CARAVANA DE HONDURENHOS EM DIREÇÃO AOS EUA NÃO PARA DE CRESCER.
FOTO: PUEBLOS SIN FRONTERAS
Com informações da Agência BrasilMuita gente pensa que a crise migratória nos Estados Unidos é causada por mexicanos. Nope. Hoje o
número de mexicanos cruzando a fronteira dos EUA ilegalmente é ínfimo se comparado ao de
hondurenhos, guatemaltecos e salvadorenhos que tentam entrar na “terra das oportunidades” e são
enviados a campos de concentração, separados de suas crianças, desde que Donald Trump chegou ao
poder. Não por coincidência, são todos países da América Central, onde a intervenção norte-
americana tem sido uma constante desde o século 19.
O campeão em imigrantes ilegais é justamente Honduras, país onde, em 2009, houve o primeiro dos
“golpes constitucionais” na América Latina, seguido pelo Paraguai, em 2012, e o Brasil, em 2016.
Honduras nunca melhorou. Pelo contrário, virou o “país mais perigoso do mundo para ser defensor
do meio ambiente”, criminalizou movimentos sociais e matou dezenas de jornalistas e defensores
dos direitos humanos. Agora também ficará conhecido como “o país que tem mais gente fugindo
para os EUA”.
Na quinta-feira, Trump ameaçou em seu twitter fechar a fronteira com o México se o
país não for capaz de impedir a caravana de milhares de imigrantes hondurenhos que
saiu do país no sábado, 13, em direção à “pátria da liberdade”. Também ameaçou
tirar o dinheiro que manda aos governos parças que apoia na região se não
“controlarem sua população”.

país não for capaz de impedir a caravana de milhares de imigrantes hondurenhos que
saiu do país no sábado, 13, em direção à “pátria da liberdade”. Também ameaçou
tirar o dinheiro que manda aos governos parças que apoia na região se não
“controlarem sua população”.
Trump não fez nenhuma referência ao fato de seu país ser o responsável por todo o
subdesenvolvimento, a violência e a miséria que estão causando a fuga de cidadãos
dos países que citou, preferindo chamar os migrantes, entre eles famílias inteiras, de
“criminosos”. Os venezuelanos que saem de seu país, porém, chegaram a ser
visitados no Brasil por seu vice, Mike Pence.
Apesar das ameaças do presidente de extrema-direita, os primeiros migrantes
hondurenhos começaram a entrar, nesta sexta-feira, em território mexicano, a partir
da cidade de Tecún Umán, na Guatemala. O grupo cruzou à força o primeiro cerco
policial, composto de uma centena de homens da guarda antimotim para se dirigir a
uma cerca que separa a Guatemala do México.
subdesenvolvimento, a violência e a miséria que estão causando a fuga de cidadãos
dos países que citou, preferindo chamar os migrantes, entre eles famílias inteiras, de
“criminosos”. Os venezuelanos que saem de seu país, porém, chegaram a ser
visitados no Brasil por seu vice, Mike Pence.
Apesar das ameaças do presidente de extrema-direita, os primeiros migrantes
hondurenhos começaram a entrar, nesta sexta-feira, em território mexicano, a partir
da cidade de Tecún Umán, na Guatemala. O grupo cruzou à força o primeiro cerco
policial, composto de uma centena de homens da guarda antimotim para se dirigir a
uma cerca que separa a Guatemala do México.
O campeão em imigrantes ilegais é justamente Honduras, país onde, em 2009, houve o primeiro dos “golpes constitucionais” na América Latina, seguido pelo Paraguai, em 2012, e o Brasil, em 2016. Honduras nunca melhorou“O regime que governa o país no pós-golpe é
largamente responsável pela explosão da
criminalidade, assim como a responsabilidade do
governo dos EUA pelo regime. Sim, as gangues
se multiplicam em Honduras, mas a gangue
verdadeiramente perigosa está no governo
hondurenho”, escreveu a historiadora Dana Frank
no Huffington Post. Segundo ela, a resposta para
a corrupção policial foi a militarização do país.
Enquanto isso, os índices de pobreza subiram
assustadoramente.
A caravana de hondurenhos rumo aos EUA
A caravana de hondurenhos rumo aos EUA
também não para de crescer. Já são cerca de 2 mil
pessoas indo em direção à fronteira. Mas os
Estados Unidos preferem culpar o povo e o governo que colocaram lá, em vez de assumir sua
responsabilidade sobre o que fizeram na América Central para que isso esteja acontecendo.
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