quinta-feira, 18 de abril de 2019

Caminhoneiros escolhem Bolsonaro para malhar como Judas


Neste sábado (20) é dia de malhar o Judas. E os caminhoneiros brasileiros já escolheram como maior
traidor da categoria o presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro jurou que atenderia a principal demanda os caminhoneiros 
— conter os aumentos abusivos no preço do diesel — mas não cumpriu.
O capitão até tentou fingir que controlaria os combustíveis, mas ele acabou enquadrado pelo ministro 
da Economia, Paulo Guedes, e por setores da mídia que advogam pelos especuladores do mercado.
Nesta quarta-feira (17), o governo rompeu qualquer possibilidade de conter a ganância e o roubo ao 
estipular novo aumento do diesel. Somente neste ano, deste a posse de Bolsonaro, o óleo diesel subiu 
24,22%.
Como vingança, os caminhoneiros prometem ‘malhar o Judas’ Bolsonaro — neste sábado — e 
promover greve nacional no próximo dia 21 de maio. O WhatsApp é o principal aplicativo que os 
profissionais da estrada utilizam para se mobilizar.
Sobre a tradicional malhação de Judas
A Malhação de Judas é uma festa popular que representa a morte de Judas Iscariotes, o discípulo que 
traiu Jesus Cristo.
No Brasil, por exemplo, a comemoração da Malhação de Judas é feita a partir da confecção de 
bonecos de pano (ou de outros materiais), com as feições de personalidades que desagradam a 
população por seus atos incorretos.
Logo a seguir, as pessoas se reúnem para “malhar o Judas”, ou seja, “torturar” o boneco das mais 
diversas formas, seja pendurando enforcado em árvores ou queimando em grandes fogueiras.
Este ato é visto como uma “vingança popular” contra a traição feita por Judas a Jesus Cristo.

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