
Sigilo é para esconder quem ele vai matar de fome
embasam reforma da Previdência
O Ministério da Economia decretou sigilo sobre estudos e pareceres técnicos que embasaram a PEC
O Ministério da Economia decretou sigilo sobre estudos e pareceres técnicos que embasaram a PEC
(Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência. Assim, não é possível ao cidadão comum,
afetado diretamente pelas mudanças em pensões e aposentadorias, ter acesso a argumentos,
estatísticas, dados econômicos e sociais que sustentam o texto em tramitação.
A decisão de blindar os documentos consta de resposta da pasta a um pedido da Folha para consultá-
A decisão de blindar os documentos consta de resposta da pasta a um pedido da Folha para consultá-
los, formulado com base na Lei de Acesso à Informação após o envio da PEC ao Congresso.
O Ministério da Economia decretou sigilo sobre estudos e pareceres técnicos que embasaram a PEC
O Ministério da Economia decretou sigilo sobre estudos e pareceres técnicos que embasaram a PEC
(Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência. Assim, não é possível ao cidadão comum,
afetado diretamente pelas mudanças em pensões e aposentadorias, ter acesso a argumentos,
estatísticas, dados econômicos e sociais que sustentam o texto em tramitação.
A decisão de blindar os documentos consta de resposta da pasta a um pedido da Folha para consultá-
A decisão de blindar os documentos consta de resposta da pasta a um pedido da Folha para consultá-
los, formulado com base na Lei de Acesso à Informação após o envio da PEC ao Congresso.
"Contudo, registra-se que todos os expedientes foram classificados com nível de acesso restrito por
"Contudo, registra-se que todos os expedientes foram classificados com nível de acesso restrito por
se tratarem de documentos preparatórios", explicou.
Na prática, isso significa que só servidores e autoridades públicas, devidamente autorizados, podem
acessar as informações.
A resistência do governo em apresentar levantamentos relativos à PEC tem irritado congressistas.
O decreto que regulamenta a Lei de Acesso chama de preparatórios documentos formais usados
A resistência do governo em apresentar levantamentos relativos à PEC tem irritado congressistas.
O decreto que regulamenta a Lei de Acesso chama de preparatórios documentos formais usados
como fundamento de "tomada de decisão ou de ato administrativo, a exemplo de pareceres e notas
técnicas".
A secretaria diz que a medida restritiva segue entendimento da PGFN (Procuradoria-Geral da
Fazenda Nacional) a respeito do assunto.
Na resposta à Folha, cita trechos da lei da norma regulamentadora, segundo os quais "o direito de
Na resposta à Folha, cita trechos da lei da norma regulamentadora, segundo os quais "o direito de
acesso aos documentos ou às informações neles contidas" utilizados como fundamento da tomada de
decisão e do ato administrativo será assegurado com a edição do ato decisório respectivo.
A PEC já foi editada e apresentada pelo governo ao Congresso em fevereiro. Desde então, aguarda
A PEC já foi editada e apresentada pelo governo ao Congresso em fevereiro. Desde então, aguarda
apreciação pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara.
O governo tentou, sem sucesso, votá-la na quarta (17). O tema será retomado na próxima semana.
"Não será possível a liberação dos documentos solicitados", informou a secretaria ao jornal, sob
O governo tentou, sem sucesso, votá-la na quarta (17). O tema será retomado na próxima semana.
"Não será possível a liberação dos documentos solicitados", informou a secretaria ao jornal, sob
alegação de que a PEC "ainda se encontra em fase inicial de tramitação no Congresso".
(...)
No Monde Diplomatique , abril de 2019, Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da
(...)
No Monde Diplomatique , abril de 2019, Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da
Unicamp assegura que o número mágico (R$ 1,165 trilhão) do Primata do neolibelismo é o resultado
das seguintes expropriações:
- R$ 715 bilhões serão "economizados" de cortes nos direitos dos trabalhadores rurais e urbanos
- R$ 715 bilhões serão "economizados" de cortes nos direitos dos trabalhadores rurais e urbanos
inscritos no Regime Geral de Previdência Social;
- outros R$ 182 bilhões com os cortes no Beneficio de Prestação Continuada e no abono salarial.
Portanto, "76% da suposta economia decorre da subtração de direitos dos beneficiários desses
- outros R$ 182 bilhões com os cortes no Beneficio de Prestação Continuada e no abono salarial.
Portanto, "76% da suposta economia decorre da subtração de direitos dos beneficiários desses
programas sociais".
Fagnani mostra também que, em 2016, no RGPS eram mais de 20 milhões de benefícios urbanos,
Fagnani mostra também que, em 2016, no RGPS eram mais de 20 milhões de benefícios urbanos,
dos quais 54% tinham valor igual ou menor que um salário mínimo;
- no segmento rural, havia 10 milhões de benefícios e 98,6% equivalentes ao piso do salário mínimo;
- no BPC, foram concedidos mais de 5 milhões de benefícios equivalentes ao piso;
- e mais de 20 milhões de "privilegiados" que recebem abono salarial também "pagarão o pato".
O sigilo do Guedes, portanto, é para esconder quem ele vai matar de fome!
Em tempo: para saber mais sobre a Previdênssia, consulte o trepidante ABC do C Af
PHA
- no BPC, foram concedidos mais de 5 milhões de benefícios equivalentes ao piso;
- e mais de 20 milhões de "privilegiados" que recebem abono salarial também "pagarão o pato".
O sigilo do Guedes, portanto, é para esconder quem ele vai matar de fome!
Em tempo: para saber mais sobre a Previdênssia, consulte o trepidante ABC do C Af
PHA
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