
De acordo com a delegada Karla Fernandes, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais
(Deic), alguns acontecimentos chamaram a atenção da Polícia Civil neste domingo, 17, quando
João Teixeira, conhecido como João de Deus, se entregou e foi levado para prestar depoimento.
Na ocasião, o escrivão designado para redigir o depoimento foi atropelado e quebrou o braço.
Outro fato, no mínimo estranho, relatado durante a presença do médium na delegacia foi uma
falha no computador que acabou apagando o depoimento, que precisou ser refeito. Para
finalizar, um frigobar estragou durante uma pane na estrutura elétrica da Deic, assustando
todos os presentes. As informações foram confirmadas pela delegada. “Tudo isso aconteceu no
dia do depoimento do médium e nos causou estranheza”, disse Karla.
Na noite desde domingo (16), João de Deus prestou depoimento em delegacia de Goiânia por conta
Na noite desde domingo (16), João de Deus prestou depoimento em delegacia de Goiânia por conta
das denúncias de abuso sexual cometidos durante atos religiosos.
Alguns acontecimentos um tanto quanto estranhos e inusitados marcaram o depoimento. Segundo a
Alguns acontecimentos um tanto quanto estranhos e inusitados marcaram o depoimento. Segundo a
Folha de São Paulo, os ali presentes disseram que o computador usado para registrar suas
explicações parecia ter vida própria. "Você apertava uma tecla e ela OOOOOOOOO...", descreveu a
delegada Karla Fernandes, coordenadora da força-tarefa imbuída do caso na Polícia Civil.
Como estava bastante calor, resolveram usar uma extensão para ligar o ar-condicionado. Segundo a
investigadora, o fio explodiu e queimou o frigobar. "Todo mundo gritou dentro da sala", conta ela.
A oitiva estava marcada para ocorrer em Anápolis, cidade vizinha à capital goiana, mas um
A oitiva estava marcada para ocorrer em Anápolis, cidade vizinha à capital goiana, mas um
imprevisto tirou o escrivão de circulação. Ele foi atropelado na BR-060, a caminho da delegacia, e
quebrou o braço.
Sendo assim, o depoimento foi transferido para Goiânia. Assim, o interrogatório durou por mais de
Sendo assim, o depoimento foi transferido para Goiânia. Assim, o interrogatório durou por mais de
duas horas. Para Fernandes, os episódios podem não ser só obra do acaso. "Estamos diante de uma
situação que envolve crenças e energias."
Questionada se está com medo, ela reage: "Não, mas tenho respeito, até porque sou espiritualista".
Questionada se está com medo, ela reage: "Não, mas tenho respeito, até porque sou espiritualista".
Ela classifica João de Deus como um homem que tem, de fato, "um poder". "Mas houve um desvio
no meio do caminho", comenta.
No depoimento o médium negou todas as acusações de abusos sexuais dos quais é acusado e sua
defesa tentou desqualificar as denunciantes. "Ele não admite [envolvimento]. Apresenta suas versões
e cabe à polícia provar", afirmou o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, que
acompanhou a oitiva. O suspeito disse que a regra era recebê-las coletivamente, e não em recintos
individuais, como consta dos relatos de supostas vítimas.
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