sábado, 9 de fevereiro de 2019

HORROR: O BRASIL DESGRAÇADO... MORTOS....SANGUE...DESASTRES POR TODOS OS LADOS


Atenção: imagens fortes abaixo.
THE INTERCEPT
“VÃO INVADIR O Morro da Coroa, no Catumbi”. Recebi essa mensagem às 22h18 da sexta-feira, 
1º de fevereiro. Muita gente no WhatsApp também. Em seis dias, a “profecia” se cumpriu. Houve 
tiroteio na região por três dias seguidos até que a polícia interviesse, uma semana depois, e deixasse 
13 mortos – 10 deles, segundo testemunhas, dentro da casa de uma moradora que nada tem a ver 
com tráfico, no Morro do Fallet/Fogueteiro, a favela vizinha e também controlada pelo Comando 
Vermelho.
“Fica no prejuízo. Faz essa merda aqui e vai embora. E a família, como é que fica? Fora o prejuízo 
psicológico né? Que é o mais alto. Senhora de idade, família dos outros, todo mundo trabalhador”, 
explica consternado o filho da dona da casa. Sua mãe aparenta ter 60 anos e, claro, não quis falar 
com ninguém. Todos têm medo.
O filho é carregador e estava trabalhando quando soube da chacina cometida dentro da casa da mãe. 
Ele mora em outra residência, no mesmo terreno, onde seu filho estava. Teve medo de perder o 
menino. Voltou correndo e encontrou tudo destruído: incontáveis buracos de bala pelo teto, pelas 
paredes, pelos móveis – sangue por vários cômodos, a pia da lavanderia no chão, rebocos também.
A assessoria de imprensa da PM disse por telefone: “A gente não tem como confirmar que estes 
disparos de hoje tenham sido efetuados pela Polícia Militar”, se referindo ao confronto entre os 
traficantes na noite e semana passada. Duas facções brigam pelo controle da zona: o Comando 
Vermelho e Terceiro Comando Puro. A assessoria afirmou ainda que será necessário um laudo 
pericial, pois “toda ação do Estado em que o cidadão se sentir lesado é preciso que ele, o cidadão, 
acione a Defensoria Pública”.
Mortos em chacina na casa de moradora do Fallet-Fogueteiro. O corpo da esquerda foi 
arrastado, alterando a cena do crime e dificultando a perícia que pode apurar abusos.
Em comunicado, a PM disse que “após cessarem os disparos, 10 criminosos feridos foram 
encontrados em vias da comunidade”. Imagens obtidas pelo Intercept, mostram que ao menos três 
pessoas foram mortas dentro de casa.
Execução de pessoas já rendidas
“O tiro foi aqui dentro. Aqui na casa. Foi à queima roupa. De cima pra baixo” disse *Josias, um 
vizinho da casa, apontando para os buracos no telhado do imóvel. O relato corrobora com o de 
*Josué, que trabalhava numa rua próxima. “Estávamos a 20 metros da casa onde os policiais 
estavam. 
Eles fecharam um cerco. Não tinha moradores do lado direito. Aí fomos pro lado esquerdo e vimos. 
Depois da rajada, colocaram os corpos nas caçambas”, disse. O relato de execução com as pessoas já 
rendidas foi confirmado ao Intercept por três pessoas diferentes.
Os policiais envolvidos na operação estão sendo ouvidos na Delegacia de Homicídios do Rio. De 
acordo com a DH, as armas dos PMs foram recolhidas e encaminhadas para a perícia.
Além dos mortos, outras quatro pessoas foram presas em outra casa. Saíram vivos porque 
conseguiram negociar com os policiais após fazer a família dona do imóvel como refém. Esta foi a 
operação policial mais violenta do Rio de Janeiro em mais de 12 anos. Em campanha e já durante o 
mandato, o governador Wilson Witzel prometeu uma guerra. Ele já está entregando a promessa à 
população.
Correção: 09 de fevereiro de 2019, às 10h12
Este texto inicialmente afirmou que esta foi a operação policial mais violenta do Rio de Janeiro em 
mais de dois anos. Na verdade, foi a operação policial com maior número de mortos em 12 anos.

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