
Em meio ao escândalo das transações suspeitas envolvendo o filho, Jair Bolsonaro e Hamilton
Mourão são diplomados nesta tarde pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como presidente
da República e vice para cumprir mandato de 2019 a 2022; em discurso, Bolsonaro disse
governará para todos a partir de 1º de janeiro, defendeu que a "soberania do voto" é
inquebrantável e garantiu que não haverá mais "submissão aos interesses alheios", o que é
contraditório com sua política externa.
247 - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diplomou nesta segunda-feira (10), Jair Bolsonaro como
247 - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diplomou nesta segunda-feira (10), Jair Bolsonaro como
presidente da República para cumprir mandato de 2019 a 2022.
A cerimônia de diplomação do presidente eleito em 28 de outubro e de seu vice, Hamilton Mourão, é
realizada em sessão solene no plenário da Corte. Os diplomas são assinados pela presidente do TSE,
ministra Rosa Weber.
Durante seu discurso, Bolsonaro agradeceu a Deus pela vitórias em eleições "limpas e justas".
Durante seu discurso, Bolsonaro agradeceu a Deus pela vitórias em eleições "limpas e justas".
Agradeceu os 57 milhões de votos e pediu a confiança dos que não votaram nele, prometendo ser o
presidente "de todos os brasileiros".
Bolsonaro também defendeu o combate à corrupção, em meio ao escândalo de transações suspeitas
Bolsonaro também defendeu o combate à corrupção, em meio ao escândalo de transações suspeitas
envolvendo o ex-assessor do filho Flávio Bolsonaro, e falou em "não mais submissão" a interesses
alheios, o que é contraditório com sua política externa alinhada aos Estados Unidos.
Rosa Weber decidiu fazer um discurso em defesa das minorias e da tolerância em meio a cerimônia
de diplomação de Jair Bolsonaro como presidente eleito, que ocorreu nesta segunda (10), no Tribunal
Superior Eleitoral.Weber, primeiro, ouviu a fala oficial de Bolsonaro e, na sequência, ocupou o
microfone lembrando, já no início, que a diplomação ocorria exatamente no dia em que se celebra o
Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Depois de afirmar, em várias passagens, que as eleições de 2018 ocorreram dentro da "total
normalidade" institucional, graças à competência do TSE, Weber mandou um recado a Bolsonaro.
"A democracia não se resume a escolha de governantes. É exercício constante de tolerância, sem que
a vontade da maioria, cuja legitimidade não se contesta, busque oprimir grupos minoritários ou
tolher direitos constitucionalmente assegurados."
Segundo Weber, o princípio democrático não se expressa somente na fé inabalável nas instituições da
República, mas também na "observância da ordem jurídica" e no "respeito às minorias, sobretudo
aquelas em situação de vulnerabilidade".
A ministra defendeu ainda a "jurisdição das liberdades" e a convivência harmoniosa entre as pessoas
que pensam diferente.
Durante o segundo turno eleitoral, Weber, na condição de ministra do TSE, viveu a saia justa de dar
uma resposta insatisfatória para o combate às fake news e para a denúncia de que a campanha de
Bolsonaro vinha sendo financiada ilegalmente por empresários anti-PT que gastaram, segundo
denúncia da Folha, milhões de reais em disparo em massa no WhatsApp.
de diplomação de Jair Bolsonaro como presidente eleito, que ocorreu nesta segunda (10), no Tribunal
Superior Eleitoral.Weber, primeiro, ouviu a fala oficial de Bolsonaro e, na sequência, ocupou o
microfone lembrando, já no início, que a diplomação ocorria exatamente no dia em que se celebra o
Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Depois de afirmar, em várias passagens, que as eleições de 2018 ocorreram dentro da "total
normalidade" institucional, graças à competência do TSE, Weber mandou um recado a Bolsonaro.
"A democracia não se resume a escolha de governantes. É exercício constante de tolerância, sem que
a vontade da maioria, cuja legitimidade não se contesta, busque oprimir grupos minoritários ou
tolher direitos constitucionalmente assegurados."
Segundo Weber, o princípio democrático não se expressa somente na fé inabalável nas instituições da
República, mas também na "observância da ordem jurídica" e no "respeito às minorias, sobretudo
aquelas em situação de vulnerabilidade".
A ministra defendeu ainda a "jurisdição das liberdades" e a convivência harmoniosa entre as pessoas
que pensam diferente.
Durante o segundo turno eleitoral, Weber, na condição de ministra do TSE, viveu a saia justa de dar
uma resposta insatisfatória para o combate às fake news e para a denúncia de que a campanha de
Bolsonaro vinha sendo financiada ilegalmente por empresários anti-PT que gastaram, segundo
denúncia da Folha, milhões de reais em disparo em massa no WhatsApp.
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