segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

"VONTADE DA MAIORIA NÃO PODE OPRIMIR A MINORIA" DIZ ROSA WEBER NA DIPLOMAÇÃO DO BOLSONARO QUE AFIRMA QUE SERÁ PRESIDENTE DE TODOS OS BRASILEIROS


Em meio ao escândalo das transações suspeitas envolvendo o filho, Jair Bolsonaro e Hamilton 
Mourão são diplomados nesta tarde pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como presidente 
da República e vice para cumprir mandato de 2019 a 2022; em discurso, Bolsonaro disse 
governará para todos a partir de 1º de janeiro, defendeu que a "soberania do voto" é 
inquebrantável e garantiu que não haverá mais "submissão aos interesses alheios", o que é 
contraditório com sua política externa.
247 - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diplomou nesta segunda-feira (10), Jair Bolsonaro como
presidente da República para cumprir mandato de 2019 a 2022.
A cerimônia de diplomação do presidente eleito em 28 de outubro e de seu vice, Hamilton Mourão, é 
realizada em sessão solene no plenário da Corte. Os diplomas são assinados pela presidente do TSE, 
ministra Rosa Weber.
Durante seu discurso, Bolsonaro agradeceu a Deus pela vitórias em eleições "limpas e justas". 
Agradeceu os 57 milhões de votos e pediu a confiança dos que não votaram nele, prometendo ser o 
presidente "de todos os brasileiros".
Bolsonaro também defendeu o combate à corrupção, em meio ao escândalo de transações suspeitas 
envolvendo o ex-assessor do filho Flávio Bolsonaro, e falou em "não mais submissão" a interesses 
alheios, o que é contraditório com sua política externa alinhada aos Estados Unidos.
Rosa Weber decidiu fazer um discurso em defesa das minorias e da tolerância em meio a cerimônia
de diplomação de Jair Bolsonaro como presidente eleito, que ocorreu nesta segunda (10), no Tribunal
Superior Eleitoral.Weber, primeiro, ouviu a fala oficial de Bolsonaro e, na sequência, ocupou o
microfone lembrando, já no início, que a diplomação ocorria exatamente no dia em que se celebra o
Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Depois de afirmar, em várias passagens, que as eleições de 2018 ocorreram dentro da "total
normalidade" institucional, graças à competência do TSE, Weber mandou um recado a Bolsonaro.
"A democracia não se resume a escolha de governantes. É exercício constante de tolerância, sem que
a vontade da maioria, cuja legitimidade não se contesta, busque oprimir grupos minoritários ou
tolher direitos constitucionalmente assegurados."
Segundo Weber, o princípio democrático não se expressa somente na fé inabalável nas instituições da
República, mas também na "observância da ordem jurídica" e no "respeito às minorias, sobretudo
aquelas em situação de vulnerabilidade".
A ministra defendeu ainda a "jurisdição das liberdades" e a convivência harmoniosa entre as pessoas
que pensam diferente.
Durante o segundo turno eleitoral, Weber, na condição de ministra do TSE, viveu a saia justa de dar
uma resposta insatisfatória para o combate às fake news e para a denúncia de que a campanha de
Bolsonaro vinha sendo financiada ilegalmente por empresários anti-PT que gastaram, segundo
denúncia da Folha, milhões de reais em disparo em massa no WhatsApp.

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