
Francisco recebe documento sobre o julgamento político de Lula. A advogada Carol Proner, o
cantor e compositor Chico Buarque, o papa Francisco, a ativista e escritora italiana Grazia
Tuzi e o advogado argentino Roberto Carlés. Na terça-feira (11), Chico entregou ao pontífice
um relatório sobre o uso do "lawfare" na América Latina. (Reprodução)
Da AFP: Chico Buarque entrega ao papa informe sobre
Da AFP: Chico Buarque entrega ao papa informe sobre
'lawfare' que ameaça América Latina
O cantor e compositor brasileiro Chico Buarque entregou ao papa Francisco, nesta terça-feira (11),
O cantor e compositor brasileiro Chico Buarque entregou ao papa Francisco, nesta terça-feira (11),
um informe sobre o uso da justiça com fins políticos na América Latina, o "lawfare", considerado
uma ameaça para a democracia na região, informaram fontes da delegação.
Buarque, que estava acompanhado de outros líderes latino-americanos, entre eles a advogada
Buarque, que estava acompanhado de outros líderes latino-americanos, entre eles a advogada
brasileira Carol Proner e o argentino Roberto Carlés, conversou com o papa Francisco durante 45
minutos em sua residência privada, Casa Santa Marta, no Vaticano.
O papa argentino, sensível a esses temas, recebeu o informe sobre o "lawfare", palavra usada para
O papa argentino, sensível a esses temas, recebeu o informe sobre o "lawfare", palavra usada para
indicar as chamadas "guerras jurídicas" e a perseguição de líderes políticos e de movimentos sociais
de protesto.
"O chamado lawfare é uma técnica de guerra jurídica, que o general americano Charles Dunlap
"O chamado lawfare é uma técnica de guerra jurídica, que o general americano Charles Dunlap
descreveu como um método de guerra não convencional, através do qual a lei é utilizada como um
meio para alcançar um objetivo militar", explicaram.
Entre os casos apontados pelos denunciantes estão os dos ex-presidentes do Brasil, Lula da Silva,
Entre os casos apontados pelos denunciantes estão os dos ex-presidentes do Brasil, Lula da Silva,
atualmente preso, do Equador, Rafael Correa, e da Argentina, Cristina Fernández.
(...) O grupo de ativistas considera que se trata de uma verdadeira "ameaça" à democracia em todo o
(...) O grupo de ativistas considera que se trata de uma verdadeira "ameaça" à democracia em todo o
mundo, e teme que através das novas redes de comunicação a "demonização" e a "deslegitimação"
dos adversários políticos se estendam com mais facilidade.
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