
Jair Bolsonaro entrou mudo e saiu calado do Congresso Nacional, para onde foi na manhã
desta quarta-feira (20) a fim de entregar o projeto de reforma da Previdência Social de seu
governo; esperava-se uma solenidade, mas houve apenas uma passagem rápida, silenciosa e
marcada pelo constrangimento; Bolsonaro fugiu de qualquer contato com a imprensa;
parlamentares do PSOL recepcionaram Bolsonaro trajando aventais laranjas e com laranjas
na mão, em referência ao escândalo do "laranjal" do PSL

Reuters - A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência não inclui os
militares e o governo do presidente Jair Bolsonaro deverá enviar em 30 dias ao Congresso um
projeto para tratar da aposentadoria dos militares, disse o secretário de Previdência do Ministério da
Economia, Rogério Marinho.
Ele acrescentou ainda que a PEC, entregue nesta quarta-feira ao Congresso pessoalmente por
Bolsonaro, deve ser votada na Câmara dos Deputados em maio e que o texto enviado prevê uma
economia de cerca de 1 trilhão de reais em 10 anos.
Jair Bolsonaro entrou mudo e saiu calado do Congresso Nacional, para onde foi na manhã desta
quarta-feira (20) a fim de entregar o projeto de reforma da Previdência Social de seu governo.
Esperava-se uma solenidade, mas houve apenas uma passagem rápida, silenciosa e marcada pelo
constrangimento. Bolsonaro fugiu de qualquer contato com a imprensa. Parlamentares do PSOL
recepcionaram Bolsonaro trajando aventais laranjas e com laranjas na mão, em referência ao
escândalo do "laranjal" do PSL.
Bolsonaro chegou por volta de 9h30 ao Congresso Nacional, acompanhado do ministro da
Economia, Paulo Guedes, e do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ele entrou no Congresso
rodeado por assessores e seguranças. Ele foi direto para um reunião com o presidente da Câmara,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Na reunião,
de cerca de 20 minutos, com poucos parlamentares, entregou a proposta. É pela Câmara que o
projeto começará a tramitar.
Parlamentares do PSOL fizeram um protesto durante a passagem de Bolsonaro pelo Congresso.
Vestidos de aventais laranjas e com laranjas na mão, eles fizeram referência ao "laranjal" do PSL,
partido do presidente. Denúncias de que o partido teve candidatos "laranjas" nas eleições iniciaram a
crise que culminou nesta semana na demissão do ex-ministro Gustavo Bebianno. Marcelo Freixo
(PSOL-RJ) disse que eles estavam "recepcionando o presidente hoje na Câmara de um jeito cordial,
pois sabemos como ele gosta de laranjas!"
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