
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi vaiado no Senado enquanto discursava nesta
quinta-feira 6 e se retirou do plenário durante sessão especial para celebrar o Dia Mundial do
Meio Ambiente; "A democracia é assim. Cada um reage da maneira que quiser", afirmou, ao
se retirar sem responder aos questionamentos.
247 - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi vaiado nesta quinta-feira 6 no Senado
enquanto discursava numa sessão para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente. Após as vaias, ele
se retirou do plenário afirmando que "a democracia é assim. Cada um reage da maneira que quiser",
mas sem responder às cobranças feitas pelos presentes.
"Ativistas, ambientalistas e indígenas ficaram de costas enquanto Salles discursava. Uma resposta
"Ativistas, ambientalistas e indígenas ficaram de costas enquanto Salles discursava. Uma resposta
contundente p/ o desmonte da política de proteção socioambiental brasileira", postou no Twitter a
deputada federal Erika Kokay (PT-DF).
Sobre o fim de órgãos da pasta, o ministro culpou o que chamou de "sucateamentos" de governos
anteriores, quando foi vaiado pela primeira vez. Ele também declarou que o governo não nega a
existência de mudanças climáticas e, por isso, "permaneceu no acordo de Paris".
Não surpreende ninguém que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tenha sido corrido a vaias do plenário do Senado Federal.
É o contraponto a ele ser recebido com aplausos e festas quando vai a encontros do agronegócio.
Mas existe mais para explicar a antipatia que o governo desperta, e não só pelas atitudes de Salles.
A sua cota, com certeza, é produto do desmonte que fez – o que ele negou, é claro – demitindo, logo ao início do governo, 21 dos 27 superintendentes regionais do Ibama.
Depois, criou um “núcleo de conciliação” com poderes para mudar o valor e anular multas aplicadas por danos ambientais, em lugar dos recursos normais em qualquer registro de infração. Embora não signifique necessariamente corrupção, é evidente que “ter conversa” é meio caminho andado para as regras serem descumpridas.
Em seguida veio a conversa sobre privatizar as áreas de reserva ambientais, sob o argumento de que é caro mantê-las ficalizadas. Não se sabe como o particular, se é cara, será remunerado por isso.
Mais recentemente, provocou mal estar na administração do Fundo Amazônia – dinheiro da Noruega, basicamente, destinado a preservação do bioma amazônico e meteu a colher torta no BNDES, afastando a servidora que o administrava, sem que qualquer irregularidade tivesse sido alegada.
Mas há a “cota Bolsonaro”, a de um presidente que mostra claramente seu desprezo pela preservação ambiental. Embora ninguém seja criança e não entenda que há interesses internacionais poderosos que se valem da preocupação ambiental para fazer prevalecer uma prostração do Brasil, não se pode sair, como ele faz, oferecendo a natureza brasileira para grupos estrangeiros, como ele tem feito.
Aliás, às vezes, nem mesmo para os gigantes, até mesmo para os grupos devastadores que exploram o turismo esta oferta é feita, acenando com transformar a Baía de Angra dos Reis em uma Cancún brasileira.
Fala o tempo todo de “tirar do cangote” dos ruralistas o que seria a fiscalização ambiental e fez, ele próprio, a sua vingança pessoal contra o fiscal que o multou por pesca ilegal.
Ninguém estranhe se, no “embalo” da liberação das armas, Bolsonaro também não revogue a Lei 9.605, que obriga obter licença para o comércio e o uso de motosserras.
É o contraponto a ele ser recebido com aplausos e festas quando vai a encontros do agronegócio.
Mas existe mais para explicar a antipatia que o governo desperta, e não só pelas atitudes de Salles.
A sua cota, com certeza, é produto do desmonte que fez – o que ele negou, é claro – demitindo, logo ao início do governo, 21 dos 27 superintendentes regionais do Ibama.
Depois, criou um “núcleo de conciliação” com poderes para mudar o valor e anular multas aplicadas por danos ambientais, em lugar dos recursos normais em qualquer registro de infração. Embora não signifique necessariamente corrupção, é evidente que “ter conversa” é meio caminho andado para as regras serem descumpridas.
Em seguida veio a conversa sobre privatizar as áreas de reserva ambientais, sob o argumento de que é caro mantê-las ficalizadas. Não se sabe como o particular, se é cara, será remunerado por isso.
Mais recentemente, provocou mal estar na administração do Fundo Amazônia – dinheiro da Noruega, basicamente, destinado a preservação do bioma amazônico e meteu a colher torta no BNDES, afastando a servidora que o administrava, sem que qualquer irregularidade tivesse sido alegada.
Mas há a “cota Bolsonaro”, a de um presidente que mostra claramente seu desprezo pela preservação ambiental. Embora ninguém seja criança e não entenda que há interesses internacionais poderosos que se valem da preocupação ambiental para fazer prevalecer uma prostração do Brasil, não se pode sair, como ele faz, oferecendo a natureza brasileira para grupos estrangeiros, como ele tem feito.
Aliás, às vezes, nem mesmo para os gigantes, até mesmo para os grupos devastadores que exploram o turismo esta oferta é feita, acenando com transformar a Baía de Angra dos Reis em uma Cancún brasileira.
Fala o tempo todo de “tirar do cangote” dos ruralistas o que seria a fiscalização ambiental e fez, ele próprio, a sua vingança pessoal contra o fiscal que o multou por pesca ilegal.
Ninguém estranhe se, no “embalo” da liberação das armas, Bolsonaro também não revogue a Lei 9.605, que obriga obter licença para o comércio e o uso de motosserras.
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