sexta-feira, 12 de outubro de 2018

VOTEMOS NA CIVILIDADE, O MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS


Como Hitler, Bolsonaro dá a seus apoiadores carta branca para agredir
Em um manifesto assinado por diversos artistas, como os atores e atrizes Letícia Sabatella, 
Wagner Moura, Beth Carvalho, Camila Pitanga e Bruno Garcia, pede-se um voto "na 
civilidade, no respeito pelas pessoas, pelo que é diferente"; "Também votaremos na educação, 
na saúde, no salário mínimo digno, no décimo terceiro salário, nas férias remuneradas, na 
convivência pacífica entre os brasileiros. Também somos contra a corrupção, mas de todas as 
formas", dizem os artistas, que condenam ainda a onda de ódio no País.
Votamos na Civilidade
Vamos votar na civilidade, no respeito pelas pessoas, pelo que é diferente. Também votaremos na
educação, na saúde, no salário mínimo digno, no décimo terceiro salário, nas férias remuneradas, na 
convivência pacífica entre os brasileiros.
Também somos contra a corrupção, mas de todas as formas, inclusive de todos os partidos e pessoas 
envolvidas, mas também contra a corrupção dos bilhões de reais nos paraísos fiscais do mundo, na 
sonegação de impostos, na subtração dos direitos trabalhistas e previdenciários. Somos contra a 
corrupção, mas também contra a hipocrisia.
Votamos no respeito e no diálogo entre as diferenças, na convergência saudável, no equilíbrio, na 
democracia. Por isso, repudiamos a tortura, a discriminação racial, sexual e o armamentismo da 
população. Igualmente repudiamos a indústria armamentista que banca candidatos, mas que ganha 
fortunas vendendo armas e pondo a vida do povo em verdadeira situação de guerra civil.
Repudiamos as agressões de todos os tipos, inclusive o assassinato de pessoas por diferenças 
políticas, como acaba de acontecer na Bahia, com o assassinato do capoeirista Moa do Katendê.
Queremos a preservação de nossos biomas, nossa biodiversidade, começando pela Amazônia, 
decisiva para o ciclo de nossas águas, inclusive pelas chuvas que irrigam todo o Brasil, chegando até 
os estados do Sul, como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, indo inclusive até o Uruguai, 
Paraguai e Argentina. Sem as chuvas dos rios voadores amazônicos o Sul e o Sudeste viram um 
deserto. A natureza é solidária, nós podemos ser também.
Votamos pelo respeito ao povo quilombola e seus territórios, indígena e seus territórios e respeitamos 
todo o povo brasileiro, porque nossa variedade é uma riqueza e não um problema.
Por isso votamos nos programas sociais, nos programas de água, nos programas de energias limpas, 
na revitalização de nossos rios, na convivência com o Semiárido.
Respeitamos cada região do país, com seu jeito, seu tipo físico, sua cultura. Se soubermos conviver, 
teremos um imenso e feliz país.
Enfim, votamos na civilidade.
------------------------------------

Contrariando as intrigas de que iria apagar todos os vestígios da presença de Lula em sua campanha 
política do segundo turno, o primeiro programa de Fernando Haddad na televisão teve a presença do 
ex-presidente, em gravações antigas, qualificando o desempenho do candidato como Ministro da 
Educação de Lula, e nenhum traço do tão falado “abandono” do líder petista.
O programa, como não podia deixar de ser, começa com o repúdio à escalada de agressões fascistas, 
mas logo vira o tom para pontos afirmativos, com alguns segundos sobre o currículo profissional e 
familiar do candidato. Começam as propostas sobre emprego, salário, educação e os compromissos 
do candidato em cada um destes pontos.
De volta ao começo, o programa se fecha com a reafirmação da fé na democracia e na paz.
Já o programa de Bolsonaro é só medo, sentimentalismo tolo para parecer simpático às mulheres – a 
história da vasectomia é ridícula e espera-se que ninguém queira que ele prove mesmo se a fez – e a 
exploração desavergonhada da fé e do nome de Deus.De propostas, zero.

Nenhum comentário: