segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

GOVERNO BOLSONARO QUER APOIO DA ITÁLIA EM AÇÃO CONTRA BISPOS....ALGUÉM PRECISA AVISAR O COISO QUE O VATICANO É UM ESTADO INDEPENDENTE !

Após confirmar que o chamado "clero progressista" da Igreja Católica vem sendo monitorado, 
o governo Jair Bolsonaro prepara uma ofensiva diplomática junto ao governo italiano para 
tentar barrar ataques diretos contra as políticas sociais e ambientais do governo durante a 
realização do Sínodo sobre a Amazônia, organizado pelo papa Francisco e que será realizado 
em Roma, no mês de outubro; governo Bolsonaro também deverá realizar um simpósio 
próprio, em setembro, também em Roma, para mostrar a "preocupação e o cuidado do Brasil 
com a Amazônia".
247 - Após confirmar que o chamado "clero progressista" da Igreja Católica vem sendo monitorado, 
o governo Jair Bolsonaro prepara uma ofensiva diplomática junto ao governo italiano para que este 
interceda junto à Santa Sé para tentar barrar ataques diretos contra as políticas sociais e ambientais 
do governo durante a realização do Sínodo sobre a Amazônia, organizado pelo papa Francisco e que 
será realizado em Roma, no mês de outubro.
Neste domingo, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) divulgou nota onde confirma a 
existência de uma "preocupação funcional com alguns pontos da pauta" do Sínodo que tratam de 
aspectos que afetam, de certa forma, a soberania nacional" (Leia no Brasil 247). Dentre os assuntos 
previstos a serem discutidos no evento estão temas sensíveis ao governo Bolsonaro, como o 
tratamento dado aos povos indígenas e quilombolas e as mudanças climáticas. Os temas são vistos 
dentro do governo brasileiro como sendo frutos de uma "agenda de esquerda".
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o Planalto quer se valer das boas relações com o governo 
italiano, que estão em alta desde a extradição do italiano Cesare Battisti, para buscar apoio junto aos 
embaixadores da Itália e do Vaticano no Brasil - Antonio Bernardini e d. Giovanni D'Aniello, 
respectivamente - para divulgar as ações governamentais nas áreas que serão alvo de debates durante 
o evento. Os embaixadores também seriam responsáveis por pressionar a cúpula da Igreja Católica a 
minimizar possíveis danos à imagem do país em função da ampla cobertura internacional prevista 
para o evento.
Na tentativa de se antecipar ao evento de outubro, o governo Bolsonaro também deverá realizar um 
simpósio próprio, em setembro, também em Roma, para mostrar ao mundo a "preocupação e o 
cuidado do Brasil com a Amazônia".

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