
A operação Lava Jato se especializou em cometer abusos, utilizar argumentos que não seriam aceitos
em nenhum outro caso e levar o julgamento para o juiz que mais lhe agrade. É assim que
condenaram Lula sem provas no caso do Triplex e a estratégia se repete com o sítio de Atibaia. Ao
apresentar suas alegações finais esta semana, os procuradores da Lava Jato escreveram que haveria
"farta prova documental" contra Lula. Essa mentira foi reproduzida em todas as manchetes da
imprensa e precisa ser rebatida, ponto por ponto, para restaurar a verdade.
O imóvel foco da ação é comprovadamente de propriedade da família Bittar, que há 40 anos tem
amizade com a família do ex-presidente. Além de ignorar o óbvio – o sítio tem dono e não é o Lula –
a equipe da Operação Lava Jato não apresentou nenhuma prova, ligação ou qualquer indício de que o
caso tenha relação com a Petrobras. Mais uma vez, a equipe do MPF usou de estratagema para forçar
que os processos referentes a Lula caíssem nas mãos do ex-juiz, e agora ministro de Jair Bolsonaro,
Sérgio Moro, em Curitiba.
Entenda em 6 pontos como o "caso do sítio" é a prova do lawfare, que é o uso do Judiciário
Entenda em 6 pontos como o "caso do sítio" é a prova do lawfare, que é o uso do Judiciário
para fins econômicos e políticos:
1- MPF e a juíza sabem que o sítio não é do Lula:
O sítio não é e nunca foi de Lula. A família Bittar, amiga de longa data da família da Silva, é
1- MPF e a juíza sabem que o sítio não é do Lula:
O sítio não é e nunca foi de Lula. A família Bittar, amiga de longa data da família da Silva, é
comprovadamente, com registro em cartório e comprovação de pagamentos bancários, a proprietária
do imóvel. Lula e Dona Marisa foram convidados a utilizar o sítio com a mesma liberdade que você
dá a seus amigos para irem à sua casa. Sendo os donos do lugar, os Bittar tinham liberdade de
convidar quem bem entendessem. Durante depoimento no dia 14 de novembro, ao ser questionada
pelo ex-presidente, a juíza Gabriela Hardt, substituta da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná,
admitiu que Lula não é o proprietário do imóvel.
2- Pedalinho e roupa íntima viraram provas
Objetos não confirmam propriedade. Mas a turma da Lava Jato conseguiu se superar no nível de
2- Pedalinho e roupa íntima viraram provas
Objetos não confirmam propriedade. Mas a turma da Lava Jato conseguiu se superar no nível de
"provas" apresentadas: roupas íntimas e dois pedalinhos dos netos do casal. Essas são as principais
"provas" que o MPF conseguiu em anos de investigação. A não ser que o Código Penal tenha sido
alterado, guardar algum objeto na casa de um amigo não é crime.
3- Processo foi forçado a ficar com Moro
Assim como no processo do apartamento no Guarujá, as acusações são genéricas, e mencionam
3- Processo foi forçado a ficar com Moro
Assim como no processo do apartamento no Guarujá, as acusações são genéricas, e mencionam
supostos contratos com a Petrobras sem explicar qualquer tipo de ligação com Lula. Nada comprova
que o ex-presidente tenha, de alguma forma, se envolvido nas negociações entre a estatal e as
empresas ou se beneficiado delas. Esse estratagema foi adotado porque o juiz Sérgio Moro tem a
responsabilidade de julgar os processos relacionados à Petrobras, e assim poderia julgar Lula mais
uma vez. A lei determina que os processos são julgados na região onde o caso ocorreu, logo, teria de
ser por um juiz de São Paulo, onde fica o sítio.
4- Sem perícia nos contratos
Não existe prova de fraude de licitação nos contratos e as empresas que fizeram as reformas, que é
4- Sem perícia nos contratos
Não existe prova de fraude de licitação nos contratos e as empresas que fizeram as reformas, que é
quando uma empresa é beneficiada para vencer a disputa de uma obra, ou consegue a empreitada por
um preço maior que o devido. Também não existe nenhuma perícia de desvios nesses contratos nem
de que Lula tivesse recebido qualquer recurso deles. Ou seja: a perícia, desprezada por Moro, nega
qualquer relação entre Lula e os valores pagos pela Petrobrás às empresas.
5- Testemunhas negaram envolvimento de Lula
O próprio Marcelo Odebrecht, ao fazer delação, disse que Lula não teve nada a ver com esses
O próprio Marcelo Odebrecht, ao fazer delação, disse que Lula não teve nada a ver com esses
contratos e nunca se envolveu em assuntos de Petrobras. De todos os depoimentos do caso, em
nenhum deles jamais foi afirmado que Lula teve qualquer relação ou conhecimento das reformas que
aconteceram no sítio, nem que tenha pedido reforma, nem que tenha trocado qualquer ato como
presidente pelas tais reformas. Uma análise técnica na contabilidade da Odebrecht mostrou que o
dinheiro que a Lava Jato diz que foi para as reformas, na realidade, foi sacado por um executivo da
própria Odebrecht. Isso também foi ignorado por Moro.
6 – Quais os interesses do ex-juiz e ministro Sérgio Moro
O juiz que orientou todo o caso virou ministro de um governo de extrema-direita que só chegou ao
poder graças a perseguição política contra Lula. Moro foi o responsável pela condenação, sem
6 – Quais os interesses do ex-juiz e ministro Sérgio Moro
O juiz que orientou todo o caso virou ministro de um governo de extrema-direita que só chegou ao
poder graças a perseguição política contra Lula. Moro foi o responsável pela condenação, sem
provas, que tirou Lula da disputa eleitoral em que liderava com folga e provavelmente venceria no
primeiro turno. Em outras palavras, o ex-juiz abriu o caminho para a vitória de Bolsonaro, para logo
depois ser recompensado com o cargo de ministro. Para um futuro governo antipovo, manter o maior
líder popular do país, reconhecido e admirado em todo o mundo, fora da atividade política é uma
questão de sobrevivência, já que é inevitável que Lula lidere a oposição ao desmonte do país, dos
direitos e das conquistas do povo que o futuro governo pretende fazer.
Como seria sem Lawfare
Como não há provas de desvios da Petrobrás e o apartamento não pertence a Lula, o processo nem
Como não há provas de desvios da Petrobrás e o apartamento não pertence a Lula, o processo nem
deveria existir. Ainda assim, se o MPF acreditasse que deveria haver algum tipo de investigação e ela
fosse levada de maneira correta, obedecendo ao Estado Democrático de Direito, não apenas as leis,
mas também a forma correta de aplicá-las, Lula jamais seria julgado em Curitiba. Ele não seria
questionado pela propriedade do sítio, que já é comprovadamente da família Bittar.
Lula deveria ser inocentado por total falta de relação comprovada com os contratos da Petrobras, por
Lula deveria ser inocentado por total falta de relação comprovada com os contratos da Petrobras, por
falta de qualquer ação indevida comprovada. O ex-presidente deveria ser inocentado porque não
existe nenhum depoimento ou prova que comprove desvio de recurso ou ato de corrupção dele. A
imprensa erra e mantém a perseguição a Lula ao repetir, em seus títulos, a falsa afirmação de que
haveria "fartura de provas" contra ele. O que há é uma fartura de mentiras, ilegalidades e arbítrios
nestes processos.
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