esta doença.
Porém, o custo para se realizar novas pesquisas de laboratório, necessárias para comprovar e 
inclusive aumentar a eficácia do medicamento no combate ao Alzheimer seria de aproximadamente 
80 milhões de dólares, valor que os executivos consideraram um impedimento para seguir adiante, 
porque não permitiria uma margem de lucro significativa.
Além disso, no caso do Enbrel, se trata de um produto que já não está protegido pela exclusividade 
da patente, tornando-o mais exposto à concorrência dos genéricos e diminuiria significativamente a 
margem de lucro calculada pelos executivos da Pfizer, razão pela qual decidiram não só abandonar 
os estudos como também ocultar a descoberta.
Contudo, uma vez revelado o caso, a empresa soltou um comunicado em que assegura que a decisão 
de interromper os estudos sobre o Enbrel “se baseou em questões meramente científicas”, uma 
justificativa que está sendo contestada por diferentes especialistas e acadêmicos. Bobbie Farsides, 
professora de ética clínica e biomédica da Escola de Medicina Brighton & Sussex, em Londres, 
comentou o caso para o The Washington Post, afirmando que “ao adquirir o conhecimento e se negar 
a divulgá-lo àqueles que poderiam ser beneficiados por seus efeitos prejudica as milhões de pessoas, 
impedindo que elas pudessem ter um melhor tratamento para os seus casos”.
A reportagem do Washington Post ainda informou que lógica é a contrária do que acontece com o 
Viagra, outro medicamento desenvolvido pela Pfizer, e cujos estudos iniciais visavam encontrar um 
novo tratamento para a hipertensão. Naquele caso, a companhia decidiu que apostar nos efeitos que o 
remédio produzia para solucionar a disfunção erétil geraria mais lucro e mudou a prioridade dos 
estudos.

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