quarta-feira, 17 de abril de 2019

A PEDIDO DE HELENO, MORO LIBERA FORÇA NACIONAL EM BRASÍLIA CONTRA INDIGENAS


Por causa de manifestações indígenas previstas para a próxima semana, o ministro da Justiça, 
Sergio Moro, autorizou o uso da Força Nacional de Segurança, em Brasília, por 33 dias, a 
partir desta quarta-feira (17); a medida foi solicitada pelo Gabinete de Segurança Institucional 
(GSI), comandado pelo general Augusto Heleno; os protestos fazem parte do Acampamento 
Terra Livre (ATL); Jair Bolsonaro criticou a marcha ao afirmar que será paga com dinheiro 
do contribuinte; uma "grande mentira", rebateu a líder indígena Sônia Guajajara
247 - O ministro da Justiça, Sergio Moro, autorizou o uso da Força Nacional de Segurança na praça 
dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, por 33 dias, a partir desta quarta-feira 
(17). A medida foi solicitada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo 
general Augusto Heleno. A iniciativa de Moro foi consequência das manifestações indígenas 
previstas para a próxima semana.ç Os protestos fazem parte do Acampamento Terra Livre (ATL), 
uma marcha de indígenas de diversas partes do Brasil à capital federal que ocorre há 15 anos. Neste 
ano, o acampamento está previsto para acontecer entre os dias 24 e 26 de abril. Em 19 de abril, 
celebra-se o Dia do Índio.
O presidente Jair Bolsonaro criticou na semana passada o acampamento de indígenas em Brasília. 
Durante uma transmissão ao vivo via Facebook, o chefe do Planalto se referiu ao evento como 
"encontrão" e disse que quem iria pagar a conta seria o "contribuinte.
A responsável pela organização do evento, a líder indígena Sônia Guajajara, desmentiu a declaração 
do presidente. "Gente! Bolsonaro fez uma live agora, e continua incitando a sociedade contra os 
povos indígenas falou "semana que vem terá 10 mil indios aqui em Brasília pago com o recurso de 
vocês" ele quer dizer dinheiro público, grande mentira!O Acampamento Terra Livre é custeado por 
nós!", disse ela no Twitter.
A ação de Moro prevê "a defesa dos bens e dos próprios da União, na Esplanada dos Ministérios, em 
Brasília, em caráter episódico e planejado". De acordo com o ministro, o prazo para uso dos agentes 
de segurança poderá ser ampliado.

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