
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-
feira que a revista digital “Crusoé” e o site “O Antagonista” retirem imediatamente do ar uma
reportagem intitulada “O amigo do amigo de meu pai”, que cita o presidente da Corte, ministro Dias
Toffoli. Segundo a matéria, o empreiteiro Marcelo Odebrecht identifica que o apelido do título,
citado em um e-mail, refere-se a Toffoli. Pela manhã, um oficial de justiça da Corte foi à redação da
revista para entregar a cópia da decisão. Moraes estipula multa de R$ 100 mil por dia em caso de
desobediência e determinou que a Polícia Federal intime os responsáveis pela revista e pelo site para
prestar depoimento no prazo de 72 horas. Em publicação desta segunda-feira, a Crusoé classificou a
decisão de "censura", disse que “reitera o teor da reportagem” e informa que ela foi escrita com base
em documento.
PF cumpre mandados de busca em inquérito
A Polícia Federal (PF) cumpre nesta terça-feira (16) oito mandados de busca e apreensão em três
estados, entre os quais São Paulo, para aprofundar investigações de suspeitas de injúria e difamação
contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do inquérito aberto
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do inquérito aberto
em março para apurar ofensas a magistrados da Suprema Corte e informações falsas envolvendo os
integrantes do tribunal.
O inquérito foi instaurado, em março, por ordem do o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli.
Na ocasião, Toffoli informou que Alexandre de Moraes – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de
Segurança Pública de São Paulo – iria conduzir as investigações.
O inquérito foi alvo de críticas de procuradores da República que atuam na Operação Lava Jato,
O inquérito foi alvo de críticas de procuradores da República que atuam na Operação Lava Jato,
juristas e até mesmo integrantes do STF. Um dos magistrados mais antigos da Suprema Corte, o
ministro Marco Aurélio Mello foi uma das vozes críticas à decisão de Dias Toffoli.
As primeiras medidas no inquérito ocorreram uma semana após a abertura da investigação. Na
As primeiras medidas no inquérito ocorreram uma semana após a abertura da investigação. Na
ocasião, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão nas casas de suspeitos em São
Paulo e Alagoas. (...)
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