sexta-feira, 21 de junho de 2019

OPINIÃO: A operação PF-Intercept e cenas do Puteiro Brasil


No puteiro Brasil, celebrou-se a grande festa pagã, entre parças jornalistas, donos de puteiro, 
saudando puteiros mais elevados, todos enrolados na mesma bandeira, celebrando a selvageria, 
a vingança, a destruição dos direitos e das leis.
Por Luis Nassif
No auge do clima de terror implantado pela República de Curitiba, em conluio com a mídia, bastava 
uma crítica contra a operação para, no dia seguinte, algum jornalista-policial publicar nota zangada 
por policial-jornalista informando sobre supostas futuras denúncias contra o recalcitrante.
Desde 1964, não se viu jornalismo tão infame, tão covarde, ajudando a espalhar o medo, o terror. 
Bastava uma nota plantada, para intimidar qualquer crítico. Principalmente porque o Supremo 
Tribunal Federal havia liberado tudo, permitindo criminalizar qualquer conduta, ainda que sem 
nenhum respaldo nas leis e nos códigos.
Era o próprio Robespierre encarnado na figura de provincianos, sem nenhum brilho, nenhum 
compromisso, mas autorizados a matar com as armas emprestadas pela mídia.
No puteiro Brasil, celebrou-se a grande festa pagã, entre parças jornalistas, donos de puteiro, 
saudando puteiros mais elevados, todos enrolados na mesma bandeira, celebrando a selvageria, a 
vingança, a destruição dos direitos e das leis.
A tentativa de Sérgio Moro, através da previsível IstoÉ, de espalhar o terror sobre o The Intercept 
apenas consolida a suspeita que se formou, quando fez questão de tratar o dossiê como crime 
continuado. As sementes das ameaças atuais foram plantadas pouco tempo atrás, pela mesma 
parceria com a mídia.
Provavelmente, desta vez não terá sucesso. A grande noite do terror começa a ficar para trás. Os 
tíbios permanecerão mudos e quedos, as Carmens Lucias, Barrosos, Fux e Fachins continuarão seu 
jogo cúmplice.
Mas a opinião pública já os enxerga sem o manto diáfano da fantasia jurídica. -

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