terça-feira, 4 de dezembro de 2018

TRABALHADOR, CUIDADO!! GUEDES (AQUELE QUE METEU A MÃO NOS FUNDOS DE PENSÃO) VAI METER A MÃO NO TEU FGTS!


Xi! Cago Boys vão administrar também o Fundo de Amparo ao Trabalhador, FAT!
Ao anunciar o fim do trabalho e do Ministério do Trabalho, o ministro Fênyx Lorenzoni revelou que 
o FGTS e o FAT serão agora administrados pelos Xi! Cago Boys, sob a batuta de Milton Friedman.
Friedman, pai do neolibelismo e parteiro do "milagre econômico" de Pinochet - que matou 4 mil 
pessoas -, dizia que o salário mínimo impedia que muitos trabalhadores trabalhassem...
Essa turma meteu a mão na poupança do trabalhador e , portanto, em investimentos em casa própria, 
saneamento de valas negras, abono salarial e... poupança contra o desemprego!
Na França, estava o Brasil de "coletes amarelos".
Aqui, se comemora o campeonato do Palmeiras!
PHA

A morte do Ministério do Trabalho e a volta 
aos anos 30
POR FERNANDO BRITO
Na República Velha, onde “a questão social era um caso de polícia” – frase que se atribui ao 
Presidente Washington Luís (1926-1930) – eles não existiam. O povo não existia, aliás.
Com a revolução de 30, nasceram. O Ministério da Educação e da Saúde, dia 14 de novembro, e o do 
Trabalho, dia 26 do mesmo mês.
Como estamos voltando àqueles tempos, embora triste, é natural que comecem a morrer.
Primeiro, o Trabalho, que já vinha num processo de esvaziamento há anos e se enfraqueceu muito 
quando perdeu o controle da Previdência Social, agora mais ligada aos cofres da Fazenda que à 
proteção do trabalhador.
Depois, quando se tornou, na reforma da CLT, inimigo dos direitos dos trabalhadores, propondo ou 
permitindo relações de trabalho quase escravocratas que, de tão anacrônicas, têm dificuldade de 
serem absorvidas pelas próprias empresas, como é o caso do trabalho intermitente.
Agora, jogado à condição de “quartinho de despejo” no superministério de Sérgio Moro e com seu 
papel de gestor de contribuições de natureza social (FGTS, FAT) e o controle dos contratos de 
trabalho (Caged) entregues ao superministério de Paulo Guedes, ganha um doce quem achar que ali 
haverá gestores em algo preocupados com a sorte do trabalhador.
Verdade que Temer tinha feito a sua parte neste óbito, entregando a Roberto Jefferson o controle da 
pasta e por ele submetendo-a ao longo “mico” da nomeada e jamais empossada Cristine Brasil.
Agora, Jair Bolsonaro terminará o serviço com sua “carteira verde-amarela”, pela qual o trabalhador 
já renuncia, antecipadamente, aos seus direitos. Claro, por livre opção, porque terá de escolher entre 
“direitos sem emprego” ou emprego sem direitos.
Logo estas “medidas antipaternalistas” chegarão aos irmãos Educação e Saúde, que existirão para 
quem puder pagar por eles.
A rede de proteção social que fez este país sair do atraso há quase 90 anos vai ser totalmente 
desmontada pelos imbecis que empalmaram o poder.
Afinal, a frase que se atribui a Washington Luís é, provavelmente, derivada de outra que disse e que 
não surpreenderia ser dita hoje também por um presidente da República: ” “a agitação operária é 
uma questãoque interessa mais à ordem pública do que à ordem social”.
Portanto, Moro nela!

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