
17 médicos atendem na área urbana e em comunidades do planalto e na região ribeirinha.
Segundo a Prefeitura de Santarém, as pessoas que recebiam atendimento pelos médicos
cubanos vão ter que ser remanejados para outras unidades onde têm médicos, mas ainda não
há resposta sobre a substituição de profissionais.
A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde
(Semsa), realiza na terça-feira (20) uma cerimônia de
despedida e agradecimento aos profissionais, na Casa da Cultura.
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No bairro Nova República, diariamente, dezenas de pessoas do bairro e de comunidades
adjacentes são atendidas pelo programa Mais Médicos — Foto: Reprodução/TV Tapajós
Os médicos cubanos que faziam parte do programa Mais Médicos, do Governo Federal, já estão se
despedindo dos pacientes e amigos antes de retornarem para Cuba, após o governo do país anunciar
que não tem interesse em renovar a parceria com o governo brasileiro. Em Santarém, 17 médicos
atendem na área urbana, em comunidades do planalto e na região ribeirinha.
Três deles atendem no bairro Fátima, dois no Mapiri, e um profissional nas seguintes Unidades
Básicas de Saúde (UBS): Nova República, Vitória Régia, Santarenzinho, Área Verde, Maracanã,
Jacamim, Santana do Ituqui, Nova Esperança do Ituqui, Guaraná, Tapará Grande, Vila Socorro e
Curuai.
Os médicos devem começar a regressar ao seu país de origem a partir de quarta-feira (21) e até o dia
13 de dezembro de 2018, todos já devem ter deixado o Pará. 542 profissionais atendem no Estado.
A médica Yulianela Cuadrado Marcelo, que chegou em Santarém há três anos, disse emocionada
que, apesar de sentir felicidade, pois vai retornar para casa, também se sente triste por deixar as
pessoas com quem construiu um laço aqui.
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Yulianela Cuadrado Marcelo se despede dos pacientes nas unidades onde já atendeu — Foto:
Reprodução/TV Tapajós
“O sentimento é de tristeza, porque a gente se apega muito com pacientes, as amizades. Vamos sentir
falta. É uma mistura de felicidade, mas também de tristeza”, contou. Ela já trabalhou na comunidade
Santana do Ituqui e Jacamim. Agora, ela se despede da UBS Nova República.
“Da minha parte e em nome dos meus colegas, eu sei que fizemos de tudo para que o paciente se
“Da minha parte e em nome dos meus colegas, eu sei que fizemos de tudo para que o paciente se
sinta bem atendido e para resolver a maior parte dos problemas”, afirmou Yulianela.
A rotina de atendimento da UBS é agitada. Diariamente, dezenas de pessoas do bairro e de
comunidades adjacentes são atendidas. A UBS é polo para mais de 10 mil pessoas, pela estratégia
Saúde da Família, grávidas, hipertensos, diabéticos e crianças.De acordo com o Conselho Municipal
de Saúde de Santarém (CMSS), as comunidades do interior, principalmente ribeirinhas, serão as mais
afetadas. Somente o barco hospital Abaré deve deixar de atender 73 comunidades. São mais de 18
mil pessoas.
“Se tivesse médico de boa vontade que viesse, mas tirando esses, vamos ficar sem e um posto da
“Se tivesse médico de boa vontade que viesse, mas tirando esses, vamos ficar sem e um posto da
área da Nova República, que é uma grande área, e atende bairros em volta, fica sem um médico aqui,
vai se tornar muito difícil para a população”, comentou um dos paciente que era atendido por médico
cubano, Francisco de Assis.
A presidente do Conselho, Gracivane Moura, ressaltou que a situação pode ser de calamidade
pública e que Santarém ficará em vulnerabilidade.
“Com certeza, vai aumentar o fluxo, tanto no hospital, quanto na unidade de pronto atendimento, e
chegando a atenção básica, onde faz totalmente a cobertura, ficando apenas os agentes comunitários
de saúde para fazer o serviço de prevenção e promoção da saúde de nossos usuários”, explicou.
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