
Jair Bolsonaro irá ao Congresso Nacional na manhã desta quarta-para entregar o projeto de
reforma da Previdência Social de seu governo; a solenidade tem três marcos simbólicos: será
um presidente cambaleante politicamente que se apresentará aos parlamentares, depois da
sucessão de crises dos primeiros 45 dias de seu governo; levará um projeto que mexe com
interesses e direitos de quase todo o país mas que é quase secreto, não foi divulgado à sociedade
até agora; e irá proclamar, na prática, o fim da aposentadoria integral no país.
Rede Brasil Atual - No mesmo dia em que o governo Bolsonaro deve enviar ao Congresso
Nacional a sua proposta de emenda à Constituição (PEC) que pretende restringir o acesso às
aposentadorias dos setores público e privado, os trabalhadores realizam assembleia nacional, aberta
ao público em São Paulo nesta quarta-feira (20), para definir um plano unitário de lutas contra a
chamada reforma da Previdência.
Convocam a assembleia aberta as centrais CUT, CGTB, CTB, CSB, CSP-Conlutas, Força Sindical,
Convocam a assembleia aberta as centrais CUT, CGTB, CTB, CSB, CSP-Conlutas, Força Sindical,
Intersindical e Nova Central. Em São Paulo, os trabalhadores se reúnem a partir das 10h da manhã
na Praça da Sé, no centro da capital. Outros atos e mobilizações também devem ocorrer em pelo
menos nove estados (confira abaixo a programação).
Em meio à desinformação que marca o governo Bolsonaro, o que se sabe até agora é que deve
propor idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e de 62 anos para mulheres, com
período de transição de 12 anos.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, as idades mínimas estipuladas e o chamado modelo de
capitalização – que pode aparecer já nesta PEC ou posteriormente – defendido pelo ministro da
Economia, Paulo Guedes, fazem do modelo de reforma da Previdência de Bolsonaro ainda pior que a
proposta apresentada pelo governo Temer.
Ele classifica as mudanças pretendidas como "extremamente prejudiciais" e "afetam de forma cruel
Ele classifica as mudanças pretendidas como "extremamente prejudiciais" e "afetam de forma cruel
os mais pobres", e convoca todos para a assembleia. "Os sindicatos foram para as bases, estão
realizando assembleias e construindo a organização da luta. E as demandas e as deliberações dos
trabalhadores serão a base do que iremos definir no dia 20."
A CUT diz ainda que vai às ruas conscientizar a população sobre os danos causados pela reforma da
A CUT diz ainda que vai às ruas conscientizar a população sobre os danos causados pela reforma da
previdência dos futuros aposentados, e também deve pressionar senadores e deputados para votarem
contra a proposta do governo Bolsonaro.
Em último caso, a central não descarta a convocação de uma greve geral para derrotar a reforma,
Em último caso, a central não descarta a convocação de uma greve geral para derrotar a reforma,
assim como ocorreu no governo Temer, que engavetou a sua tentativa após a realização da greve de
abril de 2017.
Nenhum comentário:
Postar um comentário