quinta-feira, 6 de junho de 2019

AUDITORIA ACHA R$ 385 MILHÕES COM TCHUTCHUCA, SEM EXPLICAÇÃO

O BNDES bancou tudo! Viva o neolibelismo!
Auditorias veem ágio sem justificativa em compras de fundos 
geridos por Guedes
Auditorias da Funcef —entidade de previdência complementar dos funcionários da Caixa— afirmam 
que FIPs (fundos de investimento em participações) geridos pelo hoje ministro da Economia, Paulo 
Guedes, pagaram, sem justificativa técnica adequada, R$ 385 milhões de ágio para adquirir empresas.
Os investimentos foram feitos com recursos captados de fundos de pensão patrocinados por estatais e 
do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Guedes montou, por meio de sua empresa de gestão de ativos, FIPs que receberam, entre 2009 e 
2014, R$ 1 bilhão em recursos dos institutos que administram os planos de pensão e aposentadoria 
dos empregados de empresas públicas.
Entre eles estão Funcef, Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios), além do 
BNDESPar —braço de investimentos do BNDES.
O agora ministro fundou a gestora BR Educacional em 2007, empresa que, em 2013, passou a 
integrar o grupo Bozano, que ele deixou no ano passado, após a eleição do presidente Jair Bolsonaro.
As auditorias da Funcef, de fevereiro deste ano, foram feitas a pedido do MPF (Ministério Público 
Federal), que conduz duas investigações sobre fraudes nos negócios, supostamente praticadas em 
consórcio por Guedes e dirigentes dos fundos de pensão.
A principal suspeita, baseada em relatórios da Previc (Superintendência Nacional de Previdência 
Complementar), é de que eles tenham gerado ganhos excessivos ao ministro, em detrimento dos 
cotistas dos FIPs.
Um dos fundos, o Brasil de Governança Corporativa, pagou R$ 278 milhões de ágio ao comprar 
participação em quatro empresas cujos valores patrimoniais somavam R$ 210,9 milhões.
Outro FIP, o BR Educacional, desembolsou extra de R$ 107 milhões por três companhias, enquanto 
o patrimônio delas somados era de R$ 73 milhões.
Os relatórios da Funcef, obtidos pela Folha, registram que, para justificar o ágio pago, a gestora de 
ativos de Guedes deveria ter apresentado laudos de avaliação técnica de escritórios especializados, o 
que não ocorreu.
Eles atestariam se, de fato, houve "fundamento econômico-financeiro" para o pagamento do valor 
sobressalente.
Um documento da própria empresa do ministro registra a necessidade dos estudos, mas só foram 
apresentados levantamentos que ela mesma produzira. (...)

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