quarta-feira, 14 de novembro de 2018

VÍDEO: A FARSA DE ATIBAIA CONTRA LULA


Fatos sobre o sítio de Atibaia que a Justiça até agora ignorou. Por Joaquim de Carvalho
Os advogados de defesa do ex-presidente Lula apontaram seis absurdos e incoerências do juiz Moro 
e do Ministério Público Federal (MPF) no processo do sítio de Atibaia. Para a defesa, a ação do MPF 
não apresentou nenhum prova de que o imóvel pertence ao ex-presidente e diversas testemunhas já 
negaram qualquer relação com Petrobras.O depoimento de Lula está marcado para às 14h, na sede da 
Justiça Federal, no bairro do Cabral, em Curitiba. Um forte aparato de segurança foi deslocado para 
a região. Centenas de militantes e apoiadores de Lula começam a chegar ao local para acompanhar o 
depoimento.
Sérgio Moro, ministro de Jair Bolsonaro (PSL), promove uma sistemática perseguição a Lula. Desde 
o início da Lava Jato, ele tem transformado a Justiça e o direito em instrumentos de poder para 
atender suas ambições políticas e de aliados, prática conhecida como lawfare. Vejas as seis absurdas 
e infundadas acusações:
Nem Moro diz que o sítio é de Lula
A exemplo do que ocorreu no caso “triplex” que levou Lula à condição de preso político, o processo 
do caso sítio de Atibaia também não apresenta qualquer evidência e nem discute se a propriedade 
pertence ao ex-presidente. O próprio Moro diz que isso não importa. Resumindo, Lula não está 
sendo acusado de ser dono do sítio, mas pela reforma que foi feita nele que, segundo as “convicções” 
do juiz e do Ministério Público Federal, teriam sido solicitadas por Lula. Em sua denúncia, o MPF 
faz várias insinuações, mas não acusa ele de ser dono. O sítio é de outra pessoa.
Sítio fica em Atibaia e não há relação com Petrobras
A perseguição a Lula é tão descarada e evidente que o MPF da Lava Jato achou por bem resolver a 
falta de provas contra o ex-presidente com uma lista falsa de contratos entre a Petrobras e as 
empresas Odebrecht, OAS e Schahin para que o processo pudesse cair nas mãos de Moro na 13ª Vara 
Federal em Curitiba e não em São Paulo. A artimanha jurídica, que seria execrada por qualquer juiz 
sério, atendeu aos anseios do juiz político e agora ministro do presidente eleito.
Testemunhas negam, mas isso não importa para Moro
O problema (ao menos para quem ainda acredita na Justiça brasileira) é que Lula não tem qualquer 
relação com esses contratos e, mesmo após o depoimento de dezenas de testemunhas, não se achou 
nada que pudesse relacioná-los ao ex-presidente. Marcelo e Emílio Odebrecht, por exemplo, 
negaram qualquer relação com a Petrobras no caso e que a reforma não era contrapartida e que nunca 
discutiu contratos.
Agora ministro, Moro sem mantém como “juiz oculto” do caso
Moro disse em diversas ocasiões que jamais entraria para a política. Bem, o mundo inteiro agora 
sabe que ele mentiu – o que não chega a ser uma surpresa desde a condenação em primeira instância 
de Lula. Mas ele ainda consegue se superar ao, mesmo atuando politicamente para Bolsonaro, não 
ter pedido exoneração para assumir o Ministério da Justiça e manter a juíza Gabriela Hardt, 
substituta direta do juiz, à frente de processos que envolvem Lula. Se tivesse pedido exoneração, o 
que seria mais ético perante os olhos do mundo, um outro juiz provavelmente sem relação com ele 
seria responsável pelo julgamento do caso do sítio de Atibaia.
Sítio tem dono e Moro sabe. Cadê a justiça?
Os advogados de defesa de Lula argumentaram, ao longo de todo o processo, que o sítio da Atibaia 
tem proprietários conhecidos, “que constam na matrícula do imóvel e que provaram a utilização de 
recursos próprios e lícitos para a compra do bem, e, ainda, que suportam despesas de sua 
manutenção”. Aí sim existem provas: de que o imóvel não é dele. Tudo comprovado em cartório.Adiamento era para evitar exposição? Não é bem assim…
Quando Moro adiou o depoimento de Lula que acontece nesta quarta (13) para depois das eleições 
disse que “o acusado apresenta-se como candidato à Presidência da República. Caberá ao egrégio 
Tribunal Superior Eleitoral decidir a respeito”. Mas agora todo mundo sabe que a intenção era tirar 
Lula do jogo (mesmo preso) e favorecer o seu candidato Jair Bolsonaro.
Para Reinaldo Azevedo, Lula será condenado de novo, mas 
isso não tem nada a ver com Justiça
Para o jornalista e comentarista Reinaldo Azevedo, Lula também será condenado no processo do Sítio de Atibaia. Mas, a exemplo da condenação do caso do triplex, o Juízo da primeira instância deve ignorar as provas e os depoimentos dos envolvidos no caso.
Reinaldo publicou uma análise do caso no portal da Rede TV, onde atua como comentarista político.
Ele chega a citar trechos do depoimento dos envolvidos no caso, entre eles o proprietário do Sítio, o 
empresário Fernando Bittar.
A questão é que a denúncia contra Lula é que ele seria o proprietário oculto do imóvel e teria 
recebido benfeitorias, as reformas, como uma forma de propina.
Mas, está mais que provado que o Sítio não pertença a Lula.
Fernando Bittar é amigo da família de LLula desde a infância e sócio do filho do ex-presidente. 
Bittar afirmou que as duas famílias “eram como se fosse uma só”, e disse que deu “carta branca” 
para que a ex-primeira-dama reformasse o local.
Segundo ele, o sítio foi comprado com recursos próprios, e cedido a Lula para que guardasse o 
acervo presidencial, a partir de 2011.
Para ele, as obras foram “superdimensionadas” na denúncia. “São quartos simples, feitos com 
material de segunda. A adega não é uma adega; é um quarto de empregada. Não foi uma adega de 
cinema, nada disso; foi um quarto adaptado.”
Mas quem se importa com a legalidade?
Reinaldo Azevedo, que é declaradamente de direita e famoso desafeto dos petistas, é um dos poucos 
que parece se importar.
Sérgio Moro, o superministro do “coiso”, ainda é o titular da Vara que jugará Lula.
Movimentos sociais acompanham Lula em depoimento nesta 

