terça-feira, 12 de março de 2019

QUEM MANDOU MATAR MARIELLE? PRESOS PM E EX-PM ACUSADOS DE SEREM OS ASSASSINOS DE MARIELLE; UM DELES MORA NO CONDOMÍNIO DE BOLSONARO

Foram presos na manhã desta terça no Rio os dois suspeitos de serem os assassinos de Marielle 
Franco e Anderson Gomes: o policial militar reformado Ronnie Lessa é acusado de ter feito os 
disparos e o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz é acusado de dirigir o carro que perseguiu 
Marielle; Lessa mora no mesmo condomínio de Bolsonaro.
Suspeitos de matar Marielle mostram a 
promiscuidade entre polícia e crime
247 - A Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta terça-feira (12) os 
dois suspeitos de serem os assassinos de Marielle Franco e Anderson Gomes: o policial militar 
reformado Ronnie Lessa é acusado de ter feito os disparos e o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz é 
acusado de dirigir o carro que perseguiu Marielle. Eles foram presos por ordem do juiz-substituto do 
4º Tribunal do Júri Guilherme Schilling Pollo Duarte, após denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação 
Especial de Repressão ao Crime Organizado) do MPRJ. Lessa, acusado de ser o assassino, mora no 
mesmo condomínio de Bolsonaro.
A reportagem do jornal O Globo destaca: "temido pelos próprios colegas, mesmo depois de 
aposentar a farda, e exímio atirador, principalmente no manejo de fuzis, Lessa foi vítima de uma 
tocaia em 28 de abril, um mês depois da morte de Marielle. Há a suspeita de que alguém tentou matá-
lo como queima de arquivo. O sargento é o principal alvo da primeira operação conjunta da 
Delegacia de Homicídios (DH) da Capital e do Gaeco para prender os envolvidos na morte da 
vereadora. As circunstâncias do crime ainda não foram apuradas, assim como ainda não se sabe 
quem foi o mandante da execução."
Segundo o jornal, "na manhã desta terça-feira, os investigadores foram à casa de Lessa, no 
condomínio de Vivendas da Barra, na Avenida Lúcio Costa, 3.100, por coincidência, o mesmo do 
presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Não há, porém, nenhuma ligação, a não ser o fato de 
serem vizinhos. O PM mora num condomínio em frente ao mar, com seguranças na portaria. Boa 
parte das casas tem piscina e quintal."
O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) disse que, apesar das duas prisões, o caso "não está 
resolvido". Amigo de longa data, ex-chefe e correligionário de Marielle, Freixo questionou: "A 
mando de quem?". "São prisões importantes, são tardias. É inaceitável que a gente demore um ano 
para ter alguma resposta. Então, evidente que isso vai ser visto com calma, mas a gente acha um 
passo decisivo. Mas o caso não está resolvido. Ele tem um primeiro passo de saber quem executou. 
Mas a gente não aceita a versão de ódio ou de motivação passional dessas pessoas que sequer sabiam 
quem era Marielle direito", disse, em entrevista ao G1

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