sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

APESAR DO BOICOTE DE TRUMPONARO E SEUS SEGUIDORES PARAGUAIOS, MADURO MOSTRA QUE NÃO ESTÁ ISOLADO E POSSE TEVE REPRESENTANTES DE 94 PAÍSES


A posse to presidente Nicolás Maduro para o exercício de seu segundo mandato como 
presidente da Venezuela contou com a presença de importantes delegações internacionais, de 
94 países, organismos internacionais, entre estes a ONU e suas agências, a Organização da 
Unidade Africana (OUA) e a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep); 
reportagem de José Reinaldo Carvalho, enviado especial do 247 a Caracas.
De Caracas, José Reinaldo Carvalho
A posse to presidente Nicolás Maduro para o exercício de seu segundo mandato como presidente da 
Venezuela contou com a presença de importantes delegações internacionais, de 94 países, 
organismos internacionais, entre estes a Organização das Nações Unidas (ONU) e suas agências, a 
Organização da Unidade Africana (OUA) e a Organizaçao dos Países Produtores de Petróleo (Opep).
O presidente da China, Xi Jinping enviou como seu representante o ministro da Agricultura, Han 
Changfu; da Rússia chegou um alto representante do presidente Vladimir Putin e da Turquia o vice-
presidente da República, Fuat Otkay, representando o presidente Erdogan. Também participaram, 
altos representantes do Irã, Palestina, África do Sul, Belarus, Argélia, Egito, Iraque, Síria, Coreia do 
Norte, Laos e Vietnã, entre outros.
Presidentes e primeiros-ministros foram pessoalmente a Caracas levar seu apoio a Nicolás Maduro: 
Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, Evo Morales, da Bolívia; Salvador Sanchez Ceren, de 
Salvador; Daniel Ortega da Nicarágua; os presidentes da Abkhasia e da Ossétia do Sul, o primeiro-
ministro de San Cristobal y Nieves; o vice-presidente do Suriname, além de chanceleres e altos 
representantes latino-americanos, caribenhos, europeus, asiáticos e do Oriente Médio.
Dezenas de partidos políticos e organizações partidárias e de Movimentos sociais de todo o mundo 
também foram levar seu apoio à posse de Nicolás Maduro.
O Brasil enviou uma representativa delegação de partidos políticos e movimentos sociais: a 
presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hofmann, o secretário de Relações Internacionais do 
PCdoB, Walter Sorrentino, o líder do MST, João Pedro Stédile, a presidenta do Conselho Mundial da 
Paz, Socorro Gomes e José Reinaldo Carvalho, jornalista, também dirigente do Partido Comunista
do Brasil e editor do sítio Resistência.
Em contundente pronunciamento dirigido à comunidade internacional, o presidente Maduro 
rechaçou as ameaças de agressão do imperialismo estadunidense e seus países satélites e da União 
Europeia. Criticou a direita latino-americana e mundial e chamou a atenção para a ofensiva da 
extrema-direita, destacando nominalmente como fascista o presidente recém-empossado do Brasil. 
Indicou que a Venezuela diz ao mundo que não aceita o intervencionismo, nem a tutela de governos 
estrangeiros e que são os próprios venezuelanos que decidem os destinos de sua nação.
Maduro apresentou a proposta de realizar uma reunião de cúpula especial com representantes de 
governos da América Latina e Caribe para abordar temas de interesse comum, uma agenda aberta 
para discutir todos os temas frente a frente.

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