segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

DIREITOS HUMANOS DEVEM ESTAR NO CENTRO DE TODAS AS POLÍTICAS, DIZ PAPA


O papa Francisco fez nesta segunda-feira (10), data em que se recorda os 70 anos da 
Declaração Universal dos Direitos Humanos, um "apelo sincero" para que "todos os que têm 
responsabilidades institucionais, coloquem os direitos humanos no centro de todas as políticas, 
incluindo as de cooperação para o desenvolvimento, mesmo quando isso signifique ir 
contracorrente"; para ele, existem atualmente muitas formas de injustiça, "alimentadas por 
visões antropológicas redutivas e por um modelo econômico baseado no lucro, que não hesita 
em explorar, descartar e até matar o homem".

Agência Brasil - O papa Francisco fez nesta segunda-feira (10), data em que se recorda os 70 anos
da Declaração Universal dos Direitos Humanos, um "apelo sincero" para que todos os que tenham 
responsabilidades institucionais façam dos direitos humanos o centro das ações políticas, em um 
momento em que o tema é, segundo ele, continuamente ignorado.
"Desejo, nesta ocasião, dirigir um forte apelo a todos os que têm responsabilidades institucionais, 
para que coloquem os direitos humanos no centro de todas as políticas, incluindo as de cooperação 
para o desenvolvimento, mesmo quando isso signifique ir contracorrente", afirmou o pontífice na 
mensagem que escreveu para abrir a conferência internacional sobre o tema organizada pela 
Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e que foi lida pelo cardeal Peter Appiah Turkson, 
presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano.
No texto, Francisco afirmou que "várias contradições" são vistas diariamente e que isso gera a 
pergunta de que se de fato "a igual dignidade de todos os seres humanos, solenemente proclamada há 
70 anos, é reconhecida, respeitada, protegida e promovida em todas as circunstâncias". Conforme 
ressaltou, existem atualmente muitas formas de injustiça, "alimentadas por visões antropológicas 
redutivas e por um modelo econômico baseado no lucro, que não hesita em explorar, descartar e até 
matar o homem". E defendeu: "enquanto uma parte da humanidade vive em opulência, outra parte vê 
sua própria dignidade renegada, desprezada ou pisoteada e seus direitos fundamentais ignorados ou 
violados".
O papa lembrou ainda todos os que vivem "em um clima dominado pela desconfiança e pelo 
desprezo, que são submetidos a atos de intolerância, discriminação e violência por causa de sua raça, 
etnia, nacionalidade ou religião", enquanto alguns "enriquecem com o preço do sangue" desses 
indivíduos."Por isso somos todos chamados a contribuir para o respeito aos direitos fundamentais de 
cada pessoa, especialmente das invisíveis: que têm fome e sede, que estão nuas ou doentes, 
estrangeiras ou prisioneiras, que vivem à margem da sociedade ou são descartadas", aconselhou.

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