sábado, 13 de abril de 2019

DESEMBARGADORA QUE MENTIU SOBRE MARIELLE LIBEROU FUNCIONAMENTO DE PRÉDIOS DE MILÍCIAS NO RIO


A desembargadora Marília Castro Neves, que espalhou fake news contra Marielle Franco dias 
após sua morte e também responde no CNJ por ter defendido a morte de Guilherme Boulos 
tomou decisões que impediram a Prefeitura do Rio de demolir quatro prédios no mesmo 
condomínio onde dois edifícios desabaram nesta sexta-feira 12, matando sete pessoas; os 
prédios são dominados por milícias; "Olha ela de novo!", lembrou Boulos no Twitter
247 - A desembargadora Marília Castro Neves, alvo de denúncias no Conselho Nacional de Justiça 
(CNJ) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suas postagens ofensivas e criminosas nas redes 
sociais, tomou decisões que impediram a demolição de quatro prédios no mesmo condomínio onde 
dois edifícios desabaram nesta sexta-feira 12 na comunidade Muzema, Zona Oeste do Rio, matando 
sete pessoas. Os prédios eram dominados por milícias.
A juíza compartilhou mentiras sobre Marielle Franco dias após a morte da vereadora por milicianos, 
responde no CNJ por ter incitado a morte do líder do MTST, Guilherme Boulos, e também já 
defender um "paredão de fuzilamento" para o ex-deputado Jean Wyllys, caso pela qual é alvo no 
STJ. Neste ano, ela fez piada com a presença de Boulos no velório do neto do ex-presidente Lula, 
Arthur.
Uma das decisões sobre os prédios foi tomada dois dias antes do desabamento. Os desembargadores 
da 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio decidiram por unanimidade na quarta-feira 10 
manter a liminar que impedia a prefeitura do Rio de demolir um desses imóveis. No caso dos dois 
prédios que caíram, os imóveis estavam apenas embargados. Os prédios são dominados por milícias.
Em um dos processos de demolição, a prefeitura briga na Justiça desde 2 de dezembro de 2018, 
quando 16 moradores recorreram ao plantão do Judiciário para suspender o processo, segundo 
reportagem do Globo.
A desembargadora Marília Castro Neves relatou o recurso e argumentou, para negar a demolição, 
que a própria prefeitura concedeu um alvará para que uma loja de material de construção de médio 
porte funcionasse no térreo do imóvel. Ela disse ainda que o ato de demolição, por ser irreversível, 
causaria danos irreparáveis para os proprietários dos apartamentos.
Os dois prédios que desabaram chegaram a ser interditados duas vezes a pedido da prefeitura, uma 
em novembro de 2018, pela Secretaria Municipal de Urbanismo, e em fevereiro deste ano, pela 
Defesa Civil Municipal. O condomínio Figueiras já foi notificado várias vezes nos últimos 14 anos.
No Twitter, Boulos lembrou que se tratava da mesma desembargadora que defendeu sua morte, mas 
fez referência aos dois prédios que desabaram, informação que foi corrigida pelo Globo 
posteriormente, alertando que as liminares eram referentes a outros imóveis do mesmo condomínio. 
Todos, porém, são dominados por milicianos.
Olha ela de novo! A desembargadora Marília Castro Neves, que responde no CNJ por defender meu assassinato, e que espalhou mentiras sobre Marielle, tomou decisão de impedir a demolição dos prédios da milícia no Rio, que desabaram 2 dias depois.
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