quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

ENQUANTO BOLSONARO VAI AO CONGRESSO PARA ACABAR COM APOSENTADORIA INTEGRAL, CENTRAIS FAZEM MOBILIZAÇÃO CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Jair Bolsonaro irá ao Congresso Nacional na manhã desta quarta-para entregar o projeto de 
reforma da Previdência Social de seu governo; a solenidade tem três marcos simbólicos: será 
um presidente cambaleante politicamente que se apresentará aos parlamentares, depois da 
sucessão de crises dos primeiros 45 dias de seu governo; levará um projeto que mexe com 
interesses e direitos de quase todo o país mas que é quase secreto, não foi divulgado à sociedade 
até agora; e irá proclamar, na prática, o fim da aposentadoria integral no país.
Rede Brasil Atual - No mesmo dia em que o governo Bolsonaro deve enviar ao Congresso 
Nacional a sua proposta de emenda à Constituição (PEC) que pretende restringir o acesso às 
aposentadorias dos setores público e privado, os trabalhadores realizam assembleia nacional, aberta 
ao público em São Paulo nesta quarta-feira (20), para definir um plano unitário de lutas contra a 
chamada reforma da Previdência.
Convocam a assembleia aberta as centrais CUT, CGTB, CTB, CSB, CSP-Conlutas, Força Sindical, 
Intersindical e Nova Central. Em São Paulo, os trabalhadores se reúnem a partir das 10h da manhã 
na Praça da Sé, no centro da capital. Outros atos e mobilizações também devem ocorrer em pelo 
menos nove estados (confira abaixo a programação).
Em meio à desinformação que marca o governo Bolsonaro, o que se sabe até agora é que deve 
propor idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e de 62 anos para mulheres, com 
período de transição de 12 anos.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, as idades mínimas estipuladas e o chamado modelo de 
capitalização – que pode aparecer já nesta PEC ou posteriormente – defendido pelo ministro da 
Economia, Paulo Guedes, fazem do modelo de reforma da Previdência de Bolsonaro ainda pior que a 
proposta apresentada pelo governo Temer.
Ele classifica as mudanças pretendidas como "extremamente prejudiciais" e "afetam de forma cruel 
os mais pobres", e convoca todos para a assembleia. "Os sindicatos foram para as bases, estão 
realizando assembleias e construindo a organização da luta. E as demandas e as deliberações dos 
trabalhadores serão a base do que iremos definir no dia 20."
A CUT diz ainda que vai às ruas conscientizar a população sobre os danos causados pela reforma da 
previdência dos futuros aposentados, e também deve pressionar senadores e deputados para votarem 
contra a proposta do governo Bolsonaro.
Em último caso, a central não descarta a convocação de uma greve geral para derrotar a reforma, 
assim como ocorreu no governo Temer, que engavetou a sua tentativa após a realização da greve de 
abril de 2017.

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