quarta-feira
Rede Brasil Atual (RBA)
Movimentos sociais convocam militantes e população em geral para acompanhar o depoimento do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (14) em Curitiba. Será a primeira vez que
o ex-presidente falará oficialmente desde que foi preso, há sete meses. Ele depõe à juíza Gabriela
Hardt, substituta de Sérgio Moro na Lava Jato, no caso que investiga o recebimento de supostas
“vantagens indevidas das construtoras Odebrecht e OAS”, por meio de reformas em um sítio em
Atibaia (interior de São Paulo), cuja propriedade lhe é atribuída.
A mobilização é coordenada pelo Comitê Nacional Lula Livre, composto pelas frentes Brasil
Popular e Povo sem Medo, pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e outros movimentos sociais. A
concentração está marcada para a partir das 12h no acampamento Vigília Lula Livre, nos arredores
da sede da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso, e também próximo ao Tribunal
Regional Federal (TRF-4), local onde dará o depoimento, a partir das 14h.
A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que é preciso “ter muita gente mobilizada” para
acompanhar o depoimento do ex-presidente. Sobre o sítio de Atibaia, ela disse se tratar de “outra
mentira mal contada”. “O sítio não é do Lula, o sítio não tem nada a ver com ele. É cada coisa
absurda que a gente vê nesses processos.”
A defesa de Lula diz que depoimento prestado pelo empresário Fernando Bittar nesta segunda-feira
(12) não deixa qualquer dúvida de ele, e não o ex-presidente, é o proprietário de fato e de direito do
sítio de Atibaia.
O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, disse, após
visita à vigília Lula Livre, nesta segunda-feira (12), que “quem está preso não é o Lula, pessoa física.
Quem está presa é a esquerda brasileira, é a classe trabalhadora brasileira. O companheiro Lula só
está preso porque é a simbologia maior de tudo isso”, afirmou.
“Vamos reforçar o time aqui em Curitiba. Nossa ideia é que tenha no mínimo uns 500 companheiros
aqui, outros 500 na Justiça Federal. Não vamos deixar o companheiro Lula ir sozinho. Ele tem de
sentir que atrás dele tem a classe que ele representa. Vai ser a primeira vez que ele vai ter a
oportunidade de falar com o povo brasileiro”, completou Stédile.

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