Jornal GGN - O Grupo de Trabalho Perus divulgou nesta segunda-feira (3), em Brasília, a
confirmação da identidade de um homem torturado e morto sob o regime militar. A
identificação do bancário Aluízo Palhano Pedreira Ferreira, que esteve preso no
departamento comandando por Carlos Brilha Ustra - o herói de Jair Bolsonaro - nos anos
1970, foi possível por conta de exame de DNA. Ele foi assassinado por volta dos 49 anos.

O Ministério Público Federal denunciou Ustra e mais um agente da ditadura pelo feito em

O Ministério Público Federal denunciou Ustra e mais um agente da ditadura pelo feito em
2012, mas após a morte do coronel, seu nome foi retirado da ação. À época, a Justiça
Federal rejeitou a denúncia argumentando que ela violava os fundamentos da Lei da
Anistia.
O MPF recorreu e o caso está aguardando análise do Superior Tribunal de Justiça.
Ferreira foi funcionário do Banco do Brasil e um dos principais líderes sindicais do País. Em
1970, segundo dados da Folha de S. Paulo, Ferreira integrou a organização clandestina de
luta armada contra a ditadura VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), do ex-capitão
Carlos Lamarca. Ele foi foi preso em 9 de maio, em São Paulo, e torturado em instalações
do Cenimar, o centro de inteligência da Marinha.
Depois, foi transferido para o DOI-Codi (Departamento de Operações de Informações do
Centro de Operações de Defesa Interna) de São Paulo, órgão do Exército sob comando de
Ustra, onde Ferreira morreu após novas torturas, possivelmente em 21 de maio de 1971.
O Grupo de Trabalho Perus tem o objetivo de identificar os corpos encontrados na vala de
Perus, em parceria com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o Ministério dos
Direitos Humanos, a Secretaria Municipal de Direitos Humanos da Prefeitura e a CEMDP
(Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos), além do Ministério Público Federal.
O caso de Ferreira é o segundo identificado pelo Grupo, o quinto relacionado à vala de
Perus, onde cerca de outras mil ossadas foram localizadas nos anos 1990 em Perus,
durante a gestão de Luiza Erundina, no Paço paulistano. O cemitério Dom Bosco fica na
periferia da capital.
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