
A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, anunciou que será
publicada em meados do mês uma medida provisória que implantará o ensino domiciliar no
Brasil; "Creio que em dez dias", disse em entrevista; a medida afronta a Constituição e decisão
do STF; em setembro de 2018 determinou que os pais não têm direito de tirar filhos da escola
para ensiná-los exclusivamente em casa; com a publicação da MP, o assunto deverá ser alvo de
questionamentos e deverá voltar ao Supremo; Constituição determina que "a educação, direito
de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da
sociedade".
247 - A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que a medida
247 - A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que a medida
provisória (MP) que trata da implantação do ensino domiciliar no Brasil, o chamado
"homeschooling" deverá ser publicada ainda em meados de fevereiro. "Creio que em dez dias", disse
Damares à jornalista Andreia Sadi, do G1. A medida, que faz parte do pacote de ações dos 100
primeiros dias do governo Jair Bolsonaro, contudo, já foi alvo de uma decisão do Supremo Tribunal
Federal (STF) no ano passado na qual a maioria dos ministros da Corte determinaram que os pais
não têm direito de tirar filhos da escola para ensiná-los exclusivamente em casa.
A expectativa é que após a publicação da MP, o assunto seja alvo de novas ações questionando se o
ensino domiciliar viola o artigo 205 da Constituição, que diz que "a educação, direito de todos e
dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade". (Leia
mais no Brasil 247)
Após ser publicada no Diário Oficial da União, a MP precisará ser aprovada pelo Congresso
Após ser publicada no Diário Oficial da União, a MP precisará ser aprovada pelo Congresso
Nacional dentro de 120 dias, apesar de possuir força de lei. Há cerca de duas semanas, Damares
afirmou que o sistema de homeschooling permite aos pais o gerenciamento do que é ensinado às
crianças e até ministrar mais conteúdo do que o contido na grade curricular das escolas. A concepção
que embasa a medida é que os pais são proprietários de seus filhos e que teriam, portanto autonomia
para retirá-los do convívio social e do ambiente de aprendizado no quotidiano escolar -tal visão
afronta a Constituição.
De acordo com o jornal O Globo, a elaboração do texto da MP que trata do ensino domiciliar contou
com o apoio da Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), cujo diretor jurídico,
Alexandre Magno Fernandes Moreira, ocupa desde o dia 14 de janeiro o cargo de secretário-adjunto
da Secretaria Nacional de Proteção Global da pasta gerida por Damares.
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