quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

MILITARES REJEITAM PLANO DE 'AJUDA HUMANITÁRIA' À VENEZUELA E BANNON ATACA MOURÃO: PISA FORA DA LINHA


Manobrista de Donald Pum, Steve Bannon se mostra feliz com o governo de Jair Bolsonaro, 
que converte o Brasil em colônia dos Estados Unidos, e demonstra inconformismo com o vice 
Hamilton Mourão: "pisa fora da linha"; ou seja: pela primeira vez, fica claro como os Estados 
Unidos trabalham para fazer do Brasil seu quintal, enquadrando até os generais; posição é 
alinhada com os filhos do presidente, que têm tentado isolar o vice.
O manobrista de Donald Pum, Steve Bannon se mostra feliz com o governo de Jair Bolsonaro, que
converte o Brasil em colônia dos Estados Unidos, e demonstra, pela primeira vez, inconformismo 
com o vice Hamilton Mourão: "pisa fora da linha". Ou seja: pela primeira vez, fica claro como os 
Estados Unidos trabalham para fazer do Brasil seu quintal, enquadrando até os generais.
As declarações foram feitas em entrevista à Folha de S.Paulo por telefone. A posição é alinhada com 
os filhos do presidente, que têm tentado isolar o vice. Já o presidente Jair Bolsonaro e o filho 
Eduardo Bolsonaro são extraordinários, disse.
O estrategista de Trump afirma que Mourão foi uma escolha ruim do "capitão", como chama. "Disse 
isso ao pessoal do capitão Bolsonaro. Não é muito útil. Pela minha experiência com Trump, quando 
você chega [ao poder], tem que ser o mais unificado possível. Como se pronuncia? 'Mouraro'? Ele é 
desagradável, pisa fora da sua linha", declara.
"Como um observador de fora, me parece que o vice-presidente Mourão gosta de falar muito sobre 
política externa. Mas, até onde sei, o presidente Bolsonaro não lhe atribuiu responsabilidades e 
parece que foi uma decisão sábia", acrescenta.
Na entrevista, Bannon rasga ainda outros elogios a Eduardo, com quem se encontrou em Nova York 
depois da campanha presidencial e também defende o filho mais velho, Flávio Bolsonaro, alvo de 
um escândalo de corrupção de envolvimento com milicianos no Brasil. Para Bannon, as 
investigações que o envolvem são parte da guerra do marxismo cultural contra a família no poder.
MILITARES REJEITAM PLANO DE 
'AJUDA HUMANITÁRIA' À VENEZUELA
Mais uma explosiva contradição entre os militares e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto 
Araújo, acaba de vir à tona, desta vez em torno da nevrálgica questão da relação do Brasil com a 
crise na Venezuela. Nesta terça-feira (5), o chanceler assumiu em nome do governo brasileiro, 
durante conversações com o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, o 
compromisso de participar com o governo Trump da chamada "ajuda humanitária" à Venezuela. Os 
militares brasileiros reagiram mal.
A promessa de Araújo é uma escalada da participação brasileira na ofensiva golpista e 
intervencionista do governo Trump contra a Venezuela, que pode acender as chamas da guerra na 
América Latina, com envolvimento direto do Brasil. O oferecimento da "ajuda humanitária" é uma 
estratégia para abrir um corredor de passagem na Venezuela, por onde poderiam penetrar tropas 
estadunidenses, grupos mercenários e armas.
No encontro com Araújo, Bolton afirmou: "Acabei de me encontrar com o ministro de Relações 
Exteriores do Brasil na Casa Branca. Discutimos o apoio mútuo ao presidente interino da Venezuela 
Guaidó, incluindo a logística para fornecer assistência humanitária ao povo venezuelano". Bolton é o 
mesmo assessor de Trump para quem o presidente Jair Bolsonaro bateu continência.
Nota publicada nesta quarta-feira (6) no jornal "O Estado de S.Paulo", informa que a ideia do 
chanceler Ernesto Araújo de enviar "ajuda humanitária" à Venezuela encontra resistência nas Forças 
Armadas. "Para os militares, qualquer tipo de missão brasileira, mesmo com nobres pretextos, estará 
sob risco no país vizinho, em ebulição social e política", destaca a Coluna do Estadão.
E arremata: "Aos diplomatas ideológicos do Itamaraty, representantes do núcleo militar do governo 
avisaram que, além do alto grau de dificuldade logística da ação, qualquer incidente grave 
envolvendo um brasileiro em solo venezuelano abrirá um caminho sem volta na relação entre os dois 
países".

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