quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

PARA SEGURANÇA PUBLICA, MORO ACHA NO NINHO TUCANO GENERAL DERROTADO


Guilherme Teophilo foi derrotado na eleição para governador no Ceará; futuro ministro ainda 
confirmou número 2 da pasta.

Moro põe general tucano para chefiar 
Segurança Pública e elogia intervenção no Rio
Breno Pires e Julia Lindner, no Terra
O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, anunciou o general da reserva 
Guilherme Teophilo – candidato derrotado ao governo do Ceará pelo PSDB – como futuro chefe da 
Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e citou o trabalho de restruturação do setor no 
Estado do Rio de Janeiro como algo que deseja reproduzir em escala nacional, sem fazer menção 
direta à intervenção federal.
Moro também confirmou a indicação do delegado da Polícia Federal Luiz Pontel para o cargo de 
secretário executivo do ministério, o número 2 dentro da estrutura da pasta.
“O general Guilherme Teophilo”, disse Moro, “tem uma larga experiência e longo currículo de 
trabalhos relevantes efetuados no Exército. E, mais do que um homem de ação, embora ele também 
seja um homem de ação, eu queria um homem de gestão”.
A atuação política de Teophilo, candidato ao governado do Ceará, foi lembrada pelo próprio Moro, 
antecipando-se a questionamentos.
O futuro ministro destacou que o general da reserva já se desfiliou do partido.
“Não existe nenhuma indicação político-partidária”, disse Moro. Teophilo é aliado do senador Tasso 
Jereissati (PSDB-CE).
Moro disse que é objetivo da Senasp realizar um trabalho “similar” ao que vem sendo feito na 
restruturação da segurança no Rio de Janeiro, que está sob a condução do chefe de gabinete da 
Intervenção Federal no Rio de Janeiro, general Walter Souza Braga Netto.
“Eu fiquei bastante impressionado com o trabalho que vem sendo feito no Rio de Janeiro pelo 
general Walter Souza Braga Netto, de restruturação da segurança pública daquele estado. E um 
trabalho similar, respeitando evidentemente a autonomia dos Estados, é o objetivo da Senasp”, 
afirmou Sérgio Moro.
O novo secretário terá, segundo Moro, a tarefa de “ajudar a restruturar, resguardar as autonomias, 
tentar padronizar procedimentos, padrões de serviço e gestão envolvendo a segurança pública dos 
estados, sempre com diálogo e respeito aos estados e ao DF, que têm autonomia em relação à 
segurança pública”.
O primeiro nome cotado para a Senasp era o do general da reserva Claudio Santos Cruz, mas ele 
terminou sendo escolhido pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, para a Secretaria de Governo, com 
status de ministro.
Outro nome confirmado no Ministério da Justiça, o delegado da Polícia Federal Luiz Pontel tem que 
investigou o caso Banestado na década passada, que teve como juiz Sérgio Moro.
O futuro ministro destacou que Pontel foi um dos responsáveis pela primeira prisão do doleiro 
Alberto Youssef.
O delegado é atualmente o secretário Nacional de Justiça, outro cargo de relevo na estrutura 
ministerial.
“Eu pude atestar a absoluta integridade do delegado Pontel. Sofreu pressões de várias espécies, 
tentaram removê-lo do posto, mas se manteve firme”, disse Moro.
Trabalho. O ministro Sérgio Moro afirmou que a intenção de transferir para a estrutura do Ministério 
da Justiça a função específica de análise e concessão de registros sindicais — atualmente no 
Ministério do Trabalho — tem como objetivo eliminar as práticas denunciadas de fraudes, corrupção 
e tráfico de influência nesta atividade. Mas não deu como garantida a transferência.
“Isso é algo que esta sendo definido e debatido. Há uma intenção de transferir essa parte do registro 
sindical para Justiça. É um setor que teve muita corrupção no passado, pelo menos o que foi 
divulgado pela imprensa e apurado em investigações. E o objetivo dessa transferência é, sob o 
guarda-chuva do MJ, eliminar qualquer vestígio de corrupção. Mas não é algo assim que está algo 
totalmente delimitado. Se for transferido, certamente será bem cuidado esse setor”, disse Moro.

Nenhum comentário: