Como Hitler, Bolsonaro dá a seus apoiadores carta branca para agredir

Em um manifesto assinado por diversos artistas, como os atores e atrizes Letícia Sabatella,
Wagner Moura, Beth Carvalho, Camila Pitanga e Bruno Garcia, pede-se um voto "na
civilidade, no respeito pelas pessoas, pelo que é diferente"; "Também votaremos na educação,
na saúde, no salário mínimo digno, no décimo terceiro salário, nas férias remuneradas, na
convivência pacífica entre os brasileiros. Também somos contra a corrupção, mas de todas as
formas", dizem os artistas, que condenam ainda a onda de ódio no País.
Votamos na Civilidade
Vamos votar na civilidade, no respeito pelas pessoas, pelo que é diferente. Também votaremos na
educação, na saúde, no salário mínimo digno, no décimo terceiro salário, nas férias remuneradas, na
convivência pacífica entre os brasileiros.
Também somos contra a corrupção, mas de todas as formas, inclusive de todos os partidos e pessoas
Também somos contra a corrupção, mas de todas as formas, inclusive de todos os partidos e pessoas
envolvidas, mas também contra a corrupção dos bilhões de reais nos paraísos fiscais do mundo, na
sonegação de impostos, na subtração dos direitos trabalhistas e previdenciários. Somos contra a
corrupção, mas também contra a hipocrisia.
Votamos no respeito e no diálogo entre as diferenças, na convergência saudável, no equilíbrio, na
democracia. Por isso, repudiamos a tortura, a discriminação racial, sexual e o armamentismo da
população. Igualmente repudiamos a indústria armamentista que banca candidatos, mas que ganha
fortunas vendendo armas e pondo a vida do povo em verdadeira situação de guerra civil.
Repudiamos as agressões de todos os tipos, inclusive o assassinato de pessoas por diferenças
políticas, como acaba de acontecer na Bahia, com o assassinato do capoeirista Moa do Katendê.
Queremos a preservação de nossos biomas, nossa biodiversidade, começando pela Amazônia,
decisiva para o ciclo de nossas águas, inclusive pelas chuvas que irrigam todo o Brasil, chegando até
os estados do Sul, como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, indo inclusive até o Uruguai,
Paraguai e Argentina. Sem as chuvas dos rios voadores amazônicos o Sul e o Sudeste viram um
deserto. A natureza é solidária, nós podemos ser também.
Votamos pelo respeito ao povo quilombola e seus territórios, indígena e seus territórios e respeitamos
todo o povo brasileiro, porque nossa variedade é uma riqueza e não um problema.
Por isso votamos nos programas sociais, nos programas de água, nos programas de energias limpas,
na revitalização de nossos rios, na convivência com o Semiárido.
Respeitamos cada região do país, com seu jeito, seu tipo físico, sua cultura. Se soubermos conviver,
teremos um imenso e feliz país.
Enfim, votamos na civilidade.
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Contrariando as intrigas de que iria apagar todos os vestígios da presença de Lula em sua campanha
política do segundo turno, o primeiro programa de Fernando Haddad na televisão teve a presença do
ex-presidente, em gravações antigas, qualificando o desempenho do candidato como Ministro da
Educação de Lula, e nenhum traço do tão falado “abandono” do líder petista.
O programa, como não podia deixar de ser, começa com o repúdio à escalada de agressões fascistas,
mas logo vira o tom para pontos afirmativos, com alguns segundos sobre o currículo profissional e
familiar do candidato. Começam as propostas sobre emprego, salário, educação e os compromissos
do candidato em cada um destes pontos.
De volta ao começo, o programa se fecha com a reafirmação da fé na democracia e na paz.
Já o programa de Bolsonaro é só medo, sentimentalismo tolo para parecer simpático às mulheres – a
história da vasectomia é ridícula e espera-se que ninguém queira que ele prove mesmo se a fez – e a
exploração desavergonhada da fé e do nome de Deus.De propostas, zero.
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